Recomeçar não Basta
24 Continuidade
Notas iniciais
ØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØ Agradecimentos a: ØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØØ
Pamila,Urahara e Luud-chan!
-Apesar de jovem, este rapaz deixará irmãs, pai e amigos para trás!Seu espírito repousara na imensidão do Universo e se tornara um com os elementos naturais! Que descanse em paz jovem Kurosaki Ichigo! – O ancião finalizava a cerimônia fúnebre do mais jovem dos Kurosaki.
-Onii-chan?Por quê?Onii-chan? – Yuzu tremia desconsolada com a tristeza de perder seu irmão mais velho de forma precoce e descabida. Uma tragédia com um suposto terremoto.
-Ichi-nii!Vamos Yuzu, não temos mais nada que fazer aqui!Tenho certeza que Ichi-nii não vai querer que fiquemos chorando por ele! – Karin mostrava-se forte nas palavras, mas as lagrimas consumiam seu rosto infantil. Era a que mais sofria, mas não queria fraquejar, precisava ajudar a irmã gêmea a seguir em frente. Foram ambas amparadas por amigos e familiares.
-Kuro-saki-kun!E-u que-ro ir com você!Kurosaki-kun! – Inoue de joelhos frente à foto rodeada de flores, mostrava o rosto juvenil e cheio de vida daquele que foi seu amor não correspondido. – Porque Tatsuki-chan? Porque o Kurosaki-kun morreu? – Buscava apoio na melhor amiga que também não sabia como controlar as teimosas lagrimas.
-Isso eu não sei Hime!Mas chorar não ira trazê-lo de volta!Vem!Precisamos apoiar as gêmeas, elas mais do que ninguém estão sofrendo muito a perda do irmão! – Tatsuki olhou mais uma vez a imagem do melhor amigo e companheiro de karatê. Não sorria e tinha o cenho levemente franzido como de costume. Jamais tornaria a ver novamente essa cara bad boy, mas que no fundo sabia ser um rapaz carinhoso e protetor. Sabia que a dor da perca da mãe o havia feito ser amargo e sem retorno. Por um momento, pensou que Rukia conseguisse livrá-lo disso, mas a dura realidade lhe mostrou que nem sempre o que ansiamos seja realizável. Puxou a amiga pelo braço e a menina deixou-se ser levada.
Mais afastado de todos estava o pai de Kurosaki. Fumando sem parar, Ishin observava uma bela cerejeira que pendia acima do tumulo de sua esposa e agora de seu filho também.
-Acha que ele me perdoou Urahara-san? – Soprou a fumaça para o canto, observando de soslaio o amigo de chapéu listrado que descansava as costas contra a arvore ao lado de Kurosaki.
-Sabe que ele já lhe perdoou há muito tempo, Terônio-san!Afinal, já não é mais aquele velho bispo, agora é um shinigami! Seu espírito está livre e evoluído, como tem que ser! – Falava pausado e baixo o shinigami exilado no mundo humano.
-Mas e Masaki?Ela conseguira livrar-se desse pesadelo?Sabe o quanto lutei para estar sempre ao lado dela quando voltada a esse mundo?Se não fosse por você... Nem sei o que seria de nós!Teríamos nos tornado hollow e estaríamos mortos há muito tempo! – Confidenciou Ishin soprando mais um pouco de fumaça e de forma elegante tragou mais uma vez o cigarro.
-Esse sempre foi o desejo dele Ishin-san!E você foi um excelente pai para Kurosaki-kun! – Virou-se para o amigo e pousou a mão no ombro do doutor que parecia mais pálido e sombrio que antes. A perca do filho fora um golpe muito forte ate mesmo para o bravo Kurosaki Ishin.
-E o que será de Ichigo? – Perguntou desanimado.
-Eu mesmo me encarregarei do treinamento dele!Ah!E já basta de tanto drama, não Ishin-san? Ichigo está bem melhor do que todos nós!Afinal ele tem uma vaga de taichou e a mão da princesa Kuchiki!O que mais ele iria querer? – Sorriu o loiro mostrando os antes escondidos olhos verdes que possuíam um brilho assassino.
-Esse é meu garoto!Queria poder contar as minhas meninas!Mas um dia elas irão entender! E Kuchiki-san? Melhorou do ferimento? Fiquei sabendo que a marca não será possível de cicatrizar por inteiro, mesmo com o poder de Unohana taichou! Esse Aizen não prestava mesmo!Como ousou tocar na minha terceira filha? – Mais animado Ishin pulava e juntava as mãos de forma cômica ao mencionar a nora que tanto amava.
-Ya, ya!Esses dois nem se lembram que tivemos uma das guerras mais memoráveis deste mundo e outros dois! Nunca imaginei que o jovem mestre fosse tão poderoso a ponto de derrotar Aizen!Até eu não conseguiria! – Riu alto chamando a atenção de alguns presentes no funeral que olharam com ar reprovador para os dois.
-Não se esqueça que estamos no funeral do corpo de meu filho!Mantenha-me informado!E quando meus filhos me derem netos, não se esqueça de me avisar para que eu possa pessoalmente felicitá-los! – O médico sorriu ao amigo e tocou a mão que ainda pousava em seu ombro. O olhar cúmplice mostrou uma amizade conquistada a dezenas de décadas atrás.
-Com toda certeza velho amigo! Cuide-se!E mande minhas condolências a suas adoráveis filhas! – E com o soprar do vento e a chuva de pétalas de sakuras, Urahara sumiu de diante de Ishin que contemplava o céu, agora com um sorriso de satisfação e felicidade.
-Logo nos veremos, minha doce Masaki!Cuide bem de nosso filho enquanto isso! – Virou-se e andou vagaroso até os amigos que lhe davam os pêsames por perder seu primogênito.
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-Por que raios, preciso usar essa coisa ridícula no meu cabelo?Já disse que não vou seguir essas regras estúpidas de sua família!Ai!Sua baixinha do demônio!Isso dói sabia? – O meu cunhado esfregava o estômago que acabara de receber um soco de minha irmã. Parece que o destino de minha família ficou a mercê desse infante irrelevante. Mas o que fazer se foi ele quem destruiu a maior ameaça que a Soul Socyte já enfrentou? E também ser o marido de Rukia desde muito antes de nascer como esse moleque?
-Não fale assim dos adereços nobres de minha família! Nii-sama os usa e mostra sua honorável presença e respeito à tradição!Então vista logo o seu traje se não quiser que eu quebre todos os seus ossos! – Minha pequena irmã, apesar da briga sem sentido com meu cunhado, tem o rosto iluminado. Sinto que a beleza e a sagacidade a preencheram. De alguma forma se vê mais bonita e maternal. Hum. Creio que breve teremos um sucessor a família. Pelo menos pra isso esse rioka presta.
-Kuchiki taichou!O Comandante está chamando o senhor e o futuro casal. A cerimônia vai começar daqui a duas horas, mas antes ele queria dar uma palavrinha com vocês! – Meu subordinado Renji apontou de forma descuidada para Kurosaki. Às vezes penso que deveria estar ébrio quando o aceitei para fukataichou.
-Então vamos!Não quero que pensem que somos desconsiderados por chegar atrasados! – Pontuei e recebi um de acordo através do meneio de minha irmã. O noivo dela franziu de forma desrespeitosa o cenho para mim. Esse garoto vai ter que ser reeducado. Também, o que queria eu de alguém depravado como Kurosaki Ishin para pai do infante?
-Já o acompanhamos nii-sama! – Voltei-me para trás e vi a troca de olhares que ambos deram um ao outro. O preparo das vestes núpciais de minha irmã já estão praticamente pronto, não sei por que a insistência dela em ajudar esse garoto a vestir-se. Enfim, tenho mais o que fazer.
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-Nunca mais destrate meu nii-sama Ichigo! Afinal ele é o líder de nossa família e será seu mentor como aspirante a taichou! Deve respeitá-lo! – Minha baixinha me lembrava o terrível destino que me deram. Ainda bem que Urahara estará aqui para me treinar, senão eu pegaria essa nanica e sumiria para qualquer outro lugar que não Sereitei. São tão cheios de regras que irrita.
-Aff!Ok!Mas e você? Não vai se trocar não? Quer se casar assim? Por mim, indiferente!Mas não é você quem diz que devemos seguir as ditas regras e tudo mais? – Sorrio para minha pequena shinigami e recebo um soco no estômago. Se eu não tomar cuidado vou perdê-lo logo, logo.
-Idiota!É claro que vou me trocar!Mas não queria que você fizesse besteiras na frente de nii-sama!Tem certeza que não está sentindo nenhuma dor? – Agora que ela vem se lembrar disso? Depois de vários socos e pontapés no meu pobre corpo de combatente.
-Vou precisar de cuidados especiais Kuchiki-sama!E como você foi à culpada da maioria de meus ferimentos, o mínimo que pode fazer é me dar o que quero! – Deliciosa pequena, pela carinha e corar na bochecha, entendeu muito bem o que quero dizer.
-Baka!Deixa de ser bobo Ichigo!Além do mais... Teremos nossa lua de mel, então saiba esperar! – Me chutou, selou meus lábios de forma doce mas insuficiente, já que durou poucos segundos e sumiu das minhas vistas.
-Ah nanica! Vai ter que gemer muito pra que eu possa te perdoar disso! – Essa noite ela vai saber exatamente o quão imperdoável é subestimar um Kurosaki. Espero que as meninas estejam bem. Aquele velho idiota. Tenho pena delas. Mas não posso levá-las pra cá. Não agora. Vivam em paz e sejam felizes como eu estou sendo.
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Dois dias atrás...
-E agora soutaichou? Ver sua tropa sendo derrotada a barrocada por meus soldados não soa ultrajante? Vamos, sorria pelo menos um pouco! – Aizen tinha o velho capitão jogado à frente, o braço esquerdo estava pela metade. O golpe desferido pelo inimigo havia decepado o antebraço, lançando assim a espada mais poderosa de Sereitei ao longe. Mas mesmo diante da possível morte, Yamamoto não se curvava a teimosia de Sousuke. Sem mexer um músculo observou o duplo golpe que Aizen sofria pelas espadas de Byakuya e Ichigo.
-Ora, ora! Acham mesmo que com essas espadas infames serão capazes de me destruir? – Vangloriando-se de seu próprio poder não pode ouvir as palavras balbuciadas pelo moribundo Tousen. Tarde demais, atrás Aizen foi atacado mais uma vez pela espada de Kurosaki e a sua frente viu uma chuva de sakuras que se tornaram lâminas afiadas, envolver completamente o seu corpo. Tousen sucumbiu, enquanto a sua volta as baixas do lado dos aliados de Aizen ameaçavam findar aquela guerra desnecessária.
-Mui-to bem ga-ro-tos! Mas não creio que isso seja suficiente! – A recuperação foi monstruosamente rápida, mas não foi surpresa para Kuchiki Byakuya que já preparava o próximo golpe. Ichigo vendo a confiança no rosto do rapaz posicionou-se para uma investida mais, mas teve os olhos enevoados quando perdeu de vista a localização de Aizen a sua frente, mas que logo reencontrou no lugar menos esperado.
-RUKIA? – Usou todo o seu poder para chegar rápido a menina que jazia no chão, enquanto a capitã da equipe quatro era lançada contra a parede. Aizen pegou a morena pelos cabelos e não se importando com os gemidos de dor da mesma a lança para o alto e alça a espada para perfurá-la quando essa caísse. Mas algo entrou na frente do corpo quase inerte da pequena shinigami e foi perfurada pela espada do inimigo. Aizen ainda esboçou um sorriso, mas logo fez uma cara de dor estrema quando olhou para sua barriga e viu o tremendo buraco causado pelo cero que Ichigo enviou com a mão livre. Rukia foi colhida por Byakuya.
-Co-mo?Isso é im-pos-sivel!E-u tenho o po-der supre-mo! – O sangue jorrava pelo ferimento e as pernas de Aizen balançavam lutando para não cair diante do inimigo que arfava ainda com a espada presa a sua barriga.
-Nun-ca mais to-que em minha mulher!Nunca mais! – Tombou sem forças nenhuma. O corpo do rapaz voltou à forma humana e sucumbiu. A vida ali existente foi completamente exaurida. Aizen tombou nos próprios joelhos e antes dos olhos escurecerem soltou seu último comentário.
-Jamais imaginei que um romance idiota fosse capaz de vencer a razão!Ja-mais ad-mitirei... ja-mai... – E tombou o corpo pesado com a transformação sofrida. Morria assim aquele que fora capaz de levantar a espada contra a Soul Socyte.
-Ichi-go?Ichi-go? – Balbuciava de forma fraca a pequena shinigami no colo do irmão mais velho. Este observou o espírito do rapaz sair de seu já exaurido corpo humano, surgindo completamente com shinigami encaminhar-se até ele devagar. Aproximou-se e sem palavras tomou de forma possessiva a menina do colo do líder Kuchiki. E sem cerimônias ou pouco importando com o ambiente de guerra beijou a garota com urgência.
-Estou aqui meu anjo! Estou aqui! – Sorriu quando a pequena abriu devagar os olhos violetas e a boquinha avermelhada tanto pelo sangue quanto pelo beijo que recebeu do ruivo.
-On-de a-cha que está?Isso aqui é uma guer-ra! – Novamente teve os lábios tomados pela fúria e paixão do rapaz. Todos ao redor bateram palmas. A guerra acabou e o amor foi vitorioso.
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-Estamos aqui reunidos nessa solene reunião de almas para iniciar a cerimônia nupcial de Kurosaki Ichigo e Kuchiki Rukia! Lembrando que daqui a dois anos, a Central 46 promulgará a sentença dos réus, ante sua culpa em ter reencarnado sem permissão da Soul Socyte, e a Urahara e seu grupo por permitir esse ultraje! Mas vamos à cerimônia! Kurosaki Ichigo você aceita Kuchiki Rukia, como sua legitima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na vida e na morte por toda a eternidade? – Yamamoto-sama citava os votos que mal consigo memorizar já que as lágrimas embaçam minhas vistas. Meus amigos e minha família estão atrás de nós esperando com alegria a consumação de meu casamento com Ichigo.
-Sim! Eu aceito! – Ichigo sorriu com ternura pra mim. O sorriso que me encantou desde a primeira vez que o conheci. Minhas mãos tremem na seda pura e alva de meu kimono nupcial. Se meus cabelos não estivessem presos na tiara, os teria colocado a frente de meu tosto para que ninguém me veja chorando. O véu que cobre meu rosto é tão fino e delicado que não me protege desse constrangimento público. Mas como não chorar diante do amor de minha vida?
- Kuchiki Rukia você aceita Kurosaki Ichigo, como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na vida e na morte por toda a eternidade? – Minha vez de responder e vejo uma pequena e solitária lágrima fugir do rosto bronzeado de meu noivo. Nosso sentimento é recíproco.
-Aceito! – E esquecendo-me de esperar a permissão de Yamamoto-sama, me adiantei e puxei meu véu para selar meu amado matrimonio com um beijo. Nem preciso dizer que fui prontamente correspondida. Ichigo tomou minha cintura e senti que toda dor que já passei até aqui valeu a pena para ter esse momento maravilhoso com a minha alma gêmea.
Notas finais
JJ
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