Recomeçar não Basta
23 Batalha Final - Parte 3
Notas iniciais
************************Cantinho de Agradecimento************************
Beijocas de coração a: Urahara,Luryane,Luud-chan,Pamila,Liruichi,Bya_Kurasaki pelos reviews que sempre esquentam meu coração!
Porto de Riccione, limite norte da cidade. Andava arrastando meus pés na fina areia branca da praia. A brisa suave da manha acariciou meus cabelos. Acho que preciso cortá-los. Na ultima luta que tive, um inimigo os usou como armadilha para que eu ficasse imobilizado durante o embate. Sorte, minha espada ser destra o suficiente para cortá-lo pela lateral. Não tenho problemas com a técnica, só que preciso amadurecer nos embates corpo-a-corpo, ainda deixo a desejar.
Algo na enseada me fez voltar à realidade do lugar. Parecia uma silhueta de uma pessoa sendo arrastada pelas vagas ondas do mar. Espere, é um homem. Corri até ele e verifiquei a pulsação. Segue com vida, mas os ferimentos no rosto e nas mãos são muito graves. Preciso levá-lo para algum médico tratá-lo. Quando faço menção em levantá-lo aquele homem de cabelos vermelhos acorda e pelo desespero se remexe e cai de volta na areia. Tento acordá-lo daquele torpor. Normalmente isso ocorre quando acaba de afogar-se. Ele me olha intrigado e começa a gritar em francês que a amiga estava na água. Que eu a salvasse da morte. Minha sorte é saber quatro idiomas além de minha língua mãe. Aqui na Itália temos muitas visitas de caravanas, e tendo pai mercante, seria inviável não conhecer outras nações e seus costumes. Tiro meu gibão e as botas. Coloco a espada fincada na areia e me jogo na água fria do mar. Com o nado rápido me vejo bem longe da praia, tento descer e buscar ao redor algum resquício de alguém. Talvez aquele infante só esteja me pregando peças com suas alucinações. Mas paro, quando vejo um montículo azulado à frente boiando e sendo arrastado para mais longe no mar. Avanço até ele, quando noto ser um vestido. Puxo com força para retirar de perto da corrente mais forte, e percebo um pequeno corpo vestido a ele. Foi então que conheci o anjo de minha vida. O rosto estava extremamente pálido e ferido com pequenos arranhões no queixo e na bochecha. As mãos vagavam ondulosas em volta do corpo. Parecia uma menina. Não, uma boneca delicada da fina porcelana chinesa. Abracei-a pela cintura e corri meus braços até o ombro dela, para então retomar meu nado até a areia.
Ao chegar, notei que sua respiração não estava corrente, e sem demorar iniciei uma respiração boca — a — boca. Algo estranho pra mim, mas meu amigo de chapéu engraçado me disse que isso poderia salvar a vida de um afogado. Sentir aqueles lábios ressecados e pequenos sobre o meu me fez perceber o quanto aquela menina era frágil e delicada. Quem em sua sã consciência conseguiria fazer mal a esta pequena? Ela precisava ser tratada da forma mais refinada e delicada possível. E em meu coração um desejo imensurável de proteção e apego apoderou-se de minha mente. Essa dama seria minha protegida.
A pequena tossiu e cuspiu a água salgada que impedia sua respiração. Fiquei deslumbrado quando aos poucos os olhos se abriam mostrando orbes de cor curiosa. Violeta. Foi a primeira vez que me perdi no olhar de meu anjo. Ela ainda arfando e mostrando considerável cansaço ergueu o fino braço e tocou com a palma da mão o meu rosto. Creio que não fui somente eu quem se encantou com aquele momento. Senti a ternura e o agradecimento naqueles olhos. O sorriso veio logo após, e desmaiou novamente me deixando frustrado, pois queria ouvir sua voz. Seria esta delicada? Forte e imponente? Seria irritante ou imperiosa? Não posso perder tempo com esses detalhes agora. Tenho que levar esses dois o mais rápido possível a meu amigo Urahara, já que é o único médico decente dessa região.
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-Eles ficarão bem Urahara? – A preocupação de meu jovem amigo era palpável. Hoje de manhã, quando o sol ainda minguava em seu elevar no céu, Ichigo chegava com o galope rápido de seu alazão. Sai muito feliz, já que faz mais de dois meses que não vinha visitar-nos. Mas quando desceu do cavalo ele trouxe ao colo uma menininha e no cavalo um rapaz de longos cabelos avermelhados. Não pareciam estar nada bem. Estavam com desidratação visível e escoriações no corpo todo. Pedi a Tensei para tratá-los e a Yoruichi para trocar suas vestes, já que essas estavam perdidas devido aos rasgos e limo acumulado, provavelmente do mar.
-Estão em repouso, meu amigo! Não precisas se alarmar! Ficarão bem! Mas o relato que vós me contou foi deveras intrigante! Seriam estes fugitivos de algum navio pirata? – Observei meu companheiro franzir o característico cenho e colocar a mão ao queixo para pensar. Esse jovem não recebeu o dom da sabedoria, mas sim das táticas de guerra e a arte da batalha. Enfim, não deve ter passado muita coisa em sua jovem cabecinha.
-Concordo contigo! Mas e agora? Precisarão de asilo! Preciso arranjar um oficio para o rapaz!Ele não fala italiano já que falou em francês! Como irá sobreviver aqui? – Pontuou meu salvador inusitado. Antes que conseguisse pronunciar algo, Yoruichi apareceu acompanhada de uma pequena dama. E confesso, que olhos intrigantes essa menina tem. Meu amigo virou-se e ficou perdido em sua contemplação, enquanto a pequenina reagiu de maneira divertida, tendo o rosto completamente vermelho em questão de instantes em tão somente encarar o rosto abobalhado de Ichigo.
-Muito obrigada por salvar-nos! Serei eternamente grata e endividada convosco! – A menina tem uma voz firme e melodiosa. Pela feição de Ichigo, agradou bastante. A juventude humana é tão interessante.
-Não precisa preocupar-se senhorita! E... Fala italiano? – Sempre notando o óbvio. A jovem riu pela primeira vez. E pela alegria estampada de meu amigo, esses dois terão um futuro promissor juntos.
-Sente-se e conte-nos vossa historia minha menina! – A aura que a envolve é estranhamente forte. Pergunto-me quantas vezes sua alma encarnou nesse mundo, e penso que ela seja um prato cheio para hollows dessa região. Terei que trabalhar essa energia espiritual. Assim como meu amigo, sua energia é fora do comum.
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-Vou destruir a essa sociedade torpe e fraca, com suas tradições atrasadas e erguer uma era de glória e poder, onde eu me levantarei como deus! – Aizen gritava ante todos os que presentes observavam incrédulos ante a cena bizarra criada pelos antigos capitães do Gotei Treze. Yamamoto não saiu do lugar, prevaleceu de queixo erguido e olhos semicerrados. Ichigo tentou avançar, mas foi impedido pelo braço estendido de Byakuya que com um menear de cabeça controlou a ansiedade do rapaz. Neste momento não existiam inimigos além de Aizen e seu grupo. Ali vaizards, shinigamis e exilados eram um só grupo para combater aquela ameaça que colocava não só a Soul Socyte em risco, mas também o mundo humano em perigo.
-Sua trajetória termina aqui Aizen Sousuke, ex-capitão do esquadrão cinco! Sua sentença será a execução no campo de batalha! – O general bateu o cajado e como sinal para o ataque dezenas de shinigamis, capitães e tenentes, acompanhados de Ichigo e os vaizards iniciaram o embate, onde soavam o titilar das espadas causando espanto e apreensão aqueles que não participavam da batalha.
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-Tem certeza que não queres descansar? – Perguntei mais uma vez a minha nova protegida que andava com um sorriso estampado no rosto alvo. Com os pés ela brincava com a areia, sacudindo-a para todos os lados como criança que conhecia pela primeira vez a praia. Estava cansado, mas ante o pedido dessa linda dama em observar o lugar de onde eu a salvei, não resisti em atendê-la. Sinceramente, atenderia toda e qualquer petição que saísse desses lábios finos que tive a honra de provar hoje cedo.
-Foi aqui que vós me salvastes? – Sua voz me encanta cada vez que me dirige a palavra. Nunca me senti tão à vontade e descontraído quanto estou agora junto a essa morena. Seus cabelos agora secos e penteados escorriam delicados até o ombro. Uma beleza misteriosa que me encanta cada instante que a vislumbro.
-Sim! Deve ter sido difícil conseguir nadar tanto para fugir daquela embarcação demoníaca! Tiveram muita sorte! Vosso prometido deve ter lutado muito para protegerdes! – Tinha que questionar isso. Afinal, Rukia – ainda não consigo acostumar-me com nome tão diferente – não nos esclareceu qual era sua relação com o rapaz de cabelos vermelhos, o tal Renji.
-Prometido? Renji é como irmão pra mim! Achas que temos algum relacionamento além do fraterno? – Direta e maliciosa se me permitiria descrever. Nessas quatro horas que a conheço estou aprendendo o quanto essa linda jovem é esperta e decidida. Mas fico feliz por saber que ela não possui nenhum tipo de enrosco com esse Renji. Isso me abre caminho ao que já idealizava no momento em que esta abriu esses olhos magníficos. Posso estar apressando as coisas, mas nunca senti o que estou vivendo agora. Não vou perder tempo, mesmo porque, não é meu pai mesmo quem disse que deveria desposar logo uma dama para gerar-lhe netos?
-Então não se importaria em ser minha esposa? – Ela riu deliciada com meu próprio rubor. Não sou muito experiente no tato social, não sei fazer rodeios, sou direto e isso às vezes me causa alguns constrangimentos, principalmente quando vou à corte real.
-Mas já?Só nos conhecemos há poucas horas senhor! Como sabes que sou a mulher certa para ser desposada por sua inestimável bravura? – Colocou o rosto próximo ao meu. Por ser baixa, fiquei contemplando o chão junto a ela. Sinto-me desarmado diante desses olhos violeta, que por alguma estranha razão se tornaram azuis. Parece que quando a calma lhe sobrevém, essa coloração a toma.
-Se quiser posso falar sobre minha vida, já que vós já apresentastes a vossa! Assim poderemos ver se nossa união será viável ou não! – Ela sorriu matreira e aproximou mais o rosto ao meu. Com suas delicadas mãos me segurou a cabeça e acariciou meus cabelos. Viajar pelo imenso mar, cavalgar a pleno galope ou jogar-se ante uma cachoeira não se compara a sensação de ter o rosto afagado por essas mãos.
-Não preciso saber nada de ti, a não ser se estás disposto a fazer-me feliz! – Sim, nosso amor não necessita de tempo, pois nos conheceremos aos poucos, e sei que seremos felizes. Meu coração jura por si mesmo que fará tudo para manter esse sorriso doce e misterioso no rosto de minha dama.
-Então concordamos em muita coisa! – Segurei suas mãos que ainda acariciavam meu rosto e me abaixei para ter seus lábios próximos ao meu. Antes de beijá-la esperei a palavra que ela fez menção em dizer-me.
- Je consens à être votre femme et la promesse de vous rendre heureux! – Falou-me em francês e não esperei mais, beijei aqueles lábios vermelhos e cálidos com tamanha paixão, que não resisti tomá-la pela cintura e levantá-la para que o acesso a sua boca fosse mais proveitoso.
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Rukia respirava com sofreguidão enquanto Unohana ainda emanava seu poder sobre a pequena para estancar o sangue que teimava esvair pelo ferimento deixado por Aizen. Levantou o rosto ao céu e presenciou seus amigos serem feridos um a um pela espada ensandecida de Sousuke. Aquele homem fora seu companheiro no passado, e admirava sua concentração e capacidade de liderança. Almejava que aquele homem alcançasse seus ideais e trouxesse progresso a Sereitei, mas agora via seu rosto desfigurado em ódio e repulsa a tudo o que era são e positivo. Sua mente estava morta e a vingança era a única coisa que importava. Voltou-se a pequena novamente e viu os lábios ressecados com a perda de sangue mover e pronunciar com voz embargada e fraca algumas palavras da qual não captou de inicio.
-I-chi não me a-ban-do-ne! Não mor-ra por fa-vor! – Rukia balbuciava inconstante enquanto lutava para sobreviver àqueles ferimentos que pareciam mais intensos do que aparentavam ser. Unohana buscou com os olhos o rapaz de cabelos laranja em meio às fumaça e destroços, e o encontrou encima de um prédio lutando com aquele que foi um capitão um dia. Tousen empurrava com a espada o jovem que apesar de não estar em sua transformação hollow mantinha o poder de sua reiatsu de forma descomunal e imponente, sobressaindo as dos outros ao redor. Aquele rapaz tinha poder para ser o mais poderoso capitão da Sereitei. O que Yamamoto faria com ele ainda era um mistério. Ficou curiosa quando o velho capitão trouxe a Soul Socyte o antigo exilado Urahara e seus companheiros para conversarem aparentemente amistosamente. Não acreditava que eles seriam condenados a algo mais que seu próprio exílio, mas pensou que o general os convocou para que relatassem sobre o estilo de vida daquele rapaz. Olhou novamente com ternura a menina e lembrou-se de quão tímida era ela nas poucas vezes que a conheceu. Tinha sido adotada por uma das quatro famílias nobre mais influente de Sereitei. E sabia que não deveria ser fácil manter-se ante eles devido ter vindo de Rukongai, um lugar de pobreza extrema e desumana que infelizmente ainda existia no mundo das almas.
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-Vós o quê?Nem conhecesse esse homem e vai casar-se com ele? – Renji gritava comigo a plenos pulmões. Nunca foi um ser de recato, mas assim já é demais. Estamos em casa alheia e precisamos ao menos manter a dignidade diante de nossos bem feitores. Estapeei o rosto de meu amigo para que ele voltasse a si.
-Lembre-se onde estamos Renji! Não quero que pensem que somos degenerados e sem consideração! Ichigo salvou-nos a vida! Deve respeito e sua vida a ele! – Transmiti segurança para meu companheiro de jornada. Conheço-o desde os meus cinco anos, quando lutávamos para sobreviver nas ruas sujas e esquecidas do interior da França. Nunca conheci meus pais ou o calor de uma família. Aprendi a aproveitar todo e qualquer momento bom que me sobreviesse, e sinto que finalmente conseguirei saber o que é ter uma família.
-Esta equivocada shorty!Isso é muito arriscado! Não é só porque esse homem nos salvou que permitirei que vós caseis com ele sem preocupar-se com quem ele realmente seja! – Tomou meus ombros e me olhou perspicaz. Sei o quanto Renji importa-se comigo, mas sei que posso confiar em Ichigo também.
-Hum!Ele é um dos melhores cavaleiros da guarda real italiana, sua família é uma importante mercante dessa área. Perdeu sua mãe quando ainda era pequeno. Tem seis irmãos onde cinco tem cargos políticos nos povoados dessa região. Não gosta de levar desaforos para casa e é um pouco esquentado e ansioso quando está enfrentando alguém. Luta pela justiça e detesta as injustiças causadas pelos nobres aos povoados de pouco recurso. Salvou o dono desta casa. Tem um pequeno cacoete de esfregar os cabelos quando está nervoso e franzir o cenho praticamente o tempo todo. Seu corpo possui algumas marcas de batalha. Possui um físico bem feito e um calor inesquecível. Seu hálito é um misto de hortelã e suas mãos são firmes e protetoras. Quando dorme costuma sorrir e vira-se constantemente à noite, mas sempre me aperta contra si para mostrar que não preciso me preocupar. Sussurra aos meus ouvidos que me protegerá e beija minha nuca me desejando boa noite antes de sucumbir ao sono! – Termino meu relato ao meu amigo que boquiaberto fez menção várias vezes de falar algo, mas nenhuma palavra lhe sobreveio. Renji ficou desacordado por quatro dias, e esses foram os melhores dias da minha vida. Ichigo não perdeu tempo e nos casamos no mesmo dia em que nos conhecemos. Urahara gentilmente nos permitiu pousar num quarto de hóspedes e tive minha núpcias com aquele que já se tornou o ser mais importante pra mim. Ichigo me mostrou a cidade de Florença, me apresentou a pessoas que desconheço e não vi um só momento o sorriso sair de seu rosto. Sinto que a felicidade não só me inunda como também a ele.
-Co-mo é? Quer di-zer que se deitou com ele sem casar-se? – Acho que será difícil fazer Renji entender o obvio, mas não posso culpá-lo ele nunca foi muito inteligente mesmo.
-Não Renji! Eu me casei com Ichigo!Queríamos aguardar vós acordar, mas Urahara nos disse que vós não despertaríeis em menos de três dias. Então não esperamos e fizemos uma celebração simples. Ichigo já me mostrou onde iremos morar, só estou aguardando ele retornar da casa da família dele para que nos mudemos! E vós vireis conosco! – O espanto de meu amigo foi bem engraçado. Mas estou tão feliz que nada me tira essa alegria da alma.
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Ichigo feria-se mais do que o inimigo que rapidamente avançava com a espada. Apesar de não abrir os olhos, tinha os movimentos perfeitos e certeiros. Não errava os golpes, e só não eram mortais, pois a destreza de Ichigo era posta em prática no momento dos embates.
Byakuya ainda terminava com um espada – hollow super evoluído, criado por Aizen – enquanto observava o rapaz ruivo ao lado a alguns metros. Estava curioso por saber como era aquele homem que colocou toda a Sereitei em polvorosa. Ainda rememorava a reunião e a decisão de Yamamoto. Não estava de acordo com aquela decisão, achava que era cedo e deveriam pensar melhor no assunto. Mas apesar de sua contrariedade ante o assunto, não objetaria em obedecer às ordens que lhe foram outorgadas. Jogou o corpo do inimigo para frente e numa vislumbrada rápida observou a pequena irmã, que na verdade era sua cunhada, lutar para sobreviver aos cuidados da capitã do quarto batalhão. Não permitiria que Aizen saísse intocado nessa luta. Olhou novamente o rapaz mutante, era assim que o considerava por não saber em que classe o qualificar se humano, shinigami ou hollow, já que poderia ser enquadrado em qualquer um desses, desferir um golpe certeiro em Tousen. A ira em seus olhos era palpável. Mas não era somente este sentimento que podia perceber nele. Tinha também um amor e uma paixão declarada quando este observava de relance à pequena shinigami recostada ao longe. Era possível sentir sua admiração e carinho pela menina. Quando o viu pala primeira vez sentiu vontade de destruí-lo, mas ao notar a felicidade que nunca presenciou no rosto da irmã, ele percebeu que havia perdido aquela batalha muito antes de enfrentá-la. Sua irmã era feliz ao lado daquele moleque, não podia negar. Lembrou-se da promessa que fez a falecida esposa de ser um bom irmão a menina, já que esta não havia conseguido ser. Pensou no quanto a pequena sofreu sozinha em Rukongai, como um carma que a perseguia sempre. Não tinham o direito de lembrar-se de seu passado humano, mas muitos shinigamis com problemas com suas reiatsus sonhavam com suas vidas passadas. Sabia o quanto a menina sofrera com esses pesadelos, mas nunca os lembrava quando acordava. E agora admitia que somente uma pessoa pudesse livrá-la daquele sofrimento. Seria a mesma pessoa que a libertou no passado. Não poderia lutar contra o ser mais poderoso, até mesmo que um deus da morte, o destino.
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-Perdoe-me Rukia!Minha família não aceitou meu casamento! E pior de tudo é que me comprometeram com uma dama da cidade que dizem não poder rechaçar! Não sei o que fazer! – Ichigo me despejava com dor no rosto bonito da qual me apaixonei. Sempre soube que minha vida não seria fácil, mas jamais pensei que quisessem me tirar esse bem tão precioso que é ter uma família, pois é assim que me sinto com Ichigo. Ele me mostrou um mundo novo, cheio de paz e de alegria. Cada dia é uma descoberta maravilhosa. Ele faz as coisas simples parecerem majestosas. Não quero e não vou perder isso. Vou lutar por esse amor ainda que seja considerada errada pela casta sociedade em que viveremos.
-Então se case! Eu sempre serei vossa esposa, não importa o que eles nos digam! Não vou deixar vós por nada deste mundo! – Joguei-me sobre ele e o abracei com paixão. Ichigo correspondeu e me beijou com delicadeza e ternura.
-Obrigado Rukia! Vós sempre sereis minha única esposa! Comprei uma casinha confortável próximo de Florença! Virei todos os dias ficar convosco! Ninguém me impedirá de viver com minha mulher! Também consegui um emprego para Renji na casa da minha dita prometida, assim ele poderá te dizer como me comporto ante eles e que não trairei nosso amor! Só me casarei no papel com essa dama, não a tocarei jamais! Prometo pela minha honra! Só vós sereis minha esposa! – Sussurrou ao meu ouvido. Lagrimas que não pude conter escorreu em meu rosto. Sei que será difícil para mantermos esse relacionamento, mas não vou permitir que me tirem a única oportunidade de ser feliz.
-Sim meu amor!Estarei esperando todo o dia a porta o vosso retorno! – Voltamos a nos beijar e senti que tudo o que precisava em minha vida estava ali junto ao meu salvador, junto a Ichigo.
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Vocabulário
Riccione é uma comuna italiana da região da Emília-Romanha, província de Rimini, com cerca de 32.991 habitantes. Estende-se por uma área de 17 km², tendo uma densidade populacional de 1941 hab/km². Faz fronteira com Coriano, Misano Adriatico, Rimini (Wikipédia). No passado era uma área marítima importante da Itália.
Je consens à être votre femme et la promesse de vous rendre heureux! = Eu concordo em ser vossa esposa e prometo fazê-lo feliz! (ou próximo a isso!)
Notas finais
JJ
^_^ PS: Estou postando uma semana sim outra não devido meu pouco tempo, mas não vou passar disso!Beleza?
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