Rebel Toy.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Enfim, Boa Leitura!
Tokoha não sabia o que fazer. Não sabia se fugiria ou atiraria no tal homem misterioso. Puxou Yasei pela gola da camiseta violentamente e jogou-o no chão, para protegê-lo dos tiros. Os dois se agacharam tentando esconder-se embaixo das poltronas.
— O que está acontecendo? – Yasei perguntou, desesperado. Tokoha olhou pra ele com uma expressão óbvia.
— Se você não ver que está tendo um tiroteio, é mais tapado do que parece. – O garoto pigarreou, irritado. Incrível arranjarem tempo para discutir até mesmo em um tiroteio.
Tokoha retirou dois revólveres de seu bolso e pulou em uma poltrona, atirando para o homem mascarado. O garoto era rápido e conseguia desviar das balas facilmente, pulando de poltrona em poltrona. Sua coxa ainda não havia sido totalmente recuperada do outro tiro, e isso dificultava os saltos maiores. Yasei ainda estava deitado no chão, tentando o máximo que podia se esconder.
— Megume Tokoha, você por aqui? – O homem mascarado disse, desviando de um tiro.
— Quem diabos é você? – O garoto vociferou enquanto abaixou-se atrás de uma poltrona para se proteger de um dos tiros.
— Vai dizer que não se lembra... – O homem correu até a poltrona onde Tokoha estava escondido e segurou-o pelo braço, apontando a arma em sua testa. Tokoha tentou atirar no mesmo com suas duas armas, mas o medo paralisou seu corpo. –... Do homem que te vendeu ao Yasashi?
O homem retirou a máscara e a toca preta que cobria sua cabeça. Seus olhos azuis fitaram o garoto profundamente, e seus longos cabelos loiros caíram levemente sobre seus ombros. Os olhos cor de avelã do garoto esbugalharam-se. Sentiu suas pernas fraquejarem e uma dose de saliva descer pela sua garganta. Seu coração batia aceleradamente. Estava frente a frente do homem que lhe maltratara por diversão por muitas vezes.
— Pelas suas reações parece que você se lembrou, não? – O homem sussurrou no ouvido de Tokoha, enquanto as lágrimas do garoto caíam sem parar. À esta altura, Yasei já devia ter caído no sono no chão.
— O que está acontecendo aqui? – Yasashi soltou a pipoca ao chão e correu até o mascarado, que no mesmo tempo soltou de Tokoha e saltou para trás.
— Você tá bem? – Yasashi perguntou, ajoelhando-se ao lado de Tokoha.
—É LÓGICO QUE NÃO ESTOU BEM. – Tokoha gritou, e fitou o homem mascarado que recarregava seus revólveres. – ESSE HOMEM ACABOU COM A MINHA VIDA.
Tokoha levantou-se e disparou na direção do homem, mas o mesmo conseguia desviar rapidamente. Yasashi tomou o revólver da mão do garoto e continuou com os disparos. Então, com um baque, o homem loiro caiu ao chão desacordado. Atrás dele, Yasei assoprava seu punho.
— ME DEIXE MATÁ-LO, DEIXA! – Tokoha gritava, tentando recuperar seu revólver.
— Não, você não vai matar ninguém. – Yasashi disse, guardando a arma no bolso e aproximando-se de Yasei.
— Bom trabalho.
— Não foi nada. É que esse cara tava fazendo barulho demais e eu queria cochilar. – Admitiu, com a mão na cabeça. Os dois foram interrompidos com os gritos descontrolados de Tokoha. O mesmo batia no corpo do homem, que estava caído no chão. Suas lágrimas caíam como loucas.
— POR QUÊ VOCÊ NÃO MORRE? POR QUÊ? – O garoto gritava.
— Depois eu que sou o escandaloso, né? – Yasei resmungou, irritado. Tokoha apenas fitou-o com um olhar de matar.
— CALADO, SUA VADIA. – Tokoha gritou, levantando-se e indo até Yasei. Yasashi segurou-o com os dois braços, fazendo o garoto espernear. – ME SOLTA, ME SOLTA! EU QUERO MATAR OS DOIS.
Com um golpe suave, Yasashi deu uma leve pancada na nuca do garoto com a lateral de sua mão direita. No mesmo instante, o mesmo desmaiou.
— Ele vai ficar bem? – Yasei perguntou, não demonstrando o mínimo de preocupação em seu tom de voz ou sequer em sua expressão facial.
— Vai sim. – Yasashi disse, acariciando a face do menor. Yasei fitava o corpo do homem loiro caído no chão.
— E ele? Não quero ser acusado de homicídio nem nada. – O garoto estendeu os braços como se estivesse se rendendo. Yasashi fitava fixamente o homem, com Tokoha nos braços.
De repente, os olhos do mesmo se abriram e o mesmo se levantou lentamente, gemendo ao sentir dor no seu pescoço.
— Nos veremos de novo, Yasashi. – O homem disse, saindo pela porta. Yasashi podia muito bem correr atrás do mesmo e atacá-lo, mas neste momento estava preocupado com Tokoha.
[...]
A primeira coisa que Tokoha viu quando acordou eram os olhares preocupados de Yasashi. Um sorriso aliviado se formou nos lábios do maior quando notou que os olhos do garoto se abriram. Sua mão acariciava sua bochecha lentamente.
— Está melhor?
— Estou só um pouco cansado. Eu só queria matar aquele ordinário na primeira oportunidade. – Suspiro. – Mas deixa pra próxima.
— Calma. Você ainda vai ter sua chance. – Yasashi sorriu bobamente, como sempre. Tokoha simplesmente sorriu de volta, e caiu no sono logo em seguida.
— Podemos ir? – Yasei perguntou, usando um traje totalmente preto. Parecia que era feito de látex, porém ficava um pouco mais “folgado” no corpo do garoto.
— Nossa, você ficou muito... Sexy com esse traje. – Yasashi disse, com um sorriso safado.
— Opa, o trato não era esse. O trato era eu substituir o Tokoha no tal roubo e você pararia de ser falso E ficar com esses semi-assédios. – Yasei resmungou, enquanto ajeitava sua bota.
— Não podemos mudar o trato? – Yasashi perguntou cabisbaixo, levantando-se da cama de Tokoha.
— Não.
— Tá. Tomou o café que eu preparei pra você? – Yasashi perguntou.
— Tomei. Espero que você não tenha colocado nenhum veneno ou droga nele. – O garoto resmungou, fazendo o maior rir. – E seja um bom mafioso e vá logo se trocar.
Não importava a hora, Yasei nunca recusava uma xícara de café.
O garoto, impaciente, se jogou no sofá. Yasashi aproximou-se dele e o beijou no pescoço. – O. Que. Você. Pensa. Que. Está. Fazendo?
— Beijando seu pescoço. – Yasashi sussurrou, dando-lhe outro beijo no pescoço. Yasei colocou as mãos em seu ombro. Queria empurrá-lo, mas o maior tinha mais força. Os beijos iam subindo e faziam estalos. Yasei deu um leve gemido quando sentiu que Yasashi mordiscou sua orelha.
Yasashi separou seus lábios da pele de Yasei e fitou-o de perto. Seus olhos castanhos hipnotizavam Yasei que tentava controlar sua respiração.
— Eu mal te beijei... E você já está nesse estado. – Yasashi sussurrou no ouvido do garoto, mordiscando logo após.
— Droga, Yasashi. – Yasei apertava seus ombros. – Termina logo com isso.
Yasei colocou as mãos no rosto de Yasashi e puxou-o para um beijo. Suas línguas se entrelaçavam loucamente, enquanto as mãos do maior passeavam no corpo de Yasei. Aquele beijo durou segundos, minutos, quem sabe até horas... Uma coisa que eles não tinham noção naquele momento era de tempo.
Os dois separaram-se arfando, tentando preencher seus pulmões com o máximo de ar possível. Yasei limpou a saliva do canto da boca com o dedo e empurrou Yasashi de cima dele. Levantou-se do sofá.
— Não acredito que fiz isso. – Ele passava as mãos no cabelo, incrédulo. – Droga!
— Foi tão ruim assim? – Yasashi sorriu de um jeito safado para Yasei, provocando uma fúria no mesmo.
— NÃO FOI RUIM. POR ISSO QUE ESTOU COM RAIVA. – Yasei gritou, pulando em cima de Yasashi no sofá e roubando-lhe outro beijo. E mais outro. Beijava o pescoço do maior também, enquanto gemia abafado.
[...]
Yasei acordou. Estava deitado em sua cama, apenas com uma boxer branca. O cobertor cobria-o apenas até a cintura, e seu quarto estava iluminado pelos raios de sol. Levantou-se, e no mesmo instante sentiu uma pancada em sua cabeça. Sentou-se na cama bruscamente e pousou a mão sobre o rosto. Yasei gemeu de dor.
— Ai... Minha cabeça. – Fechou os olhos e apalpou a parede, procurando pela cortina. Encontrou-a e fechou com força, fazendo toda a iluminação sumir. Abriu os olhos lentamente, e dessa vez não se encontrava mais naquela claridade toda.
Vestiu-se rapidamente e foi até a cozinha, gemendo no caminho com sua enxaqueca. Lá, encontrou Yasashi que lia um jornal e Tokoha, que comia cereais.
— Bom dia, Yasei. – Yasashi disse, provocante.
— O que você colocou no meu café, seu estúpido? – Vociferou, vacilando quando sua cabeça latejou forte mais uma vez.
— Um estimulante. – Ele deu de ombros. Tokoha cuspiu todo seu cereal no chão. O rosto de Yasei ficou vermelho, e seu sangue subiu.
Quando deu por si, percebeu que havia dado um tapa no rosto de Yasashi. O rosto do maior ficou sério e pousou a mão sobre sua bochecha, que agora estava vermelha. Tokoha virou-se para os dois, com um sorriso no rosto.
— EU... EU VOU EMBORA DAQUI! – Yasei correu para seu quarto e jogou suas roupas em cima da cama, assim como pegou uma caixa com suas coleções de mangás. Yasashi entrou no quarto e segurou seu braço com força.
— Você não vai embora daqui de jeito nenhum. – Ele disse, jogando-o em cima da cama. A cabeça de Yasei latejou com força, quase dando certeza ao garoto que iria explodir. Então pegou a chave da fechadura do quarto do maior e a trancou. – Pode tentar, mas tenho quase certeza que você não é um fantasma pra atravessar essa porta.
— ABRE ESSA PORTA AGORA, YASASHI! – Yasei gritou, chutando-a. Teeth latia do outro lado da porta.
— Eu bem que avisei. – Tokoha disse, calmamente, do lado de fora. Yasei esmurrou a porta com força, e ajoelhou no chão, derrotado. – Bom, agora você conhece o verdadeiro lado do Yasashi. Espero que esteja feliz com isso, vadia.
Notas finais
Coitado do Tokoha gente ;w;
Acho que o Yasei deve sofrer mais, os protagonistas sempre sofrem né Q
Enfim, deixem reviews pra eu saber se estão gostando ^^
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