Recognizing Islands.
1 The Beginning. {Capítulo 1}
Notas iniciais
O fogo abrasador e a lenha negra caminhando à sua própria destruição. Se direcionar suas íris às alturas, irá avistar a imensa escuridão coberta de pequeninos círculos prateados. A única iluminação era a luz que a chama emitia.
Bonnie movia seu galho pontiagudo de forma circulante. Seus longos cabelos escarlates 'dançavam' conforme o ritmo das brizas gélidas.
Não há refeição mais agradável que a música feita na hora! Sempre sem efeitos ligados ao gênero eletrônico, respeitando os nossos limites, mas indo bem mais além do que imaginamos. E talvez nós tenhamos limites para isso também.
David põe seu violão dentro da barraca de coloração esverdeada, em seguida pousa seu crânio nos próprios braços, que jaziam pousados num tronco de árvore demasia marrom.
–Algum problema? – Pergunta Bonnie, de súbito.
–Tirando o fato de estarmos presos nessa Ilha? – David respondeu, rigidamente. Bonnie pareceu não se importar muito com seu comportamento boçal, pois tal já estava demasia acostumada com isso, apesar de tal fato não significar sua aprovação diante de respostas tais como estas.
Confesso que estar preso numa Ilha não é a melhor coisa do mundo, mas nosso pânico de verdade deu os primeiros sinais no momento em que fincamos nossos pés na areia lívida... Nossos corpos, na verdade, que nem fincados foram, mas sim atirados brutalmente.
Ainda se é possível notar os hematomas nas laterais de meu abdômen por causa da queda, mesmo que esse seja o esperado, já que tudo ocorrera a cinco dias atrás.
Haku servia alguns pratos de porcelana delicada à todos nós, em quanto eu cortava alguns legumes. Estávamos preparando um ensopado para refeição, e David, não querendo ficar inerte, logo se dispôs a alimentar um de nossos búfalos.
Tínhamos avistado os mesmos no dia anterior, quando saímos da praia e rumamos à floresta, em busca de um local seguro o suficiente para se acomodar.
–Ele podia se chamar Carlitto, não é? – Disse Katy, fazendo rabiscos incoerentes em sua pequena caderneta. Podia-se ver que seu nariz estava avermelhado na ponta, por causa do imenso sereno que fazia.
–E por que Carlitto? – Perguntou Haku, revirando os olhos.
–Melhor ainda: Por que dar um nome à um búfalo inútil? – Ele o fez novamente.
Apesar de David ser um cara latagão, era sensível em certas ocasiões. Principalmente quando as mesmas estão voltadas ao 'búfalo inútil'. Na verdade, aquele búfalo era dele há tempos, muito antes de avistá-lo.
Conhecemos David próximo à um lago. Ele estava lavando seu rosto, assim como Bonnie estava prestes a fazer. Haku teve a ideia de nos juntarmos à ele, e apesar do mesmo ter abdicado várias vezes, depois de tanto insistirmos, ele acabou aceitando a proposta.
–Não acho que ele seja inútil, David. Aliás, para quem o considera inútil, você está demasia próximo, não acha? – Katy respondeu de forma capciosa.
–Mas que criaturas abespinhadas! – Ouço uma voz tão pueril quanto a portadora da mesma. Era Esther, minha irmã mais nova. Apesar de ser uma pessoa demasia afável, aparentemente era a mais sábia dentre nós.
Sempre se destacou em tudo que fizera. Seja na Escola ou fora da mesma, ela tem a capacidade de se mostrar melhor com atitudes que a mesma rotula como 'pequenas'. Seu raciocínio lógico nos ajudou, em partes, a sobreviver e nos manter sadios nestes cinco dias.
x-x-x-
Direcionei minhas mãos às águas límpidas do rio. Vi Bonnie por seu rosto dentro da concha d'água que havia feito com ambas as mãos, e então descerrei um sorriso amigável.
–Tá tudo bem mesmo, cara? – Ela perguntou. Sua franja havia sido molhada, assim como seu rosto robusto.
–Sim, mas estou preocupado com Esther. Será que vamos ficar presos aqui eternamente? Digo, eu tinha planos e acredito que vocês também.
–Vai ficar tudo bem, John. – Disse, lançando-me um olhar recebedor. –Se serve como consolo, eu gosto bastante de sua companhia. – Pôs sua mão direita em um de meus ombros e lançou os lábios rosados à minha bochecha robusta, queimando num beijo amável.
–Hm... É. Isso até que serviu.
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