Recomeçar não Basta
6 Quebrando Regras
Notas iniciais
Era noite em Karakura, e parecia que tudo prosseguiria normalmente alheio ao fato que ocorreu de manha com um de seus moradores. No hospital uma pequena lutava desesperadamente para suportar a dor de retirar os gessos de suas pernas. Nenhum enfermeiro estava vendo isto, pois se o visse achariam incrível a forca de vontade daquela garota. Após conseguir e sair do hospital, literalmente se arrastando, Rukia segue vagarosamente para a direção da montanha de onde encontrou o jovem Kurosaki. Iria encontrar sua katana e abriria o portal para procurar o garoto, nem que pra isso ela quebrasse todas as regras impostas de seu mundo, mas não se permitiria perder aquele novo amigo.
Levou-se horas, mesmo com a carona que conseguiu pelo caminho, mas conseguiu chegar ao pé da montanha. Já havia ido lá algumas vezes aquela semana com o ruivo, mas como eles mais discutiam do procuravam, não conseguiram encontrar o objeto perdido. Rukia sobe sofregamente a montanha, e seus pés já indicavam que precisaria de tratamento urgente, o que foi prontamente ignorado pela garota. Ao chegar ao topo, ela se posiciona com os braços abertos e fecha os olhos para se concentrar nas energias que ali emanavam. Agora em silencio ela podia sentir uma energia espiritual familiar fraca na direção do penhasco; encaminhou-se para onde vinha esta energia e encontrou embaixo de uma arvore próxima ao limite do penhasco a sua katanaque estava coberta por folhagens e levemente afundada no barro, provavelmente devido às chuvas que tiveram naquela semana.
Rukia pegou a katana com um ar de alivio, e após começa a pronunciar um tipo de encantamento, que forma uma luz azulada ao redor de todo o seu corpo, transformando-o em espiritual novamente. Todos os seus ferimentos e ossos quebrados ficaram sãos, e suas roupas caíram como se não tivesse mais nada para segurarem. Estava nua em plena floresta, mas quem passasse veria seu sorriso formando em seus lábios e a determinação em seus olhos. Retirou uma vestimenta negra de uma mochila que havia carregado; suas roupas que ainda estavam levemente manchadas de sangue da batalha com ohollow, e vestiu-se. Estava pronta.
-Ichigo! Já estou indo te buscar!- Levantou a katana em direção ao ar, gira-a como se fosse destrancar algo, e um portal de madeira surge em sua direção. Mas não era o mesmo ao qual ela havia usado para chegar àquela cidade, era um totalmente gasto e corroído pelo tempo, manchado de sangue envelhecido e continha uma plaqueta pendurada tortamente com os dizeres: "Hueco Mundo". Entrou e o portal se fechou.
Sala de pesquisas tecnológicas da Soul Socyte.
-Senhor Mayure-san um portal para o Hueco Mundo foi aberto pelo shinigami de número 324 do quadrante 333 no mundo real sem permissão! – Informou rapidamente um garoto pequeno de cor acinzentada e pequenos calos ao longo da testa.
-Ora, ora! Mas não é a direção em que enviamos há uma semana a irmãzinha do nobre Byakuya? Ela já não deveria ter retornado com a tal alma que eu pesquisaria? – Mayuri estava de olhar vidrado naquela tela que mostrava pontos coloridos que indicavam a direção de cada shinigami que se encontravam no mundo real. Ele era alto e vestia um longo sobretudo branco com as indicações nas costas do numero doze de seu esquadrão. Sua cabeça tinha uma espécie de chapéu branco com aba fina virada para a sua esquerda. Rosto pintado de negro com as bordas brancas e olhos redondos de cor amareladas. A unha de sua mão esquerda tinha uma longa unha no dedo médio, e sua katana embainhada ficava presa no meio de sua cintura na frente das suas pernas. Era um celebre cientista e capitão do esquadrão doze. Sedento por pesquisas e objetos novos. Passara a semana toda ansiando o recebimento da alma que Rukia traria para iniciar sua mais nova pesquisa com poderes espirituais super concentrado, algo que só ocorria a cada milhares de anos.
-Sim senhor! Mas estávamos aguardando a sua mensagem já que ela tinha um tempo adicional de duas semanas, e não estava propriamente atrasada! Mas agora ela acaba de abrir o portal para o mundo hollow sem nem ao menos solicitar que nos o estabilizemos! – Alertou o rapazinho.
-Tudo bem! Não precisa falar nada ao chato do capitão do sexto esquadrão. Se ele souber vai querer trazê-la de volta! É um daqueles irmãos super protetores! E como ela não está com minha alma, ela deve ter uma razão para fazer essa viagem. E é bom que ela traga a alma sem danos para minhas pesquisas! Deixe que ela atravesse sem impedimentos! Isto vai ser muito interessante! – O capitão sentou-se em sua cadeira e passou a imaginar que tipo de experimentos faria com a alma que aguardava.
No Hueco Mundo podia-se se ouvir de longe os gritos desesperados de um garoto se propagar pelo ar, em contrapartida ouvia-se também gritos e gargalhadas de monstros se alastrar tomando uma forma de uma melodia fúnebre ao local. Ichigo se encontrava completamente ensangüentado e com vários hematomas sobre o corpo que estava quase completamente descoberto, coberto apenas com parte de suas calcas que cobria de sua cintura as cochas. Permanecia com os braços e pernas amarradas e tinha a cabeça pendida para baixo em uma expressão de dor e desespero.
Aizen havia terminado há meia hora seu interrogatório e não obteve sucesso, pois o garoto não aceitou sua proposta de se aliar ao grupo, por isso estava sendo castigado pela ofensa cometida ao líder daquele mundo.
-Vai laranjinha, mostra que é durão! Só sabe berrar de dor e franzir esse seu cenho ridículo! Mostra pra nós o seu grande poder! Ahahahaha! – Um grandehollow de aparência de serpente envolvia Kurosaki como se quisesse esmagar seus ossos, o que gerou mais urros por parte do garoto que teimava em não desmaiar, o que levava a todos os presentes a loucura com a cena que presenciavam.
-E-eu nun-ca me uni-rei a vo-cês... nun-ca... nun-ca! – Ichigo balbuciava com dificuldade de respirar. Sentia seus ossos sendo prensados cada vez mais. Mas sua determinação não era quebrada com aquela tortura. Em sua mente ele só pensava em suas irmãs, seu pai e sua nova amiga; estava preocupado com ela, pois se lembrava dela caindo do terraço onde estava, e custava acreditar que ela estivesse viva. Culpava-se como se mais uma vez ele fosse o responsável pela morte de alguém importante a ele. Foi quando veio em sua mente a imagem de sua mãe. Ao se lembrar ele desmaia desvanecido para delírio de seus espectadores.
-Chega! Levem o garoto para uma sala e restabeleça seus sinais vitais para que possamos conversar depois! – Aizen havia voltado no momento em que Kurosaki desmaiou, e para prevenir que o garoto não morresse ordenou que parassem com aquele espetáculo. O garoto era seu trunfo mais precioso.
-Está tudo preparado para iniciar o despertar, Aizen-sama! – Falou um moreno alto, de sobretudo branco, com tranças nos cabelos e óculos que cobriam todo o entorno de seus olhos. Por dentro podia ver suas pupilas brancas indicando sua cegueira. Era Tousen, um ex-capitão leal a Aizen.
-Ótimo! Começaremos assim que ele acordar novamente. Quero que ele desperte o mais rápido possível, sinto que logo-logo a Soul Socyte perceberá a falta do garoto em seu mundo, e farão algo com certeza! – Falou retirando-se, acompanhado por Gin e Tousen logo atrás.
A festa terminou, e todos os hollows se dispersaram reclamando do termino adiantado.
Longe dali, um portal se abre e uma pequena garota entra naquele mundo escuro. Olha ao redor e vê as montanhas de areia ao seu redor e ao longe um complexo arquitetônico como um castelo completamente branco a sua frente. Sabia que era o palácio de Las Noches, apesar de nunca ter estado lá.
-Agora eu tenho que tomar cuidado! Se bem me lembro aqui não é nenhum paraíso! Mas por que será que a Soul Socyte não me impediu de vir? Deixa pra lá, agora não é hora de explicações, preciso encontrar Ichigo! Sinto que sua energia esta muito fraca... Mas fico feliz em saber que está vivo! – Rukia se posiciona como se fosse correr os cem metros rasos e com uma velocidade absurda ela se direciona ate aquele castelo. Sabia que era uma missão suicida, mas faria qualquer coisa para trazer de volta o filho prodigo daquela calorosa família.
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