Recomeçar

5 Capítulo 5 - Atração


Notas iniciais
Dois leitores *--*
Estou escrevendo o próximo capítulo por isso, pode demorar um pouquinho mas provavelmente eu poste hoje ainda e comentários me motivando eu posto com certeza haha *-*
Espero que estejam gostando. Boa leitura!

1 semana depois


Essa semana foi cheia, todas as manhãs eu ficava com Amanda e ela estava melhorando e isso me deixava muito feliz, eu dedicava minhas tarde aos livros tanto para o novo trabalho e para o vestibular para a faculdade que seria no final do outro ano, estamos perto do natal e meus dias se resumem a Amanda, estudos e estudos. Mary e Caíque se mudaram aqui pra casa faz 4 dias e eu mal os vejo e falo com eles, Marcela não fala comigo direito desde aquele dia que eu briguei com ela e estamos como estranhas e isso era péssimo. Amanhã será sábado dia de encarar meus novos colegas de casa a mesa do café e o restante do dia pois sábado e domingo Sara me dispensou dos cuidados de Amanda. Até agora ninguém precisou de minha medula óssea mas sei que na hora certa iriam me chamar para ajudar a salvar a vida de alguém. Bom diário é isto!


Fui dormi cansada, a semana tinha fora puxada e eu precisava descansar

Acordei ás 9 da manhã e fui direto para o banho e tomei um banho demorado, sai coloquei um short, uma regata e casaco largo e desci para a cozinha onde estavam todos já comendo.

– Apareceu, até quem enfim nem parece que você mora aqui Carol – disse Mary me acompanhando com os olhos enquanto eu me sentava a mesa

– Desculpe gente, semana puxada – disse sorrindo

Caíque estava de samba canção cabelos bagunçados e eu poderia jurar que estava dormindo sentado se não estive mastigando, Mary de pijama mas perfeitamente desperta e Marcela como sempre em silêncio

Tomamos o café da manhã falando somente algumas coisas

– Quem vai limpar a mesa? – disse Caíque olhando para todas nós mulheres

– Pra isso você acorda não é? – falei rindo

– Claro! – ele disse me olhando e dando um sorriso lindo, eu tenho que parar de reparar nesse garoto, eu hein.

– Todos nós, vamos limpar e depois vamos a sala dividir as tarefas da casa, está bem? – disse olhando para todos que assentiram.

Começamos a limpar a mesa e lavar as coisas, olho para Marcela que desvia o olhar toda vez, tinha que falar com ela logo isso já estava insuportável.

– É Marcela pode ir na frente na sala comigo? Preciso falar com você – falei jogando o pano de pratos em cima da bancada de mármore

– Ta – ela disse indo na frente para a sala

– Marcela, até quando vai ficar nesse silêncio comigo? – perguntei sendo direta com ela

– Você me ofendeu Carol! – ela disse se sentando no sofá

– Você fez merda e das feias Marcela, você queria o quê? – falei olhando pra ela

– Desculpa, eu fiz besteira eu sei, mas você não pode ficar me dizendo o que fazer – ela disse me olhando

– Posso sim, minha tia me deixou responsável por você, até você fazer 18 anos não quero nada desse tipo de merda dentro dessa casa vindo de você, não quero ter que contar nada disso minha tia isso Marcela – disse a olhando sério.

– Contar pra minha mãe não, ta, ok, não faço mais Carol! – ela disse insatisfeita

– PODEM VIR PRA SALA- gritei para Mary e Caíque que estavam na cozinha que logo vieram e se sentaram ao lado de Marcela

Demoramos meia hora resolvendo quem faria o que na casa e de quanto em quanto tempo, até colocarmos tudo no papel e sairmos para suas tarefas, eu fiquei com as compras e o almoço hoje, eles ficaram com o restante da casa.

Fui rápido ao mercado de skate mesmo, comprei tudo necessário e depois chamei um táxi chegando a tempo de fazer minha querida e deliciosa lasanha de peito de peru.

Quando minha lasanha começou a cheirar e soltar seu cheiro delicioso pela casa, todos sentaram-se a mesa como crianças, eu ri com isso e sem ter que chama-los pois foram atraídos somente pelo cheiro e dispensaram ser chamados, estava rindo da atitude deles enquanto estava preparando um suco natural enquanto eles esperavam pela lasanha

Caíque mexia no seu celular o rodando na mesa com o dedo, Mary olhava fixamente para o forno como uma esfomeada, e Marcela ainda se fazia de orgulhosa mexendo nos cabelos loiros recentemente tingidos e olhando para o nada como se não liga-se para a lasanha com aqueles olhos castanhos escuro e profundos.

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Esta é a Marcela

Terminei o suco e apaguei o fogo

– Podem colocar a mesa? – perguntei

Mary e Caíque pularam da cadeira colocando a mesa enquanto Marcela ainda estava sentada quieta

Eu coloquei o suco na mesa e depois a lasanha, cada um se serviu

– Carol está ótima – Mary disse comendo a lasanha

– Está mesmo – disse Marcela quebrando seu silêncio

Eu parei e olhei para Caíque esperando que ele fala-se algo

– Dá pra comer – ele disse fazendo uma cara que não gostou

– QUÊ? – perguntei minha lasanha estava boa, eu comi e estava mesmo, como ele tinha dito aquilo?

– A cara, dá pra comer, não vou elogiar porquê não gostei – ele disse me olhando indiferente

– Tanto faz, Mary e Marcela amaram – disse e dei um sorriso

– Mas pra mim está horrível e alias esse suco também não está bom – Caíque disse me olhando

Juro que me segurei mais ele tinha botado defeito em tudo que eu fiz, nesses 5 minutos que eu fiquei calada

– Ah não dá pra tomar esse suco, sério cara – ele disse fazendo careta

– Vai se foder Caíque — disse pegando o copo dele e tacando o suco na cara dele

Peguei mais um pedaço de lasanha, botei em meu prato e subi para terminar no meu quarto

– Volta aqui Caroline – ele disse indo atrás de mim

Entrei no meu quarto e bati a porta e sentei em minha mesinha para tentar terminar de comer, mas acreditem ele entro no meu quarto e me levantou pelo braço

– Me solta, seu idiota – disse tentando me soltar de seu braço

– Você me sujo todo! – ele disse com raiva

– Pela segunda vez Caíque, vai se foder! – falei tirando finalmente sua mão que segurava meu braço

Ele saiu do meu quarto e quase quebrou a porta ao fecha-la a garoto maluco, eu hein!

Comi minha lasanha em paz e desci as escadas e só vi Mary e Marcela o restante do dia


Bom, o final de semana passou rápido organizamos a casa, e no domingo fomos almoçar com meus tios que estavam querendo saber de todas as novidades, foi corrido e bom tirando o estupido do Caíque e aquela discussão que eu não tinha entendido até agora o porquê do seu ataque de frescura. Bem amanhã começa a semana puxada novamente vou dormi. Boa noite Diário.



Acordei cedo como sempre, tomei meu banho e me vesti descendo com tudo para tomar o café da manhã e dou de cara com Caíque na mesa que quando me viu me olhou fixamente, era estranho ele estar acordado á essa hora eu sempre tomava café sozinha por causa da hora, ignorei sua presença pegando duas maças e um copo grande de suco e comendo, estava querendo sair logo dali e ir logo para o hospital


– Desculpe – ouvi a voz de Caíque atrás de mim

Me virei e ele estava bem perto, por isso recuei e o olhei confusa esperando que ele fala-se algo mais

– Eu, não consigo, porquê você tem que ser assim cara? – ele disse nervoso me olhando

– Não estou entendendo Caíque – falei o olhando

– Você não tem que sair? – ele me perguntou para fugir dessa conversa

– Sim, tenho! — disse me virando e indo para porta mais novamente me virei para ele

– Caíque não pode fugir pra sempre de tudo, seja o que for, encare – falei e fui para porta com meu skate e indo para o hospital


O dia estava cheio com o tratamento de Amanda e os cuidados com as outras meninas que conheci, todas uns amores.


– Caroline, perdeu a hora conversando com Maysa? – me perguntou Sara da porta do quarto de Maysa a qual eu fazia sorrir com cocegas

Olhei para o relógio droga tinha que buscar Amanda na outra sala para o quarto a 5 minutos

Corri não gostava de deixa-la esperando e cheguei á sala ofegante e fui com Amanda até seu quarto

Era horário de visitas e a mãe dela sempre vinha, mas hoje era segunda e ela passava de manhã antes de ir trabalhar acho que Sara se esqueceu disso por ter me apressado sobre o horário de visitar de Amanda, eu e ela conversamos horas e ela fez muito progresso desde que comecei a vir pra cá, isso era ótimo.

– Sara, hoje Amanda não tem visita a mãe dela já veio cedo – falei para Sara

– Tem outra visita hoje – ela disse dando um sorriso

E a feição de Amanda mudou, eu fiquei confusa não estava entendo e fui até a outra sala pegar o almoço de Amanda quando esbarro em alguém que entrou no quarto de Amanda.

– Ai – falei e olhei pra ver quem havia sido o culpado do meu tombo

– Caíque? – perguntei assustada enquanto me levantava

– Carol? – ele parecia mais assustado ainda

– Mano – Amanda disse feliz dando um enorme sorriso

– QUÊ? – eu gritei e olhei para os dois que não tinham nada haver e outra coisa irmão? Que irmão não visita a irmã? E Amanda nunca tinha me falado dele isso não podia ser verdade.

– Sou o irmão de Amanda – ele disse me olhando

– E você o que faz aqui? Ele perguntou me encarando mais profundamente

– Sou voluntaria, cuido de Amanda – falei

– Eu vou sair, vocês querem conversar – falei e fui em direção a porta

– Não Carol fica – disse Amanda me fazendo voltar

– ELA FALOU COM VOCÊ? – ele perguntou assustado bem alto para quem estava em um hospital

– Sim, porquê? – perguntei sem entender

– Porquê fala com ela Mandy? – ele perguntou olhando para Amada

– Ela me lembra Isa, não lembra? – ela disse sorrindo timidamente

– Sai daqui Caroline – ele disse com raiva

– NÃO, até entender tudo – falei alto

Ele me pegou pelo braço me levou até o corredor e fechou a porta junto me soltou, respirou fundo e abaixou a cabeça

– Mandy não falava com ninguém do hospital, desde que nossa irmã morreu – ele disse

– Disso eu sei, não entendi o resto quem é Isa? – perguntei esperando respostas

Ele soltou lágrimas atrás de lágrimas e um meio sorriso eu conhecia aquela expressão: Saudade e dor

– Isa, Isabella era nossa irmã que tinha quase sua idade mas se meteu nas amizade erradas que as levaram as drogas, minha família tinha uma condição financeira boa e ela aproveitava disso para sustentar o vicio e abusava até ter uma overdose – ele disse chorando mais

Eu chorei junto com ele, sabia o que era perder alguém que se ama

– Droga Carol, porquê tinha que se parecer com ela? – ele disse me olhando e entendi tudo

O porquê Amanda me analisou no primeiro dia e falou comigo, na boate quando ele me analisou e sua mãe também no dia da visita, entendi tudo Mandy superou a falta de Isa com minha presença.

– Desculpa – falei sem jeito

E ele levantou o rosto na tentativa de conter as lágrimas e se escorou na parede, eu me virei de costas saindo dali quando ele pegou na minha mão e me virou rapidamente e me envolveu em um abraço que eu sentia a sua dor, mas era muito forte tinha algo que ele não tinha me contado eu sentia pelo seu abraço

– Tem algo mais a me dizer, eu sinto me conta – falei me afastando e o olhando

– As amizades erradas, eu era uma, eu também era dependente da droga, mas Isa se foi e não pude fazer nada a culpa foi minha e depois de perder Isabella, Mandy se tranco para todos mal falava com a mamãe foi horrível, eu ver que fui culpado de ter feito isso a minha Mandy que tanto sofreu desde pequena com o câncer sofrer mais pelos meus atos e a minhas influências que tiraram a vida de Isa, isso tudo me destrói – ele disse chorando

– É por isso que nunca te vi aqui visitando a Amanda? – perguntei sendo direta

– Sim, só depois do que você me disse hoje de manhã que eu tomei coragem pra vir – ele disse chorando mais e acho que aquele choro todo não ia cessar tão rápido, o peguei pela mão e o levei a sala dos armários e encostei a porta e fiquei o olhando eu sabia metade do que ele sentia, era horrível.

E novamente ele me puxou para um abraço que eu não neguei pois além de entender sua dor. Seu abraço era diferente para mim, era bom e eu estava gostando disso. Sinto que isso não vai dar certo tem algo de errado com os meu sentidos quando eu abraço esse garoto.

Eu estou atraída por ele, isso não pode acontecer. DROGA!

Notas finais
Não deixem de falar sua opinião sobre a historia, e falar se estão gostando ou não hein! (: