Notas iniciais
Desculpem pela demora em postar!Mas provas, são provas! Espero que gostem deste capítulo! Hoje teremos uma surpresinha para nosso querido casal! Agradeço de coração os reviews que me mandam! Grande beijos,
JJ

O quão difícil é entender o turbilhão de sentimentos que se passava pela sua mente. Rukia lutava para se manter consciente, já que suas forças foram completamente exauridas naquele momento. O abraço aconchegante de Ichigo, o perfume cítrico que ele emanava e o calor que a aquecia permitiram liberar lágrimas que sentia que estavam presas há muito tempo. Todos os sonhos que tinha quando ainda morava em Rukongai, e as perguntas que nunca obteve resposta de sua família e amigos, agora se aclaravam diante do exposto de Urahara. Podia também compreender agora o porquê de Ichigo possuir tanto poder contido. Afinal quantas vezes ele havia reencarnado até encontrá-la? Sabia que mais questionamentos surgiriam, mas tinha certeza de uma coisa, não permitiria que ninguém a afastasse dele. Assim correspondeu o abraço se distanciando do mundo ao seu redor. Ignorando o brilho nos olhos de Kisuki e as lágrimas solitárias de Youruichi. O que lhe importava agora era sentir o ruivo perto de si, e nada mais.

-Rukia? – Ichigo ficou preocupado com a baixinha que parecia ter adormecido em seus braços, ou talvez desmaiado mesmo. Sem se importar com seus anfitriões ele levanta-se e comporta a menina em seus braços levando-a até o quarto ao qual havia acordado horas atrás. Deposita com delicadeza no futon, retira uma mecha do cabelo negro que cobria o olho da garota, e com a ponta do dedo ele contorna os lábios desenhando um trajeto até perto de seu olho, retira uma pequena lágrima que ainda não havia secado. Os olhos da shinigami se abrem devagar, e o rapaz pode contemplar a cor violeta que tanto desejou rever em suas vidas. Em nenhuma delas foi feliz, sempre viveu vazio e triste. Sempre havia sido carrancudo e nunca encontrou um amor que pudesse conter o desejo que possuía. Apesar de não saber o que sentia, algo lhe dizia que deveria buscar pelo mundo inteiro se fosse preciso para encontrar a dona do olhar que sempre aparecia em seus sonhos. E agora ela estava ali a sua frente.

-Ichi-go e-u... – Seus lábios foram contidos pelo dedo do ruivo que pedia um silêncio com o outro dedo na boca. Ele acariciou o rosto da menina com tanta ternura, que a fez fechar novamente os olhos. Vagarosamente ele aproximou os seus lábios aos dela e beijou com delicadeza. Sentiu o corpo da menina tremer diante dele, e a paixão enquanto correspondia o seu beijo. A intensidade foi aumentando aos poucos, era como se beijar fosse uma necessidade como respirar. O calor invadiu o corpo de ambos, e a saudade que não entendiam porque era tão intensa foi desaparecendo, conforme o casal ia conhecendo cada sabor de seu par. Para tê-la mais próxima a si ele enlaça a cintura da garota e a pressiona contra seu próprio corpo, alçando-a do futon. Em contrapartida ela entrelaça seus braços ao redor do pescoço do ruivo, e sente uma onda intensa percorrer suas costas, eram como pequenos choques na coluna, mas não era dolorido e sim prazeroso, algo que nunca havia sentido desde que se lembrava como shinigami.

O rapaz teve que conter um sentimento mais luxurioso que percorria seu corpo, quando viu que seu órgão sexual teimava em evadir-se de seu controle; e com remorso retira sua língua que já havia tomado conta da boca da morena, roçando seu céu da boca e lutando contra a da morena para marcar território. Ao finalizar o beijo, ele aproxima sua cabeça ao pescoço da moça e sente sua musa suspirar e gemer baixinho; se continuasse assim não responderia por si, e sabia que infelizmente aquela não era a hora nem o local apropriado para tomá-la e novamente fazê-la sua, como a fez séculos atrás. Tinha que planejar uma forma de protegê-la e mantê-la ao seu lado; sabia que agora eles não pertenciam ao mesmo mundo. Ele ainda seguia vivo e ela era uma shinigami que deveria ser responsável em levá-lo a outro mundo que sequer conhecia. Mas sabia que fosse onde fosse, ele a seguiria e formaria uma vida feliz até o findar dos tempos ao lado dela.

-Rukia, acho melhor deixarmos nosso reencontro para mais tarde! Ainda temos um problema a resolver, certo? – Seu olhar maroto fez a menina enrubescer diante dele, e com um aceno leve de sua cabeça ela lhe brinda com um sorriso inocente, deixando o rapaz ainda mais relutante em soltá-la e não finalizar o que havia começado.

-Tem razão! Ainda temos que te tirar desta enrascada que se meteu! Sempre foi assim não? Sempre tive que livrar essa sua cabeleira bizarra dos problemas que você atraia! – Sua voz soava calma, mas com sarcasmo que fez o ruivo arquear a sobrancelha diante do exposto da garota.

-Me livrar? Que eu saiba era você que vivia fugindo com aquele “cabeça vermelha” de seus inimigos! – As memórias vinham com imagens que retornavam com força em sua mente. Lembranças de vários dias, meses, anos em um mundo completamente esquecido por sua era, mas que inundavam a cabeça do rapaz.

-E o que me diz de agora? Se não fosse por mim, acha que seguiria vivo? – Uma pequena veia saltava na morena. Acaso ele se esqueceu de quem salvou a pele dele? Mas o ruivo também não estava nada satisfeito em se sentir inútil ante a mulher que amava. E sem pensar acaba se levantando bruscamente, deixando uma Rukia com cara nada satisfeita no futon, ao melhor dizer, largada nele. Não tinha jeito mesmo, eles nunca mudariam, apesar dos séculos que viveram, seguiriam da mesma maneira estranha de se apaixonar, brigar, amar e novamente brigar com chingamentos e chutes nada amistosos aos olhos de quem presenciassem, mas que pra eles era pura comunicação corporal.

-Até parece que preciso da ajuda de uma anã! Ora essa! Quem foi que livrou sua cara daquele grupo de hollow que estavam prestes a dilacerá-la? – Cruzou os braços e olhou sua morena ainda largada no futon com os braços estendidos acima da cabeça e as pernas levemente aberta, do mesmo jeito desconfortável que a deixou.

-Ora seu “cabeça de cenoura”, quem você chamou de anã? – Se aprumou e rapidamente lhe desferiu um chute contra o rosto, lançando o rapaz pela parede. Continuaram sua “conversa amistosa”, com Rukia pendurada nas costas do rapaz com as mãos cravadas em seus cabelos puxando sem piedade, enquanto ele mordia a panturrilha exposta da morena, quando foi interrompido por um pigarrear desconfortável do anfitrião que buscava atenção para si.

-Eu sei que o jovem casal tem muito que falar um ao outro, mas gostaria de alertá-los que logo teremos visitas não muito agradáveis! – Com o leque tapava a boca, escondendo o contentamento em ver uma cena tão interessante de seu velho salvador.

Os dois se enrubesceram com o que faziam e no mesmo momento se alinharam um ao lado do outro, sem conseguir olhar nos olhos de Urahara. Até que a menina sente a presença de alguém muito familiar.

-Ren-ji? É Renji que está vindo nesta direção? Mas espere, porque ele... – Parou quando percebeu que não só seu velho amigo de batalhas estava se dirigindo até ela, mas também um poder grotesco que a fez sentir um arrepio percorrer a espinha. Só havia topado com aquele homem umas duas vezes em sua vida, e ele era o segundo ser que mais temia, depois de Gin – Zaraki Kempachi.

-Isso mesmo minha cara! Acredito que sentiram sua falta a Soul Socyte, e agora vêm buscar a encomenda! – Urahara não parecia mais divertir-se como antes, lembrava-se muito bem o quão cruel era aquele capitão. O que mais lhe atordoava, era pensar que um capitão fosse enviado ao mundo humano de repente. Será que o poder de Kurosaki havia despertado até mesmo o interesse da Soul Socyte? O que seria dele e de seus amigos, fazia séculos que não cruzavam com ninguém do mundo shinigami, o disfarce estava quebrado agora, o que seriam deles? Seus devaneios foram interrompidos com o telhado vindo abaixo e poeira levantando acima deles.

Instintivamente Ichigo agarra Rukia e a protege com o próprio corpo para que os escombros não a ferissem. Quando se levanta com o rosto sangrando ele nota a presença de um homem alto e de olhar assassino. Ao redor dele estavam se levantando três pessoas que não se podia divisar devido à poeira que os cobriam.

-Olha só o que encontramos aqui? Parece que esse não vai dar nem para o começo! – Apontou a espada fina e desgastada para o ruivo que apertava a menina em seus braços. Quem seriam aquelas pessoas? Amigos com certeza não eram.

-Merda! – Foi à única palavra que Ichigo pronunciou ante a presença daquele homem de tapa-olho.

Notas finais
É isso aí pessoas de meu coração! Vou tentar adiantar a ediçã de meus caps para postar com regularidade! Não esqueçam de opinar através dos reviews! Mais uma vez muito obrigada pelo carinho e atenção de todos!Grande beoijo,
JJ