Recomeço

37 Capítulo 37 - A festa - Parte final


Notas iniciais
Eitcha lelê!!! Tô chegando na Cohab pra curtir minha galera!!! Bem, primeiramente desculpe por não ter postado o capítulo no domingo. O capítulo estava pronto, mas eu fiquei com preguiça de ligar aquele dinossauro que eu chamo de computador. Mas aqui estou eu com mais um capítulo onde muitas coisinhas vão acontecer... Ah! Tem uma música que vai tocar aí em um momento X e que foi uma sugestão da leitora Bianca Ramos Winchester. Espero que goste, mocinha! Vamos ter outras musiquetas também bem legais e eu queria colocar outras também, mas aí a festa ia se estender muiiiiiiiiito e eu quero partir logo para os desdobramentos da festa (acho que vcs vão gostar dos tais desdobramentos...) Farei ressalvas lá embaixo, mas antes eu quero fazer ressalvas sobre o episódio 9X09. Então, se vc ainda não viu este ep, pule esta parte e vá ler o capítulo. Aí depois, vc volta aqui pra ler o que eu tenho a dizer porque é muito importante porque diz respeito à fic também. Bem, lá vai... Cuidado com spoilers!!! 1. Na fic, o Ezekiel realmente é Ezekiel e nada de Gadreel. Aqui ele realmente é um bom soldado, um anjo do bem e fofo. 2. Na fic, nunca, never, jamais, sob hipótese alguma, Kevin Tran vai morrer. Fiquei em choque com o episódio porque nele, nosso profeta fofis é assassinado covardemente por Gadreel. Mas aqui isso nunca vai acontecer. Mesmo porque eu tenho muitos planos para o Kev, principalmente na próxima fic. 3. No episódio, o Cas voltou a ser um anjo ao roubar a graça de outro anjo. Porém, aqui na fic, não será assim que ele vai recuperar as suas asinhas negras. Inclusive, ele só vai voltar a ser o velho Cas na próxima fic quando eu vou desenvolver umas coisas aí que não posso falar agora. Pois bem, ressalvas feitas, fiquem com o capítulo!

Depois de selecionar uma música no karaokê, Mia deu alguns passos a frente, olhou com carinho para Castiel que estava em pé a alguns metros do palco, depois olhou para todos de uma forma geral e começou:

– Boa noite... Humanos. Bem, meu nome é Mia, eu estou um pouco bêbada, então não reparem, e hoje, teoricamente, é o meu aniversário. Eu digo teoricamente porque na verdade, eu estou... — Mia parou antes de dizer a palavra "morta" e pensou um pouco antes de continuar — Quer saber? Não importa. O que importa é que eu vou cantar uma música muito especial para alguém igualmente especial que faz eu me sentir a pessoa mais viva desse mundo. Cas... Essa é pra você, meu anjo lindo e hot.

Então o arranjo inicial da música foi ouvido e Mia começou a cantar:

Close your eyes, give me your hand, darling

Do you feel my heart beating

Do you understand

Do you feel the same

Am I only dreaming

Is this burning an eternal flame

Dean franziu a testa e disse incrédulo:

– Ela está cantando Eternal Flame em um lugar que toca rock.

Natalie olhou em volta e percebeu que as pessoas não estavam se importando muito com o gênero musical escolhido pela garota. Na verdade, eles estavam até cantando junto, tinham erguido os braços e estavam balançando eles de um lado para o outro.

– Dean... Mas parece que eles estão gostando. — disse ela.

Então o Winchester olhou em volta e constatou que era verdade.

– Não se fazem mais roqueiros como antigamente. — resmungou ele, mas em seguida começou a dublar a música discretamente:

I believe it's meant to be, darling

I watch you when you are sleeping

You belong with me

Do you feel the same

Am I only dreaming or is this burning an eternal flame...

Natalie percebeu que Dean estava dublando a música e franziu a testa enquanto o encarava. Então ele sorriu sem graça e depois os dois voltaram a olhar para o palco. Natalie riu sem que Dean visse.

Enquanto Mia cantava, Castiel lembrou de quando aquela música tocou há alguns meses, em outro bar, logo que ele e os Winchesters conheceram a garota. Foi ao som daquela música que ele e Mia se beijaram pela primeira vez.

Castiel sentiu um arrepio e uma emoção diferente ao lembrar da sensação que aquele beijo lhe causou. Na época, ele até tentou resistir e mentir para si mesmo dizendo que não estava apaixonado por Mia e que aquilo era errado porque ele era um anjo e, portanto, não deveria sentir o que sentia. Mas o engraçado de se apaixonar é que depois que isso acontece nada mais parece errado. Ao contrário, tudo parece certo. Nada mais importa. Apenas ficar com a pessoa amada.

De repente, ele começou a pensar na situação atual da garota e foi ficando preocupado. Começou a pensar nas coisas que estavam acontecendo com ela ultimamente. E a ideia de perdê-la algum dia, o torturou por dentro. Castiel sabia que eles tinham que encontrar uma solução logo, uma outra cura, uma outra forma de salvar Mia sem que ela precisasse morrer para isso. Ele não aguentaria vê-la morrer mais uma vez. Aquilo estava fora de cogitação.

Em seguida, ele afastou um pouco esses pensamentos. Não queria estragar aquele momento e aquela noite tão especial. Era aniversário da Mia e ele não queria que ela percebesse que ele estava preocupado. Aliás, todos estavam ali para esquecer os problemas e se divertir. Então, ele decidiu que pensaria numa solução para o que estava acontecendo com Mia depois. Mas logo. Precisava ser logo.

O que Castiel não sabia era que Mia já havia tomado a sua decisão. Ela iria mesmo se arriscar e confiar em Crowley. Ia aceitar morrer mais uma vez acreditando que tudo daria certo e que voltaria curada. Humana. E depois disso, ela iria fazer de tudo para recuperar a graça do seu anjo e ajudá-lo também. Enquanto pensava nisso, ela continuou cantando:

Say my name

Sun shines through the rain

A whole life so lonely

And then you come and ease the pain

I don't wanna lose this feeling...

A música acabou e todos bateram palmas. Mia agradeceu e desceu do palco sem nem olhar a pontuação que havia feito. Não achava aquilo importante. Então caminhou até Castiel, se jogou em seus braços e o beijou. Aquilo sim era importante para ela.

Instantes depois, Sam olhou para Claire e propôs:

– Você quer cantar alguma coisa?

– Ah... Eu não acho que seja uma boa ideia. — respondeu ela um pouco hesitante e então explicou — Você sabe... Minha mãe... O luto é muito recente. Eu acho que não fica bem...

– Claire, com todo o respeito à sua dor e ao luto, mas você está viva e nós viemos aqui para esquecer todo o sofrimento e os problemas. Mesmo que seja só por esta noite. Além disso, o que você acha que a sua mãe ia querer que você fizesse hoje? — indagou Sam.

Claire pensou um pouco, sorriu ao lembrar da mãe e respondeu:

– Que eu ficasse rouca, talvez afônica, de tanto cantar.

– Então nós temos um longo percurso pela frente. — insinuou Sam segurando a mão da garota e a puxando em direção ao palco.

– Sam! Não! Eu não sei cantar! — relutou Claire.

– A graça do karaokê está justamente em não saber cantar. — argumentou ele.

– Mas eu vou ficar morrendo de vergonha. Eu não bebi o suficiente pra cantar na frente de todo mundo. — contrapôs Claire envergonhada.

– Não se preocupe, eles beberam o suficiente. Nem vão prestar muita atenção na gente aqui em cima. — disse Sam subindo no palco e ajudando Claire a subir também.

Ao ver duas pessoas no palco, todo mundo começou a assobiar e a bater palmas. Claire olhou para Sam e repetiu:

– Nem vão prestar atenção, certo?

Sam sorriu e deu um passo na direção da garota antes de dizer:

– Claire, não tem por que você ficar com vergonha. Se ficarem olhando muito pra você, é porque eles estão admirando a mulher linda que você é. Só isso.

Ao ouvir essas palavras, a garota sorriu levemente para Sam. Em seguida, pensou um pouco, percebeu que a sua mãe ia querer mesmo que ela fizesse aquilo, que se divertisse, e que ela também queria muito cantar e se divertir aquela noite. Então respirou fundo e perguntou:

– OK, mas o que nós vamos cantar exatamente?

Sam sorriu satisfeito por ter convencido Claire, segurou a sua mão e caminhou com a garota até o aparelho de karaokê. E enquanto selecionava a música, explicou:

– Você quer ser caçadora, não é? Pois então, você precisa aprender o nosso hino.

– Hino? — repetiu ela curiosa — Que hino? Como assim?

Em seguida, Sam deu um dos microfones para ela, pegou outro para si e começou a cantar:

Carry on my wayward son

There'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

Don't you cry no more

Claire sorriu e sem se conter mais, se juntou a Sam nos próximos versos cantando com alma e coração:

Once I rose above the noise and confusion

Just to get a glimpse beyond this illusion

I was soaring ever higher, but I flew too high

Though my eyes could see I still was a blind man

Though my mind could think I still was a mad man

I hear the voices when I'm dreamin', I can hear them say

A plateia vibrou com a escolha da música e com o casal no palco. Todos começaram a cantar juntos:

Carry on my wayward son,

there'll be peace when you are done

Lay your weary head to rest

don't you cry no more

Claire sentia-se realmente feliz pela primeira vez desde que perdeu a mãe. Deduziu que isso se devia em parte à Sam e ao que obviamente sentia por ele, e também a sensação indescritível e maravilhosa de cantar aquela música com ele.

Além disso, Claire tinha cada vez mais certeza de que havia tomado a decisão certa. Queria e iria ser uma grande caçadora. Tinha confiança em si mesma. Podia fazer isso. Era capaz e era o que queria fazer com a sua vida.

– Eu adoro esta música! — confessou Dean animado enquanto fingia tocar uma guitarra na perna.

– Eu também. — completou Natalie empolgada.

Depois de rir da performance de Dean, ela acabou se juntando ao Winchester e também começou a dançar daquele jeito, mas fingindo que estava tocando uma bateria ao invés de uma guitarra.

Sam e Claire terminaram de cantar e todos aplaudiram. Os dois desceram do palco e então Mia começou a empurrar Kevin até lá.

– Eu não sei cantar! Eu não quero cantar! — relutava ele apavorado.

– Não me faça te compelir também, profeta. — ameaçou ela — Lembra o que nós conversamos mais cedo? Você precisa se divertir, relaxar. Anda, pelo menos uma música.

– Mas eu... — começou a dizer ele, mas já era tarde.

Mia o empurrou até o palco e sem escolha, ele resolveu subir de uma vez. Kevin olhou para todo mundo que estava no bar o olhando ali em cima e teve vontade de desistir. Mas Mia estava certa. Era só uma música e ele precisava se distrair um pouco. Então se aproximou timidamente do aparelho de karaokê e escolheu uma música. Sem dizer nada, pegou o microfone e deu alguns passos ficando no centro do palco. A música começou e logo todo mundo reconheceu e vibrou. Mia não tinha uma boa lembrança daquela música porque ela estava tocando no seu Mustang quando ela esteve em Mystic Falls pela primeira vez e foi atacada por uma certa vampira no meio de uma estrada. Mesmo assim, ela sorriu satisfeita com a escolha do profeta e todos cantaram junto com ele:

I can't seem to face up to the facts

I'm tense and nervous and I can't relax

I can't sleep, 'cause my bed's on fire

Don't touch me I'm a real live wire

Kevin não havia notado, mas no meio de toda aquelas pessoas, uma em específico o observava de um jeito diferente. Uma garota que foi se aproximando do palco enquanto cantava também. Logo todo mundo começou a pular ao som do refrão, inclusive ela:

Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better

Run Run Run Run Run Run away

Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better

Run Run Run Run Run Run away

A garota tinha aproximadamente vinte anos, tinha um rosto delicado, seus cabelos eram loiros, curtos e levemente repicados.

You start a conversation you can't even finish it

You're talkin' a lot but you're not sayin' anything

When I have nothing to say my lips are sealed

Say something once, why say it again?

Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better

Run Run Run Run Run Run away

Psycho killer, qu'est-ce que c'est

Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better

Run Run Run Run Run Run away

Ao final da música todos bateram palmas e o profeta ficou orgulhoso de si mesmo por não ter desistido de fazer aquilo. Tinha sido muito divertido.

Então ele desceu do palco e Mia o abraçou antes de deixá-lo se afastar. Ele caminhou até o balcão, sentou e pediu mais uma cerveja para um garçom do outro lado enquanto Claire, Mia e Natalie subiam no palco. Elas escolherem a música My Medicine da banda The Pretty Reckless e começaram a cantar juntas:

Somebody mixed my medicine

Somebody mixed my medicine

You hurt where you sleep

And you sleep where you lie

Now you're in deep and

Now you're gonna cry

You got a woman to your left

And a boy to the right

You start to sweat, so hold me tight

Somebody mixed my medicine

I don't know what I'm on

Somebody mixed my medicine

But baby, it's all gone

Somebody mixed my medicine

Somebody is in my head again

Somebody mixed my medicine again, again...

Do palco, Natalie observava Dean sentado em uma das mesas olhando para ela até que uma garçonete se aproximou dele e ao ver um copo vazio sobre a mesa, perguntou:

– O senhor quer mais uma cerveja?

– Não, obrigado. Eu vou parar por aqui.

Enquanto encarava o cliente de um jeito nada discreto, a jovem funcionária pegou o copo e também uma garrafa vazia da mesa e colocou em uma bandeja que carregava. Depois olhou para o Winchester e sugeriu maliciosamente:

– Tem certeza que você não quer mais uma cerveja? Ou outra coisa? Qualquer coisa?

– Não, obrigado. – repetiu Dean entendendo o que a garçonete quis dizer com aquela pergunta, mas sem vontade de responder o que ela esperava ouvir.

A garçonete retirou um pequeno pedaço de papel de dentro do decote e entregou para ele dizendo:

– Se um dia você mudar de ideia, me liga.

Antes de se afastar, ela deu mais uma boa olhada para Dean e passou a mão em seu ombro.

Natalie franziu a testa e Dean ficou segurando o papel por alguns instantes antes de jogá-lo sobre a mesa sem dar muita importância para aquilo. Em outros tempos, ele teria correspondido àquela cantada e terminaria a noite com aquela mulher em algum hotel barato. Mas desta vez, algo o impediu de fazer isso. Algo que sentia pela garota que estava cantando no palco:

Again, again, again

Somebody mixed my medicine

Somehody mixed my medicine

Somebody mixed my medicine.

A música terminou e enquanto as pessoas batiam palmas, Natalie lembrava da cena da garçonete dando em cima de Dean. De repente a loira começou a lembrar também que enquanto ela estava no palco com Dean, várias garotas ficaram olhando para ele, o desejando sem nem disfarçar, muito menos se importar que ela estivesse ao lado de Dean. Não que isso significasse alguma coisa, afinal os dois não tinham nenhum compromisso um com o outro, mas mesmo assim a loira sentiu-se desconfortável com tanto assédio em cima de Dean.

Natalie finalmente admitiu para si mesma que Dean era realmente muito bonito e que era compreensível que ele chamasse a atenção das garotas por onde quer que passasse. Mas, por algum motivo aquilo a incomodava mais do que ela conseguia compreender. Logo ela percebeu que estava morrendo de ciúme do Winchester. No entanto, não era somente isso. Junto com o ciúme, ela sentiu uma insegurança enorme e um medo também. Medo de que Dean estivesse apenas se divertindo com ela, que ela fosse apenas mais uma conquista para ele e que no fim, quando ele conseguisse o que aparentemente queria, ela terminasse como todas as mulheres que passaram pela vida dele.

Incomodada com essas ideias, Natalie desceu do palco sem nem esperar para ver a pontuação que ela e as garotas haviam feito no karaokê.

– O que deu nela? — estranhou Claire.

– Começa com D e termina com Winchester. — deduziu Mia que também tinha visto a garçonete dando em cima de Dean momentos antes.

Natalie passou apressada entre as pessoas enquanto Dean levantava da cadeira e a procurava com o olhar. Em seguida, começou a seguí-la também passando entre as pessoas que estavam ali no bar ainda aplaudindo Mia e Claire que começavam a descer do palco.

Natalie pegou uma garrafa de vodca de um garçom que estava passando, bebeu alguns goles e se afastou rapidamente. Em seguida foi para os fundos do bar e entrou em uma espécie de estoque. Fechou a porta atrás de si e ficou com as costas apoiadas na porta enquanto se perguntava por que de repente começou a se sentir tão insegura em relação a Dean.

Quando ele propôs "aquele encontro" ela gostou da ideia, realmente gostou, mas agora Natalie estava se sentindo meio estúpida. Ficava se perguntando se Dean sentia mesmo alguma coisa por ela ou se propôs tudo aquilo apenas para se divertir como os homens costumam se divertir com as mulheres de uma forma geral.

Dean, que não tinha visto onde Natalie havia entrado, olhava em volta procurando por ela, mas não conseguiu encontrá-la no meio da multidão que disputava espaço no bar.

Enquanto isso, Mia se aproximou da mesa onde Castiel estava sentado com Ezekiel e pegou na mão do namorado o fazendo levantar da cadeira.

– Hora de puxar o carro, anjo. — anunciou ela, depois olhou para Ezekiel e se despediu — Tchau, tchau, Zeke. E valeu por cuidar da nossa segurança esta noite, mas graças a Deus, aqueles diabos não apareceram para estragar a festa.

– Sempre às ordens, Mia. — respondeu o anjo.

Então ela começou a se afastar com Castiel que perguntou:

– Nós não vamos pagar a conta?

– Não, eu compeli o gerente e consegui... — começou a explicar a garota, mas parou ao ver que Castiel a olhava de um jeito reprovador e desconversou — Deixa pra lá.

– Você tem cometido muitos pecados ultimamente, sabia, Mia? Principalmente com esse lance de compelir as pessoas para tirar alguma vantagem delas ou simplesmente para constranger os amigos. — reprovou ele.

– Ser vampira é um saco. Se eu não tirar alguma vantagem disso, então qual é a graça de ser imortal? E sobre constranger os amigos, bem... Sam e Claire bem que gostaram do que eu fiz. E eles precisavam de um empurrãozinho. Agora eu tenho certeza que eles vão se entender. — explicou-se ela enquanto saía do bar com Castiel.

Os dois seguiram pelo estacionamento procurando o Mustang e o ex-anjo perguntou um pouco desconfiado:

– Eu posso saber por que nós dois estamos saindo antes de todo mundo e sem avisar Sam e Dean?

Os dois pararam em frente ao Mustang e Mia empurrou Castiel contra o veículo. Em seguida passou os braços em volta do seu pescoço e respondeu de forma sugestiva:

– Porque, pra variar, eu tenho planos para esta noite, anjo. Planos que envolvem você.

Castiel deu um leve sorriso e perguntou fazendo-se de desentendido:

– Planos? Que tipo de planos?

– Ah... Nada de mais. Eu só estava pensando em continuar a festa em outro lugar, cometer um pouco de luxúria, essas coisas. O que você acha, anjo? — propôs ela.

– Eu acho que eu posso te ajudar com isso, Mia. — concordou ele gostando muito daquela ideia.

– Ótimo! — vibrou ela antes de dar a volta no carro e depois insinuou — Já pensou? O bunker só pra gente? Bem, eu já pensei...

Mia entrou no carro e Castiel fez o mesmo, porém um pouco assustado com o que a vampira tinha dito por último. No entanto, ele queria muito descobrir o que Mia tinha em mente. Ela deu partida e logo os dois se afastaram do bar e alcançaram a estrada enquanto Dean continuava procurando Natalie. Ele estava começando a ficar preocupado.

Algum tempo depois, Mia e Castiel chegaram no bunker. Depois que eles entraram, o ex-anjo sentou no sofá da sala principal e ficou esperando Mia que havia ido para o andar de cima e pediu que ele aguardasse ali. Depois de algum tempo, e muito ansioso, Castiel chamou:

– Mia? Cadê você? Não demora.

– Já vou, anjo! Só um segundo! — gritou ela enquanto procurava algo no quarto de Dean.

Mia procurou no guarda-roupa, tomando cuidado para não fazer muita bagunça e Dean perceber que alguém tinha mexido ali. Depois procurou na gaveta do criado-mudo. Em seguida, em cada gaveta da cômoda que havia no quarto. Quando estava prestes a desistir e já imaginando que talvez o que ela procurava estivesse com Sam e não com Dean, seus dedos esbarraram em algo rígido entre as roupas de cama e Mia as afastou para descobrir o que estava escondido embaixo delas. Logo pegou uma espécie de estojo metálico. Ansiosa, ela o abriu e retirou de dentro dele uma espécie de tubo de vidro que protegia um líquido vermelho.

Mia levantou e fechou a gaveta com o pé enquanto continuava segurando a cápsula entre os dedos. Instantes depois e com cuidado, ela guardou o sangue do vampiro que a transformou no estojo e deixou o quarto de Dean. Então caminhou até o seu próprio quarto, entrou e escondeu o estojo em uma gaveta do guarda-roupa. Ficou alguns instantes imóvel pensando se tinha tomado a decisão certa, se podia confiar em Crowley e naquela cura proposta pelo demônio. E por mais que estivesse com medo que aquilo desse errado, Mia estava convencida de que não tinha outra escolha e, portanto, não ia voltar atrás.

– Mia? — chamou Castiel novamente no pé da escada enquanto olhava para cima.

Instantes depois, ela apareceu no topo da escada segurando um CD. Embora não quisesse mentir para Castiel, Mia também achava que não tinha outra escolha. Ele tinha deixado claro que não concordava com o plano de Crowley para curá-la do vampirismo.

Mia resolveu esquecer aquele assunto por enquanto. Então sorriu e começou a descer os degraus enquanto Castiel a observava intrigado.

– Você demorou todo esse tempo para encontrar um CD? — estranhou ele.

– Ah... Você sabe muito bem que eu não sou a pessoa mais organizada do mundo, anjo. — explicou ela e em seguida passou por ele, caminhou até um rádio que estava em uma estante e colocou o CD no compartimento do aparelho. Começou a tocar What do you do in the summer da The Beu Sisters e Mia aumentou o volume. Em seguida, se apoiou no móvel, mordeu o lábio inferior e disse em tom provocativo — Desculpe por te fazer esperar, anjo. Mas eu estou aqui agora.

Castiel caminhou até a garota, mas antes de alcançá-la, Mia usou a velocidade de vampira e se afastou rapidamente dele indo parar no começo da escada. Então ela riu e começou a dançar. E quando ele foi até ela de novo e tentou abraçá-la, Mia se moveu rapidamente mais uma vez e escapou dos braços de Castiel.

– Isso não tem graça. — reclamou ele enquanto Mia dançava em cima do sofá.

– Claro que tem. – discordou ela – Olha só! Eu pareço o Superman! — disse e em seguida se moveu ainda mais rápido e subiu em cima da enorme mesa que havia na sala.

Mia fechou os olhos e começou a pular e a girar enquanto a música continuava tocando no último volume. Castiel a observou encantado por algum tempo, porém muito ansioso ele tentou se aproximar mais uma vez. Mia abriu os olhos e sorriu para ele. Ele parou um pouco confuso com aquele jogo. Será que Mia não entendia como aquilo o deixava maluco?

Sim, ela entendia, mas ao mesmo tempo achava muito divertido provocá-lo daquele jeito. Sem muita escolha, Castiel continuou vendo a garota dançar e percorreu o seu corpo com o olhar cheio de desejo. Até que quando ele menos esperava, Mia pulou da mesa e o empurrou rapidamente em direção a um sofá. Surpreso, ele demorou alguns instantes para entender como tinha ido parar sentado ali. Olhou para frente e viu Mia se aproximando. Em seguida, ela apoiou os joelhos no sofá se posicionando em volta de Castiel, segurou seu rosto entre as mãos e o beijou. Seus corpos estavam bem próximos e Castiel passou os braços em volta de Mia a abraçando e a trazendo ainda para mais perto dele. Suas mãos deslizavam pelas costas da garota e tentavam a todo custo erguer a blusa que ela usava. Quando ele estava quase conseguindo, Mia parou e avisou:

– Eu tive uma ideia.

– Tudo bem, me conta depois. – dispensou ele deitando Mia no sofá e se posicionando sobre ela.

Mas quando ia aproximar o rosto para beijá-la, deu de cara com o sofá vazio. Então ele sentou um pouco confuso e olhou em volta a procurando. Mia estava em pé, perto do sofá, de frente para ele.

– Desculpe... – pediu ela sorrindo.

– Depende. O que você vai fazer pra me compensar por isso? – quis saber ele cruzando os braços.

– O que você acha de um striptease? – indagou ela.

Imediatamente, Castiel descruzou os braços, sorriu e respondeu animado:

– É a melhor ideia que você já teve em matéria de... Nada. Então, o que você está esperando para começar?

Mia riu e esclareceu:

– Não aqui, anjo.

– Então onde? – perguntou ele cada vez mais ansioso.

– Você sabia que tem uma lavanderia no subsolo do bunker? Eu sempre sonhei em fazer... Você sabe o quê... Em uma lavanderia. – insinuou ela.

Castiel a observou com um leve sorriso antes de levantar, se aproximar, passar os braços em volta da cintura dela e perguntar:

– Então o que nós estamos esperando? Vamos lavar um pouco de roupa, Mia.

– Me encontre lá, anjo. – disse ela antes de se afastar e desaparecer rapidamente da sala.

Minutos depois, Castiel entrou na lavanderia e olhou em volta procurando a garota. De repente, teve uma sensação de que tinha alguém atrás dele, virou-se e deu de cara com Mia. Sem dizer nada, ela se jogou nos braços dele e o beijou apaixonadamente. Em seguida, se afastou e sentou em cima de uma das máquinas de lavar roupa.

– Você começa. — exigiu ela.

Castiel a encarou por algum tempo fazendo certo suspense antes de começar a abrir os botões da camisa que usava. Bem devagar. Um a um. Revelando pouco a pouco o seu peito e abdômen definidos. Mia o olhava fascinada e mordeu o lábio inferior enquanto ele tirava a camisa deixando a mostra também os seus braços fortes.

Quando Castiel jogou a camisa no chão, algo caiu de um dos bolsos e Mia desceu da máquina, se aproximou, abaixou, pegou o delicado colar prateado com um pingente em forma de coração e perguntou:

– O que é isso?

Um pouco sem graça, Castiel respondeu:

– Não é nada de especial... Eu só pensei em te dar um presente, mas... É muito simples, Mia. Você merece algo melhor...

– Um presente? — repetiu Mia o olhando com carinho. Em seguida, ela sentou com as costas apoiadas na parece e bateu a mão de leve no chão para que ele também sentasse.

Depois de hesitar um pouco, ele finalmente se abaixou e sentou ao lado dela.

– Mia... Isso não é nada de mais...

– Shiiiiiiiiiii. — ordenou ela o fazendo se calar e enquanto observava o colar, disse — O que você estava esperando pra me dar isso, anjo? É lindo.

– Tem uma surpresa dentro. — explicou ele.

Mia abriu o pingente de coração e viu o que estava gravado na parte interna. Ela sorriu, olhou para Castiel e repetiu encantada:

– Miastiel Forever?

– Eu falei que era bem simples. É só a junção dos nossos nomes... Você sabe... Como os fãs fazem com os casais das séries de TV e... — dizia ele quando de repente foi silenciado por um beijo delicado da namorada.

Instantes depois, Mia afastou o rosto e agradeceu:

– É o presente mais lindo que eu já ganhei em toda a minha, anjo. Obrigada.

Castiel sorriu e brincou:

– O que eu posso fazer se eu shippo a gente?

Mia sorriu de volta, entregou o colar para ele, se virou um pouco e pediu:

– Você coloca pra mim, shipper?

Castiel afastou um pouco os cabelos da garota e fechou o colar em volta do pescoço dela. Em seguida, Mia levantou e recomeçou:

– Sabe o que você merece depois de ter me dado esse presente lindo, anjo? Que eu faça o striptease primeiro.

Castiel sorriu gostando muito daquela ideia e então Mia começou tirando os sapatos que usava. Em seguida, ela começou a andar de costas enquanto abria os botões da blusa e olhava profundamente para Castiel. Ele levantou e começou a seguí-la. Mia jogou a blusa e ele pegou a peça de roupa no ar. Em seguida, jogou a blusa pra trás e continuou seguindo a garota. De repente, ela sumiu do alcance de visão dele ao virar em um corredor da lavanderia e depois de caminhar um pouco naquela direção, Castiel encontrou a calça jeans que Mia vestia momentos antes jogada no chão. Ele continuou caminhando procurando Mia entre as máquinas de lavar. Quando finalmente a reencontrou, Mia tirou as últimas peças que vestia e depois de observar aquela imagem por algum tempo, Castiel resolveu fazer o mesmo e também se livrou dos sapatos, da calça e da cueca enquanto Mia o observava atentamente. Depois caminhou completamente nu até ela e a envolveu em seus braços. A beijou com paixão enquanto os dois se abaixavam devagar e deitavam no chão da lavanderia.

Enquanto isso, Natalie estava sentada em cima de uma caixa de bebidas no estoque do bar e olhava para a garrafa vazia de vodca que tinha acabado de tomar. Um pouco zonza, ela levantou e caminhou até a porta. Quando a abriu deu de cara com Dean.

– Ah! Aí está você! Finalmente. Posso saber por que você desapareceu, Natalie Jones? — disse ele aliviado, mas também um pouco irritado pela garota ter sumido daquele jeito.

– Sr. Awesome... — começou a dizer ela, mas parou ao notar que ele olhava para a garrafa vazia que ela segurava.

– Você bebeu uma garrafa inteira de vodca? — quis confirmar ele um tanto assustado.

– Não! Estava na metade... Eu juro... — mentiu ela com a voz um pouco trêmula demonstrando sinais de embriaguez.

– Que legal, você está completamente bêbada. — concluiu Dean.

– Não... Não estou não... — negou ela.

Nervoso e querendo entender por que a loira tinha feito aquilo, Dean prosseguiu:

– Natalie... O que aconteceu? Eu achei que... Droga... Eu achei que nós... Que nós estávamos tendo um momento hoje. Nós estávamos nos divertindo de verdade, não estávamos? Mas então de repente você some, se esconde no estoque e resolve se embebedar desse jeito? Por quê?

Natalie o encarou com raiva, o empurrou um pouco para passar pela porta e resmungou com ironia:

– Me deixa em paz, mãe.

– Natalie, o que você está fazendo? Por que está agindo assim? — quis entender Dean a seguindo enquanto Kevin cantava Psycho Killer pela quinta vez no karaokê.

Ao passar do lado de um balcão, Natalie viu Ezekiel sentado. Então aproximou-se, passou a mão no ombro dele fazendo ele se voltar para ela, sorriu e disse:

– Zeke... Sabe, eu preciso te confessar uma coisa. Eu nunca te falei isso, mas você tem uma bela casca... É um pecado existir um anjo tão gato assim, sabia?

O anjo franziu a testa e inclinou um pouco a cabeça confuso com aquela cantada e perguntou:

– Por que você está tentando deixar o Dean com ciúme, Srta. Jones?

Natalie desmanchou o sorriso, olhou para trás e viu o Winchester a encarando com um leve sorriso. Aquilo a irritou profundamente. Então ela olhou para o anjo e antes de se afastar, respondeu rispidamente:

– Eu não estou, idiota...

Dean voltou a seguir a loira enquanto deduzia:

– Ah! Agora eu entendi tudo. Você viu aquela garçonete dando em cima e agora está tentando me dar o troco. Engraçado... Eu te vejo com um cara imbecil e digo "Ei! Naty, eu não sei explicar direito, mas eu fiquei com ciúme de você. Vamos descobrir o que isso significa?" Aí alguém dá em cima de mim e o que você faz? Toma um porre e passa uma cantada em um anjo. Mulheres...

Natalie parou e se virou na direção do Winchester antes de mentir:

– Eu não fiquei com ciúme de você, convencido...

– Não? — duvidou Dean — Então o que está acontecendo, Natalie Jones? Por que você está agindo assim? Por que você está tentando estragar o que nós construímos esta noite?

Com certa dificuldade por causa do álcool, Natalie pensou um pouco e tentou explicar:

– Eu só lembrei que até ontem, você dizia que não me suportava. E então de repente... Do nada... Você diz que sente alguma coisa e começa a dar em cima de mim... Desculpe, mas é meio difícil de acreditar nisso, Sr. Awesome... Por um instante eu acreditei que fosse verdade, mas agora... Não faz sentido...

– O quê? Você acha que eu estou mentindo pra você? Brincando com você, Natalie? — surpreendeu-se ele um pouco ofendido e em seguida afirmou — Pois eu não estou.

Natalie voltou a caminhar e enquanto Dean a seguia, ela disse relutante:

– Isso não vai dar certo... Eu e você não podemos dar certo... E eu não quero ser mais uma das suas conquistas, Dean Winchester.

– Você não é. — garantiu ele.

– Por que eu? — quis saber a loira ignorando o que ele havia dito até ali — Dean, você pode ter qualquer mulher deste bar, qualquer mulher do mundo, então por que eu? Por que você está brincando comigo, Sr. Awesome? É pela conquista? É pra provar pra você mesmo que se você quiser, você pode ter qualquer uma? Inclusive eu? Eu não quero dessa forma, Dean. Eu não quero sofrer... Por favor, eu não quero sofrer...

Dean segurou o braço da loira a fazendo parar e se voltar para ele. Então esclareceu:

– Eu não vou te fazer sofrer, Natalie. Eu juro. Mas eu também não vou deixar você estragar esta noite e o que nós tivemos hoje. Nós vamos continuar essa conversa, mas quando você estiver em condições de fazer isso e não com você bêbada desse jeito.

– Eu não estou bêbada! — gritou ela e depois de observar Dean por alguns instantes, acrescentou mais calma — Eu só estou vendo dois de você. E honestamente... Eu não sei qual dos dois é mais irritantemente lindo...

Dean riu satisfeito com o que tinha ouvido. Em seguida se aproximou, passou um dos braços da loira em volta do seu pescoço e disse:

– Você é hilária bêbada, sabia? Mas agora chega, ok? A noite acabou, eu vou te levar pra casa, cuidar de você e tudo vai ficar bem. E depois nós vamos ter uma longa conversa, Natalie Jones.

Menos relutante, ela deixou Dean pegar a garrafa da sua mão e também as chaves do Camaro que estava dentro de uma pequena bolsa que ela trazia a tiracolo. Ezekiel, que tinha visto e ouvido a discussão entre eles, se aproximou. Dean lhe entregou a garrafa vazia e o anjo a colocou sobre um balcão perto deles. Depois Dean entregou as chaves do carro da loira e orientou:

– Zeke, entrega para o Kevin por favor. Te vejo por aí e obrigado.

Ezekiel concordou com um meneio de cabeça e em seguida viu os dois deixarem o bar. Sam, que estava sentado em uma das mesas com Claire também viu o irmão saindo do bar com Natalie. Ficou um pouco preocupado porque a loira parecia bêbada, mas sabia que se ela estava com Dean, estava em boas mãos. Então ele olhou para Kevin no palco e perguntou para Claire ao seu lado:

– Quantas vezes ele ainda vai cantar essa música?

Claire riu e observou as outras pessoas que estavam no bar. Por mais que a música fosse boa, ninguém aguentava mais. Exceto alguém que estava perto do palco cantando junto com o profeta.

– Quem é aquela garota? — estranhou Claire.

– Alguma fã? — cogitou Sam.

Claire riu novamente e depois ficou olhando para o palco. Sam a observou por alguns instantes antes de dizer:

– Pena que nós não cantamos Coldplay.

– Fica pra próxima vez. — propôs Claire voltando-se para ele.

– Próxima vez? — repetiu Sam gostando da ideia.

– É... Próxima vez. — respondeu ela e enquanto se levantava, disse — Próxima vez porque esta noite já acabou e é melhor nós voltarmos para o bunker. Eu estou um pouco cansada.

– É, eu também. — concordou Sam de levantando também.

Porém, com a mesma rapidez que levantou, Sam sentou de novo. Sentiu-se muito tonto e levou uma das mãos à cabeça enquanto tudo girava à sua volta.

– O que foi? Algum problema? — preocupou-se a garota.

– Não... Eu só acho que bebi um pouco demais. — admitiu ele envergonhado.

– Que fofo. Você está bêbado. — zombou Claire achando aquilo engraçado. Em seguida se aproximou dele, o ajudou a se levantar e disse — Bem, por sorte, você tem a mim, Sam Winchester. Eu vou cuidar de você. Vamos.

Constrangido, Sam passou um dos braços em volta do pescoço da garota e os dois deixaram o bar em seguida.

Kevin terminou de cantar e desceu do palco enquanto as poucas pessoas que restavam no bar aplaudiram rapidamente, pois já estavam cansadas de ouvir a mesma música repetidamente. Então o profeta se aproximou de uma mesa e sentou. Um garçom passou por perto e ele pegou um copo de cerveja da bandeja dele. Fechou os olhos enquanto tomava alguns goles e pensava se deveria ou não cantar Psycho Killer mais uma vez.

– Eu gosto de Talking Heads. — confessou uma voz feminina de alguém que tinha se aproximado.

Kevin abriu os olhos um pouco assustado e engasgou com a cerveja ao ver a garota linda em pé diante dele. Colocou o copo sobre a mesa e tossiu mais um pouco.

Aquela era a mesma garota que tinha ficado olhando para Kevin e cantando junto com ele quando o profeta estava no palco. Ela sorriu, esperou ele se recuperar e perguntou olhando para a outra cadeira na mesa:

– Eu posso?

– Com certeza. — assentiu ele sem acreditar que uma garota tinha se aproximado dele, ainda mais uma garota tão linda e com um sorriso tão radiante. Ainda sem acreditar que aquilo estava acontecendo, mas sem querer perder tempo, ele perguntou — Você aceita uma bebida?

– Não, tudo bem, eu bebo da sua. — disse ela pegando o copo de cerveja que ele tinha colocado sobre a mesa e depois de beber um pouco, lhe estendeu a mão e se apresentou — À propósito, meu nome é Chloe. E o seu?

Kevin apertou a mão da garota e ficou balançando-a junto com a se esquecendo completamente de soltá-la. Quando ele ia se apresentar uma ideia passou pela sua cabeça. Pra uma garota tão bonita falar com ele, das duas uma: ou ele estava com muita sorte ou ela era um demônio com algum plano escuso. E como ele não se achava muito sortudo, deduziu que era a segunda opção. Por via das dúvidas, resolveu tirar a prova e disse:

– Cristo.

Chloe franziu a testa e conteve a vontade de rir. Em seguida quis confirmar:

– Seu nome é Cristo?

Como os olhos dela não ficaram pretos, o profeta respirou aliviado e respondeu um pouco atrapalhado:

– Não! É Kevin! Kevin Tran.

Ela sorriu novamente e perguntou:

– Então, Kevin Tran... Você pretende soltar a minha mão algum dia?

Só então ele se deu conta de que ainda segurava a mão da garota e a sacudia. Constrangido, ele a soltou e disse:

– Me desculpe.

– Tudo bem. Então... O que te trouxe aqui hoje? — prosseguiu ela.

– O aniversário de uma amiga. — respondeu ele e em seguida deixou escapar — Mas ela está meio morta, na verdade...

– Como assim? — estranhou a garota.

Kevin ia explicar quando percebeu que não podia dizer que tinha uma amiga vampira, afinal teoricamente vampiros não existem.

Ele não entendia por que estava tão nervoso e atrapalhado. Então resolveu mudar de assunto rapidamente:

– Você é real? Ou o Crowley entrou na minha cabeça de alguma forma e criou tudo isso?

Kevin percebeu que tinha se atrapalhado e falado demais de novo. Cada vez mais confusa, Chloe respondeu pausadamente:

– Bem, eu não sei quem é Crowley, mas eu posso assegurar que eu sou real. Desculpe, mas por acaso você está bêbado?

– Não, só um pouco paranoico mesmo. — respondeu Kevin.

– Entendo... Bem, eu só queria dizer que você cantou muito bem e que eu amo aquela música. Parabéns. — disse ela e em seguida se levantou.

Quando Chloe ia se afastar, Kevin levantou também e pediu:

– Espera! — e depois que ela voltou-se para ele, continuou — Olha, me desculpe, eu estou sendo um completo idiota com você, mas é que nunca em toda a minha existência uma garota tão linda falou mais de duas palavras comigo. Eu só estou um pouco nervoso.

Chloe sorriu ao ouvir isso e passou a mão na nuca um pouco sem graça e agradeceu:

– Obrigada.

– Então, será que você poderia... Se não for muito atrevimento da minha parte... Me dar o seu telefo...

Chloe retirou um cartão de dentro da bolsa e entregou para Kevin antes de dizer:

– Claro.

O profeta leu mentalmente o nome completo da garota. Era Chloe Lee. No cartão tinha os seus telefones, e-mail e dizia que ela era estudante de Ciência da Computação em...

– Princeton! — exclamou Kevin incrédulo e até com certa inveja — Você estuda em Princeton?!

– Sim. Eu estou por aqui de passagem, férias, com alguns amigos, mas eu vou voltar pra faculdade em alguns dias... — explicou ela.

– Eu sempre quis estudar em Princeton. — confessou Kevin com certa nostalgia da vida normal que levava antes de ser atingido por um raio e descobrir que era o Profeta e Guardião da Palavra de Deus.

– Bem, me ligue qualquer dia desses. Eu quero muito saber por que você desistiu desse sonho, Kevin Tran. — disse ela gentilmente.

Depois ela passou por ele sorrindo levemente, deu um beijo em seu rosto e se afastou. Kevin se virou e viu ela terminando de tomar a cerveja e colocando o copo vazio sobre um balcão antes de sumir no meio das pessoas que ainda estavam por ali. Imediatamente, o profeta lembrou de algo que Mia disse mais cedo e murmurou feliz:

– Ela roubou minha bebida. Ela roubou minha bebida! Ela é a minha alma gêmea!

– Com certeza, ela é. — concordou Ezekiel se aproximando.

– Você acha mesmo? Como você sabe? — estranhou Kevin.

O anjo olhou para o lado direito de Kevin, onde aparentemente não havia ninguém e respondeu:

– Digamos que um cupido me contou. — e antes que o profeta fizesse mais perguntas, jogou as chaves do Camaro para ele e explicou — O Dean pediu para você voltar com o carro da Natalie. Ela não estava em condições de dirigir.

Kevin assentiu com um meneio de cabeça e instantes depois os dois começaram a deixar o bar. Já na porta, o profeta perguntou:

– Então, explica melhor esse lance de cupido. E você tem certeza que a Chloe é a minha alma gêmea? Eu nem acreditava muito nisso, mas quando eu olhei pra ela... Eu senti uma coisa diferente que eu não sei explicar... Você sabe quando eu vou vê-la de novo? Será que ela gostou de mim? Você reparou no sorriso dela? É o sorriso mais lindo que eu já vi... Será que ela acredita em almas gêmeas? Eu devo ligar pra ela? Quando? E o que eu falo? Ai meu Deus... Eu não vou saber o que dizer se ela atender! Já sei! Eu vou passar um e-mail. Mas o que eu escrevo? Ai meu Deus... O que está acontecendo comigo?

Ezekiel estava zonzo com tantas perguntas. Respondeu algumas delas, mas esqueceu a maioria. Kevin não parava de falar e perguntar mais coisas e o anjo teve vontade de rir. O cupido tinha mesmo feito um bom trabalho com o profeta e com Chloe Lee, que naquele exato momento também pensava em Kevin Tran.

Notas finais
Gostaram??? Gostaram das musiquetas???? E do striptease??? Gente, o Cas shippa Miastiel kkkkkkkkkkkkkkkk morri ao escrever esta parte ehehehehehe Bem, sobre Chloe Lee, eu quis inserí-la nesta fic, mas ela vai voltar mesmo pra valer na próxima, ok? Por enquanto o Kevin vai ficar sonhando acordado... ah o amor... Curiosidade: a personagem se chama Chloe por causa de duas personagens que eu amo, a Chloe de Smallville e a Chloe de 24 horas. E assim como as personagens das séries, Chloe Lee também é extremamente inteligente e fofa! Gosto de todas as musiquetas que coloquei no capítulo, mas quando resolvi colocar Carry on... Ai meu coraçãozinho... Amei! E Psycho Killer também kkkkkkkkkkkkkkk ouvi tanto esta música neste finde que até meu sobrinho de 3 anitos estava cantando Fa fa fa fa fa fa fa kkkkkkkkkkkkk adoro! Ah! Também adoro a musiqueta das meninas do The Beu Sisters! Sobre a crise de Natalie ao ver a garçonete dando em cima de Dean, eu quis mostrar que por mais que ela goste do moçoilo, continua não sendo fácil para ela admitir isso e acreditar que Dean realmente gosta dela também. Mas antes que vcs me odeiem, calma, porque eu não estou fazendo os dois brigarem de novo. Foi só um momento de crise do tipo "Como assim Dean Winchester (o cara) está a fim de mim? Pode isso, Loki?" Mas, como eu disse, teremos desdobramentos e, como ando muito boazinha ultimamente, já vou adiantar brevemente que desdobramentos são esses: No próximo capítulo, Sam vai lembrar como conheceu Claire, Natalie como conheceu Dean e... TCHAN TCHAN TCHAN TCHAN!!!! Teremos beijos na boca... Yep! Calma, take easy, não morram agora, não infartem, aguentem aí, porque quero que o próximo capítulo seja instigante ao quadrado e extremamente fofis! Então, aguardem e verão! Sobre a cura pra Mia, conforme vcs viram, ela já tomou a decisão dela, já pegou o sangue do vampiro e em breve ela vai conseguir o ingrediente que falta: o sangue do Cas. O engraçado é que agora é ela que está mentindo pro anjinho neh? Eita personagem complicada que eu criei, viu! Bem, é isso pessoal! Inté o próximo capítulo que tentarei postar na quarta-feira se Loki permitir. Reviews?