Recomeçar não Basta

20 A morte do passado


Notas iniciais
Olá pessoas tudo bem?Creio que bem,certo?Enfim, posto hoje o capítulo 20, e já vou alertando que a fic está terminando!Buáááá!Essa foi minha primeira fic e estou muito feliz com ela. Aprendi muito com cada erro que cometi nela, com cada dica que recebi de Amanda-sensei e todas as reviews de apoio que me deram!Espero que me acompanhem até o final desta!E claro teremos as outras, que ainda tem chão!Esper que curtam esse cap e os fãs de Gin não me matem,por favor!

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Espaço de agradecimento a:Lari_NM,Sra_Batata,Luryane,Luud-chan,Bya_Kurosaki,Pamila,Urahara,,Vitoria7,Akida-san,YumeUme
e a todos os leitores que me acompanham com suas energias e carinho! Beijo a todos!
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Não tenho para onde correr. Rukia ainda gemia de dor em meus braços, e aquele homem de cabelo branco estava apontando a fina espada contra minha cabeça. Por trás podia ouvir o choro e os soluços daquela que se dizia minha mãe, estava mais alto a cada instante.

-O QUE VOCÊS QUEREM COMIGO AFINAL? DEIXEM-ME EM PAZ! – Gritei com todo o ar que preenchia meus pulmões. Tenho que tirar a Rukia daqui o mais rápido possível. Apertei-a com força e me concentrei no oponente a frente.

-Ora Kurosaki-san você tem algo que nos pertence! – Sorriu maquinalmente pra mim me esquadrinhando com os olhos semicerrados.

-Se está dizendo daquela coisa que colocaram em mim, eu não sei onde foi parar! Então cai fora! –Não sei bem como, mas novamente as imagens de batalhas e técnicas de luta invadiram minha mente, e quando percebi estava correndo a uma velocidade inumana. Senti meu oponente me atacar por trás e com um pouco de esforço por ter Rukia nos braços, me desviei do golpe pela lateral. Avancei contra uma das paredes do salão a frente e peguei impulso para um chute que foi certeiro no rosto do cara. Ele foi lançado pra trás, mas logo recuperou a postura limpando o rastro de sangue do nariz e dos lábios. Seus olhos agora estavam abertos e um sorriso escarninho moldurava seu rosto sombrio. Não poderia mais colocar Rukia em risco, teria que lutar pra valer. Coloquei a minha baixinha em um canto e me joguei com tudo contra ele. O choque foi grande e senti meu corpo arder. Estava segurando a espada com as minhas mãos nuas, o que fez o cara recuar.

-Incrível Kurosaki! Você tem muitas cartas nas mangas, não? – Aprumou-se com as pernas separadas e o olhar altivo.

-Vou te mostrar o que é luta de verdade carinha! – Senti meu corpo arder e o poder emanar sobre mim. Uma espada negra cresceu em minha mão e meus cabelos cresceram. Estava novamente me transformei naquele monstro.

Depois disso não vi mais nada ao redor. Avancei contra ele sem esperar resposta, e iniciamos nossa luta.

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-Rápido precisamos ajudar o cabeça de cenoura! – Shinji utilizava shumpo em seu estilo estranho, pois ora andava no ar de cabeça para baixo, ora na transversal, apoiado nas paredes dos prédios.

-Não nos dê ordem seu idiota! E foi você quem ficou xavecando aquela loira lá atrás! Se tivéssemos ido logo em seguida ao pedido de Urahara-san não demoraríamos tanto! – Hyori estava irritada com o estilo extravagante e mulherengo.

-Não fiquem namorando enquanto nosso protegido corre risco de morrer seus idiotas! – Kensei acelerava mais ainda seus passos deixando o casal para trás. Sendo seguido de seus companheiros de perto. Tinham a missão de proteger Kurosaki e a Kuchiki. E isso não era bem visto por todos.

Não demorou muito para chegarem ao centro de toda aquela nuvem de areia que cobria o Parque. O som de lâminas se chocando era ouvido. Gritos e gemidos de dor soavam por todo o local. Não era possível divisar os combatentes, pois além da velocidade não ficavam parados em um só lugar. Era possível ver apenas borrões no ar ou na terra, mas sem distinção de quem era quem.

Kensei foi o primeiro a entrar no combate, levava suas adagas de tamanho médio nas mãos, e não foi muito fácil se manter na luta. Pôde divisar Ichigo, apesar deste estar diferente em sua aparência, enquanto este lutava para manter firme a posição da espada que estava forçando a do oponente. Já havia sido informado por Urahara que o homem de cabelo prateado era Ichimaru Gin, um desertor da Soul Socyte e aliado do maior inimigo de Kisuki, Aizen.

A confusão estava feita, já que os outros vaizards resolveram entrar na batalha, sem a permissão do ruivo que lutava com fúria não só contra Gin quanto aos seus aliados. Formou-se três frentes de batalha nesse encalço, e quem mais se feria nele era Ichimaru que apesar da desvantagem numérica sobrevivia devido suas incríveis habilidades. Mas não existe técnica perfeita e muito menos corpo que resista muito tempo o desgaste de uma luta; Gin já estava em seu limite e nem por isso era poupado por seus inimigos. Ichigo aproveitou um deslize dele ao se desviar de um golpe de Rose, e atravessou o lado esquerdo da barriga com facilidade. Ichimaru golpeou com a poça força que tinha o inimigo ruivo e se jogou pra trás para desencravar a espada de seu corpo. Perdeu muito sangue ao ter a barriga liberada da arma e sentiu seus olhos embaçarem, estava chegando a beira de um desmaio e certamente morreria em batalha naquele dia.

-Per-doe-me Aizen, não pu-de con-clu... – Não foi possível finalizar a frase, pois teve o corpo espetado em diversas direções por diferentes armas. Os vaizards terminaram o serviço de Kurosaki e matou sem piedade Gin, que sucumbiu no Parque. Aos poucos seu corpo se dissipou no ar como pó, e após uma pequena luz azul concentrada em um seu centro formando uma pequena bola iluminada subiu em direção ao céu e sumiu. Aquela alma levaria muitos séculos agora para se encarnar novamente.

-Ufa pensei que o cara de raposa nunca morreria!Ele foi incrível oponente! Mas temos mais um ali! – Lisa apontou para Masaki que ainda estava paralisada no mesmo lugar que Ichigo a deixou. Seus olhos estavam arregalados e lágrimas ainda saiam de seus olhos. Não gostava de sentir aquela dor. A dor da morte retornaria ao seu corpo e a faria sofrer novamente. Com hesitação ela grita de modo desconsolado e uma onda de calor cobre todo o lugar. Os vaizards tentavam inutilmente se proteger. Nunca imaginavam que alguém poderia ter tanto poder contido dentro de si. O vapor invadiu o lugar e toda a água ao redor sucumbiu ante aquela temperatura infernal. No meio de toda a fumaça e poeira Masaki viu uma silhueta alta e esguia se aproximar devagar. Parecia que nem o fogo era suficiente para fazer com que ele parasse. Os cabelos laranja esvoaçavam ao redor do corpo e a calça que vestia estava em frangalhos. Na mão direita a espada negra e fina onde percorria uma aura escura e densa. O ar estava rarefeito e a jovem mulher não pode mais se mexer. Suas garras agora eram inúteis; por mais que Aizen lhe houvesse transformado incluindo centenas de hollows em seu corpo, não era suficiente para estar de frente com aquele soldado.

-Ichi-go!Lem-bra-se de mim cer-to?Não po-de me ma-tar! – Era inútil, pois o ruivo caminhava sem parar ou prestar-lhe atenção. Atrás dele, ela divisou os vaizards que formavam uma espécie de barreira para que ela não fugisse. Implorou com os olhos para as mulheres do grupo, como forma de conseguir apoio, mas cada uma delas virou o rosto para não presenciar o massacre que ocorreria. Masaki era ciente das lutas que seu marido enfrentava, e sabia muito bem a falta de piedade e crueza em seus embates. Quando lutava era pra valer, não tinha quem o parasse.

-Que eu me lembro você é a responsável pela morte de meu filho e de minha mulher! Responsável pelos ferimentos de minha Rukia! – Ichigo era irredutível, não lhe importava mais quem era seu oponente, pois quando estava em sua forma transformada não tinha sentimentos ou humanidade. O que importava era vingar-se, e a dor crescente de suas lembranças e sua ira insaciável era seu combustível.

-Cle-mên-cia por fa-vor meu senhor! – Masaki agora de joelhos e com lágrimas correntes implorava pela vida. Não era mais a mãe de Ichigo, nem a arma de Aizen, era Masaki de Florença. Uma dama que foi capaz de arquitetar junto ao amigo clérigo a morte de dois inocentes. Não, três inocentes, pois havia no ventre da mulher que Ichigo amava, um filho muito desejado e esperado, que foi destruído nas chamas do ciúme e da inveja.

-Nunca fui omisso com você Masaki! Sempre te disse quem eu realmente amava!Nosso casamento era mera fachada para a sociedade italiana. Mas você preferiu mexer com quem não tinha forças para se defender sozinha!Preferiu me ferir indiretamente!O que fez eu nunca perdoarei!Termina aqui a minha dor! – E como se tivesse um peso enorme em seu braço ele alça a espada que estava a poucos metros da cabeça da ruiva, que agora a tinha abaixada. Não se podia ver seu rosto, pois o longo cabelo o escondia. Mas o som de seu choro dava a imaginar como estaria. A espada negra avançou com velocidade, e os que assistiam logo atrás viraram seus rostos para não presenciar aquela cena. Não puderam ver a pequena shinigami entrar na frente de Masaki, com os braços abertos e os olhos repletos de lágrimas. Seu rosto expressava toda dor e tristeza que continha na alma. Tinha as pernas abertas e as marcas de sangue e arranhões fechavam o quadro pitoresco à execução. Ichigo parou a espada a milímetros do rosto da morena. Sua face estava consternada e não podia compreender porque a estava defendendo depois de tudo o que ela fez com eles.

-Por que fez isso? Ela nos tirou tudo! Matou nosso bebê!E ainda tem coragem de protegê-la!Rukia? – Sua ira estava à beira do descontrole e temia ser capaz de ferir a pessoa que mais amava em sua alma. Rukia não saiu do lugar; também lutava contra os próprios desejos de vingança.

-Porque não vai trazer nossas vidas de volta!Não somos mais aquelas pessoas Ichi!Temos uma nova vida agora, e não quero que ela seja manchada de sangue!Nosso filho não volta mais, mas podemos ter outros!Podemos recomeçar tudo!Não! Podemos viver essa vida como se a outra nunca tivesse existido! – A respiração estava ficando entrecortada, as lágrimas escorriam até o chão. Masaki não se mexia atrás da pequena. As palavras e o ato da morena corriam o profundo de sua alma. Era aquela mulher que chamava de bruxa? Aquela mulher que ousou mandar para a fogueira? Essa era a verdadeira habitante do coração do ruivo apesar dos séculos? Estava mortalmente ferida pelo remorso e consternação. O monstro naquela história toda era ela mesma, e não a jovem camponesa que achava ter usurpado seu marido. Ela era a invasora ali. Nunca houve espaço no coração do nobre para si.

-Ma-mas Ru-ki-a, e-la!Ela é um monstro agora!Não podemos deixá-la viva! – Ichigo estava desesperado. Entendeu muito o bem o que a baixinha lhe falou, mas ainda relutava em deixar sair ilesa a culpada de toda sua dor. Seu coração estava acelerado e sua mão crispava na empunhadura da espada.

-Por favor, Ichi, faz isso por mim! – Usou seu último argumento. Não queria e nem poderia lutar contra ele. O amava e seria capaz de deixar-se ser atingida para não permitir que sangue suje suas mãos. Não queria vê-lo afogar-se na dor e na ira. Transformar-se em um monstro como foi Aizen e seus aliados.

-Por quê?POR QUE RUKIA? – Agora Masaki gritava com o corpo trêmulo e as mãos segurando com força a cabeça. – Fui eu a culpada de tudo!Eu mandei matá-la, e porque me defende? – Soluços descontrolados invadiram o lugar. Todos estavam paralisados ante a cena. Ninguém ousava interferir naquele trio.

-Como disse a pouco Masaki-san!O que passou não volta mais!Teremos que esquecer aquele tempo e prosseguir! Você deveria fazer o mesmo! Nenhum de nós tem mais nada com aquele passado! Meu amor por Ichigo é fato, mas não é somente porque eu o amava em outra vida! Eu o amo agora! Eu pertenço a ele agora! É só por isso que não desejo mais vingança!Pois entendi que isso nunca poderá ser remediado ou vingado! O que passou, passou! – Rukia falava de costas para Masaki, e seus olhos pousavam nos castanhos de Ichigo. Sorriu minimamente para ele e foi correspondida com um também. A espada antes levantada foi pousada ao lado do corpo. Ela sumiu vagarosamente enquanto a forma original de Ichigo retornava. Os chifres que pendiam sobre a cabeça ruiva sumiram, e os cabelos voltaram à normalidade rebelde.

-Vem! – Ichigo estendeu a mão para Rukia, que aceitou e foi puxada assim que pousou a delicada mão na do ruivo. Foi arrebatada com força ao corpo do rapaz, que a carregou delicadamente em direção a saída do Parque. Não olhou pra trás. E Rukia não questionou nada, quando o rapaz passou por entre os vaizards. Estes também não reagiram até ele sumir da frente deles. Após cada um virou as costas para Masaki e rapidamente desapareceram com shumpo. Masaki ficou sozinha olhando em direção aos dois que caminhavam devagar ao longe. Estendeu a mão numa forma desesperada de segurar aquilo que já não alcançava mais.

-Perdoe-me Rukia!Perdoe-me! – Tombou no chão enquanto uma aura densa e negra dispersava do corpo. Não havia nele mais desejo de viver e continuar naquele mundo. A entrega total de seu poder foi o motivo de sucumbir ante a morte de uma vida que nunca existiu.

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-Tudo bem, já posso andar com minhas pernas! Ichigo quer-me por no chão, por favor? – Se debatia nos braços firmes de Ichigo. O que mais a deixava nervosa era saber que estava com uma esfarrapada camiseta e mais nada para cobrir-lhe o corpo. Tinha medo que alguém os pilhasse naquele momento.

-Não quero soltá-la! Vou te levar em casa para trocarmos de roupa! Afinal, temos que construir nosso mundo agora!Tenho que apresentar a minha família a minha futura esposa! –Tinha um sorriso travesso nos lábios. Parecia que tudo o que aconteceu há poucos instantes não tivessem existido.

-Mas eles não podem me ver assim!E alguém pode nos ver desse jeito!E minha katana ficou lá no Parque, precisamos voltar e recuperá-la! – Tentou novamente, mas foi em vão. O aperto dos braços do ruivo foi mais firme e impossibilitou de continuar relutando.

-Quanto a isso não precisa se preocupar!Aqueles caras já devem tê-la pego!Não vai escapar de mim Kurosaki Rukia! – Apressou o passo e atravessou a rua com vários curiosos que assistiam o casal com roupas mínimas avançar pelas ruas da cidade.

-Ainda não me casei, então não mude meu ditoso sobrenome! Mesmo porque quero ser Kurosaki Kuchiki Rukia! Isso soa muito mais respeitoso! – Esqueceu-se da vergonha e iniciou suas famosas intrigas entre o rapaz que só ria alto para assombro das pessoas ao redor. Seria um seqüestrador?Mas tão jovem.

-Tudo bem Ru!Farei sua vontade dessa vez! – E se foram em direção à clínica. Sentiam o corpo e a alma leves. Não tinham mais aquela dor que antes os afogavam, não permitindo ser feliz com o reencontro. Estavam libertos do cativeiro do passado. E estariam agora juntos e para sempre. Ou talvez não.

-Nii-sama? – Rukia balbuciava ao descer de seu namorado e ficar frente a frente com o irmão mais velho que tanto admirava. Ichigo segurou seus ombros como forma de mostrar que não se preocupasse, pois estava ali com ela.

-Então você é Kurosaki Ichigo? – Byakuya falou com indiferença medindo o rapaz de cima a baixo com os olhos frios e analisadores.

-E você deve ser meu cunhado! – A voz soou com jovialidade e despreocupação. Ichigo não deixaria ser amedrontado por ninguém, seja ele quem fosse.

Notas finais
É isso por hoje!Semana que vem tem mais confusão!Como será que Byby irá ragir ante tudo isso? E mais perguntas,como ele conseguiu passar a barreira de Urahara-san?Aizen vai deixar barato a perda de dois de seus melhores soldados?A Soul Socyte executará o casal caso os peguem?Conseguirão manter vivo o amor que venceu os séculos?Essas perguntas serão respondidas nos próximos capítulos que finalizarão esse projeto do qual me orgulho muito!Perdoem meus erros e gafes!Me mandem seus reviews com opniões e ponto de vista sobre o capítulo de hoje!Beijocas,
JJ