Rebirth
5 Ação e Reação.
Notas iniciais
O próximo capítulo virá com algumas descobertas...Acho que a história não será muito longa. (:
De repente,ele começou a rir muito.Dei dois passos para trás,para não porrá-lo ali,naquele minuto.Pelo jeito como ria,ele realmente não acreditava em mim.Quando ele finalmente parou de rir,ele levantou-se muito rápido,indo para minhas costas e imobilizando minhas mãos.
-Não tem tanta diferença de idade,tem?-Ele disse muito próximo de mim.”Não,não tem” era o que eu queria dizer,mas eu não conseguia agir.Eu fiquei sem reação por que eu não esperava isso.Mas que babaca...Ele me segurava muito próximo do seu corpo fazendo-me ter calafrios.Senti seus lábios passearem por minha nuca dando pequenos beijos. Mais uma vez,senti uma raiva imensa dele.
-Me solta,babaca,eu sou menor de idade.-Falei calma enquanto soltava minhas mãos mais fácil do que eu pensava.Acho que ele pensava que eu era fraca,por isso,não me segurou com a devida força.Virei meu corpo para o dele fazendo com que nós ficássemos muito próximos. Seus olhos estavam fixados em minha boca.Sorri,sabendo que finalmente poderia dar o soco tão esperado.O fiz tão rápido que ele nem percebeu,acho que estava o tempo todo pensando em me beijar.Babaca estúpido.Ele voou longe,quebrando todo a aparelhagem de som e televisão da sua sala.
Ele levantou num pulo,mas não tinha o ódio que eu achava que ia estar em seus olhos. Na verdade,ele tinha o rosto preocupado. Não,melhor,confuso. Parecia tentar achar uma explicação.
-Sim,é verdade. Sou Akane de Fênix,prazer. Ah,e eu tenho que ter matar.-Dei um sorriso de deboche. Eu esperava sentir o alívio de finalmente depois de tanto tempo,poder dar um soco bem dado naquele rostinho bonito,mas não senti...
-Espera. Porquê?-Ele continuou no mesmo lugar ainda com a cara de babaca.
-Simplesmente não pode existir dois cavaleiros de uma só constelação.Agora,vou deixar você escolher: nós lutamos aqui e agora,sem armadura ou em outro lugar mais aberto,longe das pessoas e com armadura?-Pensando melhor,não era uma boa idéia continuar lutando ali. Tudo bem que eu não planejei nada disso,mas mesmo assim...
-Mas como é possível ter duas armaduras...
-Não pergunte para mim. E então,o que vai ser?-Eu estava impaciente. Ele demorava muito para entender...Lesado.
Ele ainda estava estático na mesma posição. Parecia pensar agora. Avaliava-me.Provavelmente notara o meu cosmo antes,mas deixou para lá.Realmente,quantas pessoas tem um cosmo forte e nem imaginam?Inúmeras que não foram treinadas como nós. Não é como se atingíssemos isso,já vem com a pessoa. Tanto é,que existem tantos que não conseguem ganhar a armadura...Por não ter cosmo o suficiente.
-Lugar aberto com armadura. Antes que você destrua a minha casa...-Ele finalmente falou sério. Parecia mais tranqüilo.
-Ótimo.Amanhã,à meia-noite,estarei no...Você conhece o parquinho que tem por aqui perto?-Ele apenas assentiu.
-Tudo certo,então...Até amanhã.-Peguei minha sandália e sai de seu apartamento. Enquanto colocava a sandália em seu corredor,notei a saída de emergência,que eram as escadas. Bom,era melhor que o elevador.Desci as escadas,pensando no dia de amanhã...
Seria um domingo. Era dia da minha folga. Quando cheguei em casa,tomei um banho rápido e fui dormir. Precisava descansar,a noite amanhã seria longa...
0.o.0
Acordei tarde naquele dia e ainda fiquei enrolando na cama. Desejava-me sentir mais descansada.Quando não agüentava mais a cama e finalmente levantei,já era a hora do almoço. Pensei em ir até a pensão da senhora Arisu,mas deixei para me despedir amanhã,quando seria a hora de voltar para a Ilha.Se eu não fosse morta por ele.Fechei os olhos e tentei me concentrar no que faria no dia.
Como eu não tenho habilidades culinárias eu resolvi fazer um miojo. Gostoso,rápido e fácil.Eu também teria que arrumar minha mala e a casa.Ela provavelmente não teria nenhum morador depois de mim...Pensei no Katsuhiro. Ele era irmão de meu pai,e o herdeiro dessa casa que pertencia à meus pais. Mas ele deixou para mim. Eu nunca o vi,somente no enterro de meus pais.É melhor esquecer isso... Arrumei calmamente minhas malas,que ficaram mais apertadas com as roupas e acessórios daqui.Eu sabia que não poderia voltar,mas mesmo assim deixei algumas coisas no armário alimentando essa esperança.
Quando vi,o dia passou mais rápido do que eu pensara. Eu estava estranhando esse sentimento de me sentir bem em ficar mais um dia no Japão...Talvez porque eu sempre penso em ir embora,a cada momento. E isso,me faz agradecer por ficar mais tempo do que eu acho que realmente tenho.Vesti uma calça jeans clara e uma blusa branca simples,peguei o bloco de bronze que tinha a minha armadura e sai de casa. Faltavam apenas dez minutos para meia-noite,mas o parque era bem perto.Sorri. A rua estava silenciosa como eu imaginara. Vi apenas duas pessoas no caminho.
Quando cheguei ao parque,ele já estava lá com a sua armadura. Ela era diferente da minha,mas ainda sim mudava poucas coisas.O bom era que ele estava bem distante dos brinquedos,aonde poderíamos lutar em paz.Não me aproximei muito dele. Coloquei o bloco no chão e o abri com um puxão na corda. As peças rapidamente encaixaram-se em meu corpo.O olhar de Ikki me analisava.O seu silêncio me incomodava,mas eu não tinha muito o que dizer...
-Agora você acredita em mim?-Perguntei séria. Me lembrei que eu falei para ele com deboche que eu teria que matá-lo,e naquele momento aquilo não me trazia qualquer tipo de sentimento bom.
Ele ainda demorou para falar algo,eu diria que ele demorou uma hora para ter qualquer reação,mas eu sabia que foram apenas alguns minutos no silêncio...Ele andou alguns passos em minha direção.
-Eu acreditei desde o momento em que você me deu aquele soco.-Disse com um ar de risonho.Esbocei um sorriso,mas provavelmente não o tinha feito direito por não sentir vontade de sorrir.Você precisa proteger o Mausoléu! Não se esqueça,ele não protege mais a Athena,quem precisa da armadura é você! Ele é hipócrita.Babaca. Estúpido.
Parti para cima dele e comecei a socá-lo e a chutá-lo mas ele desviava de cada golpe meu. Ele estava só na defensiva,não me atacava de jeito nenhum.
O encarei com ódio. Meu desejo de atacá-lo apenas aumentava. De repente ele me deu um soco muito forte que me fez voar,literalmente. Caí a poucos metros dele,me repreendendo por ter me distraído.
-Isso foi por aquele soco de ontem. Doeu pra caralho,sabia?-Ele não falava com ódio nenhum. Ele falava de um jeito como se aquilo tivesse graça.Me fiz novamente uma pergunta:Aonde aquele ódio que ele tinha se escondera?
Levantei-me.Ele não parecia querer me atacar.Comecei a correr fingindo que ia dar um soco,de retribuição,porém o meu desejo era chutá-lo. No momento em ele desviava eu levantei minha perna mas não adiantou muita coisa. Ele segurou minha perna na hora e colocou a mão na minha cintura me puxando para perto de si,encostando os nossos lábios. Não acreditava no que estava acontecendo e acabei cedendo por alguns segundos.Meu corpo ficou mole e suas mãos me seguraram mais firme,segurando minha cintura.Senti meu próprio corpo respondendo aos seus estímulos,meus lábios se abrindo...
Mas percebi o que eu estava fazendo. Mas que ódio,porque aquele homem era tão charmoso?O empurrei e ele cambaleou,provavelmente grogue do quase beijo. Eu o olhei com todo ódio que podia,me afastando em pequenos passos.Como ele pôde encostar em mim?Mas eu aceitei muito bem os seus toques...
Ele continuava parado como se esperasse alguma reação minha.Pensamentos confusos passeavam em minha cabeça e lembranças que eu tinha enterrado voltavam à vida.Me concentrei o máximo que pude para atacá-lo.Ele provavelmente sentiu meu cosmo queimar,fazendo com que ele começasse a queimar o dele. Seu rosto denunciava que tinha preparado algo para mim,ele não conseguia esconder seu sorriso superior. Eu poderia sair toda ferrada com seu ataque mas ele ia sentir a minha força...
–AVE FÊNIX!–Bradei e fiz meu movimento.Quase simultaneamente ele aumentou seu sorriso e falou calmamente algo familiar com o mesmo movimento.
–Ave Fênix!
Abri meus olhos. As memórias da luta voltaram pouco a pouco.A dor do ataque foi tanta que eu desmaiei enquanto era jogada. Sentei no chão e pude vê-lo se levantando,com os olhos fechados e ainda com aquele sorriso irritante de superioridade. O ataque foi feito com pouca distância,fazendo com que o estrago seja infinitamente maior.
–O que pensa que está fazendo?–Ele perguntou-me. Agora,ele estava tão próximo que senti...Receio dele atacar-me novamente.Eu acho que não agüentaria mais um ataque dessa distância.
–Como assim?Eu já te expliquei!–Respondi com raiva tentando me levantar, mas não consegui ficar em pé fazendo com que logo em seguida,eu me segurasse em seu ombro e caíssemos juntos. Deduzi que estava tão fraco quanto eu. Porém eu ainda tinha um ataque...E ele riu baixinho. Me surpreendeu porque seu hálito bateu em meu rosto quase me convidando à...Não! Aonde eu estava com a cabeça?Ele é um inimigo!Ele me olhava de um modo estranho...
–Você não consegue ficar longe de mim!Tudo bem,eu sei que sou irresistível mas...–Não o deixei terminar. Subitamente levantei-me e falei com mais raiva:
–Babaca. Eu vou te mostrar algo que fará você calar a boca e sua alma sumir.–Nesse momento o que sumiu foi seu sorriso irritante,fazendo com se erguesse e falássemos juntos...
–Golpe Fantasma de Fênix!–Nossos punhos se chocaram e recebi aquela sensação incômoda de um pequeno choque passando por meu cérebro. Caí lentamente,sorrindo por saber que não teria efeito de qualquer maneira...
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