Rebecca acordou na manha de sexta-feira e se arrumou para ir tomar café da manhã. Novamente Febes não se encontrava no quarto. Há dois dias isso vinha acontecendo. Desceu as escadas com Romilda e as duas foram para o Salão Principal. Chegando lá, Rebecca foi logo abordada por Katheryn pedindo para falar com ela, o que deixou Romilda zangada, pois havia dias que Rebecca não passava um tempo com ela.

– O que foi Katy? – perguntou Rebecca.

– Você vai ver. – disse Katheryn levando Rebecca para fora do Salão Principal.

As duas entraram em um corredor deserto e Katheryn parou em frente à uma armadura medieval com uma lança na mão esquerda. Ela puxou a lança e o visor da amadura levantou-se.

– Sou eu, Katy. – disse ela.

– O que é isso? – perguntou Rebecca.

Katheryn virou-se para responder, porém a armadura começou a deslisar para o lado, deixando à mostra um tunel. Katheryn olhou para os lados do corredor para ver se não havia ninguém e então puxou Rebecca.

– Algo grave aconteceu ontem. – começou Katheryn, andando dentro do tunel. Estava uma escuridão densa, sendo as unicas fontes de luz as varinhas das duas. – Os dementadores fizeram algo inacreditável: tomaram Hogsmeade.

– O que?! – surpreendeu-se Rebecca.

– Eles são mais de mil agora. Invadiram Hogsmeade e estão lá desde ontem de madrugada. – explicou Katheryn.

As duas chegaram a uma porta e entraram. Lá dentro estavam sentados em uma mesa circular Riego, Demetry, Ástimos, Kamina e Gim.

– Estamos nos reunindo aqui. Gim e Demetry foram os primeiros a saber da situação e montaram esse esconderijo pra podermos nos reunir sem sermos incomodados. – disse Katheryn.

– Oi pessoal. – comprimentou-os Rebecca sentando-se na mesa ao mesmo tempo que Katheryn.

Todos responderam, menos Demetry que fingiu nao ouvir o que Rebecca disse.

– E então, o que vamos fazer? – perguntou Rebecca.

– Estamos esperando Lilith voltar com Halena e Diadora para conversarmos com elas. – respondeu Ástimos.

– Nós não podemos enfrentar os dementadores ainda. – disse Riego. – Eu, Rebecca e Katy estamos no sexto ano e ainda estamos aprendendo o feitiço do Patrono ainda.

– Eu também sou do sexto ano. Eu não sei fazer um Patrono corpóreo ainda, só sai aquela luz fraca do meu. — disse àstimus.

– Isso é um problema bem incoveniente. – disse Gim. – Ástimos e Rebecca, como vocês são do grupo de defesa, é fundamental que vocês aprendam logo. Os outros devem aprender também.

– Então temos que treinar nossos patronos. – disse Kamina. – Mesmo sabendo produzir um, nós do quinto ano nunca necessitamos usar esse feitiço pois os dementadores estavam sobre controle até pouco tempo. Então eu proponho uma ideia. – todos a escutavam com atenção. – Nós podemos nos reunir, vocês do grupo de espionagem também é claro, para podermos aperfeiçoar nossos patronos e também outros feitiços que não sabemos ainda. Que tal?

– Ótima ideia! – exclamou Riego. – Assim nós podemos também estudar os casos das pessoas que suspeitamos. – completou ele, olhando para Kamina.

– Sim. Eu concordo. – disse Kamina.

A porta fez um barulho e os que estavam sentados puderam ver Lilith entrando na sala acompanhada por Halena e Diadora. As aurores traziam ainda três pessoas; o vice-diretor Longbotton, a Professora Lovegood e um homem com longos cabelos rebeldes, desconhecido por todos.

– Olá. – disse Lilitih sentando junto com seus colegas.

– Crianças, esse realmente é um bom lugar para uma reunião. Faz tempo que eu não venho aqui. – disse o Professor Longbotton.

– O senhor conhecia essa passagem, professor? – perguntou Ástimus.

– Ora, eu também já fui aluno, e no meu ultimo ano aprontei muito nessa escola, não é professora Lovegood?

– Com certeza! Bons tempos... – respondeu professora Lovegood com um olhar sonhador.

– Bem, alunos. Acho melhor apresentar o nosso amigo aqui. – disse Diadora. – O nome dele é Guilherme Weasley, e ele é o marido da Sra. Weasley.

– Assim que soube que minha Fleur poderia estar em perigo, mais do que o trabalho dela permite, eu vim o mais rápido que pude. E quando soube que um grupo de alunos estavam aqui se reunindo para discutir o que se pode fazer, eu lembrei de meu irmão mais novo que já fez o mesmo e o tempo em que também formamos um grupo de combate chamado Ordem da Fénix.

– Você combateu Voldemort?! – perguntou Riego.

– Sim, lutamos e graças a Harry, vencemos...– disse professora Lovegood.

– Por favor, senhores, conversem sobre isso depois. – interrompeu Halena. – A situação é gravíssima. Dos dez aurores enviados pelo Ministério só quatro podem lutar. Ontem de madrugada três aurores do grupo foram gravemente feridos e temo que dois tenham levado o Beijo da Morte. Eles estão todos no St. Mungus e nós estamos sem pessoal. O Ministério vai levar no mínimo uns dez dias para mandar mais aurores, pois não têm ninguem atoa por lá. Todos estão em missões. O sr. Weasley veio nos ajudar. Por ora a Sra. Weasley está com os feridos, o que agrava mais ainda a situação.

– Não haverá jogo de quadribol nesse fim de semana. – declarou o vice-diretor Longbotton.

– Pera ai! – exclamou Demtry. – Você não pode fazer isso com os alunos que tem treinado duro pro jogo.

– Meu jovem, eu não só posso, como vou. – respondeu com armagura Longbotton. Rebecca o fitou. Nunca havia visto ele responder desse jeito. – Os alunos, sr. Devon, são a prioriadade e o jogo acontece do lado da Floresta Proibida, que é onde tudo indica que os dementadores estão escondidos. Você pode até não pensar em ninguem alem de você, mas eu penso e sei que existem alunos do primeiro, segundo e terceiro ano, que não podem se defender, e que vão estar lá fora correndo o risco de serem atacados.

– E se nós patrulharmos a área durante o jogo? – propos Demetry.

– Senhor, – disse Halena. – Confio inteiramente em meus alunos e acredito que eles possuam habilidade para executar tal tarefa.

Longbotton pensou durante alguns instantes. Ele olhou para a professora Lovegood e ela fez um sinal positivo com a cabeça.

– Que seja. Bem deixo com você sra. Halena, porém eu peço para que, se virem algo, usem um feitiço de sinalização. Não hajam sozinhos. Se acontecer algo, temos que evacuar os alunos com a maior urgência.

– Certo, então eis o que faremos: irei por um aluno de defesa e outro de ataque para vigiar a floresta proibida. Os senhores Onaomi e Devon irão fazer a patrulha. – disse Halena.

– Mas eu irei jogar nesse sábado! – exclamou Demetry.

– Bem senhor Devon, minha decisão está tomada.

– Por que não põe a Fidgeman para fazer isso? – retrucou Demety.

– Poque eu decidi isso e não se fala mais nisso. – disse Halena. – Agora eu e Diadora iremos nos retirar para podermos ver o que faremos em relação aos aurores que ainda temos.

– Vou com vocês. – disse Gui.

– Muito bem alunos, vocês podem ir até a minha sala para esperar até a proxima aula. – disse Longbotton. Rebecca notou o tom de preocupação em sua voz. Todos se retiraram e foram à sala de Longbotton. Rebecca foi a primeira ir para sua aula. Ela achou a atitude de Halena em relação a Demetry muito pessoal. Era desnecessário Demetry ficar de guarda se ela poderia fazer o mesmo, mas também sabia que não poderia fazer. Alem do fato dela não saber voar de vassoura, também ainda não sabia conjurar um patrono descente,o que tornava Demetry realmente o unico que poderia patrulhar. No fim do dia estava exausta. Rebecca entrou no quarto depois de dar mais uma desculpa a Romilda, que queria a opinião de Rebecca sobre os meninos da Grifinória. Febes estava em cima da cama brincando com uma bolinha de luz e ficou invisivel quando Rebecca entrou.

– Sou eu Febes. – disse a menina.

– Boa noite! – disse Febes.

Rebecca não respondeu. Ela trocou de roupa e se deitou. Febes pousou em sua testa e pediu para que contasse a ela o que acontecera. Depois dos relatos de Rebecca, Febes estava pasma.

– Que horror. – disse ela. – Mas você sempre diz que esse Demetry é um metido, e que não é alguem que devesse estar no grupo de vocês, então por que você se importa com o fato dele poder jogar ou não?

– Eu...– Rebecca corou. – Eu to cansada, sabe. To cansada de me irritar com as pessoas. E depois, mesmo ele sendo do jeito que é, ele é meu colega de equipe e eu deveria ajuda-lo, assim como ele me ajudou na nossa primeira aula. E a atitude da Halena com ele foi super pessoal, ela estava implicando com ele!

– Hum...Entendo. – disse Febes. – Mas você quer fazer alguma coisa por ele?

– Mas o que poderia fazer? Mesmo que conseguisse produzir um patrono, eu nem sei voar numa vassoura!

Rebecca levantou e Febes pousou em seu colo. Por mais que pensasse, não conseguia encontrar uma solução. Ele fitava Febes quando uma ideia surgiu em sua mente.

– Febes, você é forte, não é?

– Mais ou menos, por quê? – perguntou Febes.

– Você conseguiria carregar uma pessoa? – perguntou Rebecca sem responder a pergunta de Febes.

– Acho que sim, se não fosse muito pesada. Por quê?

– Você conseguiria me carregar? – perguntou Rebecca levantando-se.

– Claro. Por quê?!

– Então vamos dormir que amanha temos que acordar cedo.

– Você não vai contar né?

– Surpresa. – respondeu Rebecca com um sorriso no rosto.