Recomeço
6 Sem solução
Pela falta de tecnologia na época, os únicos meios de comunicação eram telefonemas ou cartas, entretanto, o casal se comunicava apenas por telefone e Emperatriz não havia decorado o número de Alejandro em Michigan, um grande desespero tomou conta da moça, pois era o único meio que ela tinha para falar com ele, aos prantos, Triz sentou-se no chão em meio à bagunça da mudança e com as mãos sobre a cabeça não podia acreditar no que estava acontecendo, porém, ainda haviam outros lugares para procurar a agenda, tentando manter a calma, ela pediu a ajuda de Luísa e, em meio à várias malas, as irmãs procuraram porém sem sucesso, o desespero foi maior pois os pais de Alejandro haviam mudado de casa e ainda nao haviam instalado telefone na nova residência. Luísa tentou acalmar a irmã mas ela estava inconsolável. Alguns dias passaram desde a mudança da família de Emperatriz para a nova cidade e Alejandro estava ansioso por contato da namorada, ele notou que havia algo de errado quando 5 dias já haviam passado e nenhum telefonema dela, mil pensamentos passaram na cabeça do rapaz 'Será que ela está com outro? Será que me esqueceu? Será que não me ama mais? Porque ela não me liga? Meu Deus vou ficar louco!!' Essas eram as frases mais ditas por Alê que sabia que algo estava acontecendo. Emperatriz tentou comunicação com o namorado através de e-mail, mas não foi possível pois Alejandro havia desativado o correio eletrônico que usava no Brasil já que não conseguiu acesso nos Estados Unidos, restava a ambos aceitarem que haviam perdido contato e provavelmente não se veriam mais já que Emperatriz estava morando em outra cidade, o que causou uma enorme tristeza nos dois, e fazia com que eles passassem horas chorando e acabou por preocupar quem convivia com eles. O tempo foi passando e aos poucos o agora ex casal foi acostumando-se a viver longe um do outro e que não teriam mais como manter contato, o que restava era aceitar e seguirem suas vidas com as boas lembranças do passado e conformados com esse grande golpe do destino. Cada um tentava focar nos estudos e não pensar tanto no outro mas era impossível pois as lembranças estavam em todas as coisas e nos pequenos detalhes que eles compartilhavam e apoiavam, a faculdade era como se fosse uma terapia, estudar o que gostava fazia com que os dois se sentissem melhores, em uma aula de sexta feira, um amigo de Alejandro o convidou para ir até uma festa que teria naquela noite com alunos brasileiros da faculdade, de início, ele relutou um pouco mas acabou aceitando o convite, pois precisava se divertir e parar de pensar em Triz, o que era quase impossível. No horário marcado, Daniel, amigo de Alejandro, chegou até o apartamento em que ele morava para buscar os amigos, pois todos os outros que moravam ali iriam para a mesma festa, chegando lá, Alejandro não estava com ânimo para nada, mas depois acabou interagindo com os que estavam ali e indo para a pista de dança. Por alguns momentos ele acabou esquecendo um pouco a profunda tristeza e se divertindo com os amigos, todos ficaram felizes ao vê-lo, pois era disso que ele precisava. Naquela noite, Alejandro conheceu Andréa, uma estudante da mesma universidade que cursava arquitetura, os dois se aproximaram e começaram a conversar, imediatamente, Alê despertou o interesse da moça, que em meio aos assuntos em pauta, puxou o rapaz para a pista de dança e o beijou, o que foi motivo de comemoração para todos os amigos que viram como ele estava mal com a distância de Emperatriz. Enquanto beijava Andréa, foi impossível não lembrar de Emperatriz, Alejandro afastou-se da moça e saiu da pista. 'Desculpa, não queria deixar você sozinha na pista mas é que tem uma coisa me machucando muito e me veio à mente nesse instante' Disse Alejandro enquanto Andréa se aproximava dele. 'Bom, esse não é o melhor momento e nem o melhor lugar pra gente se conhecer melhor, as meninas que moram comigo não vão dormir em casa hoje, se você quiser podemos ir pra lá ou pra uma lanchonete, um bar talvez, um lugar mais reservado' Propôs Andréa. O rapaz pensou em relutar, pois amava Emperatriz, mas ao mesmo tempo, mil pensamentos o assombravam sobre a falta de comunicação, foi então que ele levantou e segurou a mão de Andréa: 'Então vamos sim, você escolhe o destino'.
Fale com o autor