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Notas iniciais
“Vá Jacob!!!Salve Renesmee, salve-a…”
Essas foram as últimas palavras que ouvi minha mãe dizer. Sete anos se passaram desde aquele dia fatídico. Durante muitos anos eu tive pesadelos todas as noites, acordando gritando e chorando, enquanto Jacob tentava me acalmar, me ninando em seus braços. Os pesadelos acabaram, mas basta fechar os olhos para voltar àquela campina…
— Ei, amiga, está tudo bem? – A voz suave de Sabrina me tirou de meus devaneios.
- Tá... tudo bem. Eu só estava me lembrando dos meus pais…
- Poxa, Ness, sinto muito… — Ela disse, me encarando com o olhar cheio de pena.
Ness…Pelo menos eu ainda podia ser chamada pelo meu apelido. Jake achou melhor que me chamassem assim, para ele não correr o risco de se confundir com os nomes, e Ness servia tanto para Renesmee como para Vanessa. Era assim que eu me chamava aqui. Para todos os efeitos eu era Vanessa Wolf, a garota que teve toda família assassinada e resolveu refazer sua vida no Brasil junto de seu primo.
Parte disso era verdade: Minha família realmente foi assassinada…e por minha culpa.
Enquanto eu me perdia em meus pensamentos, Sabrina continuava a falar sobre superação, vida que segue e sobre como meus pais iriam querer que eu fosse feliz.
Estranho como nos tornamos amigas desde o primeiro dia de aula, já que ela era a única que falava inglês e eu ainda estava me acostumando com o Português, idioma esse que, em apenas um ano estudando com os brasileiros, já falo fluentemente. Demorou seis anos para que eu pudesse finalmente sair da Ilha Esme e interagir com as pessoas, já que Jake tinha medo de que os Volturi nos encontrassem ou que alguém desconfiasse de meu rápido crescimento. A única pessoa com que eu falava era Gustavo, o caseiro, já que sua mulher olhava pra mim como se eu fosse um monstro…
Quando finalmente parei de crescer, Jake achou que estava na hora de termos uma vida normal: me matriculou nesta escola e começou a trabalhar em uma oficina perto daqui.
- Bom, até amanhã, amiga. Vê se fica mais alegre, hein? – Minha amiga despediu-se.
- Vou tentar. – Dei um sorriso fraco, me despedindo dela e no mesmo instante uma brisa suave trouxe até mim o cheiro amadeirado que eu tanto amo. Olhei na direção do portão, sorrindo largamente, e lá estava ele, lindo como sempre, encostado na moto que ele mesmo montou, com os braços cruzados no peito, ressaltando seus músculos sob a camiseta colada, e um sorriso de orelha a orelha enquanto me olhava como quem vê uma jóia rara. Quando ele abriu convidativamente seus braços, saltei as escadas, correndo para me lançar no meu porto seguro, no lugar onde não havia medo nem pesadelos: o abraço quente e aconchegante de meu melhor amigo, meu protetor, meu Jacob…
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