Notas iniciais
:)

– Vai, pode ir. – disse Fidgeman.

Rebecca correu em direção à parede entre as plataformas nove e dez. Ao atravessá-la, deparou-se com um trem Maria-fumaça vermelho. Sorriu. Iria voltar para o melhor lugar do mundo, pensou. Logo avistou Riego com os pais e correu para abraçá-lo, dando um susto nele.

– Ai garota! Você sempre esbarrando em mim, hein! – riu ele.

– Fazer o quê, acho que é coisa do destino. Mas olha só! Você esta tão...Tão forte! – surpreendeu-se Rebecca ao lembrar que o menino costuma ser um tanto gordinho – Isso tudo é pra Kathy?

– Meu destino me reservou só tragédia pelo visto. Ai! – Rebecca o beliscou – E é claro que não, isso aqui foi fruto de um acampamento para trouxas. Ah, olha ali a Katheryn. Kathy!

Rebecca olhou na direção que Riego apontava e viu sua amiga junto com seus pais e seu irmão Demetry. Katheryn acenou para eles e deu um beijo na mãe e um abraço no pai. Falou alguma coisa com o irmão e foi na direção deles.

– Que saudade!!! – exclamou Katheryn abraçando a amiga. – Como foi sua viagem?

– Foi ótima, adorei conhecer o Japão, mesmo que tenha sido só a ilha de Okinawa.

– Hei! Não esta me vendo não? Ou não sou mais seu amigo?

– Deixa de ser bobo, Ri. Nossa, como você esta bonito! Vem cá. – e abraçou o amigo também, deixando-o vermelho.

– É melhor se apressarem crianças, o trem já vai partir. – Disse o pai de Riego.

Rebecca foi até Fidgeman e o abraçou.

– Tchau pai.

– Se cuida em. – disse ele afagando os cabelos dela.

Rebecca correu para o trem que já estava apitando. Encontrou seus amigos no corredor e juntos procuraram uma cabine vazia. Rebecca contou aos seus amigos como fora suas férias, detalhando todos os acontecimentos, menos sobre Febes.

– Uau! Minhas férias foram chatas pra burro! A única coisa boa daquele acampamento foi que eu fiquei mais bonito do que já era! – exclamou Riego.

– As minhas foram...Normais. – disse Katheryn com semblante chateado.

– O que aconteceu kathy? – perguntou Riego.

– Ah, foi minha familia, eles continuam falando que eu sou a ovelha negra da familia, só porque eu fui para a Grifinória. Todos eles foram da Sonserina, entendem. E já faz cinco anos isso!

– Ah, desencana Kathy, isso significa que você é mais corajosa que seus parentes. – disse Rebecca.

– Ah, isso é que não sou, sou mais covarde que rato na frente de gato.

– Kathy, você é muito mais do que imagina, acredite. – disse Riego, fazendo Katheryn corar.

Nessa hora a porta se abriu revelando três garotos, Helfílio Nadsmor e seus dois lacaios.

– Ora se não é a nossa querida covardezinha e seus amigos de sangue ruim.

– Cale a boca! – Rebecca levantou.

– Não fale comigo nesse tom garota, e não pense que darei mole da próxima vez que eu tiver chance de acabar com a sua raça. E você – apontou para Katheryn – acho melhor ver com quem anda, tenho certeza que sua familia não se agrada sabendo quem são estes aqui.

– Eu ando com quem eu quiser e não vai ser um bando de bruxos meditos a nobres que vai me impedir de ter amigos nascidos trouxas.

– Olha só, a nossa covardezinha falou alguma coisa, estamos todos orgulhosos de você na Sonserina. – Riu Nadsmor.

– Eu sou mais do que você imagina, Nadsmor.

– De que revistinha em quadrinhos de trouxas você tirou isso em? Do Super-Homem? – riu um dos meninos ao lado de Nadsmor.

– Engraçado, não sabia que sangues puros deixavam seus filhos lerem revistinhas de trouxas, caso contrário, como saberia sobre super-heróis do mundo trouxa, hein? Anda se misturando com gente da nossa “laia”? – Disse Rebecca.

O menino apontou a varinha para Rebecca, fazendo Riego e Katheryn se levantarem também.

– Como ousa sua...

– O que está acontecendo aqui?

Um monitor da Lufa lufa apareceu e expulsou os três encrenqueiros.

– Esses metidos à besta! Sabem nem convocar um feitiço direito e acham que podem tudo! – disse Rebecca.

– Liga pra ele não, a familia dele é rival da minha desde muito tempo. Por um motivo idiota, imagino.

– Você foi ótima Kathy, e o seu comentário Reb, eu quase morri de tanto rir. – Falou Riego, após levantar do chão, onde estava dando gargalhadas há pouco segundos.

– Serio? – gritaram as duas.

– Mas é serio Reb, acho que eles estão merecendo mais uma rodada de azarações, as do ano passado não bastaram pra eles. – concluiu Riego com um semblante tão sério que fez as duas caírem na gargalhada.

Rebecca não conseguia parar de pensar em Febes. A pequena many havia simplesmente sumido no dia anterior. Rebecca viu que Kathy dormia com a cabeça apoiado no ombro de Riego, que por sua vez dormia apoiando a cabeça na janela da cabine. Juan, uma amigo de Riego que também havia se juntado a eles, estava durmindo também, com a cabeça recostada no banco ao lado de Rebecca. A menina resolveu esticar as pernas e ir até o banheiro do trem.

Quando chegou no banheiro tentou abrir a porta e notou que a mesma estava trancada, o que era estranho, pois não era um banheiro único. Ela bateu na porta, mas foi em vão. Rebecca decidiu então recorrer à magia e depois de um Alohomora, a porta finalmente abriu. Lá dentro, ninguém menos do que Febes, do tamanho de uma menina de quatorze anos, estava se olhando no espelho. Ela ainda possuía as asas de many e ao ver Rebecca, soltou um grito que abafou com a mão.

– Mas o que é que você está fazendo aqui?!?! – gritou Rebecca.

– Eu...Eu vim aqui para ir para a escola com você! – respondeu a many na mesma altura.

– Mas você não pode!

– E por que não? Sou sua amiga. Não vou te atrapalhar...Por favor, deixe-me ficar aqui! – Febes ajoelhou-se e agarrou as pernas de Rebecca, fazendo a menina trombar no chão.

No mesmo momento uma monitora da Grifnória entrou no banheiro e parou boquiaberta na porta do banheiro ao ver a cena.

– Mas o que é isso? – perguntou a monitora.

– Hãã...Eu caí em cima dela... – tentou disfarçar Febes. – Desculpa menina eu não quis fazer isso.

Febes se levantou e saiu do banheiro deixando Rebecca muito brava. Rebecca levantou-se, foi a uma das cabines do banheiro e, depois, saiu para procurar Febes. A monitora a olhava de forma estranha quando ela saiu. Rebecca a ignorou. A menina saiu procurando Febes pelas cabines, porém não a encontrou em lugar nenhum, resolvendo, por fim, voltar a sua cabine. Chegando lá, avistou seus amigos conversando animadamente com Febes.

– O que está fazendo aqui?

– Rebecca, por que não nos disse que fez amizade com uma aluna aqui de Hogwarts na sua viagem? – perguntou Riego.

– Hã, eu não sabia que ela era de para Hogwarts. Na verdade – Rebecca sentou. – Eu nem sabia que você tinha idade para vir pra escola.

– Pois eu tenho sim, tá? – Febes olhou para Rebecca e esta ouviu a voz de Febes em sua cabeça dizendo "por favor" diversas vezes. Rebecca revirou os olhos.

– Está bem ...– Rebecca parou, pois não sabia que nome Febes estava usando. Tentou perguntar mentalmente e teve uma confirmação. – Febes. Pelo visto vocês já se conheceram, então não necessitam de apresentações.

Quando o trem parou, eles e se dirigiram para as carruagens, vendo os alunos do primeiro ano sendo guiados pelo professor Hagrid para os barcos, como de costume. Riego, Rebecca, Katheryn, Juan e Febes subiram em uma carruagem junto com mais uma menina da lufa lufa. Rebecca avistou Demetry, o irmão de Kathy, vindo na direção da carruagem.

– Katheryn, – chamou Demetry quando chegou à carruagem – vê se presta mais atenção dá próxima vez. – disse ele jogando para a irmã a varinha dela. – Eu a encontrei no chão do trem.

Demetry olhou rapidamente para os que estavam na carruagem e deteu-se um pouco em Febes. Ele achou que tinha algo estranho naquela menina. Mas ao perceber que ao lado dela estava sentada Rebecca, ele fechou a cara, virou-se e saiu andando na direção de sua carruagem.

– Seu irmão não gosta de mim, Kathy, definitivamente. – disse Rebecca depois que ele se afastou o suficiente para não conseguir mais ouvir.

– Ah, eu sei. Sempre que eu falo de você em casa ele fazia cara feia e te chamava de...

– Me chama de quê?

Katheryn sussurrou algo inaudível.

– Diga!

–...Corinha. Já que você ta sempre lendo livros.

– Corinha? – Riego soltou uma gargalhada.

– Ele tem razão, Reb. — Disse Febes com a mão na boca para não rir.

– Idiota! – Rebecca bateu em Riego, depois olhou pra carruagem onde estava o irmão de Katheryn. – Os dois.

Rebecca ficou chateada o resto da viagem até o castelo. Um cori era uma criatura descoberta pela bióloga mágica Luna Lovegood, que também era professora de Hogwarts. Ela os descobriu em uma excursão que fez para a Amazônia. Eram animais parecidos com camundongos, mas que se alimentam de certas frutas e principalmente papel e tecidos. Luna descobriu também que esses animais são capazes de chegar a mais de dois metros de altura quando saltam.

A carruagem levou-os até o castelo, passando por um magnífico portão de ferro forjado, ladeado por colunas de pedra com javalis alados no alto. Após desembarcarem, foram conduzidos até o salão principal onde aguardariam os novatos para a seleção de casas. Febes retornou ao seu tamanho original, ficando dentro das vestes de Rebecca, alegando que gastara muita energia e precisava dormir um pouco. Rebecca sentou-se com as meninas de seu dormitório e elas puseram-se a conversar sobre as férias, até o profº Longbottom entrar guiando os novatos. Ele pôs o chapéu seletor num banquinho, e todos silenciaram. Então o chapéu falou:

Sou um velho chapéu

Com uma velha função

Á qual me designou

Os fundadores desta instituição

Coragem e astúcia

Sabedoria e Rapidez

Elegância e nobreza

Amizade e lealdade

São os requisitos fundamentais

Para os quatro maiores bruxos

Fundadores de nossa escola

Escolherem a quem ensinar

Agora vós digo

Não cantarei

Só faço um pedido:

Que a união e cooperação

Esteja em vosso coração.

Um balburdio geral segui-se no Salão Principal. O Chapéu Seletor nunca havia deixado de cantar e o que ele queria dizer? O processo seletivo começou e pouco a pouco os novos alunos foram para as mesas das suas casas. A diretora se levantou.

– Queridos alunos, sejam bem vindos! Esse ano será um ano muito especial, pois será realizada a Copa Tribruxo na escola Beauxbatons! – Os alunos aplaudiram entusiasmados e com um olhar muito severo da diretora, calaram-se. – Por isso, ficarei ausente a partir de amanhã. Venho informá-los que os alunos com dezessete anos poderão se alistar para irem a escola Beauxbatons. Peço que ao fim do banquete, venham à minha sala, organizadamente, aqueles que desejam ir comigo e amanha mesmo, depois da janta iremos partir! Agora, vamos nos deliciar com este maravilhoso banquete. – dizendo isso, os pratos à mesa se encheram e todos começaram a comer, totalmente elétricos com a notícia.

Notas finais
Peço que se encontrarem algum erro me falem! ;D