Recomeçar
10 Capítulo 10 - Vida Nova?
Notas iniciais
Boa Leitura (:
Eu passava algumas semanas fora e outra em casa por causa do emprego e Caíque mal falava comigo depois do que conversamos no natal e aquilo acabava comigo ver Sabrina desfilando pela casa com as blusas deles e beijando na minha frente era insuportável me fazendo sair de casa quase sempre.
Estava andando a beira da praia a qual vim com minha nova moto, estava deixando a brisa levar meus cabelos fechei os olhos para aproveitar aquele momento de paz mais parece que a paz não gostava de mim.
E uma bola acertou meu braço me fazendo desiquilibrar e cair na areia da praia, juro que mataria o causador do fim do momento paz, peguei a bola me levantando esperando alguém vir busca-la o que não demorou.
- Desculpe, interromper seu momento titanic – disse o menino rindo e me provocando
- Momento titanic? – perguntei arregalando os olhos não acreditando que ele estava me provocando após ter me acertado com sua inútil bola.
- É só faltava você abrir os braços e ter alguém segurando sua cintura – disse ele rindo
- Que idiota, não tem nada melhor para fazer não? – perguntei com raiva
- Tenho, só você devolver minha bola – ele disse dando um sorriso sarcástico
Minha raiva tomou conta de mim fazendo tacar aquela bola em um movimento rápido e certeiro na cara daquele idiota gostoso, falei que ele era perfeitamente malhado? Não? Ele era lindo mais um ogro ignorante
- Sua maluca – ele disse botando a mão no rosto vermelho
- Melhor maluca que esnobe, ignorante e ridículo – falei saindo dali
- Isso não vai ficar assim – ele disse segurando meu pulso me impedindo de andar
- Me solta garoto, que saco eu não posso tentar ter um momento de paz nessa vida e vem alguém cheio de gracinhas, palhaçadas acabando com tudo, que merda vida – falei irritada mas falando comigo mesma do que com ele e uma lágrima de raiva rolou pela minha face
Ele me soltou e eu continuei andando procurando um lugar distante o suficiente de bolas e idiotas ignorantes, achei um canto quase no final da praia me sentei na frente do mar deixando a brisa brincar com meu cabelo e apenas sentir aquele momento de paz.
- Desculpe – disse o ignorante se sentando ao meu lado
Eu apenas o olhei depois voltei meu olhar para o mar, que hoje estava magnifico.
- Eu não queria te incomodar só pedir desculpas por ser um completo idiota, mesmo me desculpa – ele disse com o olhar de arrependido.
- Tudo bem – falei em um sorriso sem dentes e sem tirar os olhos do mar
- Me deixe de compensar e tirar essa ideia de todos esses defeitos que você me disse á uns minutos atrás com um sorvete – ele disse dando um sorriso
Pensei que não seria uma boa sair com o ignorante de poucos minutos mais algo na minha cabeça disse: Foda-se vai logo e eu obedeci
- Está bem – falei dando outro sorriso tímido e começando me levantar
Fomos caminhando até a sorveteira eu ainda viajava em meus pensamentos
- Meu nome é Pedro – ele disse olhando para frente
- Caroline – falei sendo prevê
- Quantos anos Caroline? – ele perguntou puxando assunto
- 18 e você? – respondi sendo educada
- Tenho 21, Carol? – ele perguntou como se estivesse pedindo permissão para me chamar assim me fazendo rir
- Sim, pode me chamar de Carol – falei sorrindo e olhando para ele rapidamente.
- Profissão Carol? – ele perguntou me olhando rapidamente enquanto caminhávamos
- Guia turística e você Pedro? – falei dando um sorriso e usando seu nome assim como ele fazia comigo
- Nossa, gostei da sua profissão. Sou gerente de uma loja de roupas e ajudo meu pai a administrar outras enquanto curso Direito – ele disse me olhando sem parar de caminhar
- Hum, advogado não faz bem a sua cara – falei rindo
- Porquê? – ele disse parando de caminhar e me olhando
- Você não faz o tipo sério que fica de terno, fica melhor assim só de bermuda – falei sendo abusada demais e rindo.
- Você também não fazia o tipo que cantava o cara logo no primeiro sorvetinho – ele disse rindo e tirando sorrisos meu
- Estou sincera demais hoje, não se aproveite disso – falei começando a caminhar novamente
- Gosto disso – ele disse sorrindo
E caminhamos em silêncio por um tempo até chegarmos á sorveteria
- Me diz o sabor que você quer e se senta – ele disse olhando para a sorveteira que parecia lotada
- Chocolate – falei entrando e por sorte achando uma mesa com duas cadeiras
Depois um tempo ele voltou com o meu sorvete e o dele na mão
- Aqui está – ele disse dando um sorriso tímido
Ficamos por um bom tempo em silêncio enquanto devoramos nossos sorvetes.
- Mora por aqui? – ele me perguntou me olhando
- Não moro no bairro vizinho – respondi
- Gosta e não gosto do quê, me fale de você – ele disse ainda me encarando
- Odeio boates, baladas e derivados. Amo crianças e animais, amo viajar e por isso minha profissão, odeio relacionamento e não acredito no amor – disse rapidamente e sem tirar os olhos do meu sorvete.
- Nossa, porquê toda essa descrença? – ele disse me olhando mais profundamente
- Motivos pessoais – falei terminando meu sorvete
- Tenho que ir embora – falei após ter olhado o relógio
- Espera, eu te acompanho – ele disse se levantando e indo atrás de mim
- Posso te ver mais uma vez? – ele disse enquanto caminhávamos em direção ao estacionamento o qual deixei minha moto
- Achei que era só um pedido de desculpas – falei rindo
- Era, mas algo em você me fez querer te ver outra vez – ele disse sorrindo
- Tudo bem, me dá seu telefone para eu dar meu número – falei parando de andar
Ele me deu seu celular e eu gravei meu número e me despedi com um beijo no rosto subindo em minha moto e indo para casa encarar o casal mais grudento do mundo.
Este é o Pedro.
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