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2 Capítulo 2 - Ela falou com você?
Notas iniciais
Espero que esteja gostando. Boa leitura (:
É hoje que eu vou fazer um dos meus primeiros desejos, estou tão feliz que nem sei o que falar haha!
Tchau Diário
Peguei meu skate e fui nele até o hospital, parei na sua frente respirei fundo pois lembranças me vieram ao ficar de frente a ele de novo e uma lágrima rolou, a saudade de minha mãe me assombrou fortemente estando de frente para o lugar o qual passou seus últimos dias antes de falecer e isso tudo me deu um grande aperto no peito respirei fundo e fui caminhando agora com o skate na mão para a porta de entrada, entrei e fui até a recepção
– Bom dia, em que posso ajuda-la? – disse a recepcionista
– Quero ser doadora de medula óssea – disse sorrindo
A Mulher me olhou surpresa e sorriu
– Qual sua idade? – ela perguntou
– 18, fiz 18 a 6 dias – disse rápido estava bem empolgada
– Tudo bem, vá ao terceiro andar e vire o corredor a esquerda ao o final lá tem um recepção própria – disse ela me olhando sorrindo
– Obrigado – disse sorrindo tímida
Segui todas as instruções, Fiz todo meu cadastro e todos os exames para o REDOME
(Explicando um pouco do REDOME: nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) bem eles teriam todas minha informações ali e se eu fosse compatível a algum paciente eles me chamariam.
Todos me perguntam por quê esse era o meu primeiro desejo, eu queria que pessoa assim a 12 anos atrás ajudassem minha mãe quando ela precisou, quando a perdi pra leucemia. Eu sei como era ter seu mundo desabando e não queria aquilo pra ninguém por isso era meu primeiro desejo a atingir a maior idade.
Sorri ao relembrar de tudo apesar da dor, as lembranças de minha mãe eram maravilhosas.
Eu fui até uma enfermeira a qual o crachá estava escrito: Supervisora Pediátrica e sorri
– Senhora, você sabe dizer se tem voluntários para ajudar aqui? Gostaria de me candidatar – falei sorrindo
– Obrigado, não precisamos de você – ela disse séria e simplesmente me deu as costas
– Que mulher irritante – murmurei baixo e fui pelo corredor calmamente e ao estar ao cruzamentos de corredores vi uma criança na porta de uma das sala séria com o olhar triste e mesmo não tendo permissão algo mais forte me fez caminhar até ela, eu fui até a ela a criança tinha os olhos azuis esverdeados o rosto abatido, triste e sem cabelos. Me abaixei para ficar na altura dela e ao olhar diretamente aos seus olhos na mesma altura sorri
Esta é a Amanda
– Olá, me chamo Caroline – sorri fortemente
A criança desviou seu olhar ao ponto fixo ao nada e ficou do mesmo jeito como se eu não estivesse ali
– Não vai me dizer seu nome? Disse me colocando na frente do seu ponto fixo, foi quando ela me olhou me analisando diferente por um tempo e depois me olhou com o olhar assustado
– Está tudo bem? Se não estiver vou embora, sem problemas – falei com medo de a ter assustado
Não obtive resposta, levantei e virei de costas rapidamente pensando que fiz besteira e me xingando mentalmente
– Espere, volte – ouvi uma voz baixa atrás de mim, me virei novamente e vi ela dando um sorriso tímido
Fui até ela abaixei de novo e sorri mais ainda
– Você não me disse seu nome – falei olhando pra aqueles olhos lindos mas tristes
– Amanda – ela disse
Quando eu ia falar mais alguma coisa fui interrompida
– O que está fazendo aqui? Já não disse que não precisamos de você quer eu chame os seguranças? Vá embora e deixe a Amanda em paz – disse a enfermeira do capeta a qual tinha me feito a ignorância a pouco tempo
– Desculpe, estou indo embora – disse assustada e caminhando em direção ao elevador
– NÃO, DEIXE ELA AQUI COMIGO – disse a criança, juro que meu coração se partiu ao ouvir que ela queria que fica-se mais, olhei pra trás mandei um beijo e andei ainda mais rápido pois eu iria chorar após aquilo.
– ESPERA! ESPERA! – ouvi uma voz parecida com a da enfermeira do capeta mas não poderia ser ela, me virei pra ver quem era
– Espere, vamos a minha sala – disse a enfermeira do capeta, fiquei assustada com pedido dela mas a segui
Entramos em sua sala e ela se sentou atrás de uma mesa e foi direto ao assunto
– Quando pode vir? – disse ela
– Como é? – perguntei sem entender nada, em hora ela nem queria olhar pra minha cara em outra ela queria que ajuda-se
– Vou direto ao ponto, aquela criança a Amanda tem 8 anos e desde pequena luta contra o câncer que volta quase sempre, ela não falou com ninguém do hospital a não ser você desde que a irmã morreu e isso faz 3 anos, sabe a quanto tempo tento reconquistar aquele coraçãozinho? Posso parecer uma pessoa horrível pois te tratei assim quando me perguntou se poderia ajudar – ela disse com os olhos marejados e respirou fundo
– Eu perdi a Alice hoje de manhã, não estou bem, me Desculpe – ela disse secando as lágrimas e estendendo a mão pra mim
Dei um largo sorriso ao saber que eu consegui algo que ninguém conseguia a anos de uma criança e que eu poderia ajuda-la, apertei a mão dela e lembrei de sua primeira pergunta
– Posso vir os dias que você quiser – disse sorrindo
Ela começou a escrever e por fim me entregou um papel
– Aqui está dias e horários você vem os que puder – ela disse sorrindo
– Obrigado – disse e me retirei da sala
Consegui o tanto queria, fui em disparada pra casa no meu skate feliz e rindo
– Você está rindo atoa? O que houve? – Marcela disse largando o pote de cereal que comia em pleno meio dia e meio e colocando a mão na minha testa procurando ver minha temperatura e levantando as sobrancelhas
– Idiota, consegui ser voluntaria na Pediatria e fazer meu cadastro como doadora – disso sorrindo
A feição de brincadeira de Marcela se desfez, ela pegou seu pode de cereal novamente e me encarou
– Jura que não faz isso por culpa? Se for não vai te fazer bem – ela disse séria
– Não faço, só sei o que eles sentem e quero ajudar – disse olhando pra ela
– Pois bem, você sabe o que faz, falando em saber o que faz o que acha de fazer o almoço? – ela disse dando um largo sorriso
– Vagabunda, vê se faz você estou cansada – disse subindo as escadas e rindo
– CHAAAAAAAATA – ouvi Marcela gritar lá em baixo
Entrei no meu quarto e vi os horários tinha todos os dias de manhã e tarde
Eu ficaria com a parte da manhã, já que a tarde eu estudaria para a prova em breve do emprego de Guia turístico enquanto não começava a faculdade de historia
– CAROOOOOOOOOOOOOOOOOOOL – Marcela me chamou
Desci as escadas e a procurei e ela estava na cozinha
– Oi chata – falei olhando pra ela
– Almoço e quero falar com você – ela disse apontando para o forno
– Sério, lasanha pronta? Que grande novidade vindo de você! – falei rindo e usando toda minha irônia
– Engraçadinha, come e cala boca – disse ela revirando os olhos
Peguei minha lasanha e olhei pra ela fixamente
– Fala – disse ainda olhando pra ela
– Arranjei uma moradora e um morador – ela disse dando um largo sorriso
– Que bom, eu conheço? – perguntei devorando minha lasanha
– Não, só eu – ela disse
– Carolzinha linda – ela disse rindo e eu sabia que algo que eu não gostaria viria em seguida pois ela usou meu nome no diminutivo e isso era a cara dela.
– Pede logo – falei largando o garfo e a olhando
– Você prometeu pra minha mãe, que ia sair comigo – ela disse dando um largo sorriso
– Outro dia ok? – falei na tentativa de enrolar
– Nada disso, hoje e acabou, as nove você tem que estar pronta vou deixar sua roupa, sapato e acessórios na sua cama – ela disse rindo
– Você pensa em tudo hein, que merda – falei bufando
Terminei de comer e subi e dormi, acordei as 6 horas tarde demais, peguei os livros e fui logo estudar já que teria que sair com Marcela, livros e livros até..
– CAROL, VAI TOMAR BANHO AGORA! – gritou minha querida prima tirando minha concentração, olhei pro relógio e já eram 8 horas bufei e caminhei pro banheiro para tomar meu banho
Ao sair do meu banheiro vi minha cama repleta de coisas e mais coisas, fui até meu guarda roupa botei minha calcinha e sutiã e quando ia mexer nas coisas da cama, Marcela entra no meu quarto abrindo tudo e me mostrando o que eu iria vestir apenas assenti e fui me arrumando, enquanto ela se arrumava no quarto dela
Ela me deu um vestido bege tomara que caia na parte do busto era repleto de brilho e soltinho e chegava ao meio da minha coxa, o sapato era preto fechado com uns 15 cm e todo brilhoso, me vesti e sai do quarto e fui até o dela e entrei sem bater assim como ela fazia sempre comigo.
– Estou pronta – falei dando um volta
– Não está mesmo – ela disse rindo muito
– Senta – ela ordenou
E ela começou a me maquiar e arrumou meu cabelo e por fim saiu do quarto pegar os acessórios
Levantei afinal ela não tinha deixar eu me ver no espelho a nenhum momento, parei de frente ao espelho e fiquei de boca aberta. Meus cabelos chocolates estavam umas mechas para trás e soltos e meu rosto perfeitamente maquiado, meus olhos castanhos claro destacados e minha boca fina estava grossa e bonita com o batom vermelho que eu achei muito ousado pra mim.
– Eu sou ótima né? – Marcela disse rindo na porta me olhando
– Tenho que concordar – falei rindo sem tirar os olhos do espelho ainda me avaliando
Me sentei novamente e ela colocou os acessórios em mim e foi se maquiar, em 10 minutos ela estava pronta e descemos as escadas
– Vem, a Mary está nos esperando a uns 5 minutos ela disse apagando a luz e me jogando pra fora de casa como sempre
– Tem que parar com essa mania de me empurrar ou puxar Marcela, estou em cima de uma coisa de 15 cm posso muito bem cair e bater a cabeça – disse arregalando os olhos e fazendo drama
– Cala a boca – ela disse rindo e pegando minha mão e caminhando até o carro
– Ei Mary, essa é Caroline – disse Marcela entrando no carro no banco do carona.
– Prazer Mary — disse a ruiva no volante e olhando pras trás aonde eu entrava com cuidado no banco traseiro do veículo.
– Prazer – falei dando um sorriso tímido
– Mary é que vai vir morar conosco – disse Marcela
– Adorei a casa por fora, espero gostar por dentro – ela disse enquanto estava no volante
– Vai adorar com certeza – falei sorrindo
Em alguns minutos chegamos em frente alguma boate, respirei fundo, não gostava desses lugares mais prometi a minha tia a sair com Marcela
Entramos após alguns minutos na entrada e lá dentro estava um som absurdamente alto e luzes que me deixaram primeiramente cega e tonta, que droga Marcela não tinha um lugar pior pra me levar?
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