Recomeçando a vida do meio

2 Capítulo 2: Recomeçando a vida


4 anos atrás eu morava com meus Pais e meu irmão, cada manhã e tarde era agradável, já a noite... seria equivalente a hora do horror. Meu pai sempre chegava bêbado, e começava a brigar com minha mãe eu e meu irmão eramos obrigados a parar essas brigas. Horas depois meu pai vinha no meu quarto descontar sua raiva em mim, ele me batia, sem parar, sem parar, SEM PARAR, SEM PARAR, SEM PARAR, SEM PARAR, sem parar até de manhã ou até ele cair no sono.

— André, eu vou me mudar

— Você vai me deixar com a mamãe o papai? Não por favor, não vou conseguir conter eles

— Me desculpe, eu já não quero mais me envolver

— Por favor não me deixe, por favor eu faço oque você quiser, só não me deixe aqui sozinho com eles

— Bem... isso... não é problema meu, boa sorte

Sete dias depois meu irmão teve um acidente vasco cerebral, meu pai foi agredi-lo com uma garrafa e com isso ele explodiu uma veia de sua cabeça. Minhã mãe com o choque entrou em depressão e depois de 3 meses de terapia ela acabou se suicidando, porque disse que o meu irmão a chamou para o outro mundo. Como eu disse... isso não é problema meu

Certamente andar sobre um sol escaldante não é nada agradável, sinto saudade do meu quarto refrigerado pelo ar condicionado, maldita seja minha editora, me forçando a dar autógrafos. Depois de andar por horas cheguei na livraria, me sentei em uma mesa que tinham preparado para mim e comecei a dar os autógrafos. Sorriso, lagrimas de felicidade, e satisfação, era tudo que se podia ver no semblante das pessoas que tiveram seus livros autografados. No fim da sessão de autógrafos tudo que eu queria era um xícara de café gelado e minha cama, depois de fazer algumas compras naquela livraria eu decidir ir para casa. Depois de mais 2 horas de trem chego em sucesso em minha casa, “Bem vindo” é oque ouço dos meus tios apos me verem chegando, apenas abaixo a cabeça e falo “Estou de volta” me dirijo a meu quarto sem nenhum desvio, entro no quarto e tranco a porta, sento na cadeira abro meu programa para escrever novel e me perco nos meus pensamentos. Dou um leve tapa na minha cara e falo pra mim mesmo “Vamos lá”. 9 horas da noite, 27 dias até a entrega do manuscrito do próximo livro, 2 capítulos para termina o livro, me pergunto se eles ficariam com raiva se eu entregasse rápido o manuscrito, vou agendar uma visita com meu editor amanhã.

— Nem pensar, olha Natsuki-Sensei, vou ser sincero com você, suas ideias sobre fazer light novel sobre heróis não são boas, e sobre o segundo livro da Lua sangue, eu adorei, e sabe você precisa descansar por isso você terá 26 dias de folga, não vou aceitar nenhum manuscrito nesse tempo. Vá se diverti você está no final da adolescência, vá sair com amigos, pegar algumas garotas, aproveite Sensei

— Sim senhor...

Bom eu já esperava por isso, sempre é bom ter um escrito que não demora pra enviar um manuscrito, mas um escrito que manda um manuscrito muito cedo sempre só significa duas coisas, ou o manuscrito está horrível, ou ele é um fanático por trabalho, talvez seja isso que o meu editor pensa sobre mim. 6 horas de tarde? Da noite? Eu nunca soube, oque uma pessoa sem amigos, que nunca namorou ou interagiu muito com pessoas poderia fazer?

— Vou escrever algo

Oque falta nas minhas historias de heróis que as tornam ruins? Eu quero muito descobrir , mais como?

— Como você quer escrever uma coisa que você não sabe nem oque é?

Uma doce voz feminina ecoa pelo quarto, me viro o mais rapido possivel procurando pela pessoa que disse isso até que olho para minha cama, uma garota com um quadro de pintura, pintando algo nele

— Você, oque faz no meu quarto?

— Pintando, e observando um fracassado

— Muito engraçado

Eu apenas me viro e volto a tenta escrever algo, até que percebo “Porque estou agindo tão normalmente? É como se eu tivesse acostumado a fica com essa garota no mesmo quarto que eu”

— É simples, eu estou em todo lugar, por isso você já esta acostumado

— Oque quer dizer com está em todo lugar

— Você continua com um problema nos ouvidos, eu sou Deus, já esqueceu?

— Bom oque Deus quer com um fracassado escritor de novels que não consegue escrever a simples historia de um Herói que triunfa no final

— Quero te ajudar

Com essa palavras eu engoli seco, me perguntando porque uma divindade que pode simplesmente me apagar com um piscar de olhos quer ajudar um fracasso como eu

— Porque? Porque você quer me ajudar?

A garota sorrir, em um piscar de olhos fui levado para outro lugar, uma praça? Analisando o lugar pode ser ver que é uma praça comercial, mas tem um problema, carroças? Sendo puxadas por dinossauros? Não, algo parecido. Começo a ouvir uma risada na minha cabeça

— Hihihi, esse é meu mundo jovem Natsuki, você só poderá sair desse lugar assim que consiga acha oque procurar, vou deixar um saco de dinheiro com você para tentar sobreviver. Boa sorte Natsuki Sora

— Obrigado, Deus

Nesses últimos 3 minutos conseguir analisar o lugar todo, realmente é um centro de comercio, dentro da bolsa de dinheiro tem moedas de Platina, Ouro, Prata e Cobre, pela quantidade quer dizer que tem menos valor, observando a placas das lojas vejo que é uma língua diferente do japonês, por ser uma língua de símbolos creio que não terei tanta dificuldade para aprende-la, vou tenta me comunicar com algum cidadão para ver se é apenas a escrita que é diferente, me aproximo de um vendedor de churrasco, um homem barbudo com uma cicatriz no olho esquerdo, com certeza não é nem um pouco convidativo para qualquer cliente, vai ser ele mesmo

— Com licença, sabe me informar algo estou?

— Está no centro Comercia

— Me deixe reformular a frase. Em que cidade eu estou

— Me deixe reformular minha frase também. Compre algo e eu direi

Depois do homem barbudo me força a compra um churrasco que por sinal estava ótimo, ele me disse que eu estou na cidade central do País de Camelote, agora tenho certeza que isso é um mundo de fantasia, provavelmente a historia do Rei Arthur deve existir e etc, é melhor eu procurar algum lugar pra passar a noite e depois procurar uma biblioteca para me informar melhor. Andando pela cidade eu paro na frente de uma provável pousada, antes de entra uma garota esbarra em mim me derrubando, o saco de dinheiro acabou caindo e ela o pegou, eu grito para ela parar, decidir gritar “Pega ladra!” ninguém me ajudou. Outra garota se aproximou de mim e me ajudou a levantar

— Obriga-

Quando eu olho para a garota eu entro em choque, Ela é primeira pessoa que eu poderia dizer que é a propiá criação de Deus feita a cada detalhe, seus lindos cabelos loiros mais brilhantes que uma barra de ouro, seus olhos azuis podendo se comparar a cor do oceano, ela vestia um vestido branco e azul, tudo nela era perfeito

— Ei, Ei, ta ai?

— Ah! Me desculpe, obrigado pela ajuda

— Que saco você me atrasou, bom para compensar me ajude a pegar a ladra

— Hã?

— Foi oque você ouviu, você vai me ajuda

Sua personalidade não combina nada com sua aparência, me devolva a felicidade desperdiçada por ela, Deus!

— Bom você não pode recusa certo? Ela também te roubou certo

Boto a mão na cintura e nos meus bolsos procurando o saco de dinheiro e lembro de quando estava no chão

— Maldita ladra, bom eu vou te ajudar então

— Ótimo me siga

Então começou aqueles RPG 2D que uma equipe segue o personagem principal, talvez se ela tivesse uma personalidade melhor eu ficaria mais feliz em ser um secundário, depois de rodar a cidade inteira não conseguimos achar a ladra, a bela garota de cabelos loiros se no degrau de uma escada que estava perto de mim e solta um longo suspiro

— Nada, estou com sede

A garota pega uma pequena bolsa que estava no seu bolso de trás procurando algo, não achando oque procura ela olha pra mim com uma cara muito fofa quase me fazendo esquecendo na sua personalidade irritante, é obvio que ela quer dinheiro para compra alguma bebida

— Eu não tenho dinheiro

— Que maldição, vou morrer de sede

— Aonde podemos compra algo para beber?

A garota apontou para uma barraca que parecia vender comida, fico impressionado com a quantidade de lojas de comida, pelo menos sabemos que o reino não passa fome, eu acho. Faço um gesto indicando para só irmos para lá, ela se anima e começamos a nos aproxima da barraca então ela decide abrir a boca

— Como vamos conseguir bebidas?

— Você é virgem?

— Isso é pergunta para se fazer a uma dama?

— Então é, ótimo apenas precisava dessa informação, apenas siga o plano, ele vai parece estranho apenas concorde comigo e conseguiremos bebidas e até comida se quiser

— Entendido Líder

Olhando para o atendente ele é um bonito, desejo de qualquer garota talvez, cabelos castanhos, olhos azuis, parece se exercita muito bem, porque raios estou pensando nisso? Não faço a menor ideia

— Oque vocês querem?

— Tsc!

Ninguém nesse lugar recebeu educação, fico indignado da forma como essas pessoas fala, vou apenas me acalmar, isso talvez seja um modo normal deles falarem

— Que tal uma aposta?

— Estou na hora de trabalho, não estou afim para brincadeiras, fora isso, oque acha que um magrelo branco como você poderia querer apostar comigo

— Primeiro, saiba que eu te odeio, segundo, se você ganhar pode ter a honra de tirar a virgindade dessa linda garota

— HÃ?! EU NÃO CONCORDEI COM ISSO!

— Calada, então oque acha?

— Eu gostei dessa aposta, oque vamos jogar nessa aposta?

— Conhece o jogo do copo?

— Jogo do Copo?

— Bem simples, vou pegar 3 copos e uma moeda, vou deixar os copos de cabeça para baixo e colocar a moeda embaixo de um desses copos, seu objetivo é achar essa moeda, eu posso mover os copos para te confundir, vou demostrar

Colocando a moeda embaixo do copo do meio eu troco os copos de suas posições com os outros copos

— Simples não?

— Você realmente vai apostar a virgindade de uma dama em um jogo como esse

— Caso eu perca você pode fica com minha bolsa de dinheiro se acharmos ela

— Isso não ser o bastante, caso você perca você será meu escravo

— Eu seria mesmo se pedisse

— Podemos acabar com sua briga de casal e começar o jogo?

— Claro

Coloco a moeda no copo do meio e começo a mover os copos, Meio para esquerda, direita pro meio, esquerda pra direita, e esquerda pro meio

— Pode escolher

— O copo da direita, agora gracinha venha aqui

— Espere, temos que ver se a moeda está aqui mesmo... e não está

— Oque? Como isso é possível? Eu vi estava nesse copo

— Será que estava mesmo ?

Levanto os 3 copos e mostro que a moeda não estava em nenhum dos copos, eu exibo a moeda em meus dedos a fazendo truques com ela nos meus dedos

— Você trapaceou! Você disse que a moeda estaria embaixo dos copos

— “Seu objetivo é achar a moeda” Foi isso que eu disse certo garota?

— Sim

— Eu disse que estaria embaixo dos copos, mas... eu nunca disse que poderia tirar ela

— Maldito, você me enganou,se acha que vou dar as bebidas está muito engando, me devolva isso

O atendente violentamente arrancar a moeda da minha mão parecendo como um roubo, apenas sussurro para a garota

— Me acompanhe...

— ISSO É UM ABSURDO, EU PAGUEI PELA BEBIDA E A COMIDA, ALEM DE VOCÊ RETIRAR A MOEDA DA MINHA MÃO VIOLENTAMENTE NÃO QUER ME DAR OQUE EU PAGUEI!

— Entendi. ISSO MESMO, NOS PAGAMOS PARA PELA COMIDA E VOCÊ NÃO VAI NO DAR ELA?

— Oque vocês estão... fazendo?

É o atendente percebeu, se você é conhecido por ser ladrão e ser violento com seus clientes ninguém vai comprar de você, ainda mas numa área comercial aonde tem muitas pessoas, da pra ouvir a multidão conversando sobre isso. Oque fará senhor atendente irá me servi minha bebida e comida ou vai deixar de vender seus produtos

— Entendi oque os dois estão tentando fazer

O homem se vira prepara dois sanduíches e 2 bebidas em pequenas garrafas e nos dar

— Vão embora e nunca mas voltem aqui

— Foi bom Negocia com você

Eu e a garota nos afastamos, nos setamos em um lugar menos movimentado pelas pessoas e começamos a comer

— Sabe sua tática foi muito boa, você é ótimo em negociar e apostas

— Me sinto até especial, e sobre oque eu apostei?

— Você acabou com o clima de elogios pra você, seu tarado

— Tanto faz

— Hummmm... Está decidido

— Oque?

— Você será meu parceiro

— Oque te faz pensar que eu vou ser seu parceiro?

— Você é uma pessoa que chegou recentemente na cidade, não sabe falar a língua local, não tem dinheiro e nem lugar para fica, teria opção melhor

— Você tem ótimos argumentos que para não desperdiça meu tempo não vou discutir, serei seu parceiro então, meu nome é Natsuki Sora

— Emily, apenas Emily

— É um prazer, apenas Emily

— É um prazer Natsuki, pera você está e usando

— E você usando meu primeiro nome

— Algum problema?

— Na minha terra para usar o primeiro nome da pessoa você precisa ser intimo com essa pessoa

— Já somos muito íntimos, ok vou chamo de... Natsu

— Me chame de Sora

— Porque eu deveria?

— O autor já está cansado de tantas referencias a Fairy tail

— Faz sentido, bom é um prazer te conhecer Sora

— Digo o mesmo Emily

Apos termina de comer fecho os olhos e começo a pensar, a garota resolveu abrir a boca, vou apenas ignorar. Sendo uma cidade bem famosa os cidadãos não teriam dificuldade quando o assunto é dinheiro, o centro comercial é enorme, e ele tem bastante espaço ou seja, qualquer um poderia por lá uma barraca para seus produtos para vender-los, e para um ladrão roubar na praça principal ele é muito burro ou muito esperto, existe vários guardas andando pela cidade, mas o engraçado que eu vi o mesmos guardas sempre, oque me leva a pensar que os guardas tem uma rota de vigia da cidade, deixando assim uma área protegida, mas a outra desprotegida, mas tem um problema, onde eu estava os guardas também estavam, mesmo eu não sendo ajudado por eles, oque quer dizer que essa ladra tem uma rota de fuga, é melhor voltar para o lugar aonde fui roubado e analisar a área

— Ei, ta me ouvindo?

— Vamos voltar para o inicio

— Porque?

— Vamos

— Ei, me responde, Ei!

Com um sorriso triunfante eu disse

— Vamos recuperar oque perdemos!