Recomeçar
9 Capítulo 9 - Apenas fiz uma entrega.
Notas iniciais
Não falarei muito agora porque estou MORTA de sono. Só estou escrevendo porque a inspiração veio forte e eu não pude me segurar ^^ Aproveitem e que venham Reviews!
Bjks!
Ami ~
Com os papeis em mãos e sem sinais de lágrimas intrusas, passei pelas portas que davam ao lado de fora do prédio do Sandaime. Estava um pouco aliviada: Por sorte o Hokage não percebeu que eu havia chorado e apenas fez as perguntas básicas de como foi a missão. Depois de respondidas, ele disse por fim:
- Agora que está aqui, quero que entregue estes papeis em suas mãos para o Kakashi. Como ele é o capitão, é dever dele fazer o relatório da missão.
A última coisa que eu desejava era ver o Kakashi hoje outra vez. Aquela conversa há alguns minutos ainda pulsava na minha cabeça, e me deixava nervosa para vê-lo. Agora eu me perguntava se era eu quem estava exagerando ou ele que errou e passou dos limites.
Não sei... Posso saber de várias coisas, mas quando algum sentimento forte está em questão eu me perco toda. Nunca fui boa em lidar com eles, e está foi a principal razão das minhas perdas de controle anteriores que já causou tantos estragos.
Maravilha... Sou uma bomba relógio ambulante.
- Mitsue-senpai!! – Pouso na terra assim que ouço a voz inconfundível.
- Naruto? Oque está fazendo aqui garoto? – Olhei para o loiro que havia acabado de parar de correr bruscamente na minha frente.
- He He... É que eu vim ver se você estava legal ttebayo... Você sumiu assim que chegamos.
- Ah, é isso... – Sorri e toquei a cabeça dele – Eu estou ótima, não se preocupe comigo. Já falei isso diversas vezes.
Naruto deu uma risada de desculpas em quanto coçava a nuca com uma das mãos. Por mais que dissesse aquilo, eu me sentia feliz por ele se preocupar. Naruto podia ser meio cabeça oca, mas ele tem um enorme coração. Mas ter um loiro extrovertido preocupado comigo vai ser um problema. Olhei para cima e entortei os lábios quando vi o céu laranjado. Meu tempo está curto... Tenho que entregar os papeis ao idiota do Kakashi e cuidar do cavalo que a Sayuri me emprestou. Não podia perder tempo com o Naruto agora. Voltei a olhar para o Naruto e depois para o cavalo amarrado numa cerca próxima dali e um sorriso surgiu, por mais que parecesse loucura se for pensar que o Naruto está evolvido nisso. Fazer oque... Eu tenho que confiar nele desta vez por mais que as chances de algo dar errado existissem.
- Naruto... Aproveitando que está aqui, será que poderia me fazer um favor? – Perguntei com a voz calma, e um sorriso suspeito no rosto. Como esperado, Naruto nem desconfiou do que eu planejava.
- O que foi Dattebayo?
- Eu estou com muitos compromissos hoje e meu tempo está curto... Então eu gostaria de saber se você poderia me ajudar a diminuir meus afazeres.
Naruto cruzou os braços e estreitou os olhos.
- Ahh senpai... Acabamos de voltar de uma missão ttebayo...
- Eu sei! Mas eu tenho certesa que você vai gostar disso – Ele continuou m olhando desconfiadamente, mas esperou que eu continuasse – Bem, eu gostaria de saber se você poderia cuidar do puro sangue por mim.
É incrível a rapidez que ele muda de humor...
- VAI ME DEIXAR CUIDAR DE UM CAVALO TTEBAYO?! SÉRIO MESMO SENPAI?! – Faltou o garoto pular em mim de euforia.
- Sim, sim... Mas tem que me prometer que fará nada de errado com ele já que não é meu.
- Hai!! Eu prometo ttebayo! Não vou decepcionar a minha senpai dattebayo! – Sorriu imensamente antes de sair correndo na direção do animal inocente.
Ri com a cena engraçada do garoto que tentava montar o cavalo que facilmente o derrubava.
- Okay! Hora de entregar de uma só vez esses papeis e terminar esse dia... – Suspirei em quanto dava os primeiros passos para fora dali, e só então me lembro que esqueci de um detalhe. Me viro para o garoto caído no chão ao lado do cavalo, e reprimindo uma risada, falo:
- Hey Naruto! – O garoto senta no chão e se vira para mim – Sabe onde o Kakashi está agora?
- Ah, o Kakashi-sensei? – Assenti ignorado a voz alta de mais – Ele disse que ia para casa ler um pouco pois já tinha acabado.
Revirei os olhos e soltei outro suspiro, dessa vez era um longo suspiro cansado.
Ele esqueceu completamente do relatório.
- Obrigada Naruto, pode voltar ao que estava fazendo – Falei num tom humorado no final da fala.
- Está bem! – Ele se levantou e se jogou em cima do cavalo, mas ele calculou mal e acabou caindo pelo outro lado.
Dei uma risada mal disfarçada e sumi de onde estava. O apartamento dele não ficava distante do prédio do Hokage e da minha casa – mas mesmo sendo tão perto, ele sempre se atrasava para tudo, a não ser que alguém ficasse de olho nele -, e era a primeira vez que eu resolvia ir visitá-lo depois de finalmente memorizar o endereço. Claro que aquilo não poderia ser nomeado como uma visita normal, aquilo era pura obrigação ou então eu nem pensaria em passar por lá.
Como eu disse, não era longe de onde eu estava e cheguei num piscar de olhos, de frente para a porta do apartamento dele. Engoli em seco e bati a sua porta com o máximo de segurança que eu poderia mostrar.
- Espere um momento! – Disse a voz por trás da porta.
Apertei os lábios e não respondi nada, apenas segurando as folhas com força de mais.
Depois de alguns instantes, ouço o barulho da tranca na porta e ela é aberta sem muita pressa. Na minha frente, a primeira coisa que eu vejo é um homem adulto segurando um pequeno livro verde com uma capa sugestiva em uma das mãos, e mesmo quando a porta já estava aberta, ele manteve o olhar relaxado nas pagina que lia como se eu não estivesse ali na porta. Estava com a aparência de alguém que não esperava uma visita, com uma camisa cinza de mangas compridas meio amassada, o cabelo grande desgrenhado cobrindo tanto o olho fechado quanto o que percorria as letras do livro e uma calça preta comprida e folgada nas pernas, cobrindo metade dos pés descalços no piso de madeira meio desgastado.
Limpei a garganta de forma que ele tirasse os olhos daquele livro impuro e os aumentasse de leve ao notar que a pessoa que estava ali era eu e ergui as folhas de frente para a cara de espanto dele.
- Acho que se esqueceu de certo relatório para amanhã... Denovo.
Kakashi fechou o livrinho com um baque e pegou as folhas que eu estendia, passando os olhos por ela rapidamente.
- Pensei que já tivesse feito isso... Não... Acho que isso foi missão passada, ou será que eu não fiz essa também? – Murmurou em quanto lia, e uma gota de suor escorreu pela minha testa. Como assim “também”?
Deixei isso de lado e dei um passo para trás, atraindo novamente o olhar dele para mim, dessa vez sem surpresa.
- Era só isso, então eu já vou – Dei um aceno para ele, prestes a sair corredor a fora.
- Não, espere! – Olhei para ele e vi que virou os papeis para mim – Poderia me ajudar com isso daqui?
- Ajuda? Não é uma coisa tão complicada.
Pelo menos não deveria ser...
- Eu sei disso, é que vai demorar bastante para que eu termine esse relatório sozinho e estou com pressa.
- E oque eu tenho a ver com isso? – Perguntei na cara de pau, vendo ele fazer uma expressão decepcionada com minha reação.
- É que como você já é familiarizada com esses documentos... – Nem me fale – Pensei que seria mais rápido se fizermos juntos.
Virei o rosto para o fim do corredor, o Kakashi e por fim, o livrinho que ele ainda segurava.
- Não está planejando me usar para poder ler esse livro impuro o mais rápido possível, é?
Ele corou de leve e olhou para o livrinho.
- Não é isso Mitsue... É que eu queria acordar cedo amanha e já é noite.
- Noite?! – Me assustei, passando por ele num instante até a janela ao lado da cama e da escrivaninha dele, abrindo as cortinas com força – Só pode estar de brincadeira comigo... – Do outro lado da janela, o céu alaranjado desaparecera num segundo deixando em seu lugar o breu, a não ser pelas luzes das ruas, das janelas das casas e prédios ali perto.
- Qual o problema? – Senti um arrepio quando o Kakashi surgiu atrás de mim, inclinando-se junto comigo para a janela.
- Nada de mais! – Exclamei e me afastei da janela. Eu continuava nervosa por hoje.
Ele me olhou com um ar de dúvida, mas não fez perguntas, apenas se afastou da janela e colocou os papeis e o livro na escrivaninha.
- Vai ficar?
- O que...? – Senti meu rosto queimar quando percebi que sem querer, entrei no apartamento dele sem cerimônias – Ah... Foi mal...
Ele riu de mim e balançou uma das mãos para os lados.
- Não tem porque ficar assim Mitsue! A minha casa é a sua casa, é só entrar – Fiquei menos corada, e coloquei os olhos no parapeito da madeira, tocando a madeira lisa com a ponta dos dedos, deslizando-os até a ponta do parapeito. – Então... Repetindo a pergunta: Vai ficar?
Parei os dedos no meio do caminho e recolhi a mão.
- Sendo sincera, não sei se devo ficar tanto tempo perto de você por hoje.
Ele me observou por um segundo, por fim, colocando a mão nos cabelos bagunçados, tentando inutilmente ajeita-los.
- Não tem problema, prometo que será bem rápido e me limitarei nas palavras – Voltei a olhar para ele, ainda duvidosa. Ele soltou o ar e afastou a cadeira da escrivaninha ao lado dele, sentando-se a seguir em quanto pegava a primeira folha de papel e estendia para mim – Eu só vou querer sua ajuda, pode confiar.
Olhei mais uns momentos para ele, avaliando suas palavras, mas então decidi que o ajudaria, andando até ele e pegando o papel que ele me estendia.
- Só por hoje – Avisei em quanto pegava uma cadeira próxima da janela e colocava ao lado dele.
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Percebi que ele falava sério quando disse que demoraria com aquilo assim que terminei de preencher a terceira folha com as informações necessárias, no mesmo momento que ele havia acabado de terminar a primeira. Graças a isso, tive que ajudá-lo com o resto das folhas dele, aproveitando para ensinar dicas para evitar perda de tempo.
- O Hokage realmente te fez trabalhar bastante... – Comentou em quanto eu alinhava os papeis preenchidos por nós.
Dei de ombros.
- Pelo menos foi isso que me fez ter algo para passar o tempo – Dei uma ultima conferida nas folhas e entreguei para o grisalho – Pronto, agora pode voltar a ler.
Voltou a corar em quanto pegava os documentos.
- Eu já disse que tenho que ir dormir cedo – Se justificou, colocando os documentos dentro de um envelope pardo.
Já estava levantada, apenas colocando a cadeira no seu lugar na janela.
- Não vejo utilidade já que você se atrasa de qualquer jeito.
- Nem sempre, as vezes eu acabo surpreendendo as pessoas – Ele também estava de pé, com uma das mãos apoiadas na escrivaninha.
Coloquei a cadeira no seu lugar, virada para ele e apenas uma coisa passou pelos meus lábios:
- Como hoje?
Nos calamos e o mesmo silêncio coberto de tensão na volta para vila ressurgiu me fazendo arrepender por ter aberto a boca. Me virei para ele, notando que ele encarava a cama a sua frente com os olhos baixos e a expressão séria.
- Olha Kakashi, esquece oque eu disse – Disse em voz baixa e passei por ele para ir até a porta – Ja nee.
Kakashi virou seu rosto para mim quando eu estava prestes a tocar a maçaneta e deu um suspiro.
- Não foi de propósito – Falou de uma vez, me fazendo parar no lugar – Eu nunca faria isso de propósito.
Me virei para ele com a expressão estranhamente neutra.
- Perai, está se referindo a hoje ou aquela noite na casa dela? – Perguntei com um rastro de sarcasmo que ele percebeu claramente.
- Você sabe do que eu estou falando.
Dei uma risada sem humor.
- Desculpe mais eu realmente estou confusa, porque em ambas as ocasiões, você me diz que não foi de propósito ou que foi um erro. Espera, você tinha me prometido que se limitaria nas palavras, então vamos esquecer essa história — Me virei para a porta, mas o Kakashi surge assustadoramente na minha frente e tranca ela com a expressão neutra.
- Vou ser mais claro desta vez então – Falou assim que se virou para mim – Eu não sinto qualquer tipo de atração especial por ela, a única coisa que aconteceu naquela noite foi um completo deslize meu que achava que podia me deixar levar por ela.
- Mas...
- Não terminei – Me cortou sem grosseria, mas com a voz direta – e eu e a Sayuri estávamos daquela maneira na trilha porque o rebelde a soltou no ar por algum motivo e eu não tive outra reação a não ser correr e evitar que ela caísse, mas isso deu meio errado... No final eu acabei pegando ela quase tarde de mais e isso me fez praticamente cair com ela
- Por isso vocês estavam perto do outro no chão? – Perguntei involuntariamente, me sentindo uma idiota no final.
- Exatamente – Ele manteve os olhos pregados em mim, observando minha reação, mas eu estava distraída de mais para notá-lo. Ele passou a mão pela testa e encostou as costas na porta – Tenho que admitir que eu fiquei bastante nervoso quando te vi surgir na curva... Eu sabia que você ficaria brava comigo no final.
Olhei diretamente para ele e procurei me justificar.
- Não tenho culpa! É a Sayuri e você em questão. Como você espera que eu reaja quando vejo vocês tão próximos assim?! – Perguntei, e ele me observou com toda a santa paciência, sem se alterar.
- Eu acho que está certa – Disse por fim, e sorriu ao ver meu rosto irritado dirigido unicamente a ele – Mas eu só quero que entenda que a minha relação com ela não passa de meros conhecidos. Nunca a amei de verdade.
Virei o rosto para a parede ao meu lado.
- Ela com certesa ficaria magoada se ouvisse isso... – Pensei em voz alta.
- Não me importo.
Arregalei os olhos e encarei-o.
- Nem mesmo se ela chorasse por isso?!
- Não.
- Você é frio... – Murmurei de boca aberta. Será que ate mesmo ele tinha o seu lado negro?
Ele voltou a rir de mim gostosamente.
- Não é frieza! Não sou assim – Ainda bem... – É que eu não sou muito próximo dela para me importar com oque ela pensa de mim. Então pouco me importa – Ainda encostado na posta, tocou meu rosto com a palma da mão, fazendo surgir o delicioso formigamento que se espalhava por nossas peles – Mas você é outra história.
Corei sentindo-me melhor com aquelas palavras e observei o rosto dele.
- Admiro você por conseguir suportar alguém como eu – Admiti, arrancando mais risadas dele.
- Acho que eu já me acostumei com sua nova personalidade – Sorriu por baixo da máscara que descia até para baixo da sua camisa. Ele desencostou da porta e se aproximou do meu ouvido – Cá entre nós dois. Eu prefiro mulheres menos delicadas que ela, que sempre precisam ser salvas das quedas para não acabarem quebrando.
Sorri diante daquilo. Realmente, devia ser chato ter que ficar ao lado de uma pessoa tão indefesa.
- Você me acha indefesa? – Perguntei com pura curiosidade, e o rosto dele se afastou do meu ouvido até ficar de frente para o meu.
- Isso nem passa pela minha cabeça. Eu diria que você é imprevisível.
Meu sorriso se transformou num meio sorriso, achando graça daquilo.
- Eu devo dar muito trabalho então. Devia procurar alguém menos imprevisível, como a mulher que esbarrou em mim na ultima vez...
Ele sorriu diante daquilo e pousou as mãos na minha cintura.
- Muito normal. Prefiro personalidades mais difíceis de desvendar – Ele me puxou para ele e encostou a testa na minha – O que me diz?
- Você é um cara de sorte? – Rimos juntos pela primeira vez naquele dia, apagando o clima tenso.
Suas mãos deslizaram da cintura para minhas costas e me abraçou, pondo seus lábios cobertos na curva do meu pescoço. O ato me deu um arrepios misturados com o formigamento suave.
- Fica comigo – Sussurrou. Aquilo não era uma pergunta.
Fechei os olhos.
- Você tem que acordar cedo amanha...
Ele me abraçou mais forte e subiu os lábios para minha orelha.
- Nem sei para que fui inventar isso... De qualquer forma eu não ia ter coragem o suficiente e também... – Ele se afastou da minha orelha e beijou o canto dos meus lábios antes de me olhar – Faz tempo que não ficamos sozinhos desse jeito.
- É mesmo... Só agora que parei para pensar nisso – Coloquei os braços ao redor do pescoço dele e sorri de leve – Acho que o Naruto sobreviverá sem mim esta noite.
Ele tirou uma das mãos da minha cintura, tirando a máscara do rosto até ela ficar dobrada no pescoço. Observei o rosto impecavelmente perfeito dele sem pressa, sentindo meu rosto esquentar de leve. Ele também parecia me observar, mas foi mais rápido que eu, preenchendo meus lábios pouco tempo depois.
Uma onda de formigamento nos dominou, e ele me abraçou mais forte, querendo mais daquela sensação nova e viciante. Apertei mais meus lábios contra os dele, sentindo nossas línguas se encontrarem e os gostos se misturarem e aquele formigamento só aumentava. Perdida nele e nas sensações que me provocava, minhas mãos ganharam vida própria e desceram para os botões da camisa dele, percebendo agora que os três primeiros já estavam abertos e só me bastava terminar o trabalho. Abri um por um em quanto ele mordiscava meus lábios antes de cobri-los outra vez, ávidos. Mais uma onda de arrepio percorreu por mim assim que as mãos dele desceram para o final de minha camisa adaptada para as lutas e a subiu devagar no momento que desabotôo o ultimo botão de sua camisa, ansiosa.
Kakashi se afasta dos meus lábios um pouco arfante em quanto eu tirava aquela camisa inútil dele, me perdendo quando vejo a pele impecavelmente branca e impoluta a mostra, com a curva dos músculos percorrendo os braços e o abdômen perfeito, e finalmente a camisa cai no chão.
Por Deus... E ele reclamava que não cuidava do corpo o bastante.
Estava tão perdida na visão perfeita que a muito tempo não via, que mal percebi quando minha camisa foi tirada, só notando quando senti um vento gelado tocar minha pele a pouco coberta.
Dou um gritinho rápido de susto quando ele me pega em seus braços e caminha normalmente até sua cama, com o sorriso agora visível, cobrindo o rosto impecável.
Desfiz o nó da minha bandana e a deixei cair. Quando ele estava prestes a deitar ali, eu dou um meio sorriso maligno e o puxo comigo de uma vez, fazendo que nós dois caíssemos na superfície macia da cama. Começamos a rir – pela décima vez... — e ele procurou por mim em baixo dele, com um sorriso enorme.
- Ficou louca? – Perguntou com humor.
- Talvez, idaí? Se importa?
Não me respondeu, apenas beijando-me mais uma vez em quanto que sua mão ia para o fecho do sutiã atrás de minhas costas.
Okay. Acho que isso foi um não.
Perdi-me nele, nos braços dele, nos beijos dele, nos movimentos dele, enfim, nele todo, de dentro para fora. Agora pouco me importava Sayuri ou qualquer coisa que ela ainda pensasse dele porque ele nunca pertenceria a ela. Só eu tenho esse direito e muitos outros que ela nunca chegaria perto de ter com o Kakashi. Nunca
Eu sou o Yin dele e ele é o meu Yang; juntos somos a mais perfeita combinação.
E não existem Sayuri´s o suficiente no mundo para acabar com isso.
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