Recomeçar
12 Capítulo 12 - Acordando do conto de fadas
Notas iniciais
Mas como todos sabem o que aconteceu esses dias, a noticia da tragédia mexeu muito comigo me fazendo lembrar da perda de um pessoa querida recentemente.
Por isso não escrevi muito espero que entendam!
Boa leitura (:
Acordei cedo como sempre, tomei meu banho e desci para tomar meu café da manhã sozinha como de costume.
Comecei pela minha frutas e alguns sanduiches quando alguém beija meu pescoço me fazendo tomar um susto e dar um pulo
– Ah cacete – falei saltando da cadeira
– Precisa disso tudo? Sua surda eu fiz barulho descendo – Caíque disse rindo e olhando em direção a escada
– Eu não ouvi – falei botando a mão em cima do coração
– Percebi – ele disse sorrindo e me puxando pela cintura me encarando profundamente, ele tinha a mania horrível de me torturar me olhando desse jeito.
Ele me puxou mais para si me dando um beijo leve e envolvente me fazendo esquecer tudo, aliás qual é meu nome mesmo?
– Que isso? – Ouvi pela voz era Marcela, me afastei rapidamente de Caíque ficando de frente para ela que estava rindo, cachorra!
– Já falei para fazerem isso no quarto ontem – disse Sam aparecendo na cozinha
– Cê ta que ta, hein Carolzinha – disse Mel rindo
– É, já terminei aqui vou para sala – falei morrendo de vergonha e saindo da cozinha rapidamente com os olhares em mim e ouvindo risadinhas
– Passar o dia comigo, o que você acha? Ouvi a voz de Caíque atrás de mim
– Acho ótimo – disse sorrindo
Esse dia foi perfeito, fomos almoçar fora passamos a tarde vendo filmes no cinema e acrescentamos um jantar a noite que termino com muitas risadas, beijos e mais beijos. Chegamos em casa exaustos eu fui para o meu quarto e ele pro dele, estava viajando em meu banho quando ouço um barulho no meu quarto que me fez desligar o chuveiro e ficar em silêncio.
– Tem alguém ai? – perguntei com medo
– Sou eu medrosa, Caíque – ele disse rindo atrás da porta
Suspirei aliviada, sim sou medrosa ao extremo!
Terminei meu banho vestindo meu pijama e sai do banheiro secando meus cabelos quando vejo Caíque com os cabelos molhados somente de short sentando em minha cama me olhando
– Sua cama deu choque? – o provoquei
– Não, mas achei desperdício você ficar aqui nessa cama enorme sozinha quando pode ter minha companhia – ele disse dando um sorrindo conquistador
– Você não perde uma oportunidade não é? – falei parando de secar meu cabelos o olhando
– Nunca – ele disse sorrindo
Me deitei na cama com ele ao meu lado dando um sorriso bobo e logo me abraçando me fazendo deitar em seu peito. Me sinto ser observada o que me faz o olhar e confirma minha suspeita ele estava me encarando
– O que foi, que está me olhando – perguntei o olhando em seus olhos
– Me promete que sempre que estiver em casa vai ficar assim comigo? Sempre dormi assim em meu peito do jeito que possa ouvir minha respiração e saber que todas as batidas que meu coração dá é por você, pelo carinho, pelo amor que tenho por você. Só me promete que essa vai ser nossa sentença dormi um ao lado do outro do que depender de mim pelo resto da vida – ele disse me encarando sério
– Profundo, sabe que eu não acredito nisso. Mas prometo sempre que estiver em casa dormi ao seu lado – falei sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas ao terminar de falar.
Ele em resposta me abraçou um pouco mais forte e beijo minha testa me trazendo uma tranquilidade que trouxe consigo o sono.
2 semanas depois
As coisas entre mim e Caíque estão ótima, nunca mais vi Sabrina na minha casa. Tenho falado com Mandy a voz dela parece estar ficando diferente mas isso deve fazer parte de seu crescimento e morro de saudade de vê-la.Estou conseguindo conciliar trabalho, estudo, Caíque e Pedro. Sim continuo a vê-lo e estamos nos dando super bem apesar de nunca termos ficado por querer meu ele sempre sai comigo não se importando. Marcela está distante de mim de um tempo pra cá e isso me incomoda muito ela é como uma irmã minha. As gêmeas são uns amores e estamos nos dando muito bem. Amanha volto para casa depois de 2 semana fora á trabalho. Estou morta com farofa! Bom diário é isso...
Depois de horas de viagem de volta para casa cheguei em frente a minha querida e amada casa.
Tirei as malas do carro de Marcos o motorista da agência de viagens que trabalhava comigo.
– Obrigado Marcos – falei tirando a última mala do carro
– É meu trabalho Carol – ele disse dando um sorriso tímido
– Eu sei mas você é meu colega de trabalho então obrigado – disse sorrindo e indo para a calçada com minhas malas
– Bom descanso – Marcos disse entrando no carro e rapidamente dando a partida
Abri o portão com certa dificuldade por causa das malas e fui caminhando lentamente pelo jardim para que nada caísse no chão até finalmente chegar a porta que por sorte estava destrancada.
– Alguém em casa? – perguntei botando minhas malas no chão enquanto olhava ao redor a procura de alguém
Fui andando até a sala e não isso não, de novo não!
– Caíque? Chamei séria e alto quase gritando
Já que ele estava aos amassos com Sabrina no sofá no dia que sabia que eu chegaria de viagem
– Ele não é surdo Carol – disse Sabrina se levantando e se ajeitando vestida somente com uma blusa de Caíque
– Não falei com você garota – falei seca
– Olha como fala comigo – disse Sabrina vindo em minha direção
Joguei ela com um empurrão que caiu no sofá
– Você trouce ela aqui pra casa sabendo que eu ia chegar hoje, ta maluco Caíque? – gritei indo para cima dele
– Maluco? É assim que você fala com a Sabrina? – ele fala indo até ela
– QUÊ? – gritei o olhando sem entender
– É assim que fala com minha namorada Caroline? – ele pergunta sério e vejo Sabrina abrir um sorriso
Namorada? Como assim, Caíque enlouqueceu? Nós tínhamos combinado de não trazer ninguém aqui quando o outro estivesse em casa, todos os passeios, risadas, beijos, provocações, os jantares, o prazer de fazê-lo dar uma gargalhada, me deitar ao seu lado apenas o olhando nos olhos.Claro Caroline você foi se deixando levar com a essa história de relacionamento aberto, você caiu direitinho naquela historia de “amor” foi a trouxa da vez!
– Você não perde por esperar – falei saindo dali normalmente indo para meu quarto
– Você é um babaca Carol, uma babaca! – briguei comigo mesma
Eu fui me deixando levar por essa historinha, tenho que me concentrar nos meus estudos, viajar certos lugares para conhece-los melhor, gastei tempo demais com ele, perdi meu foco todo por um babaca e por eu ser uma babaca também. Tendo o exemplo da minha mãe na minha frente eu simplesmente joguei ele fora em vez de ter cuidado, eu preciso respirar, sair dessa casa tentar uma rotina diferente. É isso que eu vou fazer!
– “Alô, Pedro?” – perguntei ao telefone
– “Carol? Que surpresa” – sua voz fica alegre e ouvi uma risada
Eu tenho que viver diferente, saiu desse casulo ser livre um pouco deixar alguém que me faça bem entrar na minha vida, alguém que não venha com essa ladainha de “te amo” e na primeira oportunidade te derrubar como se você não fosse ninguém. Ninguém ia fazer me sentir de novo. Não com a nova Carol!
Fale com o autor