Recomeçar
27 Capítulo 27 - Dor
Notas iniciais
Eu já falei uma vez que esse começo de ano ta sendo muito complicado pra mim por isso tenho postado pouco ultimamente mais estou tentando e bateu saudade daqui, vim deixa um capítulo pequeno pra deixar vocês ciente que eu não abandonei mais que vou continuar !
boooooa leitura !
desculpe os possíveis erros...
Eu ouvia vozes ao fundo e uma dor na minha cabeça, meus olhos estavam pesados e fechados e abri-los não foi fácil, quando consegui abrir os olhos vi as meninas e Pedro á minha volta me olhando e isso me assustou.
- Ela acordou – disse Pedro chegando mais perto e me fazendo carinho no meu rosto
- O que aconteceu? – perguntei me sentando na cama fazendo uma careta graças a uma dor que estava sentindo na parte de trás da cabeça
- Você desmaiou – Mel disse se sentando na cama ao meu lado
Olhei em volta e eu estava no quarto de Caíque, que estava exatamente igual quando ele dormia aqui a única coisa que mudava esse quarto e que deixava em completa escuridão, a sua ausência.
Respirei fundo e senti meus olhos se encherem de lágrimas novamente e todos me olharem com cara de pena, isso era o que menos queria agora.
- Parem de olhar assim, me deixem sozinha – falei olhando para todos ali que não se mexeram um centímetro
- SAIAM – gritei irritada com o jeito que me olhavam
Eles saíram, contrariados mais saíram, finalmente me deixando sozinha. Olhei em volta tudo me lembrava tanto dele, a cama tinha seu perfume e com isso afundei meu rosto na cama tentando me sentir mais próxima dele com seu cheiro. Em pensar que não veria mais aqueles lindos olhos azuis de Mandy meu coração doeu e lágrimas vieram com a dor tão conhecida por mim, a dor da perda.
Perdi Mandy para sempre e Caíque talvez, como eu o acharia novamente? Seria quase impossível, só de saber que ele voltou a usar drogas meu coração deu um grande aperto, ele estava cometendo suicídio lentamente e eu não podia fazer nada para intervir.
Pensando nisso, joguei toda minha dor de lado e levantei da cama e sai do quarto correndo até minha moto deixando todos na casa preocupados me gritando após me ver sair correndo com uma louca da casa para minha moto saindo em disparada, eu precisava procurá-lo, achá-lo.
Primeiro me direcionei para a casa dos pais dele, eu sei que era um péssimo momento mais eu precisava ir lá, eu estava com esperança de que com que aconteceu com Mandy ele tivesse ido para casa e agora era uma esperança que precisava ter. Minha cabeça estava a mil e minha moto também, eu nunca tinha dirigido tão rápido antes mais meu desespero falou mais alto que meu senso de responsabilidade.
Assim que cheguei na frente da casa dos pais de Mandy, estacionei a moto e falei com porteiro que liberou minha entrada que foi rápida, corri até o apartamento deles ofegante, descabelada, com cara de choro e desesperada. Enfim, bati a campainha.
- Carol? – A mãe de Mandy abriu a porta e se surpreendeu comigo na sua frente
Ela não me deu tempo de responder e se jogou nos meus braços me abraçando apertado o qual eu consegui sentir sua dor e nenhuma palavra no momento seria boa o suficiente para dizer nesse momento de dor. Depois de bons minutos abraçados com ela, ela se afastou de mim e ficou me olhando.
- O Caíque está aqui? – perguntei aflita e com medo da resposta
- Não, pensei que ele estava na casa de vocês – ela disse me olhando surpresa
- Droga! – falei soltando algumas lágrimas
- O que aconteceu? – ela perguntou séria
- Ele voltou a se drogar e saiu de casa – falei com a voz embargada
- De novo, porquê? Eu tenho que perder todos os meus filhos? – ela falou mais consigo mesmo do que comigo e foi abraçada pelo seu marido enquanto chorava forte
Eu me afastei e sai andando para trás em direção á saída, depois me virei para o corredor longo e corri para fora dele eu tinha muitos outros lugares para procurar Caíque. Sai em disparada para a casa de Sabrina, minha última esperança
- O que você ta fazendo aqui? – perguntou Sabrina com cara de nojo assim que abriu a porta
- Caíque ta aqui? – perguntei chorosa
- Não – ela disse seca
- Ah não – falei com uma das mãos no cabelo olhando pro lados, meu desespero já era enorme
- E também, eu não quero saber dele e muito menos de você – ela disse com raiva fechando a porta na minha cara.
Eu estava completamente sem rumo, eu só queria encontrá-lo e traze-lo pra casa comigo, esquecendo do perigo, eu fui de encontro as vielas em que as pessoas se drogam e comercializam drogas, eu tinha que achá-lo nem pra isso eu tivesse que ir nesses lugares.
Eu estava em filme de terror, as pessoas brigavam por drogas ao ponto de querem matar umas á outras, ele me olhavam pois eu era visivelmente intrusa naquele mundo e eles sabiam, muitos se aproximaram de mim querendo vender drogas mas eu nem dava atenção eu só olhava atentamente procurando por aquele rosto de anjo que no primeiro dia que eu o vi mal dei importância mais agora o que eu mais queria era aquele rostinho de bebê perto do meu sorrindo, eu chorava desesperada pelas vielas que passava e nada de achar Caíque.
Quando eu estava tomada pela fome e frio fui forçada por meu próprio corpo á voltar para casa, subi na minha moto pensando em tudo, brincadeiras, risadas, abraços, mordidas, beijos de Caíque. Ele era a minha droga não conseguia viver sem! Em cima da minha moto eu chorava por lembrar novamente de tudo, aquela dor de perder quem eu amava nunca ia embora, eu não entendia porquê eu não podia ser feliz. Ouvi um barulho estranho quando dei contar por mim que era um buzina só lembro de bater com a cabeça no vidro de carro preto e uma dor enorme no meu braço, luzes, vozes, dores e por fim novamente a escuridão!
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