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29 Capítulo 29 - Medo
Notas iniciais
Mais agora PROMETO, posta toda semana ! (:
Dependendo dos comentários, posto logo, logo...
Boa leitura !
2 semanas depois
Eu ainda estava com esse gessos idiotas que só me atrasavam, pra andar, tomar banho e procurar meu Caíque. Eu contratei algumas pessoas para procura-lo o que me custou um bom dinheiro mas eu não me importei e infelizmente nenhum deles conseguiu acha-lo.
Eu irei tirar esses gessos daqui algumas semanas pois eu consegui me machucar muito bem, e o trabalho me deu 1 mês para me recuperar e não me mandariam lugares difíceis por causa do acidente para mim e eu fiquei muito agradecida.
Pedro não sai do meu lado, assim como Marcela que estava se preparando para viajar e resolvendo todos seus assuntos escolares.
Minha casa estava chata e irritante sem Caíque para eu provocar, brigar e irritar.
Esse silêncio está me matando, todos com seus compromissos e eu aqui vegetando em casa, não mais...
Fui até o quarto de baixo improvisado para mim por conta das escadas e troquei de roupa com muita dificuldade, chamei um táxi já pronta na porta de casa que não demorou muito, entrei com dificuldade no táxi e falei com o motorista
– Para a praia por favor – falei olhando calmamente pelo janela ao meu lado
Depois de alguns minutos chegamos, o motorista saiu pra me ajudar e minha mente agradeceu muito por isso
– Muito obrigada – falei sorrindo já fora do táxi
– De nada mocinha – ele disse me dando um largo sorriso
Lhe paguei e caminhei devagar pela calçada da praia sentindo aquela boa brisa batem meu rosto, isso era ótimo estar sozinha só com o mar...
A praia estava quase vazia por seu tempo nublado sem sol, uma paz vinha com o vento e aquilo fez me fazer relaxar e respirar fundo olhando bem o imensidão do mar a qual me perdi em pensamentos por um tempo, tendo um bom tempo pra mim pensar sozinha e ter essa paz eu não tinha á muito tempo.
Meu maior meu era não achar Caíque e ter que viver assim, se saber que não pude conte-lo a se afundar. Meu coração doía ai saber que meu único verdadeiro amor poderia estar por ai jogado, sujo, com fome e sozinho.
Lágrimas escaparam dos meus olhos, já esta virando rotina chorar pensando nessas coisas.
Eu caminhava calmamente pela praia quando vejo a pessoa que eu mais queria ver nesse momento andando sujo e desorientado, fiquei em choque.
Ele estava do outro lado da rua andando rápido eu não tinha nenhuma chance de alcança-lo foi quando gritei dois rapazes que estava em um quiosque ajuda
– Por favor me ajudem, eu pago a vocês mas estão vendo aquele menino do outro lado da rua? Então é meu irmão, saiu de casa e estão todos procurando por ele, poderia correr e segura-lo enquanto eu chamo um táxi para leva-lo pra casa? – perguntei rápido chorando e mentindo fiquei com medo de dizer que era meu amigo e eles não quisessem me ajudar.
– Posso sim – disse o mais alto correndo em direção ao outro lado da rua atrás de Caíque logo com o outro amigo atrás dele, eu mal podia acreditar mas não podia me dar a liberdade de ficar em choque em momento como esse, liguei pro táxi e prometi dinheiro a mais por sua rapidez e funcionou em alguns minutos ele tinha chegado, Caíque gritava tentando de soltar dos meninos que o seguravam quando cheguei perto com medo e se o meu único e maior amor não se lembra-se de mim ou pior não quisesse vir comigo? O medo tomou conta de mim que só conseguiu ficar parada em sua frente encarando seus olhos negros e penetrantes que agora estavam vermelhos e alterados. Lágrimas saiam de meus olhos incontrolavelmente e um dos meninos me dava apoio que juro que não fosse por isso eu teria caído ali mesmo, nenhuma palavra se atreveu a sair de minha boca, eu não sabia o que fazer.
O medo me travou ainda mais quando Caíque me viu e não disse uma sequer palavra
E se der tudo errado? Será que meu único verdadeiro amor vai me recusar pelas drogas?
Eu só conseguia chorar, meus pensamentos clamavam por alguma palavra dele nesse desespero profundo do meu coração.
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