Rebels : Anarchy masters
3 Pacto do silêncio - Capitulo 3
Onde eu parei? Ah é isso mesmo, eu e um garota num galpão com corpos que variavam entre desmaiados e mortos nos rodeando, nós dois no encarávamos enquanto ela fazia a reverência do exercito para mim e eu pensava como ia explicar os mortos no local.
— Então Callaghan, como acha que eu vou explicar isso ao General "gente boa"... sem ele arrancar minha cabeça? — E lá ia eu de novo entrando em mais um dos meus famosos surtos de raiva, eles foram o motivo de me chamarem de Hund, quando entrei minha falta de habilidade para me controlar quando tirado da minha zona de conforto era esplendorosa e conhecida por quase todos, isso acontecia quando principalmente eu tinha que lidar com a bagunça de OUTRAS pessoas.— Bem senhor, pra resolver na verdade é bem simples. — Disse ela desfazendo a posição de reverência e coçando a cabeça enquanto bocejava e girava uma lâmina ensaguentada na outra mão, não vi de onde ela tirou a faca mas não me foquei no detalhe. — Pakt der stille, simples assim. — É o que ? — Disse a olhando e franzindo o cenho e levantando a sobrancelha esquerda em uma expressão de duvida e interesse. — Nunca ouvi falar disso. — É alemão senhor. — Ela riu e limpou a faca na camisa e a jogou pro lado. — Uma das línguas mortas, significa pacto do silêncio, nós queimamos os corpos dos mortos, matamos os que você só desmaiou e vivemos felizes, as câmeras só gravaram que eles entraram me arrastando e você entrou depois após isso, então o exército terá o áudio dos seus tiros. — Acho que isso é o bastante pra me ferrar Callaghan. — Ri meio irritado ainda apreciando o Jab que acertara nela antes, a mulher sem duvidas estava me irritando. — Pera... como você sabe alemão? — Irrelevantes, a afirmação e a sua pergunta. — Riu um sorriso falso e me olhou.Talvez fosse melhor pular essa parte mas bem prometi contar a historia, ela começou a rasgar em lugares "chamativos" suas roupas, a observei me perguntando se ela era louca ou só tinha pirado de vez, mas ai ela começou a falar e tudo fez um sentido. — Oh! Uma pobre e indefesa novata no exército. — Quando ela começou a falar quase me deu vontade de rir, ela usava uma voz daquelas moças da TV totalmente dramática. — Assim que foi premiada no exercito seus colegas invejosos que não foram aprovados a puxaram para um galpão e tentaram abusar dela.Ela foi até aonde havia jogado a faca e começou a passar pelos homens desmaiados num sinuoso "desfile da morte" a cada homem que passava que tinha sinal de vida ela cortava o pescoço e prosseguia em frente chegando a mim me entregou a lâmina e continuou a falar enquanto tirava a luva da minha mão, já que é uma das partes do uniforme, e então entendi sua linha de raciocínio e segurei a faca sem a luva, a interrompi e continuei o que ela estava pensando.— E então o bravo braço direito do General salva a pobre recruta das garras dos maldosos homens, infelizmente tendo que os matar. — Falei com a mesma voz dramatizada. — Até que você é esperta Callaghan, mas eu ainda fico com a culpa pela morte homens que você matou. Ela riu cinicamente e me olhou... próxima demais. — Bem vindo ao meu joguinho. — Ela se aproximou mais uma vez e disse no meu ouvido — Senhor. Uma faca foi parar na garganta dela assim que notei que ela tinha uma faca apontada para as minhas costas, eu sorri para a cara de espanto dela, talvez ela só não esperasse que eu notasse a faca com uma mulher seminua na minha frente, mas não sou um cafajeste total. — Tenho outra expressão pra você mocinha, Cum duo busta interficiet me altitudinem— Ri e ela se afastou sem parecer muito frustrada ou sequer satisfeita — É latim e tirando a parte em que morro no seu plano ele é ótimo, vamos usá-lo. — Tsc apenas morra logo. — Ela tentou esconder, mas um pequeno sorriso surgiu em seu rosto, até hoje não sei se era mais um de seus sorrisos falsos ou um real. Após isso eu explodi o galpão com os corpos mortos lá dentro, algumas horas após a fumaça levantar a imprensa chegou nos entrevistou, ela atuou como " a vitima " e eu como " o herói ". Quando a poeira abaixou, comecei a conversar com a filha do general que tinha vindo a conhecer e bem agora você entende a história do galpão 33. E foi nesse dia que conheci duas coisas novas um pacto de silêncio e uma mulher assustadora.
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