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10 Chapter IX
Notas iniciais
Queria tbm agradecer às gatinhas que me deixaram recomendações!
L_LoveSeddie, Melpet, KarinaCarvalho, e especialmente à DessaCoelho, que deixou minha mais nova recomendação! ;) Brigada, flor, amei mtoo!!
Quatro recomendações, eu tenho seis na outra fic, vamos bater? ;p
Esse cap é quase um especial de dia das mães, eu devia deixar ra postar só semana que vem, né? ;p
O sol nasceu excepcionalmente brilhante naquela manhã. Ou pelo menos assim pareceu a Sam Puckett quando os primeiros raios da manha a acordaram desagradavelmente.
Levou um minuto para a médica lembrar onde estava. Meio sentada, meio deitada. A cadeira que era confortável, em algum momento durante o sono, parecia ter se transformado em pedra. Seus músculos doíam e sua cabeça ameaçava explodir. A garrafa vazia da causa da dor de cabeça estava espalhada pelo chão, em pedaços. A taça estava em cima da mesinha, mas também caída, o que não era surpresa, considerando o quanto ventara na noite anterior. A pele de Sam ainda estava gelada, mas o vinho realmente a nocauteara.
Levantou. Com cuidado, para não pisar nos vidros. Foi ate a cozinha, pegou uma pá e uma vassourinha/escovinha. Voltou. Apanhou o lixo.
A pesar de ser quarta-feira, não se sentia bem o suficiente para trabalhar. Olhou a hora. Cinco e quinze. Talvez mais algumas horas de sono a fizessem sentir melhor.
Ou pelo menos, humana.
***
Mas o sol nasce para todos, e no quarto azul de Freddie Benson, ele parecia ainda mais brilhante. Na verdade, quando Marisa Benson abriu as cortinas, parecia que o sol estava entrando como faca na cabeça do jovem astronauta.
–Mããããeeee...
A palavra escapou dos lábios dele como um gemido, misturado a uma reclamação.
–Está tarde, Freddie. E você tem muito o que fazer hoje.
Ela entregou a ele duas aspirinas e um copo com alguma coisa de cor estranha. Tinha gosto de... Bom, era um gosto realmente ruim. Benson fez uma careta.
–O que é isso?
–Remedinho caseiro pra ressaca. Anda, levanta.
–Que horas são?
–Quase 10 da manhã.
–E o que você espera que eu tenha pra fazer hoje? – perguntou, finalmente sentando na cama — Tudo o que eu quero é ficar aqui. Esquecer o resto do mundo
Ela lhe dirigiu um sorriso suave e, sentando ma beira da cama, o abraçou.
Ele não tinha percebido que era justamente o que ele estava precisando. E ali, sentado na cama de sua infância, abraçado a sua mãe, ele chorou.
Chorou, por saudades de quando tudo era mais fácil. Saudades de quando ele ainda morava naquela casa, estudava na Ridgeway, e namorava Sam. E saudades de ser aquele garoto. Onde estaria aquele garoto? Perdido num passado distante.
Saudades de passar horas e horas preparando e gravando o iCarly, ao lado de suas melhores amigas.
Mas, principalmente, saudade dela. De sair com ela. De matar aula pra ir Rhode Island só pra vê-la por um dia. Saudades de ser interrompido quando ela aparecia de surpresa, fazendo barulho, invadindo o dormitório masculino.
Por quinze minutos, ele chorou.
–Eu te amo, mãe. – disse ele, finalmente, se desvencilhando do abraço mais aconchegante do mundo. – Você não imagina como eu senti sua falta.
–Eu também, meu amor. – disse ela, acariciando suavemente sua bochecha. – Mas não é de mim que você mais sente falta.
Ele a olhou com estranheza, franzindo as sobrancelhas.
–Freddie, eu amo você. Muito. Você é o melhor filho que eu poderia sonhar em ter. Bonito, esforçado, carinhoso, determinado. E muito inteligente, claro! E por você ser tão inteligente, eu não entendo como você pôde ser tão burro...
Agora ele estava surpreso.
–Como assim?
–Filho, sabe o que me levou a finalmente aceitar seu namoro com Sam? – ele ficou ainda mais confuso com a aparente mudança no assunto – Não foi o fato dela ter mudado, não foi o fato de ela ter começado medicina. Foi o quanto ela te fazia feliz, que me fez mudar de ideia. Ela te amava de verdade. Você a amava. Bom, pelo visto ainda ama...
–Mas ela não me quer mais. Ela deixou isso bem claro ontem. Ela me ama, mas não me quer mais. Acabou, mãe...
–Você fez uma burrada quando terminou com ela, e agora quer fazer outra? – ele estava completamente perdido. O que ela queria dizer?
–Eu não quero fazê-la sofrer ainda mais, mãe. Talvez a Carly tenha razão...
–O que a Carly disse?
–Ela disse que tentar tê-la de volta agora, quando ela esta começando a se recuperar, só iria magoar nós dois...
–Bom, eu digo que eu gosto da Carly um pouquinho menos agora. – Freddie quase riu — Sabe o que mais machuca, Freddie? Ficar longe de quem gente ama. Machuca você, e a ela também.
–O que você quer dizer com isso, mãe?
–Eu quero dizer que eu espero sinceramente que você não esteja pensando em desistir tão fácil. Eu disse. Você é bonito, inteligente, esforçado, determinado e carinhoso.
“Que você é bonito qualquer pessoa pode ver. O resto, está na hora de você provar pra ela que é. Não a deixe escapar tão fácil. Ela esta magoada. Ela tem medo. E eu entendo isso. Mas se ela ainda te ama, então há esperança.
“Agora levanta dessa cama, toma uma xícara de café bem forte e vá buscar a mulher que você ama!”
Sorriu. Era exatamente o que ele iria fazer.
***
O cheiro da sopa acordou-a lentamente, dando-a consciência de onde estava aos poucos; antes finalmente abrir os olhos, para ver Carly Shay lutando para fechar a porta do quarto com o quadril. Nas mãos, uma bandeja fumegante.
–Bom dia, flor do dia!
Ela teve que rir.
–Bom dia, Shay. O que é isso?
–Seu almoço de doente! – disse sorridente, enquanto colocava a bandeja no criado mudo.
–Almoço?
Olhou a hora. Caramba! Meio-dia e vinte!
–Não se preocupe. – tranquilizou Shay, vendo o rosto espantado da amiga. – Eu já liguei pro hospital.
–Sério?
–Bom, na verdade eles me ligaram. – ela sentou na cama – Você não atendia o celular, não aparecia e eu era seu contato de emergência. Eu disse que ia verificar. Passei em casa, peguei a chave reserva, e vim pra cá. Quando vi você dormindo tão agitada, achei melhor avisar que você não iria.
Puckett se sentiu melhor por meio segundo. Aí ela lembrou.
–Ai, droga...
–Que foi?
–Segunda vez que eu falto por uma doença misteriosa essa semana. E todos viram o Freddie e eu sairmos pra almoçar juntos duas vezes nessa semana! Vão espalhar boatos, eu sei que vão...
–Sam, você precisa fazer duas coisas agora. A primeira é parar de se preocupar com os outros. E a segunda, é me contar exatamente como foram esses almoços!
Carly parecia estranhamente animada para ouvir aquilo. Bom, ela estava mesmo. E foi o que a amiga fez. Contou tudo. Na metade da historia, ela já chorava copiosamente.
–Ok. Agora come.
Foi tudo o que Carly disse quando conseguiu acalmar a outra. E ela comeu. Não tinha percebido, mas estava faminta.
–E agora, Sam?
Carly estava preocupada. Eles se amavam, e haviam se condenado a ficar separados. Ela não queria vê-los sofrer, mas não sabia o que fazer...
–Agora acabou, Carly. Espero que ele tenha entendido que não tem mais volta.
Sam não parecia feliz com aquilo, mas Shay decidiu se calar. Pelo menos por hora.
–E agora, vamos sair daqui e comer algo de vergonha, porque essa sopinha só me deixou com mais fome.
Carly percebeu a mudança de assunto. E percebeu também que aquele era um daqueles sorrisos aparentemente verdadeiros. Mas em um segundo olhar, lá estava o traço de tristeza velado.
***
Depois de um almoço tranquilo e de uma tarde agitada no escritório, entrar em casa foi revigorante. Seu sócio gostava de atarefa-la, mas era um bom amigo e um excelente advogado. Eles compartilhavam boas memórias do seu tempo de amigos de infância.
Ela não teve sequer tempo de sentar antes da campanhia tocar. Pelo olho mágico, ela viu o rosto estranhamente sorridente de Freddie Benson. Ele trazia uma sacola de papel.
Abriu a porta.
–O que é isso?
–Jantar. – disse ele, com um sorriso. Ela retribuiu.
Esperava que ele aparecesse em sua casa chorando, arrasado, mas preferiu não dizer nada.
Eles comeram tranquilamente, conversando banalidades. Ele contou sobre a viagem, ela sobre o trabalho, mas o tópico loiro de olhos azuis foi habilmente evitado por ambos.
–Ok, eu vou tirar esses saltos e tomar um banho, se você não se importa. – declarou Shay, quando finalmente acabaram de comer.
–Só se você me indicar onde fica o computador mais próximo.
Ela riu, indicando a bilbioteca.
Por um momento ela ficou parada, ainda sentada na cadeira de madeira clara com acolchoado champagne, fitando o mármore branco da tampa da mesa, lembrando da falta que sentira daquele nerd, apesar de tudo. Ela o amava, apesar da raiva, ele ainda era um grande amigo. Se calhar o melhor...
Seus devaneios saudosistas foram interrompidos pelo sobressalto que teve quando Benson gritou.
–Carls, posso mexer aqui, ou tem algum segredo sujo?
Ela teve que rir. Levantou e foi pra biblioteca.
–Pode sim, seu nerd chato.
Ela se recostou no batenteda porta, observando Benson mexer no computador, como se aquela fosse a coisa mais legal do mundo inteiro.
–Caramba, Shay! Quanta música triste!
–Eu gosto, ué! – a falsa defensiva o fez rir.
Ele parou de rir de repente.
–Eu posso passar séculos sem te ver, mas eu reconheço sua expressão de ideia em qualquer lugar...
Ele riu.
–Eu tive a melhor ideia do mundo, Carly!
–Vai me explicar ou o quê?
–Ou o quê! – exclamou, já levantando e abraçando-a. – Tchau, Carly!
E depois ele tinha ido embora. Simples assim.
Confusa e um tanto quanto atordoada, a jovem se dirigiu ao computador. Ele estivera na pasta de músicas. Mas a música que estava selecionada fê-la elevar a sobrancelha.
Notas finais
Gente, agora que vcs já leram, eu preciso dizer! A Sam tava morrendo de ciúmes em iOpen a Restaurant!! E parecia que o Freddie tava adorando isso! Eu gostei mtoo!!
E em iGo One Direcion, ele ficou morrendo de ciúmes qndo ela disse que não estava namorando ninguém!! Eu assisti na casa de uma colega minha, que assiste cmgo de vez em quando, mas nem gosta de iCarly, e ela percebeu!! Ela que comentou! (Detalhe, a amiga é a Coelhinha que eu usei de beta... ;p Ela ão curte o seriado, mas aora a fic, então... ;p)
Bom, é isso. Já falei demais. ;p
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