Recomeçar
19 Capítulo 19 - Um dia você vai entender.
Notas iniciais
Só que eu estava completamente sem inspiração nenhuma
Pessoal eu sei que eu tenho alguns leitores fantasminhas, eu peço que vocês comentem nem que seja um "continua" para eu que sabia que vocês estão lendo.
Obrigado a todos que sempre comentam
Enfim, Ótima Leitura :D
Parei no corredor pensando no que fazer, algo que melhora-se a auto estima de Marcela para o grande dia de sua festa. Me encontrava parada no corredor por um tempo que nem mesma sabia pensando e pensando.
– Está tudo bem Carol? – perguntou Caíque me tirando de meus pensamentos.
– Está sim – falei lhe dando as costas e descendo rapidamente as escadas
Estava para sair de casa quando ouço aquela voz irritante perto de mim
– Já vai querida – ouvi a vaca mugir
– Não é do teu interesse querida – falei dando um sorriso mais falso possível para Sabrina.
Sai de casa rapidamente pegando minha moto indo para casa de Pedro apenas parando em um restaurante.
– Pedro? – disse assim que abri a porta do apartamento com a chave que eu acabara de ganhar
– aqui – ouvi a voz dele vindo da sala
– Trouxe um comida maravilhosa para gente, agente pode comer e ... – eu dizia indo em direção á sala mas parei de falar assim que vi uma menina de pele branca, cabelos e olhos castanhos escuros sentada ao sala de Pedro aos risos. Enquanto eu estava com cara de babaca apenas os olhando e esperando que falassem algo
– Ah desculpe, Carol está é Gabriele – Pedro disse finalmente quebrando o silêncio
– Ah, olá Gabriele – disse sorrindo sem graça
– Um prazer Carol – ela disse sorrindo com o olhar de surpresa
Esta é a Gabriele
– Desculpe, não sabia que você tinha visita – falei olhando para Pedro esperando alguma resposta
– Eu vim aqui para conversar um pouco e estávamos decidindo qual seria nosso jantar para dois – ela disse dando ênfase no “dois”. Legal, estou sendo chutada e atrapalhando o casal.
– Não precisam mais, está aqui – disse colocando o jantar em cima da mesa
Fui para o meu quarto e coloquei o que eu precisaria em uma mochila, estava eu novamente com ciúmes de alguém que não era meu, Eu e Pedro sempre fomos muito amigos ele poderia ter me dito que teríamos visitas ou pedir que eu fica-se em casa hoje mais não, preferiu que sua amiguinha me chuta-se daqui e ele nem contestou.
Passei pela sala com minha mochila nas costas rapidamente e sentindo o olhar dos dois em cima de mim todo o tempo, apertei o botão do elevador que fazia questão de demorar enquanto eu batia o pé impaciente
– Carol, espera – ouvi a voz de Pedro no final do corredor saindo do apartamento
– Andar logo elevador desgraçado – murmurei baixo
– Carol – ouvi a voz de Pedro novamente só que desta vez mais perto
Eu me concentrava em olhar diretamente para o elevador todo o momento, que finalmente chegou e eu em resposta praticamente me joguei dentro dele apertando o botão da garagem, pedindo mentalmente que as portas se fechassem rápido. Elas estavam quase no final quando Pedro coloca sua mão no meio impedindo que fechassem totalmente
– Carol, o que isso? – Pedro disse ofegante
– Estou te dando uma noite livre de mim só isso – disse seca
– Porquê? – ele disse me olhando nos olhos
– Porque sim, você merece afinal você não discordou quando sua amiguinha me dispensou sutilmente- falei fazendo “sutilmente” aspas com os dedos e empurrando o tronco de Pedro para fora de alcance dos sensores de movimento do elevador que impediam que as portas finalmente se fechassem.
– Tenha um ótimo jantar Pedro – falei por último antes que a última frecha de visão que as portas nos davam finalmente fechassem.
Quando as portas se fecharam respirei profundamente, eu tenho que controlar esses meus ciúmes extremos de amigos meus, primeiro com Caíque depois com Pedro e eu já sabia o final de tudo, tudo dava errado.
Peguei minha moto indo em alta velocidade, o vento batendo contra o meu rosto me dava uma sensação de liberdade e extravasava o eu estava sentindo que por mais que eu achasse com meu lado racional que era idiotice, o meu lado sentimental sempre me fazendo agir assim, sem pensar no que estava fazendo.
Finalmente chegando em casa, abri a porta me sentindo aliviada finalmente na minha casa podendo fazendo o que eu quisesse. Fui direto para cozinha largando minha mochila no chão e procurando algo que me alimenta-se já que eu deixei meu jantar lindo e maravilhoso para o casal simpatia.
Acabei pegando uma das lasanhas prontas de Marcela e esperando ali pela cozinha mesmo já que andando pela minha própria casa eu encontrava pessoas que não me agradavam ver. Minutos torturantes até minha lasanha ficar pronta.
Eu estava me concentrando em somente saborear a minha deliciosa lasanha e não pensar em mais nada, nenhum pensamento seria bom o bastante
– Oi – ouço a única voz masculina da casa na porta de entrada da cozinha
– Oi – respondo sem tirar os olhos da minha janta
– Agente não conversa faz muito tempo não é? – ele diz me encarando se sentando á minha frente
– Por ótimos motivos – digo seca
– Um dia você vai entender – ele diz desviando seu olhar de mim
– Entender, aham – falei ironizando rindo
Ele respirou fundo e volto seu olhar para mim me encarando profudamente
– Vai ficar me encarando? – perguntei parando de comer e o olhando
– Eu gosto de te olhar – ele diz corando
– Eu gosto de comer sem ter alguém me encarando – falei seca na esperança disto faze-lo se retirar
Novamente ele respirou fundo se levantando vagorosamente dando a volta na mesa se agachando ao meu lado
– O que foi agora Caíque? – disse irritada ao vê-lo tão perto de mim, sua presença era algo que me incomodava pois não podia abraça-lo e muito menos beija-lo.
Ele me surpreendeu com um abraço forte que após alguns segundos ele o finalizou me dando um beijo no rosto. O que fez ele ficar perto de mim, perto o bastante para eu perceber lágrimas e seu nariz vermelho.
Ele sorriu ao ficar perto de mim me olhando nos olhos passando as costas da mão em meu rosto
– Porquê fez isso? – soltei a pergunta como quase um sussurro
– Um dia você vai entender – ele diz secando suas lágrimas e depositando um beijo em minha testa logo sumindo da cozinha me deixando sem entender completamente nada.
Respirei profundamente prendendo o ar e só depois de alguns segundos o soltando lentamente
– Eu juro que queria entender – murmurei comigo mesma
Eu agora me deparava no meu quarto, finalmente no meu quarto no meu conforto sem perturbações ou amiguinhas de visitas. Bufei ao lembrar de Gabriele.
Depois de um longo banho e tentar dormir o que foi em vão, eu uni útil ao agradável. Passei a madrugada cuidando dos meus cabelos, das minhas unhas e pernas já que amanhã seria véspera do aniversário de Marcela.
E eu teria muitas coisas á fazer muitas mesmo, iria resolver tudo de uma vez por todas. Porquê depois do aniversário de Marcela vou trabalhar dobrado ficando quase um mês fora de casa.
Depois de horas me embelezando me joguei na minha cama de cara no travesseiro rindo, eu nunca fui de fazer isso e olha só pra mim agora.
– Pelo menos agora você dá uns pegas em alguém e está mais apresentável – pensei comigo mesma
Ri com meus pensamentos idiotas e me ajeitei na cama procurando uma posição confortavel talvez assim o sono me consumisse mais rápido
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