Recomeçar

2 Capítulo 2 - Ela falou com você?


Notas iniciais
Olá, hoje eu estava modificando algumas coisa na historia e no primeiro capitulo eu mudei a foto da Caroline, espero que não se importe. Meu computador não esta colaborando e está travando muito, clamando para ser formatado. Enfim hoje postei a foto da princesa da Amanda, no próximo eu posto da Mary.
Espero que esteja gostando. Boa leitura (:

É hoje que eu vou fazer um dos meus primeiros desejos, estou tão feliz que nem sei o que falar haha!

Tchau Diário


Peguei meu skate e fui nele até o hospital, parei na sua frente respirei fundo pois lembranças me vieram ao ficar de frente a ele de novo e uma lágrima rolou, a saudade de minha mãe me assombrou fortemente estando de frente para o lugar o qual passou seus últimos dias antes de falecer e isso tudo me deu um grande aperto no peito respirei fundo e fui caminhando agora com o skate na mão para a porta de entrada, entrei e fui até a recepção



– Bom dia, em que posso ajuda-la? – disse a recepcionista


– Quero ser doadora de medula óssea – disse sorrindo

A Mulher me olhou surpresa e sorriu

– Qual sua idade? – ela perguntou

– 18, fiz 18 a 6 dias – disse rápido estava bem empolgada

– Tudo bem, vá ao terceiro andar e vire o corredor a esquerda ao o final lá tem um recepção própria – disse ela me olhando sorrindo

– Obrigado – disse sorrindo tímida

Segui todas as instruções, Fiz todo meu cadastro e todos os exames para o REDOME

(Explicando um pouco do REDOME: nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) bem eles teriam todas minha informações ali e se eu fosse compatível a algum paciente eles me chamariam.

Todos me perguntam por quê esse era o meu primeiro desejo, eu queria que pessoa assim a 12 anos atrás ajudassem minha mãe quando ela precisou, quando a perdi pra leucemia. Eu sei como era ter seu mundo desabando e não queria aquilo pra ninguém por isso era meu primeiro desejo a atingir a maior idade.

Sorri ao relembrar de tudo apesar da dor, as lembranças de minha mãe eram maravilhosas.

Eu fui até uma enfermeira a qual o crachá estava escrito: Supervisora Pediátrica e sorri

– Senhora, você sabe dizer se tem voluntários para ajudar aqui? Gostaria de me candidatar – falei sorrindo

– Obrigado, não precisamos de você – ela disse séria e simplesmente me deu as costas

– Que mulher irritante – murmurei baixo e fui pelo corredor calmamente e ao estar ao cruzamentos de corredores vi uma criança na porta de uma das sala séria com o olhar triste e mesmo não tendo permissão algo mais forte me fez caminhar até ela, eu fui até a ela a criança tinha os olhos azuis esverdeados o rosto abatido, triste e sem cabelos. Me abaixei para ficar na altura dela e ao olhar diretamente aos seus olhos na mesma altura sorri

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Esta é a Amanda

– Olá, me chamo Caroline – sorri fortemente

A criança desviou seu olhar ao ponto fixo ao nada e ficou do mesmo jeito como se eu não estivesse ali

– Não vai me dizer seu nome? Disse me colocando na frente do seu ponto fixo, foi quando ela me olhou me analisando diferente por um tempo e depois me olhou com o olhar assustado

– Está tudo bem? Se não estiver vou embora, sem problemas – falei com medo de a ter assustado

Não obtive resposta, levantei e virei de costas rapidamente pensando que fiz besteira e me xingando mentalmente

– Espere, volte – ouvi uma voz baixa atrás de mim, me virei novamente e vi ela dando um sorriso tímido

Fui até ela abaixei de novo e sorri mais ainda

– Você não me disse seu nome – falei olhando pra aqueles olhos lindos mas tristes

– Amanda – ela disse

Quando eu ia falar mais alguma coisa fui interrompida

– O que está fazendo aqui? Já não disse que não precisamos de você quer eu chame os seguranças? Vá embora e deixe a Amanda em paz – disse a enfermeira do capeta a qual tinha me feito a ignorância a pouco tempo

– Desculpe, estou indo embora – disse assustada e caminhando em direção ao elevador

– NÃO, DEIXE ELA AQUI COMIGO – disse a criança, juro que meu coração se partiu ao ouvir que ela queria que fica-se mais, olhei pra trás mandei um beijo e andei ainda mais rápido pois eu iria chorar após aquilo.

– ESPERA! ESPERA! – ouvi uma voz parecida com a da enfermeira do capeta mas não poderia ser ela, me virei pra ver quem era

– Espere, vamos a minha sala – disse a enfermeira do capeta, fiquei assustada com pedido dela mas a segui

Entramos em sua sala e ela se sentou atrás de uma mesa e foi direto ao assunto

– Quando pode vir? – disse ela

– Como é? – perguntei sem entender nada, em hora ela nem queria olhar pra minha cara em outra ela queria que ajuda-se

– Vou direto ao ponto, aquela criança a Amanda tem 8 anos e desde pequena luta contra o câncer que volta quase sempre, ela não falou com ninguém do hospital a não ser você desde que a irmã morreu e isso faz 3 anos, sabe a quanto tempo tento reconquistar aquele coraçãozinho? Posso parecer uma pessoa horrível pois te tratei assim quando me perguntou se poderia ajudar – ela disse com os olhos marejados e respirou fundo

– Eu perdi a Alice hoje de manhã, não estou bem, me Desculpe – ela disse secando as lágrimas e estendendo a mão pra mim

Dei um largo sorriso ao saber que eu consegui algo que ninguém conseguia a anos de uma criança e que eu poderia ajuda-la, apertei a mão dela e lembrei de sua primeira pergunta

– Posso vir os dias que você quiser – disse sorrindo

Ela começou a escrever e por fim me entregou um papel

– Aqui está dias e horários você vem os que puder – ela disse sorrindo

– Obrigado – disse e me retirei da sala

Consegui o tanto queria, fui em disparada pra casa no meu skate feliz e rindo

– Você está rindo atoa? O que houve? – Marcela disse largando o pote de cereal que comia em pleno meio dia e meio e colocando a mão na minha testa procurando ver minha temperatura e levantando as sobrancelhas

– Idiota, consegui ser voluntaria na Pediatria e fazer meu cadastro como doadora – disso sorrindo

A feição de brincadeira de Marcela se desfez, ela pegou seu pode de cereal novamente e me encarou

– Jura que não faz isso por culpa? Se for não vai te fazer bem – ela disse séria

– Não faço, só sei o que eles sentem e quero ajudar – disse olhando pra ela

– Pois bem, você sabe o que faz, falando em saber o que faz o que acha de fazer o almoço? – ela disse dando um largo sorriso

– Vagabunda, vê se faz você estou cansada – disse subindo as escadas e rindo

– CHAAAAAAAATA – ouvi Marcela gritar lá em baixo

Entrei no meu quarto e vi os horários tinha todos os dias de manhã e tarde

Eu ficaria com a parte da manhã, já que a tarde eu estudaria para a prova em breve do emprego de Guia turístico enquanto não começava a faculdade de historia


– CAROOOOOOOOOOOOOOOOOOOL – Marcela me chamou


Desci as escadas e a procurei e ela estava na cozinha

– Oi chata – falei olhando pra ela

– Almoço e quero falar com você – ela disse apontando para o forno

– Sério, lasanha pronta? Que grande novidade vindo de você! – falei rindo e usando toda minha irônia

– Engraçadinha, come e cala boca – disse ela revirando os olhos

Peguei minha lasanha e olhei pra ela fixamente

– Fala – disse ainda olhando pra ela

– Arranjei uma moradora e um morador – ela disse dando um largo sorriso

– Que bom, eu conheço? – perguntei devorando minha lasanha

– Não, só eu – ela disse

– Carolzinha linda – ela disse rindo e eu sabia que algo que eu não gostaria viria em seguida pois ela usou meu nome no diminutivo e isso era a cara dela.

– Pede logo – falei largando o garfo e a olhando

– Você prometeu pra minha mãe, que ia sair comigo – ela disse dando um largo sorriso

– Outro dia ok? – falei na tentativa de enrolar

– Nada disso, hoje e acabou, as nove você tem que estar pronta vou deixar sua roupa, sapato e acessórios na sua cama – ela disse rindo

– Você pensa em tudo hein, que merda – falei bufando

Terminei de comer e subi e dormi, acordei as 6 horas tarde demais, peguei os livros e fui logo estudar já que teria que sair com Marcela, livros e livros até..

– CAROL, VAI TOMAR BANHO AGORA! – gritou minha querida prima tirando minha concentração, olhei pro relógio e já eram 8 horas bufei e caminhei pro banheiro para tomar meu banho

Ao sair do meu banheiro vi minha cama repleta de coisas e mais coisas, fui até meu guarda roupa botei minha calcinha e sutiã e quando ia mexer nas coisas da cama, Marcela entra no meu quarto abrindo tudo e me mostrando o que eu iria vestir apenas assenti e fui me arrumando, enquanto ela se arrumava no quarto dela

Ela me deu um vestido bege tomara que caia na parte do busto era repleto de brilho e soltinho e chegava ao meio da minha coxa, o sapato era preto fechado com uns 15 cm e todo brilhoso, me vesti e sai do quarto e fui até o dela e entrei sem bater assim como ela fazia sempre comigo.

– Estou pronta – falei dando um volta

– Não está mesmo – ela disse rindo muito

– Senta – ela ordenou

E ela começou a me maquiar e arrumou meu cabelo e por fim saiu do quarto pegar os acessórios

Levantei afinal ela não tinha deixar eu me ver no espelho a nenhum momento, parei de frente ao espelho e fiquei de boca aberta. Meus cabelos chocolates estavam umas mechas para trás e soltos e meu rosto perfeitamente maquiado, meus olhos castanhos claro destacados e minha boca fina estava grossa e bonita com o batom vermelho que eu achei muito ousado pra mim.

– Eu sou ótima né? – Marcela disse rindo na porta me olhando

– Tenho que concordar – falei rindo sem tirar os olhos do espelho ainda me avaliando

Me sentei novamente e ela colocou os acessórios em mim e foi se maquiar, em 10 minutos ela estava pronta e descemos as escadas

– Vem, a Mary está nos esperando a uns 5 minutos ela disse apagando a luz e me jogando pra fora de casa como sempre

– Tem que parar com essa mania de me empurrar ou puxar Marcela, estou em cima de uma coisa de 15 cm posso muito bem cair e bater a cabeça – disse arregalando os olhos e fazendo drama

– Cala a boca – ela disse rindo e pegando minha mão e caminhando até o carro

– Ei Mary, essa é Caroline – disse Marcela entrando no carro no banco do carona.

– Prazer Mary — disse a ruiva no volante e olhando pras trás aonde eu entrava com cuidado no banco traseiro do veículo.

– Prazer – falei dando um sorriso tímido

– Mary é que vai vir morar conosco – disse Marcela

– Adorei a casa por fora, espero gostar por dentro – ela disse enquanto estava no volante

– Vai adorar com certeza – falei sorrindo

Em alguns minutos chegamos em frente alguma boate, respirei fundo, não gostava desses lugares mais prometi a minha tia a sair com Marcela

Entramos após alguns minutos na entrada e lá dentro estava um som absurdamente alto e luzes que me deixaram primeiramente cega e tonta, que droga Marcela não tinha um lugar pior pra me levar?

Notas finais
Comentem sempre, opiniões, sugestões e criticas são sempre bem vindas! Comentem sempre, isso mostra se estão gostando ou não. (: