Notas iniciais
Mais um cap fresquinho! Estou corrigindo alguns erros, mas se passar gritem please! Preciso da ajuda de vcs para me situar melhor!

Pela janela embaçada pela poeira, raios de sol começavam a iluminar o local. Era um chalé de apenas um cômodo grande, que aparentava já ter sido um lugar muito aconchegante. Mas agora só restavam algumas cadeiras quebradas, uma mesa empoeirada e armários com loucas e objetos abandonados.

Aos poucos a garota abria os olhos, ainda com dificuldades, pois a dor em sua barriga ainda era intensa, e sentia algo que apertava muito seu ventre. Passou a mão sobre sua barriga e ali havia uma faixa muito bem colocada, impedindo de sangrar a ferida que estava selada com gases e esparadrapos. Quem havia feito aquilo? E então olha para o lado, quando nota um garoto adormecido com rosto angelical, encostado junto a parede a sua frente.

–Ah! É verdade, o garoto suicida! Mas se ele esta aqui, é sinal que meu trabalho ainda não acabou! Tenta se levantar, mas a ferida arde e o sangue começa novamente a escapar de seu corpo.

Ichigo acorda com o gemido, e em um sobressalto ele caminha até a menina com ar preocupado.

–Não se mexa desse jeito. Não foram dados pontos e sua ferida ainda se encontra aberta, se fizer isso vai sangrar mais e você não vai conseguir se recuperar! Falava arrumando as ataduras da garota. Quando pergunta curioso, algo que ainda não havia descoberto:

–Qual é o seu nome? Você é dessa Terra ou é um ET? Essa ultima parte teve um ar irônico, que a shinigami não gostou.

–Kuchiki. Kuchiki Rukia! E não sou este tal de E.T! E vim do outro mundo, o mundo dos mortos. Fala ela com um pouco de dificuldade, mas com um ar de triunfo e superioridade, que não passou despercebido pelo ruivo.

–Oh! Claro! O meu é Kurossaki Ichigo. Pelo que me lembro você veio aqui me levar para o outro lado, certo? Mas está agora ferida e parece estar prestes a morrer... o que não parece lógico já que você diz ser do mundo dos mortos! Fala com uma expressão de dúvida.

–Bem... é que quando se morre você passa a viver uma outra vida! Mas não significa que não pode morrer novamente! Falava agora tentando se levantar novamente. Mas é impedida pela mão do ruivo. Ele se prepara para levá-la no colo, o garoto pretende encaminhá-la para algum hospital.

–Ei o que pensa que vai fazer? Ela não estava a fim de ser carregada pelo rapaz. Mas não conseguiu se mexer muito devido à dor._ Aonde vai me levar? Pergunta desconfiada.

–Ao médico, você precisa de socorro! Mas... Ele duvida um pouco se alguém poderá ajudar, mas não desiste e sai com a menina em seus braços.

–Tem uma clinica a alguns quilômetros daqui. Vou tentar pegar uma carona e te deixar lá. Falava percebendo que Rukia começava a esvanecer novamente. Ele apressa o passo tomando o cuidado de não machucá-la mais do que já estava.

Não demorou muito até conseguir uma carona; foi com um caminhoneiro que percebeu o desespero do jovem no meio da estrada. Ichigo a carregava com tamanho cuidado, que o motorista se condoeu e aumentou a velocidade para salvar a garota. Chegam a um pequeno hospital do entorno da cidade de Karakura. Era de lá que o rapaz havia fugido; agora estava por perto novamente. Isso o fez vacilar um pouco, mas vendo a pequena garota gemer em seus braços ele avança até o hospital. Sabia que seu pai fazia plantões ali, mas correria o risco assim mesmo. Agora sabia que não era só ele que podia vê-la. O motorista o havia feito perceber isso. Não iria permitir mais uma vez alguém morrer em seus braços.

Após ter internado a garota, Ichigo já mais calmo descansava sentado na sala de espera do hospital. Quando avista duas meninas correndo pelo longo corredor em sua direção, acompanhadas de um médico, de cara fechada. Eram suas irmãs, Karin e Yuzu, e claro seu pai.

–Nii san! Falava aos prantos e abraçando forte o irmão. Yuzu era a mais carinhosa. Era a irmã mais nova de Ichigo. Tinha um rosto alegre, cabelos curtos e loiros, olhos azuis. Tinha onze anos.

–Ichi nii! Como pôde fugir de casa! Era Karin, a irmã do meio, um pouco nervosa, mas profundamente comovida. Ela era mais forte que Yuzu, apesar de ser gêmeas, ela tinha um gênio forte, e sua aparência era a de Ichigo, mas com os cabelos pretos cortados até o ombro. Lembrava um garoto.

–Meu filho ingrato resolveu aparecer? Este era Ishin, pai de Ichigo. Um médico de rosto levemente sofrido, com a barba por fazer, aparentando não ter dormido aqueles dias. Estava furioso com o filho mais velho, pois ainda estava de luto da esposa Masaki, e ele havia feito todos se preocuparem, fugindo sem se importar com o sofrimento das irmãs. Ele soca a cabeça do filho, como demonstração da frustração que sentia.

–Yo! Foi à única coisa que falou. Não tinha argumentos. Achava que naquela hora já estaria morto, encontrando a mãe, mas não conseguiu concretizar seu suicídio. Sentia-se um completo idiota. Foi quando sentiu seu pai o abraçando forte.

–Ichigo, não foi sua culpa! Masaki não iria querer ver você desse jeito! Sem o brilho nos olhos, sem a alegria no rosto! Este não é você, filho! Fala Ishin apertando o filho mais forte.

–Me... desculpe pai...eu...! Não conseguiu terminar, suas lagrimas já não queriam mais parar de cair. Percebeu a grande besteira que ia fazer, e enxergou uma esperança naqueles olhos que o observavam. Era sua família. Precisavam dele. E só foi perceber isso depois de encontrar aquela garota.

–Ah! E a Rukia? Como ela está? Pergunta em um sobressalto.

Ishin fica curioso, pois havia recebido a ligação de um de seus amigos informando que seu filho havia aparecido com uma garota ferida em seu hospital. Eles o estavam procurando há dois dias, sem sucesso. Mas agora ele estava ali por causa dela.

–Rukia? Foi graças a ela que te reencontramos. Mas quem é ela, filho? Sua namorada? Perguntava imaginando que o filho havia fugido para se encontrar com ela, mas era claro que era só brincadeira. Mas já podia brincar agora que não tinha mais a preocupação de onde estaria seu filho.

–Ela é... uma... amiga... mas como ela esta? Pergunta ansioso.

–Ela esta bem. Esta se recuperando da cirurgia. Tivemos que fazer uma limpeza na ferida e costurar vinte e cinco pontos nela. Vai ficar com uma marca feia na barriga! Brincava Ishin já mais vivo e animado.

–Que bom pai. Fala e senta como se um peso tivesse sido tirado de suas costas. E acaba desmaiando de cansaço e fome. Não comia nada desde que fugiu. Os seus familiares o amparam e o carregam para uma maca para que seja aplicado soro. Trocaram suas roupas, e estranharam aquela gosma escura que estava em toda a sua roupa. Mas estavam felizes, Ichigo estava de volta, as esperanças de todos foi renovada.

Notas finais
Semana que vem tem mais!Um grande abraço a todos!PS: Sei que está meio confuso... mas a Rukia fica visível sem a sua katana!!!