Recomeçar
36 Capítulo 36 Heróis do passado, exemplos no futuro
Notas iniciais
Beeeem, depois um ano escrevendo essa trilogia eu FINALMENTE a encerrei com chave de ouro! Agora, eu realmente queria agradecer do fuuuuuundo do meu coração aqueles que, mesmo com as demoras, problemas, desculpas e capítulos enche-linguiça, me acompanharam até aqui. Inclusive aos fantasmas que, mesmo tendo aparecido no final, se fizeram presentes e me motivaram muuuuito a continuar! Obrigada a todos, mesmo. Sei que não repondi vários Riviews mas a coisa está dificil aqui, então me perdoem, e apesar disso, eu sempre li eles com muita alegria! Prometo que tentarei responder alguns provavelmente neste fim de semana - estou ocupada ¬¬' - Então, pela milionésima vez, OBRIGADA POVO!! Estou feliz por tantos terem acompanhado ='D
Espero que tenham gostado da minha fanfic do Naruto e até a próxima!
Bjks!
Ami ~
– Prefácio —
Terasu Kakashi –
Hm, oque eu poderia dizer...? Céu azul, ensolarado, mas com uma brisa fresca o bastante para amenizar o tempo. Clima perfeito e típico de Konoha, oque me fazia ficar mais apegado a ela.
Bem... Geralmente aproveito esses dias para ficar em algum lugar, de preferência com muitas árvores e um bom livro (Sendo exato, o meu preferido que não preciso mencionar o nome), mas hoje eu realmente precisava sair do Clã. Tinha uma missão importante a fazer.
– Kakashiii!!
Mas sabem como é... Temos que ficar atentos aos nossos rivais.
– Gai – Acenei para ele quando o homem parou bruscamente na minha frente logo que sai do portão de acesso ao Clã – É impressão minha ou você estava me esperando...? É suspeito te ver por aqui – Ah! E um detalhe importante: Apesar de terem passado anos desde a última vez que ouviram sobre ele, Gai nunca abandonou seu estranho senso de moda. Continuava vestido na mesma roupa colante verde, com grossas sobrancelhas assustadoras e cabeça de coco.
Gai abriu um sorriso enorme e então passou o braço pelo meu ombro.
– Kakashi! Eu passei as duas ultimas semanas inteiras me preparando para o novo desafio! – Ah... Ele ainda continua sério como nunca quanto a nossa rivalidade – Trinta voltas ao redor da vila sem parar! O que me diz?! Desta vez eu realmente estou pronto! Mas se não quiser eu também tive outra ideia e...
– Desculpe Gai, desta vez eu vou ter que adiar nosso desafio – Interrompi ele, ficando um pouco nervoso quando ele aproximou o rosto de mim com os olhos redondos arregalados.
– Como assim?! Você disse a mesma coisa há duas semanas!
– É que eu realmente ando ocupado com algumas coisas...
Gai ficou parado de repente, me encarando a centímetros da minha cara.
– Gai... Você está me assustando... – Murmurei, e então ele estreitou os olhos.
– Ocupado heim? – Perguntou em voz baixa e então apertou mais meu pescoço – Parece que a Mitsue anda te fazendo trabalhar muito, Kakashi. Nem se quer tem tempo para dar atenção ao seu maior rival!
– Mas isso é de menos. Ela não pode fazer muita coisa agora então eu tenho que...
– Muito bem! – Gai me solou e então colocou as mãos na cintura – Não precisa dizer mais nada! Proteger sua mulher realmente é algo importante. Não esperaria menos do meu rival... Tenho que cuidar disso.
– Quer dizer que... Vai conseguir uma mulher?
Não, ele não tem uma mulher ainda.
Gai aumentou os olhos e então um brilho estranho passou por eles.
– ISSO! Como não pensei nisso antes?! Com meu sorriso sedutor e meu irresistível ar jovem nenhuma mulher iria suportar tamanha sedução!
– Hã... Não acho que as mulheres iriam ligar muito para isso... – Não que eu saiba muito sobre o assunto, mas se tratando do Gai... Não vai ser surpreendente se não der certo.
– Não se preocupe Kakashi! Irei te superar nem que seja a ultima coisa que eu faça! – E então ele abriu um sorriso de cegar os olhos e sumiu da minha visão como uma flecha lançada no ar.
Cocei a nuca e então soltei um suspiro.
– Ele não muda de modo algum... – Murmurei, voltando a caminhar pela passarela de pedra branca a caminho do centro.
Continuando, como devem estar imaginando, Konoha está mais nova que nunca. Até hoje me pego achando difícil me acostumar com as novas ruas, lojas, casas, praças, pessoas, quando lembro que vivi uma vida inteira ali. Às vezes, dá até saudade da velha Konoha, com casas antigas, calçadas marcadas pelos passos que demos desde a infância, as grandes e antigas árvores que eram alvo de nossas brincadeiras ou simplesmente um cantinho para relaxar; as áreas de treino repletas de marcas de nosso esforço e diversão, e muitas outras coisas que até hoje mantenho gravadas na memória. Não digo isso por que acho que a nova Konoha é ruim. Ao contrário. Ganhei lembranças preciosas aqui, nesta vila, e junto daqueles que mais prezo e amo. Inclusive os que chegaram há pouco tempo e entraram na minha nova vida dentro de um Clã que um dia era apenas lenda, mas agora é o meu lar. O lar que Mitsue, Yuuto e eu demos duro para construir durante três longos anos.
– Até o sobrenome Hatake ficou para trás, junto com a antiga vila – Pensei em voz alta, atraindo alguns poucos olhares de curiosidade e até admiração pelo caminho. Agora meu sobrenome novo carrega um enorme peso de heroísmo e força, e tudo graças a certas pessoas que fizeram uma grande diferença naquela noite logo depois de uma delas, com certeza a mais importante, ter desmaiado de exaustão nos meus braços para acordar apenas um mês e meio depois graças aos remédios fortes que teve que tomar.
Falando no meu antigo sobrenome, lembro que Mitsue passou dias tentando me convencer de que não precisava abandoná-lo...
Há alguns anos...
– Parece que você vai ser liberada do hospital daqui a uma semana... Tenho que admitir que é um alivio. Assim podemos nos casar em breve – Sorri, parte pela recuperação e outra pelo bico que ela fazia.
– Kakashi... Você não pode abrir mão disso, é uma das coisas que herdou do “Canino Branco”! Não vou permitir que o “Hatake” desapareça só porque tenho um sobrenome de peso! – Insistiu, mas como das ultimas vezes, apenas balancei a cabeça, passivo.
– Eu não preciso de um sobrenome para saber que sou filho dele Mitsue. Está no meu sangue. E outra coisa: seria errado como líder do Terasu abrir mão do seu sobrenome por causa de uma coisa tão sem importância...
– Não é sem importância! É uma memória do seu pai! – Aumentou o tom junto com o bico e então meu sorriso apenas se alargou.
– Você é muito teimosa... Já disse que não me importo Mitsue. Abrir mão ou não disso é escolha minha e não sua, e mais: Eu já superei a perda do meu pai há muito tempo. Não me sentirei nem um pouco mal em tirá-lo do meu nome. Já é um sobrenome muito antigo mesmo...
– Mas...!
– Não insista. Já disse que decidi.
Ela ficou me olhando por um tempo com as sobrancelhas unidas de preocupação, e quando viu que eu estava inflexível quanto aquilo, soltou um suspiro e coçou a cabeça.
– Tá, mas vai demorar para que eu me acostume com isso. Imagine só: Olá! Me chamo Terasu Mitsue, e este é o meu marido, Terasu Kakashi – Revirei os olhos com a careta dramática que ela fez – Isso soa estranho.
– Estranho ou não, eu gosto desse nome – Coloquei minha mão por cima da que estava sobre o colo dela e a apertei, finalmente capturando aqueles novos olhos violetas com os meus – Vai ser este o sobrenome que vai nos ligar daqui em diante, carregando toda sua história e a dos seus pais, e o mais importante: Toda a história que se seguirá deste dia em diante. Por isso que, para mim, a importância deste título para o meu, é muito maior.
Ela me analisou por alguns momentos, e então soltou um pesado suspiro inconformado, mas que perdeu a importância com o sorriso que se abriu em seguida.
– Tudo bem. Vou fazer um esforço para me acostumar com isso se significa tanto.
– Mais que imagina.
Voltando ao presente...
Engraçado... Agora que me lembrei disso, não parece que faz muito tempo que tivemos esta conversa. Eu devo estar ficando velho mesmo.
– Pai!
Desviei meus pensamentos quando ouvi a voz mais que familiar soar nos meus ouvidos assim que alcanço um dos portões ao redor da vila.
– Yukiyo! – Sorri assim que vi o rapaz de longos cabelos cinza escuro levantar um dos braços para mim e acenar na entrada do portão acompanhando de sua bela parceira dois anos mais nova, esta com cabelos negros ondulados.
Fui até os dois com um sorriso indisfarçável, visível até pela máscara.
– Desta vez você chegou na hora! Pensei que teria que ir logo para o Clã com a Risa.
– Eu não sou tão irresponsável assim... – Dei uma risadinha, tentando disfarçar os meus últimos atrasos para os meus compromissos – Bem! Como foi a missão? Inteiros? – Passei os olhos rapidamente pelos dois, mas ambos estavam bem, por exceção da mão da Risa, cuja palma estava enfaixada.
– Correu tudo bem, a Risa está ficando cada vez melhor com os treinos que a mãe está dando a ela – Yuki passou o braço pelo ombro da irmã e a garota corou.
– Yuki! Não precisa me agarrar assim...
Sorri ao ver o biquinho emburrado que ela fez, e automaticamente me lembrei da Mitsue.
Espero que não herde o temperamento também...
– E esta faixa na sua mão Risa? – A garota desviou a atenção do irmão e estendeu a mão para mim.
– Eu acabei me cortando com uma Kunai sem querer... Mas só foi isso! Eu juro! O próprio Yuki falou que fui bem.
– Eu sei disso. Tenho observado seus treinos e está indo muito bem, principalmente no controle do seu chakra. Mas tem que tomar cuidado, sabe que se exagerar...
– Eu sei disso. Minha mãe já me repetiu não sei quantas vezes sobre os perigos de abusar do chakra, eu sei.
– Por falar na mãe... – Yukio já havia soltado a irmã e agora procurava pela Mitsue em volta – Onde ela está? Pensei que ela viria hoje também.
Coloquei as mãos nos bolsos e relembrei do rosto que ela fez para mim hoje, um pouco menos alegre e com razão, já que hoje é...
– Ela está no cemitério, certo? – A voz da Risa me tirou das divagações e então assenti de leve.
Yukiyo entortou de leve a boca.
– Pai... Minha mãe costuma ir ao cemitério nesse dia, mas eu sempre tive medo de perguntar por quê. Ou melhor, por “quem”.
Abaixei de leve as pálpebras, sentindo a memória ficar um pouco nublada ao tentar me lembrar daquela mulher.
– Foi nesta data que a Terceira Guerra Ninja aconteceu, e neste dia, Mitsue perdeu alguém muito importante para ela.
Risa ficou menos corada, abrindo mais os olhos quase cinzentos quando ouviu a palavra “importante”.
– Uma amiga? – Perguntou, e então eu neguei.
– Mais que isso. Uma mãe.
Yukiyo pareceu compreender algo, e então passou a mão pelos cabelos longos.
– Agora que falou... A minha mãe já me contou sobre uma mulher que cuidava dela quando criança, mas acabou morrendo. Acho que se chamava...
– Yume – Completei a frase dele, assentindo – Mas a chamávamos de Senhora Yume.
– Ah! Isso deve ter sido na época que a mãe me disse que você era um metido insuportável – Risa abriu um sorrisinho e então eu corei.
– Eu não era tão ruim assim... Eu acho.
– Bem, ela disse que você era esnobe e achava todos inferiores a você só porque se tornou Jounin cedo, inclusive ela. Minha mãe pareceu irritada quando me contou...
Meu Deus... Oque ela andou contando para os meus filhos?
– Enfim! – Limpei a garganta e me recompus – Eu só vim conferir se estavam bem, preciso ir logo para acompanhar a sua mãe...
– Sem problemas pai. Nós ainda precisamos entregar o relatório da missão para o Naruto-sama.
Ah! Quase que me esqueço! Naruto enfim se tornou hokage. O Terceiro acabou morrendo de causas naturais há dois anos e então elegeram Naruto ao posto de Kage por ter superado em pouco tempo vários ninjas, inclusive eu, além de ter ajudado a vila nos conflitos que se seguiram durante a reconstrução de Konoha.
– Certo. Vejo vocês dois em casa – Coloquei uma das mãos na cabeça do Yuki bagunçando-lhe os cabelos, e depositei um beijo cálido na testa da Risa, que corou novamente.
Agora era a vez de eu ver a Mitsue. Deve estar sozinha, com certesa.
Terasu Mitsue.
É nessas horas que me lembro que estou envelhecendo, mas mesmo assim, as memórias continuam claras como se eu ainda tivesse poucos anos de idade. Se bem que eu tenho certeza que não vou envelhecer de verdade. Meus pais deixaram isso bem claro na ultima vez.
É inevitável. Pessoas só vivem o bastante para cumprir seus propósitos, amar sem limites, e então se vão com pétalas murchas que já deram o bastante de sua beleza.
– Não importa. Ninguém precisa saber de uma coisas dessas tão cedo... – Murmurei, inspirando profundamente o perfume da tulipa amarela que eu segurava antes de dobrar as pernas e colocar a flor em cima da lápide dela – Tenho certeza que se a senhora soubesse que iria morrer naquele dia, não contaria para mim para que eu ficasse bem, não é Senhora Yume?
Sorri para a lápide fria, mas que de alguma forma me transmitia certo calor no fundo do peito. Soltei um suspiro baixo antes de me levantar e então pousei os olhos no lugar reservado do cemitério para os mortos do Clã Terasu. Dei mais um olhar de despedida para a Senhora Yume e me dirigi aquele lugar com passos cuidadosos, ouvindo o barulho macio da grama sendo pisada.
O vento ali era bom, e até o ar era confortável para um cemitério, então nem me importei com os fios que fugiam de trás da minha orelha e roçavam minhas bochechas. Logo que alcancei o espaço do Clã, abri uma portinhola de metal negro e entrei no lugar me dirigindo até o lugar que procurava entre as lápides de parentes cujo os corpos não foram encontrados pelas suas famílias, e outros bem recentes. Como líder, eu participo de todos os enterros que acontecem e faço uma breve despedida a pessoa falecida, então conhecia praticamente todas as lápides ali presentes, até mesmo lembrava dos rostos de cada uma. Mas hoje não vim por eles, e sim pelos meus próprios parentes.
Parei de frente a quatro lápides alinhadas. As duas do meio tinham o nome Terasu Ichirou e Terasu Miwa escritos, e as duas restantes tinha o nome Terasu Ryo, e Kinoshita Akio. Todas as lápides sem um corpo que pudesse ser enterrado. E sei que o Akio-sensei não é um Terasu, mas não encontrei nenhum familiar dele. Era um homem solitário. Então achei correto colocar sua lápide aqui, aliás, ele foi como um pai para mim.
Dei uma risada baixa.
– Eu não posso reclamar por ser órfã sendo que tive dois pais e duas mães na vida, não é mesmo? – Pensei comigo mesma.
No final de minha frase uma ventania forte surgiu, balançando meus cabelos e minha saia azul escura rapidamente. Coro por um momento ao ver o vexame no meio do cemitério e então seguro minha a saia, abaixando a cabeça a tempo de ver uma pétala amarela bater contra minha camisa cor creme de gola V e ficar parada na minha barriga. A ventania diminuiu e então peguei a pétala antes que caísse, levando-a para perto de meu rosto. Era a pétala de uma tulipa amarela. Passei o polegar pela pétala sentindo aquela suave textura macia.
– Que coincidência interessante... – Falei enquanto observava a pétala, e então minha cabeça viajou para longe, em direção a lembrança que aquilo me trazia.
Há alguns anos...
Pisei o chão com cuidado sendo que a grama ainda nem havia crescido naquele cemitério e poderia sujar os pés. Ando muito ocupada com a construção do Clã. É estranho olhar para a vila e ver agora com o sol no céu, o tamanho do estrago. Bem, pelo menos as coisas ficaram mais tranquilas agora. O território dos Terasu e dos Uchiha estão sendo construídos (no caso dos Uchiha, reconstruído). Depois de alguma discução, Sasuke tomou uma decisão mais que inesperada para aqueles que estavam presentes na sala do Hokage. Ele disse com todas as letras que iria trazer o seu clã de volta, mesmo que os Uchiha não pudessem ser os mesmos, e falou que começaria isso se casando com Sakura.
Sim, eu gritei um “OQUE?!?” chocado diante do próprio hokage, mas tive certeza que estava sendo sério quando me olhou fixamente e com aquele ar de “ninguém pode mudar minha opinião” que sempre fazia.
As coisas estão mudando assustadoramente, sim. Por exemplo, quem diria que a Kurenai assumiu que estava tendo um caso com o Asuma, e o mais impressionante, estava grávida e noiva dele. Quase que tive que voltar ao hospital tamanho choque, mas Kakashi me manteve de pé quando desequilibrei.
Quem diria...
Agora, aqui estou eu no cemitério recém-contruído para ver mais uma vez a lápide do Akio-sensei. Parei quando estava diante da lápide nova em folha e então apertei as mãos ao ver o nome gravado na pedra junto com uma frase: “Ninja, professor e amigo amado.”
Senti meus olhos e nariz arderem de repente, e logo enxuguei as lágrimas antes que caíssem com as costas das mãos, tentando ser forte ali como fui no campo de batalha, mas nada é tão simples. Não estava mais sobre pressão nenhuma, estava livre daquilo e propensa a chorar.
– Sensei... Não tenho mais nenhuma lembrança se quer. As tulipas e o uniforme que me deu se foram juntos com minha casa – Minha voz saiu tremula enquanto enxugava uma lágrima traiçoeira que conseguiu escorrer pela minha bochecha, mas parei de tentar impedi-las quando meus olhos alcançam algo a em cima da lapide, tremulando com o vento.
Deixei as lágrimas escorrerem e foquei o olhar um pouco embaçado no pequeno borrão amarelo e então me inclinei para pega-lo antes que saísse voando e o aproximei do meu rosto.
– Uma pétala – Afirmei com a voz levemente embargada e então a virei, analisando os detalhes delicados dela com minúcia. Impressionei-me quando percebi que estava em perfeito estado, como se houvesse acabado de sair de um botão de... – Tulipa amarela?
De repente algo me veio a cabeça ao olhar para a pétala perfeita.
– “Amor sem esperança...” – Repeti o significado da flor da fala que o Kakashi me disse no dia em que soube da gravidez, antes de toda essa destruição.
“... Não é o melhor dos significados.” – Ele disse naquele dia.
“Então é isso oque elas significam? Amor sem esperança...” – Disse eu.
“Mas isso não se aplica a nós, é apenas o significado que deram a ela”
“É um significado meio triste para um flor tão bonita”
“Bem, elas podem significar oque quisermos desde que desejemos isso. Quem vai nos impedir?” – E então abriu um sorriso para mim, marcando aquele momento na minha memória até agora.
– É verdade, parece que nem todas as lembranças se foram – Falei, erguendo a pétala de forma que o sol fizesse ela brilhar de leve. Abri um sorriso suave e então me virei para a direção da vila, vendo as várias pessoas de longe, trabalhando na reconstrução daquele lugar e logo tive uma ideia – Então... Seu significado será “Um novo início”, o desafio de “Recomeçar”, porque é isso que faremos agora. Uma nova vila, um novo clã, uma nova vida – Alarguei o sorriso e então voltei a olhar para a lápide do Akio – Certo Akio-sensei? Mesmo sem você aqui, tenho certeza que me diria para começar de novo.
Voltando ao nosso presente...
Sorri mais ao me lembrar disso, confirmando a ideia de era uma bela coincidência.
– Está me relembrando disso, não é Akio-sensei? – Agachei de frente a lápide e coloquei a pétala em cima dela – Não se preocupe, eu não me esqueci – Toquei a lápide fria, afastando a poeira dela quando outra ventania surgiu. Quase que consigo pegar a pétala de volta, mas ela desliza entre meus dedos e rodopia suavemente na direção do azul do céu da tarde. Minha ultima opção é levantar e observar meu lembrete até sumir de vista.
– Voltando ao passado?
Me surpreendi quando ouvi a voz de alguém num lugar como aquele e então me virei na direção da portinhola, abrindo um sorriso quando vejo quem é.
– Mais ou menos isso – Falei enquanto ele andava até mim para então passar o braço pelos meus ombros e me aproximar dele.
– Acho que inevitável não fazer isso quando nos lembramos deles – Ele sorriu sob a máscara, envolvendo-me confortavelmente, e então seu olho descoberto me analisou como se conferisse que estava tudo bem – Como foi? – Perguntou.
– Nostálgico, mas nada que me tirasse lágrimas – Respondi e então ele pareceu aliviado. – Veio me buscar ou pensou em visitar alguém...?
– Hm, por hoje só vim vê-la. Risa e Yukiyo conseguiram sair ilesos da missão... Se bem que a mão da Risa não teve tanta sorte.
Meus olhos aumentaram de tamanho instintivamente.
– Não me diga que ela exagerou?!
– Calma! Sua filha é bastante responsável para perder o controle! – Kakashi apertou meu ombro de leve para que eu relaxasse e assim fiz.
– Ainda bem... As vezes fico apreensiva quando ela resolve sair em missões sem você – Kakashi levantou uma sobrancelha, duvidoso.
– As vezes?
Bufei baixinho e então cruzei os braços.
– Tá, tá! Eu sempre fico apreensiva! Mas não tenho culpa, sou mãe oras!
Ele deu uma risada divertida e eu só piorei minha cara mal humorada.
– Eu sei que você tem motivos, mas precisa se controlar e colocar mais confiança nela. Não foi isso que fiz com você naquele ultimo momento?
Meu rosto mal humorado desmanchou quando a imagem do Kakashi naquela cratera, dizendo suas ultimas palavras me veio a memória e então me lembrei o quanto aquelas palavras me deram coragem no final.
Por fim, decidi que perder a pose de mãe preocupada não era necessário.
– Tudo bem, mas eu quero vê-los agora, então vamos? – Fugi de baixo do braço dele e corri como uma adolescente para a portinhola e então dei um salto, apoiando uma das mãos nela enquanto saltava para o outro lado.
Kakashi não teve nenhuma escolha a não ser correr atrás da “adolescente” apressada que chamava agora de esposa.
–--
Continuei correndo durante todo o caminho, passando direto pelos guardas dos portões do Clã enquanto eles me olhavam surpresos. Deve ser porque não é todo dia que se vê o líder de um dos clãs mais poderosos e antigos que há no país sair correndo por ai. Ignorei aquilo, rindo ao imaginar a cara deles, e então apressei o passo até chegar em casa antes que Kakashi surgisse para me impedir de correr mais.
Depois de todo aquele desastre, o Hokage me proibiu de sair em missões a não ser que fosse ultimo caso, e então todos me regulam dizendo que minha resistência e corpo não estão tão bem para exagerar. Principalmente depois que tive a Risa.
Mas quem disse que eu sou tão obediente? Não ter mais missões já foi difícil o bastante para aceitar.
Quando vi a porta de casa, pisei o pé no chão com força e deslizei-o até que eu finalmente parasse com uma dor repentina no meio de minha barriga que me fez apertá-la. É nessas horas que percebo que falam a verdade quanto a minha resistência física.
Um vulto pousou do meu lado, parecendo ter suado nada com a pequena corrida e então toca minhas costas com um ar alerta.
– Mitsue? – Me chamou olhando para o meu rosto. O levantei e abri um sorriso para ele.
– Calma, não é nada pior do que já experimentei, então desfaça esta expressão – Ele uniu as sobrancelhas, enrugando a testa.
– Não posso parecer tão tranquilo se sei que pode sair em disparada assim que tirar os olhos de você.
Verdade, mas era apenas um vestígio pequeno daquela época... Não irei morrer. Não por isso.
– Mãe! – Tirei a minha atenção dele para o rapaz que já havia me alcançado, com os olhos cinza claros me fitando enquanto os fios cinza escuros lhe caiam nos olhos e no pescoço. Sorri ao vê-lo – Você voltou cedo.
– Você também, pensei que chegaria no final desta tarde – Toquei o rosto dele, afastando alguns fios dos olhos, mas o esforço se mostrou inútil quando eles voltaram a cair no seu rosto – Falando nisso, onde está Risa?
– Está arrumando as coisas no quarto dela. Vim aqui assim que senti seu chakra – Afastei a mão do rosto dele e então o olhei por inteiro, me certificando que Kakashi tinha falado a verdade. Por fim, soltei um suspiro de alivio e voltei a olhá-lo.
– Bom, vamos entrar. Quero vê-la o mais depressa possível – Me afastei da mão do Kakashi e andei até a porta com os passos apressados.
Yuki me observou sair junto do Kakashi e então colocou as mãos nos bolsos.
– Mãe exagerou de novo – Não tinha sido uma pergunta, mas Kakashi concordou com a cabeça.
– Para variar. Não importa quantas tragédias daquelas se repitam, ela nunca irá parar mesmo que seu corpo diga o contrário.
Yuki franziu os lábios.
– Duvido que eu consiga ser tão forte quando chegar a hora de eu me tornar líder. Meus nervos se agitam quando ouço as histórias daquele dia.
Apesar da sinceridade dele, Kakashi apenas riu, tocando-lhe o ombro ainda sorrindo.
– Você é filho dela. Isso já é um bom inicio para se tornar forte, não acha?
Yuki olhou para ele, tendo que concordar quando viu o olhar do pai e então só disse uma coisa antes que entrassem.
– É oque eu espero.
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O dia havia caído numa rapidez que me desconcertou. Mal vi meus filhos e fui convocada para uma reunião de ultima hora com o Sasuke, Líder dos “Novos” Uchiha e o Naruto, Quinto Hokage da vila. Ficamos por lá durante algumas horas, decidindo novas mudanças na vila. Mas nada era mais desconcertante que ver o Naruto com tamanha responsabilidade. Muitas vezes me pegava lembrando do Minato-sensei quando o olho agora, com aquele novo ar, mais maduro e como sempre: forte.
Soltei o ar pela boca, me lembrando que ainda estava seminua com aquela camisola nas mãos. Me vesti, sentindo o tecido macio deslizar pelo meu corpo até parar um pouco acima dos meus pés, e então caminhei para a porta do quarto, descalça, enquanto passava os botões da parte de cima da roupa de dormir. Kakashi ainda estava no banheiro do quarto, então aproveitei para escapulir dali e ir até o quarto da Risa.
Abri a porta com cuidado para não acordá-la já que havia ido dormir cedo por conta de um treino que faria de manhazinha. Fechei a porta no mesmo cuidado e então me dirigi nas pontas dos pés até a cama dela, onde dormia suavemente com um dos lados do rosto no travesseiro quase encostando os lábios numa das mãos que estavam pousadas de cada lado do rosto. Me sentei na beirada da cama e levei minha mão para os cabelos negros acima da orelha dela, os ajeitando para trás dele enquanto me inclinava para plantar um beijo demorado no canto do seu olho.
Chega estes momentos e então eu finalmente compreendo que minha mãe teve razão em não hesitar em nenhum segundo para morrer pelos filhos. Se necessário, eu faria igual ou mais que ela.
Por falar na Miwa, Risa lembrava mais minha mãe que eu. Em vez dos meus cabelos lisos, ela herdou os cabelos ondulados da avó, e seu rosto era tão esguio e belo quanto o dela, com lábios vermelhos em formato de coração. Não parecia que era eu quem havia dado a luz a ela, somente minha mãe seria responsável por ela herdar tamanha beleza.
Finalmente me afasto do rosto dela e me levanto, caminhando para a porta em destino a porta ao lado enquanto murmurava um “boa noite” silencioso antes de fechá-la.
Mal havia se passado o tempo e já estava de frente para o Yukiyo, sorrindo ao vê-lo com metade do cobertor caído de modo que eu visse o jeito desleixado que dormia. Parecia o Naruto, dormindo com a boca aberta, a mão do rosto e uma das pernas acima do cobertor pela metade. Me limitei a cobri-lo direito com o cobertor e tirar a mão do rosto para que eu depositasse outro beijo, mas este na testa dele. Me afastei e olhei para ele, enxergando o próprio Kakashi ali apenas com alguns detalhes a mais.
Se eu escolhesse o nascimento mais marcante, sem sombra de duvidas seria o dele. Cheguei a temer dar a luz a Risa, com medo que algo acontecesse, mas felizmente tudo acabou dando certo e sem muitas dores. Mas, mesmo tendo sido horrível o dia em que ele nasceu, prezo muito por ele e o amo infinitamente. Não que ele seja o meu filho “favorito”. Nunca classificaria assim. É que não tem nada mais gratificante em você saber que seu primeiro filho está bem e tão forte quanto você, apesar de tudo.
Só percebi que viajava outra vez quando ouvi o barulho discreto da porta sendo aberta e então viro o rosto. Kakashi se aproxima normalmente, mas silencioso como um gato, e então para ao meu lado observando o garoto de dezesseis anos ali deitado.
Toco o meu braço com uma das mãos e o olho, vendo que ainda não havia abandonado sua máscara. Até hoje ele a usava, por motivos que até mesmo eu desconheço, mas uma coisa eu posso afirmar: Apesar de todo esse tempo, ninguém além de mim, Yuuto, Gai e meus filhos, viram o rosto dele.
Vendo que continuava a observá-lo, toquei o braço despido dele e disse:
– Curioso como ele se parece com você quando era aquele rapaz insuportavelmente egoísta – O canto da minha boca se elevou num meio sorriso quando ele fez uma careta para mim.
– A cada ano que passa eu sinto mais medo que eu tenha sido tão ruim quanto descreve.
– Ainda tem duvidas? – Alarguei o sorriso quando vi o rosto dele se desmanchar. Cheguei até a sentir dó dele – Deixe isso, você melhorou muito desde aquela época – Dei um leve apertão no braço dele e então fui para a porta – Vamos antes que ele acorde.
Entrei no quarto ligando a luz e então fui para a penteadeira que havia ali para desembaraçar os cabelos antes de dormir. Kakashi não deitou como pensei que faria, em vez disso caminhou até a janela grande do quarto e afastou a cortina para olhar algo do lado de fora. Virei o rosto para ele, já escovando os cabelos, e então curvei as sobrancelhas ao ver o rosto sério dele.
O que aconteceu?
– Hoje eu me encontrei com o Yuuto – Começou ele antes que eu perguntasse qualquer coisa.
– Yuuto? – Me surpreendi. Depois que ele se casou com uma das sobreviventes do Clã, era raro vê-lo – Isso é algo com que devo ficar impressionada.
– É... Parece que ele tinha conseguiu tirar uma folga da família e das várias missões mesmo que por pouco tempo.
Me virei para o espelho da penteadeira e me concentrei em escovar meus cabelos de novo.
– E sobre oque falaram? – Perguntei casualmente.
– Sobre o dia da tragédia, mas especificamente sobre o jutsu que você usou para salvar Konoha. – Parei de escovar meu cabelo de repente, com o olhar congelado no meu reflexo.
– Para que isso Kakashi? Já faz tantos anos – Mantive o tom casual, mas algo me deixava nervosa por dentro.
– Eu sei disso, mas eu andei pensando numa coisa já faz algum tempo e cheguei numa conclusão óbvia: Um jutsu daquele tamanho não teria apenas simples efeitos colaterais como dores musculares, mesmo que tenha reduzido drasticamente sua resistência – Engoli em seco e abaixei a escova devagar até a penteadeira para me levantar – Tem que haver algo mais. Você tem que ter dado algo importante em troca.
Andei até ele com suspeita no rosto.
– Porque está pensando sobre isso logo agora? Eu estou bem, não estou?
– Sendo sincero, eu não sei ao certo – Respondeu, ainda olhando algo na janela – Eu percebi que você sempre parece mais frágil a cada ano que se passa e eu sei que você percebeu também.
– Kakashi...
– Yuuto me disse que não sebe muita coisa, mas acha que isso teve a ver com sua energia vital, então quer dizer que...
– Kakashi pare – Calei-o virando o rosto dele para mim com a minha mão – Sério, para – Soltei o rosto dele e então coloquei a mão na testa, apertando os olhos – Olha... Eu sei que aquele jutsu é chocante de todas as formas, mas as mudanças que estão acontecendo comigo não é só por causa dele. Eu estou envelhecendo querendo ou não, então é normal que eu fique frágil ok?
– Mesmo assim...
– Não quero que você perca seu tempo com isso – Cortei ele, tirando a mão da testa e abrindo os olhos para fita-lo e mostrar o quanto eu falava sério – Eu estou bem, saudável, e tudo mais. Não tem motivos para você encher o meu irmão ou seja lá quem for com perguntas sobre este jutsu. Eu estou bem, todos estão bem e é isso oque importa.
Ele ficou fitando-me por um tempo também, evidentemente se perguntando se devia realmente esquecer isso ou não, mas não era só eu a teimosa ali.
– Eu vejo isso. Aqui, agora eu olho para você e vejo que está bem – Sua mão tocou meu maxilar então suavizou o rosto – Mas e depois? As vezes eu sinto que a qualquer momento você pode desaparecer. É estranho.
Pressionei os lábios, sentindo algo me remoer por dentro. Uma sensação ruim de culpa. Só eu sabia a verdade, que cedo ou tarde me juntaria aos meus pais já que minha energia vital foi bastante diminuída e Kakashi não era burro. Ele era perspicaz e isso era ruim para mim.
Afinal de contas, ele estava certo.
– Eu não vou desaparecer tão cedo – Neutralizei minha voz de novo, tocada pela culpa – Eu não posso desaparecer tão cedo. Eu tenho que cuidar de você, dos nossos filhos e de um clã inteiro.
– Sabe que não precisa fazer isso, certo? Tenho certeza que Yuuto aceitaria ser o líder, e eu também poderia se...
– Nem pensar. Você devia saber melhor que ninguém que nunca abandonaria minha posição. Melhor nem tentar me fazer mudar de ideia – Me afastei da mão dele, caminhando para a penteadeira para encerrar o assunto, mas reviro os olhos quando me agarra meu pulso e me puxa de volta. Parei de frente para ele e então fiz uma cara feia.
– Então quero que me prometa uma coisa – Pediu ignorando minha careta e então eu soltei um suspiro.
– Depende... – Falei devagar e então foi ele quem fez uma careta – Tudo bem, fala.
– Tente, mesmo que seja difícil para você, tente não ser tão teimosa e cuide de você mesma para o meu bem, já que você parece meio indiferente a você mesma.
Não pude deixar de sorrir de leve com o comentário. Pior que era verdade, eu vivia esquecendo da minha situação e exagerava.
– Eu vou tentar, prometo – Falei logo só para que ele relaxasse e oque restou da culpa desaparecesse.
Parece que funcionou melhor que eu pensava.
– Excelente! Agora eu acho que posso voltar a ser eu mesmo por uma noite – Olhei para ele com pura desconfiança dessa coisa de “voltar a ser eu mesmo” e como sempre, eu levo um susto enorme.
Meu ultimo momento de raciocínio foi pouco depois de eu ver a máscara magicamente parar no pescoço dele e então senti aquele sabor quente nos meus lábios que mesmo depois de anos sempre me fazia ficar desorientada. Quando o calor desapareceu, me senti meio tonta e então pisquei várias vezes.
– O que deu em você...? – Perguntei ainda desorientada, mas em vez de me responder como uma pessoa normal, ele me cobre com seus braços longos e me faz arrepiar com aquele calor de volta em meus lábios. Ele separou nossos lábios por um momento e então me observou.
– Sh, fica quietinha... – Pediu em voz baixa e voltou a cobrir meus lábios, me fazendo perder o pouco raciocínio que ainda possuía.
Eu sabia que mesmo que agora parecesse tudo bem, ele tinha percebido que meu chakra estava cada vez mais fraco, e provavelmente também deve ter percebido que era questão de algum tempo de ele ficar fraco o bastante para não ser o suficiente para mim. Mas Kakashi sempre foi mais forte que eu em relação a lidar problemas, e apesar de todo seu treinamento metal e essa força que tinha, entre os abraços dele, as palavras e seus beijos carinhosos, eu sentia que ele reprimia com muito esforço o medo que tinha deste dia que chegaria. O dia em que nem a minha teimosia e persistência será suficiente para impedir minha ida.
–- ***--
Dois anos depois, uma semana após o aniversário de dezoito anos de Terasu Yukiyo, Mitsue perdeu a consciência no seu quarto e foi levada as pressas para o hospital. Depois quatros dias internada sobre observação médica, durante uma visita familiar, Mitsue morreu por parada cardíaca.
Terasu Mitsue deixou dois filhos, um esposo e seu único irmão naquele dia. Foi enterrada junto com os túmulos de seus pais e de seus dois companheiros Terasu Ryo e Kinoshita Akio. Em sua memória, Uzumaki Naruto-sama deixou uma estátua da Shinobi na entrada principal da vila simbolizando a luta que salvou Konoha como exemplo para as futuras gerações.
Terasu Yukiyo se tornou o novo líder; Terasu Kakashi nunca mais tornou a se casar e Mitsue... Ela finalmente encontrou seus pais.
FIM -
Notas finais
Beijos meus lindos, espero vocês nos Reviews!
Ami ~
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