Reboot

1 Nem tudo dura para sempre


Notas iniciais
Estou fazendo essa história sem nenhum grande apoio, e queria que os leitores da fanfic (se possível) me apoiassem e incentivassem a continuar postando capítulos deste romance.

As duas crianças brincavam e corriam por entre os campos verdejantes. O alaranjado crepúsculo já abrangia aqueles campos verdejantes. A noite logo chegaria, mas os dois não se importavam, eles só queriam brincar, e se fosse possível, eles fariam isso para sempre.

As crianças que corriam e brincavam eram de sexos opostos, um era menino, e a outra era menina. Um era Zack, e a outra era Helena. Um era saudável, já a outra, nem tanto...

O menino parou de correr por um segundo, virou-se para a garota pálida e disse: “nós vamos brincar juntos para sempre”, e ela repreendeu-o: “você sabe que isso é impossível, não é?”, ele ignorou o pessimismo da amiga e continuou: “eu prometo para você, que um dia nós vamos nos casar!!” ela se envergonhou, mas parecia um pouco decepcionada ao mesmo tempo.

“E o que garante que você vai cumprir a promessa?” perguntou ao menino.

Ele estendeu o dedo mindinho a ela, e disse:

“Essa é a prova de que eu vou cumprir a promessa.”

A menina se alegrou, e deixou um sorriso tímido escapar, mas ela não parecia feliz... Helena estendeu seu dedinho para o garoto e juntos fizeram o sinal do juramento. A noite chegou trazendo a lua e as estrelas, e obrigou os dois amigos a irem para suas casas. Eles se despediram em uma estrada que seguia rumo à cidade; ela tomou o caminho da direita, e ele o caminho da esquerda. Ambos estavam muito felizes, mas tudo que é bom dura pouco.

Poucos segundos após a despedida, o garoto ouviu um som estranho, como se algo tivesse batido com força no chão. Ele olhou para trás, e se assustou ao ver que Helena estava caída no chão, com sua cabeça sangrando; seus permaneciam abertos, mas ela não piscava...

Zack ficou sem reação alguma... Ele não queria ser pessimista, não queria acreditar que ela estivesse... Bem, você sabe...

Ao longe, uma luz forte seguia caminho pela estrada, uma fumaça negra subia pelos céus, e essa luz se aproximava do corpo caído, soltando alguns sons que geralmente caminhões fazem.

“Eu não posso... Não posso deixar ela morrer... Nós vamos nos casar e...” Zack chorava e olhava para o menor dedo de sua mão. “Não posso!!!”

...O que aconteceu depois disso? Tudo ficou escuro. Não se ouvia nenhum tipo de barulho, apenas o som da máquina de ferro batendo em algo. “Eu a salvei...? Acho que não... Se eu a tivesse salvo, eu me lembraria, não é...?”

Ele acordou! Completamente confuso. Sua respiração estava em ritmo acelerado, assim como seus batimentos cardíacos. Ele estava em um quarto pequeno, com um despertador “apitando” descontroladamente. O calendário que se encontrava ao lado de sua cama dizia: 26/05/2016.

“Oito anos se passaram...” pensou Zack. “Por que eu ainda sonho com algo que aconteceu oito anos atrás?”

Ele se levantou. Desativou o alarme do despertador, que marcava 06h: 47 min. O garoto estava atrasado, MUITO atrasado. Ele foi ao banheiro, escovou os dentes, penteou o cabelo, voltou para o quarto, vestiu seu novo uniforme, pegou sua mochila, trancou todas as janelas e portas, e olhou em seu celular, que marcava exatamente 07h: 03 min. Ele estava COMPLETAMENTE atrasado, tanto que ele nem precisaria correr, já que chegaria atrasado de qualquer forma mesmo...

Saiu da velha casa, trancou-a, e foi em direção à universidade. Por alguma razão, o sonho que tivera enquanto dormia não lhe saía da cabeça. O rapaz se sentia atormentado pela lembrança.

***

Ao chegar ao seu destino, uma surpresa, os portões já estavam fechados, e ele não poderia entrar. “Mas que absurdo! Quem é que fecha os portões a essa hora? Eu só estou...” olhou no relógio, este marcava 07h: 31 min. “31 minutos atrasado...! Bem, se pelo menos eu soubesse que teria que pegar dois ônibus para chegar até aqui...” Pensou Zack em voz alta.

Nesse momento o portão se abriu, e uma garota o convidou para entrar, ele obedeceu. A menina parecia ter a mesma idade que ele (16 anos); ela também usava uma roupa preta, formal, com uma gravata amarrada ao redor da gola, e uma saia (também preta) cheia de babados. O seu cabelo era liso e preto, -- sim, preto... Essa menina devia gostar do estilo gótico -- seus olhos eram puxados para os lados, assim como os olhos dos asiáticos; sua boca era pequena, e os traços de seu rosto eram perfeitamente arredondados, sem contar que sua pele era um pouco pálida. Pálida... Isso fez o rapaz se lembrar de Helena, mas isso não era bom, ele devia esquecê-la, e não sentir saudades...

A menina gótica o levou até a entrada do grande edifício. Este possuía quatro andares, um estacionamento, uma fachada de entrada enorme, elevadores modernos, recepcionistas, seguranças, rampas para deficientes, e uma centena de pessoas andando pelo lugar, tanto por dentro, quanto pelo lado de fora.

Ao entrar ele foi conduzido pelas escadas até chegar ao corredor que dava acesso às salas de aula. Zack se sentia nervoso, feliz e impaciente, tudo ao mesmo tempo. A ansiosidade estava tomando conta de suas emoções. Tudo estava se saindo perfeitamente até que...

“Você promete...?” disse uma voz que ecoou nos ouvidos do jovem. Era uma voz muito familiar... Ele se virou, olhou para os lados, tentou ouvir a voz novamente, mas nada...

-- Você já pode entrar na sala, o professor lhe aguarda – disse a menina gótica.

-- Ahn... Claro... Eu já vou entrar... – ele ainda estava um pouco confuso, e tentava ouvir a voz de novo. O rapaz só precisava ouvi-la mais uma vez, mas não teve tanta sorte. A professora lhe chamou para entrar antes que pudesse ouvir aquele som angelical novamente...

Notas finais
Caso tenham gostado, cometem a história e a adicionem aos favoritos, O.K?