Recomeço
5 O surgimento de uma nova ameaça!
Notas iniciais
Orochimaru
– Karin, vá pegar aquele DNA pra mim.
– Tem certeza, Orochimaru-Sama?
– Apenas vá pegar.
– E-Entendido. – Karin gaguejou, enquanto saia de meu laboratório para pegar o que eu queria.
Eu entendo que todos estejam aflitos com o fato de eu ainda querer recriar meu antigo experimento – que fugiu há anos –, mas... Não posso desperdiçar mais essa chance. Se nenhum dos meus servos conseguiu encontrá-lo e trazê-lo de volta, a única coisa que eu posso fazer é tentar recriá-lo e continuar meus estudos científicos.
Não me pergunte como aquele maldito experimento conseguiu fugir de uma prisão trancada a sete chaves e nunca mais ser encontrado. Nem mesmo tenho certeza se está vivo ou morto... Em circunstâncias normais, eu adoraria que aquele maldito estivesse vivo para que eu pudesse encontrá-lo; mas essas não são as circunstâncias certas. Ele é perfeitamente capaz de causar problemas, e se descobrirem que fui eu, provavelmente tirarão meu laboratório...
Até mesmo alertei Mitsuki, meu filho – ele tecnicamente é meu filho, eu o criei. Literalmente, eu o criei –, para que se o visse, me avisasse imediatamente. Mas entendo a dificuldade que seria reconhecê-lo, meu experimento é exatamente igual ao...
Ouvi alguma coisa caindo atrás de mim. Me virei, mas não tinha nada... Alguém está aqui. Outro barulho foi ouvido, desta vez na direção onde anteriormente eu estava; a direção dos pergaminhos. Eu não conseguia ver, mas sabia que alguém estava se movimentando em meu laboratório. Me concentrei em sentir ao menos um pouco a presença do invasor; joguei uma kunai no lugar onde previ que estaria, e acertei em cheio! Agora, sua mão esquerda estava presa a uma parede.
– Então, você voltou? – Perguntei a ele, enquanto me virava para encarar aquele maldito experimento. Nas sombras, a única coisa que conseguia ver eram seus olhos vermelho sangue, que também me encaravam... E sabe o que é pior? Os olhos dele não eram dessa cor. Mas tinha certeza que era ele.
– Ora, então se lembra de mim? Que honra. – Disse, ironicamente. – Respondendo sua pergunta, sim, eu voltei. Mas não por muito tempo.
– É muita coragem sua aparecer aqui sozinho... – Disse, enquanto ele tirava a kunai de sua mão esquerda, e parecia não dar a mínima pra dor.
– Você fala como se fosse difícil enganar aqueles seus... Sei lá, devem ser alguma coisa sua!– Exclamou, e se aproximou um pouco. Agora que veio para a luz, consigo ver sua aparência; continua com o mesmo rosto, apenas uma aparência mais velha, os cabelos ainda arrepiados para trás, um pergaminho em sua mão direita... Mas, usava um manto preto com nuvens vermelhas estampadas. O manto da Akatsuki.
– Hunf... Você ainda continua igualzinho a ele. – Comentei, e o experimento fez uma careta.
– E você ainda continua o mesmo maluco de sempre...
– Orochimaru-Sama, eu senti algo... – Karin havia voltado com o DNA que eu queria. – V-Você... Seu experimento desgraçado! Onde você estava, imbecil?!
– Se não é a ruiva maluca! Ah, e não te interessa onde eu estava! – Respondeu, por incrível que pareça sorrindo. Mas não era um sorriso falso, maléfico... Era um sorriso sincero. Sempre me surpreendi com a diferença nas personalidades do experimento e do original. – E eu tenho um nome agora, ok?
– Ah! Então você tem nome?! Eu também tenho nome, sabia disso? – Exclamou, ajeitando seus óculos.
– É! Mas eu não sou bom em lembrar seu nomes de gente irritante!
– Ora, seu... Como ainda consegue continuar sorrindo?!
– Sua cara está impagável. – Parecia que a Karin iria estrangular ele a qualquer momento...
É, eles não se suportam.
– Ora... Espera! Que roupa é essa?! A Akatsuki não existe mais...
– Tem certeza, ruiva? Certeza absoluta? Bom, enfim, não vim aqui pra falar do que eu faço ou não; e outra coisa, o que faço não interessa mais a vocês, na verdade. Só vim aqui pra pegar uma coisa!
– O que pegou? – Perguntei, interrompendo a discussão deles.
– Nada que vá precisar. E... – Ele de repente, olhou para o pote com a DNA nas mãos de Karin. – Espera... Vocês não estão tentando me recriar, não é?
Ele começou a rir. Aquela risada contagiante, de quem realmente havia achado algo muito engraçado.
– Se estão tentando fazer isso, desistam. – Continuou. – Depois do Shin, aquele fracasso, ainda está tentando me recriar? Hahaha vocês não aceitam que é impossível? Nem eu mesmo sei como VOCÊ conseguiu me criar! Mas... Mesmo que tentem, só irão conseguir criar um segundo Shin!
Não queria acreditar, mas ele estava certo. Todos os clones que eu tentei fazer depois dele deram errado. Bem, não sei se podemos chamar ele de “clone” – já que visivelmente ele tem sua própria personalidade, que por sinal é muito diferente da do original.
Eu não podia deixar ele ir embora. Cobras saíram de meus braços para pelo menos tentar impedí-lo de fugir, contudo... Elas simplesmente o atravessaram. Que tipo de habilidades ele conseguiu dominar.
– É, foi muito divertido esse reencontro, mas já estou atrasado! Até depois! — Despediu-se, enquanto acenava sorrindo, e desapareceu.
– O-Orochimaru-Sama! O que ele pegou? – Perguntou Karin.
Eu rapidamente me virei para a prateleira de pergaminhos e percebi que estava faltando um. Apenas um que poderia ter consequências desastrosas se usado como foi usado anteriormente.
– O pergaminho do Edo Tensei.
Mitsuki
– Ah, finalmente acabamos essa missão! – Exclamou Boruto, com as duas mãos na cabeça.
É, nós havíamos terminado a missão de encontrar o ladrão e recuperar o objeto da invisibilidade; mas foi tudo graças a Boruto. Acho que nós não teríamos a mínima chance de localizar o renegado com tanta precisão se não fosse pela kekkei genkai dele... Mas, tem uma coisa que não entendo: Por que a kekkei genkai escolheu se manifestar em meu amigo naquele momento?
– Foi impressionante, Boruto! E parabéns a todos, fizeram um ótimo trabalho em equipe! – Parabenizou Konohamaru-Sensei.
– Obrigada, sensei! – Agradeceu Sarada, sorrindo.
– Hey, Sarada! Quer ir lá no Ichiraku? Faz tempo que a gente não vai lá... – Tentou convidar Boruto, mas Sarada logo o interrompeu, completamente corada.
– Q-Quê?! S-Sozinhos?! U-Um e-e-encontro?! – Tá bem... Ela parecia prestes a desmaiar.
– N-Não! Claro que não! Eu vou convidar o Mitsuki e o Konohamaru-Sensei também! – Ele corou levemente. Ah, ficam lindos juntos!
– Ah... – Sarada sorriu, mas pareceu levemente decepcionada. Era claro que Sarada tem uma quedinha por Boruto desde a academia... Contudo, Boruto provavelmente ainda não notou. É, mas fazer o que? A relação de amor e ódio deles é muito difícil de compreender. Uma hora são rivais, uma hora são melhores amigos, outra parecem inimigos mortais, e noutras parece que eles tem uma quedinha um pelo outro – o que não acho que é de todo mentira, pelo menos por parte de Sarada...
– Então, Mitsuki, Konohamaru-Sensei, vocês querem vir? – Perguntou, nervoso.
Será?... Não, não pode ser...
– Claro, por que não?
– Sim, não tenho nada pra fazer... – Respondi.
– Beleza! Então tá combinado! Quando entregaremos o relatório da missão pra o meu pai, a gente vai lá no Ichiraku!... – Boruto de repente parou, com seus olhos azuis arregalados – P-Pulem! Agora!
– Mas...
– Agora!
Fizemos o que ele mandou, e pulamos em galhos de árvore – já que ao nosso redor estava uma floresta –, e vimos várias kunais sendo arremessadas no lugar onde anteriormente estávamos.
– Gente, sinto mais dois chakras aqui! – Alertou. – Vamos pra baixo de novo!
Fizemos o ordenado, pouco antes de outras kunais acertarem os galhos em que estávamos, assim como as kunais anteriores...
– Ué, onde está... Ei! Quem está aí? Aparece! – Exclamou Boruto, já com uma kunai na mão.
Foi quando de repente, alguém instantaneamente apareceu diante de nós. Usava um manto negro com nuvens vermelhas estampadas, e seu rosto estava coberto por um capuz, e a única coisa que deu pra ver foram seus olhos vermelho sangue. Mas essa não era a questão. Boruto parecia não saber de onde a pessoa veio, como se ele ou ela estivesse num lugar totalmente diferente antes e aparecido instantaneamente aqui – e Boruto parecia não ter sentido seus movimentos – e isso, podemos dizer que é muito improvável, já que agora ele tem a capacidade de sentir chakra... Será que essa pessoa usa algum método impressionante a ponto de enganar a mais nova habilidade do Uzumaki?
– Quem é você? – Perguntou Sarada, já com Sharingan ativado.
– E-Ei! Por que... Por que está usando esse manto da Akatsuki?!... — Konohamaru-Sensei se pronunciou.
– Akatsuki?... – Murmurou Boruto, que parecia aflito. O que ele sabe que nós não sabemos?
– Logo vocês saberão! Não é... Boruto, certo? – Finalmente o encapuzado se pronunciou. Nenhum de nós reconheceu sua voz, aparentemente, mas meu amigo começou a suar frio...
– C-Como sabe quem eu sou?! – Ele tentou se mexer, mas não conseguiu. O mesmo com Sarada, Konohamaru-Sensei e eu. O que ele fez com a gente?!
– Não se faça de desentendido. Mas enfim, que falta de educação, né? Vou me apresentar. – Ele tirou o capuz e pudemos ver seu rosto.
– Pai?! – Exclamou Sarada, olhando para o homem que era idêntico, repito, IDÊNTICO, ao seu pai. A única diferença era o corte de cabelo, que era mais arrepiado para trás e não cobria um de seus olhos... E essas são as exatas características de... Entendo. Então os olhos vermelho sangue é na verdade, o Sharingan...
– Não, garota, não sou seu pai! Odeio quando me confundem com ele...
– Você o experimento do meu pai. – Eu disse.
– Experimento do... Olha só! Alguém sabe quem eu sou por aqui... E não sabia que aquele maluco tinha um filho. Estou tentando mas não estou conseguindo imaginar ele cuidando de uma criança haha. Mas enfim, podem me chamar de Ren!
– Ren, anda logo com isso! – Exclamou uma voz feminina irritada, vindo da floresta. Deve ser a segunda presença que Boruto sentiu anteriormente.
– Tá bom, tá bom! Você não tem paciência pra nada, não é?! – Disse Ren, na direção da voz. – É, a conversa estava boa, mas tenho que terminar o que vim fazer aqui.
Direcionou seu olhar para Boruto. Entendo... Seu objetivo era Boruto desde o início. Ren aproximou-se com uma velocidade surpreendente, estava próximo a Boruto e não podíamos fazer nada para impedir... No entanto, ele fora bloqueado. E a pessoa que bloqueou-o foi ninguém mais, ninguém menos, que Uchiha Sasuke. Por fim, Ren deu um sorriso cínico, e instantaneamente apareceu o mesmo lugar onde estava anteriormente.
– O que está acontecendo? – Perguntou ele, desfazendo seja lá o que fosse que estava nos mantendo sem movimento, e voltou a olhar diretamente pra Ren.
– Papai! Ele... – Antes que Sarada pudesse continuar, fora interrompida por Ren:
– Ah, você deve ser Uchiha Sasuke, né? Sabe, é um desprazer imenso finalmente te conhecer, acredite.
– O que está fazendo? E por que tem um sharingan? E o mais importante, por que tem a minha cara? Seja lá quem ou o que você for.
– Antes de tudo, pode me chamar de Ren. E não me culpe; culpe aquele maluco viciado em jutsus por eu estar aqui!
– Então... Você foi criado por Orochimaru... Faz muito sentido. – Ele provavelmente ficou com uma expressão irritada...
– Isso aí. E mesmo depois do desastre que foi o Shin, ele ainda insiste em me recriar...!
– S-Shin?! – Exclamou minha companheira de time.
– Isso aí, pirralha. Ele é um incompetente mesmo haha...
Não deu tempo de completar a frase, pois a mulher que anteriormente falava com ele apareceu ao seu lado e deu um baita tapa em sua cabeça, que o fez cair no chão. Essa deve ter doido. Assim como Ren, ela usava o manto com nuvens vermelhas e seu capuz estava cobrindo seu rosto.
– Ren, seu idiota! O que está fazendo?! Deixa de ser idiota e vá cumprir essa missão logo! – Exclamou, cruzando os braços. – Você sabe que eu odeio esperar!
– O que pensa que está fazendo?! É louca?! Eu já estava terminando aqui, tá bem?! Se está tão apressada, por que você mesma não veio fazer o trabalho?! – Revidou.
– Ora, seu...! Quer levar um soco, Ren?! Foi você que não conseguiu pegar esse loiro maldito!
– Não sei se você sabe, mas... EU NÃO VI O SASUKE CHEGANDO! Esses seus olhos servem pra que, afinal?!
– Hey, Konohamaru. – Chamou o senhor Uchiha. – Leve eles para um lugar seguro enquanto eu cuido desses aí, ok?
Ah... Então por isso ele ainda não agiu; para que nós não nos machucássemos.
– E-Entendido.
– Ei! Espera! Sabia que é falta de educação deixar alguém no vácuo?! – Exclamou Ren, deixando sua discussão com a mulher de lado.
– Ren, acabe logo com isso. – Ordenou.
– Tá bem... Eu não vou tentar fazer nada com vocês; só quero dar um aviso: A Akatsuki retornou. Nossa organização quer pedir a vocês pra tomar cuidado com a gente... Se não, não seria divertido... Enfim, darei uma dica a vocês: Nós somos sete. E acreditem se quiserem, tenho permissão de dar essa informação. Apenas lembrem-se: A Nova Akatsuki não vai parar até conseguir o que quer.
Em seguida, uma espiral saiu de seu Sharingan esquerdo, e instantaneamente, Ren e a mulher misteriosa desapareceram... Ou será que se teleportaram?...
– Kamui...? – Murmurou o senhor Uchiha. Já ouvi falar dessa técnica! Meu pai já falou sobre ela... Uma técnica que só pode ser usada por um tipo de mangekyou Sharingan específico, que consegue enviar tudo para sua própria dimensão, até você mesmo, e de lá poderia aparecer instantaneamente no lugar que quisesse ou enviar algo de lá para nossa dimensão, desde que esteja no campo de visão do usuário, entre outros... Impressionante.
– Sasuke-San, o que aconteceu aqui?! O que significa isso?! O que eles querem?!
– Pai...
Ele desviou seu olhar para Boruto. Meu amigo havia ficado quase sem reação durante nosso pequeno encontro com membros dessa Nova Akatsuki, mas conseguiu olhar para o homem a sua frente e fazer um sinal negativo com a cabeça. O Uchiha voltou a nos encarar.
– Informação confidencial. Contudo, temos que voltar à vila e reportar isso a Naruto, neste instante.
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