Notas iniciais
Nicky outra vez. Gente, eu é a Carol perdemos TODAS as fichas mandadas por MP. O Nyah apagou tudo! Então, para quem mandou para nós (ou melho, pra Carol) fichas por MP, gostaríamos que mandassem para nós pelos COMENTÁRIOS a idade e a personalidade. Qualquer dado a mais é opcional. E para a autora da Haylee e do Logan, pedirei que você remande as duas fichas por completo, pois dessas duas nós perdemos tudo. ATENÇÃO! PARA QUEM NÃO LEU O CAPÍTULO COM A HISTÓRIA DO NÊMESIS ESTÁ CAPÍTULO VAI FICAR CONFUSO! LEIA O CAPÍTULO DO NÊMESIS! Ao capítulo:

– Mais que droga, Lisa! — gritou Luke chutando uma lata de lixo.

O choque momentâneo de ver dezesseis herdeiros espalhados pela sala de seu pequeno apartamento/livraria impediu Luke de ter um ataque nervoso. Mas assim que ele voltou ao seu estado normal, teve um momento de clareza para notar a gravidade da situação.

Apesar de tudo, Lisa parecia mais animada do que preocupada. Ele e a irmã eram guardiões dos portões místicos e ele parecia ser o único a levar a sério as regras. E, para piorar a situação, a garota fez questão de hospedar TODOS os herdeiros.

E como se não bastasse o grave problema no qual eles provavelmente estavam metidos, Hazel estava mais eufórica do que nunca. Reencontrar velhos amigos como Roselyn, Johnathan e Amellie tinha deixado ela num estado meio doentio de felicidade. Ela não só tinha passado a noite tagarelando com os outros herdeiros como também tinha experimentado mais de trinta pares de sapatos diferentes em uma hora. E ela não sabia o quanto ele odiava quando ela tinha esses surtos de paixão por sapatos.

– Calma, Luke. — pediu Lisa — Tudo bem, agora nós temos quase trinta adolescentes místicos e provavelmente dotados de magia morando no nosso apartamento, mas é só isso. Não é tão ruim assim.

– Só isso? Não é tão ruim? — Luke parecia se irritar mais e mais — Você realmente não entende a gravidade da situação?

– Não. Quando Hazel veio para cá, você não fez esse estardalhaço todo.

– Mas era apenas UMA herdeira. Agora são DEZOITO!

– Dezenove se contarmos a Hazel. — resmungou Lisa entediada.

Luke deu um murro na parede, derrubando um porta-retrato da família Grimm que estava pendurado pouco a sua direita. Lisa deu um grito ao ver o objeto cair no chão e se quebrar, mas soltou um suspiro de alívio ao ver que a foto não havia rasgado, amassado ou sido danificada.

– O retrato da família. — disse Lisa com a voz fria — Você podia ter estragado. É a nossa lembrança mais valiosa de nossos pais e você quase a estragou. Você desrespeitou eles.

– Desrespeitar? Olha quem fala! Parece que não aprendeu nada enquanto eles eram vivos — ele virou-se para a irmã, vendo os olhos da mesma começarem a lacrimejar. Ele parou, respirou fundo, contou até dez, respirou fundo outra vez e prosseguiu — Desculpe. Eu só... estou um pouco preocupado. Ou irritado. Veja como preferir.

– Tudo bem. — respondeu Lisa enxugando o nariz na manga da blusa e se esforçando para esboçar um sorriso.

Os dois pegaram as vassouras e varreram os cacos de vidro do chão, deixando a sala quase do mesmo jeito que estava. Ambos sentaram-se no sofá perto da lareira para se aquecerem. Ficaram em silêncio por uns dez minutos apenas pensando no que estavam metidos. Dois adolescentes órfãos, donos de uma rede de livrarias, guardiões de um portal místico que liga dois mundos paralelos e vinte personagens de contos de fada vivendo sob o mesmo teto que eles. Ver as coisas desse jeito fez Lisa rir mentalmente, porém Luke continuava aflito.

– Por que está tão preocupado com esses herdeiros? — perguntou Lisa curiosa.

O garoto pensou um pouco em como responder a irmã. Como explicar o que muito provavelmente estaria acontecendo do outro lado do Véu Mágico?

– Lembra daquela história que nossos pais nos contavam antes de dormir?

– O Mágico de Oz?

– Não, a outra. Dos aprendizes de Merlin.

– Ah. A história do Nêmesis?

– Essa mesma. Como você já deve saber, essa história é tão real quanto as outras. E, não sei se você se lembra, mas papai e mamãe sempre nos dizia que devíamos tomar cuidado com Nêmesis.

– Impossível esquecer. — ela riu — Como se um dia ele fosse acordar.

– Lisa, a questão é exatamente essa! Você não entende? — ele não sabia como ela não podia ver o óbvio — O que mantém Nêmesis adormecido?

– O Véu Mágico, — respondeu ela simplesmente — que o impossibilita de seguir as forças de Lídia para o nosso mundo.

– E o que você acha que acontece se houver uma grande ruptura no Véu? A ponto de ele voltar a sentir a magia de Lídia e despertar em busca de sua vingança.

– Quais as chances de isso acontecer? — Lisa parecia não ter entendido ainda.

Luke deu um tapa na própria testa. Às vezes a irmã agia como se fosse burra. Como ela não tinha sacado a indireta?

– Pois é, Lisa. — disse ele sarcástico — Provavelmente isso só aconteceria se uns dez personagens de contos de fada resolvessem atravessar o Véu ao mesmo tempo.

– É. E quais as chances de... — finalmente a ficha dela caiu — Ai. Meu. Deus! Você acha que eles despertaram o Nêmesis?

– Não sei. É só um palpite.

– Ai, pelas barbas de Merlin, vamos todos morrer! — a garota se levantou e começou a andar em círculos — O que nós vamos fazer? Não podemos mandar eles de volta porque isso só aumentaria o rompimento da barreira e também não podemos concertar a falha porque não sabemos como!

Lisa entrou em pânico. Não tinha parado para olhar esse lado da situação. E se os herdeiros tivessem colocado os dois mundos em perigo? O que eles podiam fazer? Os Grimm's eram considerados os guardiões do Véu, mas não tinham nenhum tipo de poder ou habilidade sobrenatural. O máximo que faziam era redirecionar a passagem entre os mundos para que nenhum personagem acabasse se perdendo na África. Se alguém atravessasse sem querer o Véu, seria mandado diretamente para os dois e estes os mandariam de volta para o Mundo dos Contos.

A exceção ao caso era Hazel, que acabara ficando tão amiga de Lisa que nenhum dos dois irmãos teve coragem de mandá-la de volta; Lisa por não querer perder uma amiga, e Luke por não querer ver a irmã triste.

– Fique calma. — Luke tentou acalmar a irmã, vendo que a mesma estava uma pilha de nervos — É apenas uma possibilidade. Vai ver ele ainda está lá, adormecido dentro do caixão do Conde Drácula.

– Tem certeza? — perguntou a garota, piscando os brilhantes olhos para o irmão.

– Tenho.

Os dois se abraçaram. Mas, apesar da bela cena de amor fraternal, os pensamentos de Luke o levavam para outro lugar. Não queria assustar a irmã, mas a chance do mago ter despertado de seu sonho de quase vinte e cinco séculos era grande. Em algum lugar, sua mente dizia que tanto ele e a irmã quanto os herdeiros estavam em perigo.

Ele só não sabia o quão certa estava sua teoria...

Notas finais
Não esqueçam de mandar as informações pedidas nas notas iniciais. Ah, e manteremos as vagas para filho da Lídia por, no máximo, mais uma semana. Se não chegar mais nenhuma, vamos escolher uma das duas fichas que recebemos ontem.