Recomeçar

1 Capítulo 1- Passado sujo.


Notas iniciais
Uma história cercada de mistérios, muitos deles, desvendados somente na reta final, portanto é bom que fiquem ligados e acompanhem cada capítulo dessa história.

Rio de Janeiro- 1995

–Tudo pronto? É o meu primeiro comício, estou muito nervoso, só de pensar que vou ter de inventar uma história para enganar esse povo todo ai de fora já fico histérico, mas tudo vai dar certo, tenho certeza.

Mauro falava para si mesmo com todo seu egoísmo, enquanto se preparava para dar seu primeiro discurso diante a uma multidão. Ele era candidato a vereador do Rio de Janeiro. Mauro decidiu trilhar o caminho do pai na política, esperando um dia chegar ao auge como fez ele. Mauro herdava esse caráter pernicioso e detestável de seu pai, um homem que muito fez sofrer a mulher que tanto o apoiou, a simpática Berenice, que, hoje ainda vive, com seus sessenta e poucos anos deseja viver só mais um pouco, para não ver o filho cometendo os mesmos erros do pai. Ora! que mãe iria querer o mal do filho? Berenice sempre tentou ajudar Mauro, que, sempre recusou a mãe, sempre a humilhou.

Mauro herdou de seu relacionamento com a falecida Patrícia que morreu logo após um acidente de carro, a pequena Diana, que, hoje é só uma criança, solitária e desprezada pelo pai, seu único conforno é a avó que sempre esteve ao seu lado.

Mauro sempre foi um cara mulherendo, até demais, e em uma de suas visitas ao bordel de Analice ele conheceu a filha da cafetina, a jovem e misteriosa Virgínia.

– O Analice, quem é essa piranhazinha? (Mauro)

– Minha filha, e ja vou logo te falando, não vem arrastando a azinha pra cima dela não, essa ai eu não vou vender (Analice)

– Que delícia de menina, me diz o preço que você quer por ela, eu pago! (Mauro)

Analice estava disposta a recusar qualquer oferta, mas, quando o cafajeste lhe fez uma proposta altíssima, ela não resistiu e teve a coragem e despeito de vender o corpo da próprio filha para um cara sem o menor excrúpulo. Virgínia se recusava a fazer oque sua mãe pedia, porém, ela foi forçada a ir até o quarto.

–Toma, ela é tua, faz oque tem pra fazer e depois me devolve (Analice).

Mesmo se debatendo, Virgínia não conseguiu resistir e se viu amarrada pelos pés e pelas mãos na cama, tendo seu corpo lambuzado, e tocado por Mauro, aquelas imagens ficaria para sempre marcada em sua memória, aquele homem nojento tocando-a, chupando-a, era algo muito forte para ela, algo que ela jamais esqueceria.

– Seu nojento, você vai me pagar, oque você fez comigo não se faz com ninguém, eu te odeio, tenho nojo de você. Disse Virgínia após ser humilhada e estuprada por Mauro. Ele foi embora, e Virgínia ficara trancada em seu quarto, gemendo de dores no corpo, sua mãe, com um ato monstruoso riu da situação, pelo fato de ter recebido uma quantia equivalente a 700 mil reais pelo corpo da filha.

Na noite seguinte, algo muito misterioso e intrigante acontecera. Alguém, entrara na casa, ou melhor, no bordel de Analice e com três tiros assasinou-a friamente. Antes que alguem veja o assassino(a) ele(a) foge sem deixar qualquer vestígio. A polícia jamais descobriu o crime, nem sequer o motivo que teria ocasionado a morte de Analice. Depois do acontecido, Mauro procurou Virgínia e disse a ela para se calar, não falar nada a ninguem do que ouve entre eles, e, por meio de ameaças, ela se calou. Ela se sentia um lixo, se viu num abismo, e, viu sua vida mais desastrosa ainda quando descobriu um fato que mudou sua vida, ela estava grávida, grávida do homem no qual sentia nojo, nojo só de ouvir seu nome, de lembrar de seu susurro em seu ouvindo, pedindo a ela para gemer, para lhe dar prazer.

Uma semana depois, Mauro voltou a proucurar Virgínia e, mesmo sem saber se era o certo a fazer, ela contou a ele sobre a gravidez. Mauro ficou atordoado, viu sua carreira indo por água abaixo, o nome de sua família na lama, e, mais uma vez, esse monstro encontrou um jeito de esconder mais essa mendacidade. Ele estava disposto a levar Virgínia para sua fazenda no interior de São Paulo, mais precisamente em Botucatu, onde lá, com a ajuda de Inês, sua cúmplice de anos,escondeu Virgínia, mesmo contra sua vontade, por meses, até a ela dar a luz à pequena Vitória. Inês foi quem fez o parto, onde Virgínia quase morreu, perdeu muito sangue, estava fraca, e desmaiou. Mauro aproveitou a situação e ordenou que Inês fosse a qualquer orfanato do Rio e alegasse ter encontrado a menina (Vitória) no lixo, e entregasse-a para a adoção. Assim foi feito e antes que Virgínia pudesse acordar mauro tratou de pegar seu jatinho, e com seus comparças levou-a para uma das regiões mais pobres do mundo, na Angola, um lugar imundo, quente, onde lá ele assegurou-se de que Virgínia jamais sairia daquele inferno. Chegando lá, ela foi jogada em meio a uma estrada, onde, logo foi encontrada por uma mulher, muito humilde, que cuidou dela, e cuidaria durante anos.

De volta ao Brasil, Mauro procurou esquecer tudo que aconteceu. Inês havia feito tudo que ele ordenou, e após o caso parar na justiça, Vitória foi entregue a um orfanato, onde despertou o amor e carinho em Maria, uma mulher simples e batalhadora que desde que seu marido o caminhoneiro Gerson foi embora de casa, ela luta para sustentar a filha Nara. Maria lutou pela guarda da pequena Vitória e após varios processos judiciais ela conseguiu.

Os anos iam se passando e no deccorer dele o ódio de Virgínia e a sede de vingança só almentara. Mauro se tornava cada vez mais um pilantra com o dom de enganar a todos ao seu redor, exceto à sua mãe Berenice, que nunca concordou com as atitudes do filho e achava que ele deveria dar mais atenção a filha Diana, que ele tanto despresava, aliás, seu único enteresse era o meio político. Vitória estava crescendo e sendo criada com amor pela mãe a doce Maria e sua irmã Nara.

Rio de Janeiro- 2012


Nos dias atuais, muitas coisas mudaram, muitas mesmo, de vereador, Mauro se tornara Prefeito do Rio de Janeiro, isso já em seu segundo mandato.

Diana se tornou uma mulher fria, tal como o pai, casada com Dudu, um homem honesto e dono do próprio escritório de contabilidade, ela nunca quis formar uma família ao lado do marido.

Vitória tinha se tornado uma adolescente pra lá de complicada, sua Mãe, Maria, trabalhava na casa de Diana e Dudu, Nara acabara de completar seu curso e Vitória acabara de se formar no Ensino Médio. Ela, como a maioria das garotas da favela Morro do céu onde vive, adora festa, principalmente se for funk. Mesmo contra a vontade de sua mãe, ela tem um relacionamento com um cara barra pesada, Nenzinho, um dos mais importantes traficantes da favela, ele vive as ordens da durona Judite, uma mulher misteriosa chefe do tráfico, que guarda muitos segredos do seu passado. Vitória era muito inconcequente, agia sem pensar e se atormentava com seu passado, mesmo com esse jeito de menina rebelde, ela é uma garota determinada, que quer ir em busca de seu passado, e descobrir porque tantos mistérios rondam sua cabeça.

–Olá Virgínia como estás? (Muxima)

– Estou bem, bem até demais, estou de partida de volta ao Brasil este mês. (Virgínia) Falou ela a sua amiga, onde vivia com ela em um barraco de madeira de chão batido, pequeno e muito desconfortável. Virgínia tinha trabalhado todos esses anos afim de conseguir dinheiro e voltar ao Brasil.

Sim, ela vai voltar! Para acertar contas com o seu passado, com o homem que arruinou sua vida, e, agora que o ódio e o desejo de destruir a vida desse homem corria em suas veias, ela tinha certeza, estava preparada para se vingar, para mostrar a Mauro que aquela menina cresceu e pode ser o pior de seus pesadelos. Só que oque Virgínia não imagina é que Mauro também tornou-se perigoso e que acabar com a vida desse cara não vai ser assim tão facil como ela imagina, mas, de uma coisa ela estava convicta, ela queria vingança, a qualquer custo, nem que isso, custe sua morte, até porque a vida dela é destruir a dele, após isso, nada mais faz sentido a ela.

CONTINUA...



Notas finais
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