Reciprocidade
7 Pulseira da amizade.
Notas iniciais
Depois de uma conturbada chegada, a tripulação encontrava-se em uma ilha protegida pela marinha. Atracaram às pressas com o estoque de cola do navio na reserva, e não podendo navegar sem o combustível, eles optaram por ancorar em um extremo sem vigilância da ilha, e então alcançaram a baía com o Mini-Merry.
Sem a mínima intenção de estarem ali por mais que poucas horas, somente Nami e Zoro deixariam o Sunny; ela para comprar a cola e ele para carregar os tubos. No entanto, de último minuto, Luffy exigiu que fosse levado junto alegando ser o capitão e também poder ajudar. E para o terror da navegadora, o Roronoa não fez caso de ser trocado pelo menino, preferindo então ficar no navio.
Havia vigília constante pelas ruas da cidade na ilha, a ruiva certificou-se de que o capitão não trouxesse seu chapéu de palha, e mesmo aos protestos, ela o convenceu. Evitariam quaisquer problemas, mesmo que isso exigisse tomar medidas extremas para a ladra.
— Nami, nós nunca andamos de mãos dadas antes. — Era arrastado pela ruiva. — Nós somos como um casal?
— O quê? Não! — Ela baixou o óculos de sol que usava para encará-lo, desacreditada com o que escutou. — Não posso te soltar, tch.
— Então posso comprar um óculos pra mim também? Você tá muito legal com esse!
— Não, Luffy, você não pode.
Depois de esgueirarem pelas rondas de marinheiros sem serem descobertos, a navegadora enfim avistou uma loja que vendia o que precisavam e entrou para comprar, soltando do companheiro apenas para pagar pela cola. E quando deu-se conta, ele havia sumido, e o pânico a tomou.
Pediu para que o atendente a esperasse, indo atrás de Luffy em seguida. Ela suava de nervoso, imaginando os tumultos que ele já teria causado. E com o denden-mushi em mãos, Nami estava para chamar por reforços da tripulação, entretanto, antes que pudesse desesperar-se mais, ela o avistou do outro lado da rua, acenando feito um idiota.
— Onde você esteve?! — questionou chacoalhando-o pelos ombros quando o alcançou. — Não posso te deixar sozinho, você vai colocar fogo na ilha!
— Eu sei, eu sei. — Não evitou rir com a preocupação da navegadora. — Eu fui buscar uma coisa pra gente!
Antes que a ruiva perguntasse sobre, sentiu algo ser preso a seu pulso e então, ao do capitão. Ela conteve a irritação ao ver do que se tratava.
— O que é isso? — disse entredentes.
— Você disse que não podia me soltar, então eu peguei uma pulseira da amizade pra gente.
— Isso é uma algema, Luffy.
— Não, Nami, é nossa pulseira da amizade! — soou ofendido.
— Onde você arranjou isso?! Pegou as chaves também?
— Chaves? — Ele inclinou a cabeça confuso.
Nami ganhou uma nova pulseira e o capitão um olho roxo.
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