Recomeçar

26 Capítulo 26 - Tragédia


Notas iniciais
Oi gente no capítulo anterior só tive um comentário =/
Esse capítulo é O CAPÍTULO.
penso nele desde que criei a fic...
Ele vai mudar tudo e como ele é importante vou esperar comentários nele pra continuar a postar, só depende de vocês...
Desculpe os erros e Boa leitura!
Selecionei duas músicas para vocês lerem ouvindo está ai ok?

Música: Nickelback – Photograph


http://www.youtube.com/watch?v=BB0DU4DoPP4


Depois de alguns minutos que pareciam uma eternidade espero o motorista, hoje a empresa mandou um que eu não conhecia por isso fui o caminho inteiro calada apenas com a cabeça encostada no vidro vendo a cidade passar por meus olhos rapidamente, meu destino seria Amazonas, Pernambuco e Bahia.

Ficar um mês longe da minha cidade maravilhosa, seria torturante e complicado mais bom para colocar a cabeça no lugar.


2 Semanas depois


Nessas semanas as meninas me ligaram e Pedro também, Marcela foi a que menos me ligou e isso me preocupou sinto algo estranho nas voz das meninas quando perguntava dela mas pra sorte de Marcela não poderia sair sem terminar essa semana na Bahia com o meu grupo de turismo que até agora estava sendo o mais trabalhoso com essas crianças americanas que corriam dos pais e de mim o tempo inteiro juntos com esses adolescentes que saiam sem avisar pros lugares me deixando louca completamente


– Ei menino, volta aqui – eu corri atrás de uma criança a qual os pais estavam mais preocupados em tirar fotos do que cuidar dele


Finalmente consegui pegar essa peste pela gola da blusa e trouce de volta para grupo e apresentar pontos turísticos para eles, sempre tinha aqueles turistas bonitos simpáticos que me faziam querer voltar pra casa e correr para Pedro, que tentação!


5 dias depois


Nesses últimos dias quase ninguém me ligou só Pedro uma vez o que me fez ficar muito preocupada e querer voltar correndo para casa, algo está estranho.


Mais uma vez correndo atrás daqueles adolescentes teimosos que faziam questão de se separar do grupo quando meu celular toca, droga esqueci de desligar


– Ricardo, trás eles de volta pra mim por favor – gritei para o motorista e apontei para os turistas


– Alô – falei rápido ao atender o celular


– Carol, volta pra casa por favor – ouvi Marcela do outro lado da linha chorando


– Marcela, o que aconteceu? – perguntei assustada


– Só volta pra casa rápido – ela disse por último encerrando a ligação e me deixando desesperada


Eu não sabia o que fazer, apenas consegui pensar em ligar pra agência e explicar o pouco que eu sabia e no fim de tudo teria que esperar até de noite pra eles providenciarem tudo e mandarem outra guia para ficar no meu lugar, não conseguia falar com ninguém e isso me enlouquecia eu andava pra todos os lados dentro do meu quarto de hotel com medo do que poderia ter acontecido e essa falta de informação me fazia querer arrancar os cabelos de nervosismo.

Taquei minhas roupas de qualquer jeito na mala assim também com o resto das coisas e só fiquei esperando a bendita guia substituta chegar. Depois de muitas tentativas de Ricardo de me acalmar, me fazer sentar, ou me fazer parar de olhar pro celular a bendita mulher chegou e eu sai correndo do hotel e chamando um táxi para começar a viagem de voltar para a minha casa. Nesse momento eu não tinha mais unhas e quase não tinha mais dedos de tanto nervoso, os celulares todos desligados me torturando cada vez mais.


Depois de horas de angustiada eu já estava em frente de casa, peguei minhas malas rápido e corri para dentro de casa destrancando a porta rápido.


– Cheguei – gritei assim que passei pela pelas portas jogando as malas no chão


A luz da sala acessa me fez ir até lá me dando a visão de Marcela e as gêmeas chorando e com olhares longe, uma grande merda aconteceu


– Marcela o que aconteceu? – perguntei com o coração apertado


– Eu juro que queria te contar, mas ele me fez jurar para você não sair do emprego, eu queria te contar – Disse Marcela aos prantos.


– Ele quem Marcela? O que aconteceu? – perguntei assustada e já gritando


Marcela chorava muito e mal conseguia falar Sam se levantou e a abraçou enquanto Mel se levantou e veio minha direção


– FALA MEL, POR FAVOR! – disse chorando


– A mandy Carol – ela disse chorando


– O que aconteceu a minha Mandy? Responde mel! – gritei apavorada


– O câncer voltou e Caíque não nos deixou te contar pois ele tinha medo que você larga-se seu emprego para voltar a cuidar dela, agente queria te contar não esperávamos que chega-se a isso – ela disse chorando


Estava chocada minha Mandy estava mal e eu nem tinha á visitado e Caíque tinha razão eu largaria o emprego por aquele anjo lindo que cuidei não por muito tempo mais tempo o suficiente para amar imensamente


– Chega-se a isso o quê Mel? – perguntei chorando e com medo da resposta


Mel chorava fortemente e tentando me responder mais parece que as palavras sumiam da sua mente e não conseguiam sair por sua boca


– RESPONDE MEL! – gritei fortemente


– A mandy morreu Carol – Mel disse se virando de costas para mim e chorando mais


– Não, para de brincar comigo, não é verdade – eu disse balançando a cabeça negando


– É verdade Carol – disse Marcela em meio aos soluços ainda nos braços de Sam


– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO, MANDY – gritei chorando e cai sentada no chão aquela dor de perder alguém que eu amava muito tinha voltado ao meu peito


Mandy me lembrava eu com minha mãe, todo amor, carinho, as conversas, as fofocas, as risadas se foram junto com o meu anjo de olhos de cor clara e sem cabelos mas mesmo assim linda, uma princesa.


Aquela dor de perda que senti quando perdi minha irmã e depois minha mãe volto pro meu peito, era horrível o pior saber que Caíque não me contou, não dando nem a chance de me deixar vê-la, ele não tinha que fazer isso, ele não tinha o direito. Já fazia uns 40 minutos que eu estava sentada no chão frio da sala querendo parar de chorar o que difícil, Mandy com o seu pouco tempo de convivência comigo foi que me fez mudar depois, querer sorrir, curtir a vida, querer arriscar. Ela com todas sua limitações conseguiu fazer tudo que queria inclusive roubar um selinho do menino do quarto do lado, um sorriso se brotou nos meus lábios ao lembrar das suas ideias doidas e também inteligente para uma criança de oito anos, ela sempre disse que era assim por causa de sua irmã que sempre a ensinou tudo antes do tempo e com a amizade. Ela fez um ótimo trabalho Mandy era uma criança incrível, minha melhor amiga.


Estava profundamente perdida nos meus pensamentos quando ouço um grito


– CAROL – Mel gritou na minha frente chamando minha atenção


– oi – respondi sem animo


– Você está bem? Tem outra coisa – ela disse mordendo o lábio mostrando preocupação


– Tem como piorar? – perguntei com voz de choro


– Tem sim – ela disse nervosa com os olhos marejados


Respirei fundo passei a mão embaixo dos olhos limpando o rosto para encarar outra coisa que eu não conseguia imaginar o que era


– Você pode falar eu aguento – falei com a voz mais firme


– Sobe comigo, vem – ela disse me dando a mão para levanta do chão


A Segui pelas escadas á cima e ela entrou no quarto de Caíque, fiquei receosa de entrar mais ela me chamou mais uma vez me mandando sentar na cadeira perto da mesa do quarto dele


– Eu vou ficar aqui, não rasgue é muito importante – ela disse pegando algo no meio das coisas de Caíque


– Caíque te deixou uma carta – ela disse deixando lágrimas rolarem por seu rosto


Respirei fundo e peguei a carta da mão de Mel


Música: Paramore – Only The Exception


http://www.youtube.com/watch?v=-J7J_IWUhls


comecem a ouvir a partir daqui...


“ Carol, minha Carol. Eu não queria que as coisas chegassem a isso.

Eu sei você deve estar me odiando por não ter lhe contado mais foi uma decisão da Mandy

Lembro do dia que recebi a noticia que seu câncer tinha voltado fui visitar Mandy sem importar

Que estava na casa dos meus pais, eu lembro dela forte como nunca na minha frente

– Chegou minha hora maninho – ela disse com um sorriso de lado

Forte não é? Pra uma criança de oito anos, pois é mais ela nunca foi criança em mentalidade

– Não diga isso irmã, vai vence-lo novamente como fez antes – disse sorrindo quando ela me disse aquilo

– Caíque eu sei que chegou minha hora eu me sinto bem, Deus vai me receber bem – ela disse dando um sorriso

Suas palavras arrancaram lágrimas e praticamente meu coração junto

Depois de horas conversando com ela, lhe veio um pensamento

– Se você contar pra Carol, ela vai deixar o emprego? – ela me perguntou em dúvida

– é Provável que sim – falei sendo sincero

– Não conte a ela Caíque – ela disse com o olhar decidido

– Mais Mandy, ela é sua melhor amiga – falei surpreso

– Eu sei, por isso quero que você não conte, sei quanto ela batalhou para construir sozinha o que tem não quero atrapalhar – ela disse séria me deixando sem resposta mais uma vez

– E se eu fala-se isso a ela, não adiantaria nos dois sabemos como Carol é teimosa – ela disse sorrindo

– Sim, é verdade – falei sorrindo

Foi uma decisão dela, eu apenas obedeci, desculpe.

Quero que saiba que tudo que te falei era verdade, nunca menti mais depois dessa promessa de não contar da doença de Mandy para você eu não consegui ficar perto de você, te beijar escondendo algo de você

Sua semelhança com minha irmã me trouxe a vontade de ficar perto de você mais seu jeito, sua voz foi que me fizeram ficar apaixonado e isso vai ser sempre única coisa que me prenderá eternamente á você, será meu amor por você.

Eu tentei fazer de tudo para te esquecer, pedi Sabrina em namoro mais todas as vezes que você passava pela porta e eu estava no sofá aos amassos com Sabrina eu ficava te olhar subir as escadas, linda como sempre

Quando você viajava eu dormia no seu quarto tentando ficar perto de você de alguma maneira, é difícil estar perto de alguém que se ama e tão longe ao mesmo tempo.

Te ver com Pedro me quebrou complemente, ver o sorrisos lindos que ele conseguia tirar de você a forma como ele te olhava e você retribuía me fez chorar muitas vezes e quebrar muitas coisas na horas da raiva. Eu estava perdendo a minha Carol

Eu que te falei que não era seu pai, que não te abandonaria, estava fazendo exatamente isso.

Eu sei que minhas desculpas não vão adiantar de nada, eu sei...

Quando soube da noticia da morte de Mandy aquela escuridão volto a minha vida, sem Isabella, sem Amanda e sem você. Pra que viver?

Vocês traziam luz, felicidade verdade pra mim sem você eu não conseguia viver sendo eu mesmo, sou fraco sem meus alicerces, vocês.

Minhas caídas como te fazer carinho na cozinha e abraçar forte era saber que depois da morte de Mandy eu não faria mais isso, os beijos roubados que te dei era meu coração me avisando para aproveitar o tempo que tinha perto de você.

Eu sai da casa, não sei como vai reagir a isso e está carta e sei que não vai ser bem.

Desculpa Carol, eu juro que não queria que fosse assim, perdão

Nunca esqueça que aonde eu estiver, seja o tempo que for eu ainda vou te amar

Com amor, Caíque”


Eu chorava descontroladamente entendeu todas as ações estranhas de Caíque comigo, como eu não pude perceber que ainda havia amor atrás de seu olhar, eu chorava forte e Mel me abraçava forte tentando me acalmar


– Tem mais – disse Mel contendo as lágrimas


– Fala – falei controlando minha voz


– No seu último dia aqui, ele chegou drogado, mudado com os olhos diferente aquele não era o Caíque, eu e as meninas chamamos Pedro que nós ajudou com ele que quando acordou escreveu essa carta e saiu daqui imediatamente prometendo nunca mais voltar – Mel disse chorando forte


– Ele volto a se drogar? Não, isso não – falei levantando da cadeira


Tudo a minha volta era turvo e eu estava desorientada, porquê eles se foram assim?


– Isso não, NÃO – gritei chorando forte quando vi tudo escurecer e Mel gritar


Nada importava nesse momento, perdi as luzes da minha vida ela não fazia sentido para mim agora.

Notas finais
Pessoal vou esperar o comentários de vocês é importante pra mim ok? :(