Recomeçar

34 Capítulo 34 - Reencarnação da Luz.


Notas iniciais
Oieeee!
Eeeeita demora, né? Me perdoem seus lindos, mas eu estou estudando agora - T.T -. Achei que as férias seriam o suficiente para encerrar a trilogia, mas isso não foi possivel :(
Eeeenfim meus lindos, eu já tenho uma previsão de quantos capítulos faltam para eu dar o encerramento da fic! E de acordo com meus cálculos, faltam DOIS capítulos.
Sim, isso mesmo. DOIS e acabou. Tentarei postar o proximo capítulo no sábado porque amanhã estarei ocupada com ouuutra fanfic! Caso queiram dar uma espiadinha nela, vou deixar o link nas notas abaixo, ok?!
Vaaleu por não me apedrejarem de raiva >.< Amo vocês, não se esqueçam! KKK
Ami ~

Ryo


Logo agora que pensei que poderia resolver algo, isso tinha que acontecer...

– Droga Arisu... – Afastei a Kunai do meu peito apenas um pouco, mas isso já doeu um bocado.

– Por que... PORQUE VOCÊ SE ALIOU A ELA! – Arisu gritou em plenos pulmões.

– Foi o Lance quem nos traiu! – Terminei de tirar a lâmina que ela segurava no meu peito e a empurrei para longe – Ele armou tudo para usar o Clã do jeito que ele queria! Não sou eu o traidor aqui!

Ela semicerrou os olhos, fazendo um rosto horrível para mim.

– Eu não acredito nessa história... Se esqueceu de quem a Mitsue é por acaso?! – Ela apontou para ela sem se quer olhar para seu rosto.

Virei o rosto para a Mitsue, dando de cara com o rosto exausto e sujo de sangue. Era perceptível em sua postura curvada que se seu chakra deixasse de cobri-la, ela perderia a consciência no mesmo momento.

Ela não era capaz de aguentar mais uma luta de maneira alguma, ou então morreria de exaustão.

Soltei o ar pela boca e apertei o corte em meu peito enquanto voltava a atenção para a ruiva.

– Arisu... Eu não estou dizendo que oque o Lance disse sobre ela é verdade ou mentira. Eu não sei de nada agora, mas... – Melhorei a postura, na tentativa de dar algum alivio a dor no peito – O que ela está querendo fazer agora é o certo. Apesar de tudo que ela fez, você acha certo que tenhamos matado todas essas pessoas?!

Arisu ficou calada por uns momentos antes de se pronunciar.

– Não preciso me preocupar com isso. Fui contratada. É apenas o meu trabalho. E sendo sincera, eu não acho que ela pode fazer droga alguma agora. TODOS morreram! E ela está prestes a morrer também – Os olhos violeta claro dela pousaram na Mitsue, se estreitando de raiva – Pare de perder seu tempo, Ryo.

– Então você quer que eu simplesmente mate ela, sendo que o Lance deixou de ser confiável? Não temos mais motivos claros para matar alguém! – Insisti, e então ela se voltou a mim, novamente furiosa.

– Ninguém aqui pode viver Ryo. Não depois do que viram aqui – Ela ergueu a mão que segurava com força a kunai que usou para me cortar – Mas se você continuar com essa história, eu juro que eu mato todos aqui sozinha se preciso. Inclusive ela.

Não foi preciso pensar muito para saber quem era “ela”, e então eu percebi que só me restava uma escolha para que Arisu não cometesse loucuras. Abaixei o olhar e então respirei fundo, sentido todo meu corpo ficar tenso ao pensar que teria que fazer aquilo justamente com a Arisu.

Logo ela...

Mas eu não tinha escolhas ali. Era viver ou morrer.

– Me desculpe Arisu... – Murmurei e então a ruiva me olhou confusa, mas ainda com a ira no olhar – Me desculpe por isso, mas eu preciso fazer – Terminei minha fala assim que senti o chakra responder a minha vontade e correr pelo meu corpo numa velocidade maior.

Não parei para ver a expressão completamente assustada da Arisu assim a abracei e apertei a ferida exposta no seu ombro com força. Arisu soltou um gemido forte de dor e então eu cerrei os olhos, concentrando boa parte de chakra na mão que tocava a carne exposta dela.

– Kinjutsu secreto do Clã Terasu: Hokai¹


Hokai¹: Desintegração.


Mitsue


– Hokai...? – Murmurei aquele nome, sentindo alguma coisa palpitar na cabeça com aquela palavra.

– Kinjutsu?! – Arisu arregalou os olhos, mais controlada agora que o Ryo apertava sua ferida exposta.

– Sim... Esse é segundo Kinjutsu que o Clã Terasu guarda há anos. Poucos tem acesso a ela – Falou numa voz não muito alta, mas tremula pela dor que o corte lhe provocava.

De imediato, lembrei do que aquele jutsu se tratava assim que citou os dois Kinjutsus do Clã.

Era simples. Como ele disse, aquele se tratava do segundo Kinjutsu do meu clã: Hokai. Soube deste Kinjutsu pelo meu irmão, Yuuto. Isso foi na época que ele me treinou por uma semana logo depois de me revelar a história da morte dos meus pais. Na verdade, este treinamento de uma semana foi para que ele me ensinasse a usar ambos os Kinjutsus proibidos da maneira que meu pai ensinou a ele.

Lembro que ele comentou sobre esse jutsu em especial nesta conversa:

“– O nosso chakra é temível e bastante perigoso Mitsue – Começou ele– se uma pessoa apenas tocar o nosso chakra, ela será ferida e o nosso clã possuía uma habilidade que tornava tudo mais doloroso”.

“– O que”?

“– Essa habilidade era usada somente como ultimo recurso. Nós tínhamos uma técnica que fazia o nosso chakra invadir o corpo de outra pessoa no menor contato, seja físico ou entre os chakras, e o chakra violeta destruía o oponente por dentro. Era uma boa técnica por ser rápida, silenciosa e não deixar vestígios nem ao menos do corpo do oponente.”

Hokai. Este era um dos jutsus mais cruéis já criados por um ninja.

– Você aprendeu os Kinjutsus dos Terasu?! – Exclamei.

Ele parou de encarar a Arisu e me olhou.

– Só este, mas eu não tenho muito tempo para que possa explicar Mitsue... – Logo ele voltou o olhar para a Arisu, estreitando de leve o olhar – É hora de evitar o pior e então resolver as coisas com você.

Apertei os lábios, sem poder dizer algo contra sendo que eu mesma não tinha certeza se podia usar meu chakra de novo sem debilitar mais o meu corpo que agora. Sendo inimigo ou não, Ryo era minha única chance de sair viva dali.

– NÃO! – A voz enfurecida dela cortou o espaço ao redor como a fúria da ventania de uma nevasca – Eu não vou morrer por sua cau... – Um gemido cortou sua fala quando Ryo apertou a mão na ferida dela, tingindo sua mão completamente de vermelho rubro.

– Me desculpe. Eu não queria te matar Arisu... – A voz dele ficou muito baixa de repente, num sussurro meio enraivecido, mas não parecia ser por causa dela, e sim por ele mesmo.

Parei de analisar as emoções que se passavam no rosto dele quando senti nas minhas próprias células o chakra dele se surgir envolta da mão que ele apertava a ferida. Seu chakra tão ligado ao meu, do nada atacou a ferida exposta da Arisu como uma fera atrás de carne fresca, e então abriu espaço na ferida para entrar mais no corpo dela, fazendo um som desagradável de carne úmida sendo rasgada.

Arisu soltou um grito horrível de dor que me obrigou a virar o rosto para outra direção, e então o seu corpo tombou no do Ryo, agoniado de dor.

– N-N-Não... N-Não quero m-morrer... – Ela grunhiu num tom seco e dolorido.

– Me desculpe... – Ryo repetiu, sem se importar em suportar o peso do corpo dela apoiado no seu – Mas não posso permitir que mate os que restaram. Você sabe mais que ninguém que nada te impediria a matar a todos agora que ele foi morto...

– NÃO! – Ela voltou a gritar, pressionando os olhos enquanto negava – NÃO! RYO NÃO...! – Ela se calou novamente, desta vez definitivamente, sem conseguir falar já que suas pregas vocais tinham sido destruídas pelo chakra que a invadia. Uma fina linha de sangue escorreu dos seus lábios provando que minha dedução estava correta.

Ryo soltou o seu peito com sua mão livre e a abraçou carinhosamente, como se fossem a Arisu adolescente e o Jovem Ryo novamente.

– Eu sei o quanto você me amava... Eu sabia o tempo todo – Ele murmurou novamente e então Arisu reabriu os olhos, com as pálpebras tremulas como seu corpo, mas demonstravam a surpresa por aquilo – Mas eu não podia corresponder da maneira que queria, deve saber o porquê disso... – Ela comprimiu os lábios, parecendo entender assim como eu entendia – Mas agora as coisas são diferentes de antes, certo? Você aprendeu a amar outra pessoa – Ele se calou e então apertou mais o abraço deles – Você amava o Lance, não amava?

Lance?! Meu queixo caiu com o simples pensamento de um romance entre eles, mas mesmo assim não ousei olhar para ela. Mas eu tive certeza que ele acertou quando ouvi a Arisu fungar, provavelmente chorando agora.

– É... Apesar de toda a sua pose de durona para cima de todos, inclusive ele, eu logo suspeitei disso. Qual outro o motivo para você ter sido integrante de tudo isso? Você nunca acabaria com a vila sem um bom motivo... – Meu corpo tremeu assim que ouvi o som discreto, mas claro de uma corrente elétrica abafada. Provavelmente as coisas já começaram no interior dela – Me desculpe por fazer isso mesmo sabendo que o amava... Eu não podia deixa-lo matar mais ninguém por ganancia.

Ryo parou de falar assim que o corpo da Arisu começou a se debater, já sobre os efeitos do Kinjutsu. Pressionei os olhos, lutando para não chorar só ao imaginar a cena, mas fui obrigada a abrir bem os olhos assim que ouvi um grito de dor vindo do Ryo.

– Ryo?! – Virei o rosto para ele e então perdi a cor quando vi oque tinha acontecido.

Com o resto de força que sobrava na Arisu, a garota conseguiu cortar o peito do Ryo no mesmo lugar e com a mesma Kunai, mas ela usou tanta força que sua mão afundou junto com a Kunai para dentro do corpo dele.

– RYO! – Exclamei com urgência ao ver que as tentativas do Ryo de se afastar dela eram inúteis. Ela usava o peso de seu próprio corpo para que Ryo não conseguisse escapar. Logo que percebi, fui na direção dela para afastá-la dele, mas fui impedida por um “Não!” bem alto vindo dele.

– Se você tocar nela o meu chakra pode atacar você também! Fique longe! – Ele me pediu com tanta energia que fui obrigada a recuar, mas mesmo assim...

– Se não tirar você de perto dela agora é você quem vai ser levado pelo próprio jutsu! O chakra dela... Ele pode entrar em você agora que ela está com a mão no seu peito!

Um dos perigos de quem usa essa técnica é este. Se não se afastar do alvo quando ele começa a sofrer os efeitos, você é levado junto e morre da mesma maneira.

– Eu sei! – Ele falou mais alto, mas então ele abandonou a expressão dura e relaxou um pouco – Esqueça isso Mitsue. Não importa se eu vou morrer. Se não tivesse sido impedido você teria sido morta por mim, então esqueça isso! – Ele fez uma pausa e respirou uma golfada de ar por estar sendo difícil ter oxigênio – A-Agora você tem parte do seu controle... Use sua lucidez para salvar a vila.

– Mas... Como? – Perguntei em voz baixa, um pouco chocada com tudo aquilo.

– Você sabe como – Ele respondeu, com um pouco menos de calma – Mas não vai conseguir nada se perder o controle! Tem que aprender a usar seu chakra sem precisar se preocupar com lesões e perdas de consciência. Se aprender, vai poder salvar a vila sem tantos riscos de ser morta por ele! – Ryo parou para pegar o ar de novo, mas suas forças pareceram diminuir ao ponto de cair de joelhos com a Arisu praticamente morta em cima de si – Droga... Essa sensação é realmente horrível – Comentou em voz baixa como se fosse nada de mais.

– Ryo, você ainda pode se soltar! Se solte dela agora! – Pedi, praticamente implorando a ele.

Ryo começou a ter leves convulsões pouco antes de eu terminar, e então o corpo da Arisu se moveu e seu rosto se virou para mim. Forcei que meu corpo não se afastasse diante do rosto horrível da Arisu. Seu rosto antes limpo agora estava mostrando milhares de veias azuis que se ramificavam varias vezes, acompanhando o rosto dela, e junto disto, havia rachaduras que surgiam do seu pescoço até a metade do rosto dando uma aparência de boneca de terror quebrada.

Apesar de meus olhos não pararem de encarar as veias sobe sua pele branca, percebi imediatamente quando seus lábios começaram a se abrir, se movendo como se falasse palavras mudas, mas que pude ler em seus lábios rachados.

“Não vou deixa-lo viver com você” Disse ela, calando seus lábios no mesmo instante que entre as brechas da suas rachaduras, começaram a surgir fachos de luz violeta.

Fiquei paralisada de terror enquanto observava tanto o corpo da Arisu quanto o corpo paralisado do Ryo se iluminarem pelas frestas das rachaduras. Os olhos dela se pregavam nos meus enquanto seu corpo rachava mais e mais até que no ultimo instante, ambos os corpos ficassem quase completamente iluminados e se quebrassem em mil pedaços.

– RYO! – Gritei no instante que vi os corpos virarem nada mais que pedaços minúsculos no ar. Então, como magia, os pedaços que brilhavam com a cor brilhante de violeta flutuaram pelo ar até ficarem invisíveis na leve nevasca que caia sobre mim.

Fiquei muda, encarando o lugar onde os pedaços sumiram, sem deixar rastros no lugar onde morreram.

“Era uma boa técnica por ser rápida, silenciosa e não deixar vestígios nem ao menos do corpo do oponente.” As palavras do meu irmão ecoaram pela minha cabeça, sendo comprovadas diante de mim da pior forma.

Bem, isso se por acaso existir forma melhor para assistir algo assim.

– Mitsue... – A voz do meu irmão surgiu novamente, desta vez mais próxima que eu esperava ouvir. Quase tive certeza de ser loucura minha, mas percebi que era real quando o toque da sua mão se fez presente no meu ombro gelado, só um pouco aquecido pelo chakra que ainda me protegia, só que mais leve e seguro que antes.

– Yuuto... – Virei o rosto lentamente para ele, chocada e cansada de mais para chorar mais que chorei naquele dia – Você ainda está vivo...? – Perguntei roucamente, me sentindo subitamente aliviada ao ver os olhos naturalmente cinza claros dele.

Ele sorriu para mim, com o rosto quase ou tão abatido quanto o meu. Senti um nó na garganta quando seus braços se abriram e me envolveram, me parecendo estranhamente quentes apesar do inferno gelado que tinha em volta.

Eu sabia o significado daquele abraço. Era algo como dor, alegria, alivio, e principalmente consolação juntos para me aliviar as dores tanto do corpo quanto as que ficaram marcadas no fundo de mim mesma. Isso só comprova que ele viu quem era a pessoa morta na cratera. Tentei parecer um pouco forte, pelo menos o bastante para retribuir o abraço da mesma forma calmante que ele, e como se tivéssemos passado a vida inteira abraçados daquele jeito, me senti desprotegida quando me soltou, mas continuou me tocando os braços enquanto me olhava no fundo nos meus novos olhos.

– Precisamos terminar as coisas por aqui. Infelizmente ainda não acabou tudo – Ele me falou numa voz macia e então eu concordei, mas parece que não havia terminado de falar – Mas, antes que faça qualquer coisa, que tal parar e olhar a cena que está a sua frente.

– Cena? – Perguntei em voz baixa. Yuuto apenas continuou com seu sorriso amável e me virou com cuidado para onde a cratera estava, mas não foi para lá que me fez olhar e sim um pouco mais para cima. Além daquilo.

Foram então que meus olhos ganharam uma expressão nova e indefinida da reação que ver todos aqueles outros olhos me provocou.

– São eles! – Exclamei, incrédula ao ver todos aqueles Terasu passivos diante de mim, sem mostrar a mesma vontade para me matar que antes. Mesmo sendo oque eu busquei minha vida toda, aquilo me confundiu bastante – O que eles fazem aqui?!

– Foram atraídos pelo seu chakra negro de agora a pouco, provavelmente. Mas está claro que ouviram o suficiente da verdade vinda da boca do Lance para entender todo o acontecido – Respondeu, paciente.

– Então... Eles sabem que eu...?

– Sim. Eles não pensam mais que é assassina, e sim a herdeira dos Terasu. A verdadeira pessoa honesta ao contrario da farsa que era o Lance – Sua voz saiu com um quê de rancor perceptível, então fui eu quem o tranquilizou desta vez com um toque no braço.

– Vamos tentar esquecer isso por enquanto. Ele está morto.

– Certo – Ele soltou um suspiro e então olhou para meu rosto – E oque faremos agora, Imo-chan? — *Abreviação de Imouto-chan que significa “Irmã mais nova”.

– Vou fazer a única coisa correta agora. – Finalmente entendi oque o Ryo quis me dizer naquela hora. Graças a ele sei oque fazer – A única coisa que posso fazer para trazer todos de volta.

Yuuto arregalou os olhos ao ouvir.

– Trazê-los de volta?! – Yuuto exclamou, mas eu consegui manter a calma graças o que eu acabara de ver, desta vez certa de que não perderia o controle. Não com toda a minha família do meu lado – Não está querendo usar aquele jutsu nessas condições Mitsue!

– Yuuto, se eu não fizer, quem fará? Você mesmo me disse que sou a única com chances de sobreviver a um jutsu desses.

– Isso se estivesse bem fisicamente, mas agora...!

– Calma Yuuto – Pedi com mais energia e então ele se calou – Você sabe que não dá para me impedir.

Ele juntou as sobrancelhas, concordando.

– Eu sei. O pior é que eu sei disso.

– Então fique calmo e me deixe fazer isso.

Ele concordou com a cabeça. Soltei o braço dele, mais calma que nunca, oque era estranho, mas preferi deixar aquilo de lado. Calma era tudo que eu mais precisava.

Caminhei até mais a frente, parando bem perto daqueles homens e mulheres que me olhavam a todo o instante e então eu sorri para eles.

– Lamento se nessa luta perderam alguém. Lamento mesmo. Mas agora eu vou compensa-los por tudo que os fiz passar para pelo menos ser digna de vocês – Alguns deles sorriram, mas outros se mantiveram sérios por trás das mascaras negras que a maioria ainda usava.

Desviei o olhar deles e fiz o primeiro selo do jutsu de liberação que o Ryo me ensinou, mas para minha completa surpresa, antes que eu iniciasse a liberação, o chakra fluiu livremente pelo meu corpo até alçar os céus como antes, numa altura que até mesmo eu me choquei já que não estava lucida antes para se quer apreciar a grandeza daquele chakra. Em vez do calor insuportável, o formigamento que adormecia meus membros, e as dores, eu senti como se uma onda de luz e paz saísse de dentro do meu corpo para fora, afastando o breu da noite para dentro da floresta e iluminando a vila em ruinas. Era tão maravilhosa a sensação que tive certeza que se eu apenas desejasse, poderia voar para bem longe para me misturar ao céu.

– Então é essa a sensação de quando se libera o chakra sem ódio... – Pensei em voz alta, e então um sorriso surgiu no meu rosto, e com leveza, fiz outro selo de mãos, desta vez o primeiro selo daquele Kinjutsu.

O primeiro e mais poderoso kinjutsu do clã.

Fiz todos os selos em seguida e então fechei os olhos, mantendo o sorriso quando meus pés se elevaram a alguns centímetros do chão graças ao fluxo crescente de chakra que balançavam meu vestido e cabelos no ar. E então, juntando todo o ar gelado e puro no peito, falei:

– Kinjustu secreto do Clã Terasu: Hikari no umarekawari! — * Trad: Reencarnação da luz.

Todos ao redor se afastaram quando de repente, o chakra violeta claro ficou muito mais claro, num lilás belo que rodiava meu corpo até os céus, mas Yuuto continuou parado onde estava, sem se importar com o vento que batia no seu rosto e balançava seus cabelos pretos azulados.

– Seus... Seus cabelos! – Ele exclamou sem que eu pudesse ouvir, mas todos ali viam oque ele referia.

Meus corpo estava erguido do chão a uns quinze centímetros, e meus olhos não só estavam violeta vivo como meus cabelos haviam ficado brancos tamanha pureza do chakra.

E quase que num momento, todo aquele chakra que se erguia para o céu se ramificou em milhares de partes e atingiram partes diferentes da vila exatamente na direção dos corpos caídos ao redor dela.

E um em especial, brilhava tanto que todas as feridas feias sumiram e deixou em seu lugar apenas o corpo belo, tamanho o amor que era emanado especialmente a ele.

A esse alguém em... Especial.

Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/315070/Um_Irmao_Para_Se_Odiar_amar./
Beeem, se quiserem passar por lá e deixar um Review ficarei agradecida meus fofos >.< Ahh, e adiantando que é uma Comédia, ok?! Bom que alivia tooda a tenção da fanfic!!
E agora, quem será esse "Alguém em especial"? HAHA, TÁ DIFIíICIL XD.