Notas iniciais
Oi, pessoal *vergonha de aparecer aqui depois de tanto tempo* Bom, eu sumi por vários motivos e acho válido colocar uma explicação aqui... Minha faculdade e meu trabalho me ATOLARAM de coisas! Fiquei com tempo para estudar, estudar, trabalhar e trabalhar. Maaas o que me deixou realmente desmotivada foi a falta de review. Um monte de gente lê e não comenta nadica... Poxa, gente, fiquei bem triste :( massssssssss enfim, eu voltei! Mesmo que ninguém se manifeste vou postar aqui para futuros leitores (?) quem sabe. Se você ler, dê sua opinião, crítica construtiva, qualquer coisa :) Divirtam-se nesse novo capitulo. Boa leitura!

O namoro de Leo e Yasmin estava melhor do que nunca. Os dois se viam toda a manhã antes de entrarem no trabalho e a noite – quando Leo não tinha plantão. Já fazia três semanas desde o primeiro beijo e tudo não poderia estar melhor.

Yasmin confiava mais do que nunca em um garoto. Não só pelo seu caráter, mas por demonstrar por atitudes o quanto se importava com a menina.

Certa noite, quando o moreno estava em plantão, Yasmin recebeu a visita de seu tio Harry juntamente com Lily Luna Potter. O homem queria ter falado com sua sobrinha antes, mas não teve oportunidade. Por isso que se reuniram em uma quarta-feira chuvosa.

— Oi, tio Harry! – Yas cumprimentou sorridente. – Oi, Lily linda!

— Tudo bem, meu amor? – Harry perguntou carinhoso e deu-lhe um abraço.

— Tudo ótimo, tio!

— Oi, Yas, onde você guarda o chocolate? Meu pai vai fazer um longo discurso esta noite.

A loira gargalhou e se sentou no sofá junto com seu tio e sua prima.

— Está no armário!

Harry ajeitou os óculos no nariz e foi direto ao ponto:

— Querida, eu precisava fazer está visita urgente porque estamos tendo muitos, mas muitos casos de nomes bruxos que estão sendo perseguidos. Foram registrados ontem 41 casos de perseguições e 12 delas resultaram em morte. Então está sério de verdade.

A loira ficou boquiaberta.

— E por que estão fazendo isso? – ela perguntou abismada.

Yasmin soubera por Rose que o clima estava sombrio, mas não sabia desses números, dessa estatística.

— Porque foram nomes famosos na grande guerra, Yas – ele explicou. – E pseudo-comensais estão achando que vão conseguir uma segunda guerra. O que é bem improvável, mas enquanto isso pessoas estão morrendo...

A loira ficou com o coração apertado. A família Weasley-Potter-Granger formava o trio de ouro, logicamente esses nomes seriam alvo em massa. Nem podia imaginar seus tios, seus primos ou seus pais sendo atacados por esses rebeldes.

— N-nossa – ela gaguejou e sua voz fraquejou.

— Por isso, estou aqui para ressaltar a segurança. – Tio Harry continuou. – Primeiro que você deve evitar sair sozinha a noite e, se caso houver algum ataque, vou te dar esse pequeno colar. – O moreno tirou de seu bolso um colar com um pingente bem pequeno e roxo. Era muito discreto e difícil de se notar. – Quando presenciar algo estranho, algum movimento que ache inconveniente basta você segurar a pedrinha com o polegar e o indicador e pronunciar: Auxilium.

A loira pegou o colar e o colocou em seu pescoço.

— E para meus pais? – ela questionou apavorada. – E para o Philipe e para a Clara? Todos da família Weasley já têm?

— Fique tranquila, linda. Seus pais receberam ontem, Philipe também. Clara não possui sobrenome bruxo que participou da guerra. Só faltava você mesmo. Por isso enviei a carta! Precisava proteger minha sobrinha.

Yasmin sorriu e se levantou para abraçar seu tio que tanto amava.

— Obrigada, de verdade. Rose me adiantara o assunto, mas eu não fazia ideia de que as coisas chegaram a esse ponto... Tantas mortes! Eu nem consigo imaginar o que a família está passando.

Harry suspirou cansado e disse baixinho:

— Eu pensei que tudo ficaria bem depois da primeira guerra.

Yasmin soltou um muxoxo também.

— Acabaram? – Lily apareceu na porta da cozinha com um saco de batata frita na mão.

Yasmin gargalhou.

Os dois iam se despedir da loira, mas ela se lembrou de algo que a atemorizou:

— Harry, você sabe se a família Clearwater participou da guerra?

Ele franziu o cenho e coçou o queixo.

— Eu não me recordo desse sobrenome, mas darei uma checada nos registros do Ministério. Se eu achar qualquer indício venho correndo te avisar.

Ela sorriu aliviada.

O que menos queria era que algo acontecesse à sua família e a Leonardo, que agora já morava em seu coração.

— Professora Yasmin, com licença – o diretor quis vê-la em sua sala antes do início das aulas.

— Pois não? – ela o respondeu de maneira serena.

Ele então suspirou e passou a mão nos olhos, por dentro dos óculos.

— Eu tenho percebido que você não está saindo muito da sala de aula. E uma das coisas que mais priorizamos aqui é o aprendizado conciliado com diversão ou momentos desestressantes. E eu imagino como deve ser difícil para crianças de apenas 4 anos saírem da sala só para tomarem lanche. Sugiro que saia um pouco mais da sala, vá ao parque, à brinquedoteca, à biblioteca, ao pátio... Além disso, quero que me mostre o semanário de todas as semanas na sexta feira antes, ao invés da segunda.

Yasmin sabia que o diretor estava falando aquilo, pois tinha desconfiado dela após o incidente com Ben e seus pais. Por isso respondeu educadamente:

— Claro, senhor.

Porém, o diretor não estava entendendo o quanto era difícil ir ao parque todos os dias, fazer atividades trabalhosas com alunos de apenas 4 anos, cuidar de todos eles e ainda conciliar todas as brigas e discussões que aconteciam.

Ela suspirou, passou a mão pelo rosto para se acalmar e entrou na sala de aula para mais um dia de trabalho.

No horário de almoço, Yasmin decidiu não comer na escola. Foi às ruas e entrou em um restaurante aconchegante e em que a comida parecia caseira. Decidiu se servir e se sentar nas mesas do andar de cima.

Chegando lá encontrou Marcelo, outro professor da escola, almoçando por lá. Ele acenou e a convidou para sentar com ele.

— Vem cá, Yasmin!

E ela foi.

— Tudo bem, Marcelo? – ela perguntou feliz por ter uma companhia.

— Sim! Só estou cansado... Quanto maiores são as crianças mais trabalho elas dão – ele comentou e os dois riram. – E você?

Yasmin suspirou e remexeu um pouco no seu prato de comida.

— Ah, bom... Meus problemas não são as crianças. E sim o Rogério. Ele tem alguma coisa contra mim! Não confia no meu trabalho, quer arrumar defeito em tudo... E isso foi só depois do caso do Benjamin...

Marcelo assentiu positivamente.

— Sim, o caso que o menino inventou que você tinha batido nele... – Marcelo riu pelo nariz. – Onde já se viu? Não gosto de criança mentirosa...

Yasmin concordou com o amigo.

— E desde então o Rogério não deposita nadinha de confiança em mim. Antes, acho que ele até gostava um pouquinho de mim, mas agora...

Marcelo deu mais uma garfada em seu prato de comida e respondeu:

— Ele não confia muito em funcionários novos, Yas. Acontece com todo mundo que entra lá. Você não é a primeira e não será a última. Quando eu entrei... Nossa, aquele cara me odiava. Vivia dizendo o que eu deveria fazer e quando eu fazia ele dizia que eu fazia errado. Fiquei um bom tempo tentando entender o que ele queria de mim... E ele, basicamente, queria só me testar. Depois de ganhei sua confiança o Rogério virou outra pessoa comigo! Você tem que ganhar a confiança dele, Yas, tem que parar de ficar chateada com as cobranças sem fundamento e se preocupar em fazer o seu trabalho.

A loira ficou surpresa com o quanto de coisa aprendera sobre seu novo chefe. Ela pensara que era somente com ela, mas pelo visto muita gente deveria ter passado pela mesma coisa. Agora ela estava decidida a fazer tudo para que Rogério confiasse nela. Yasmin não sabia como, mas algo chamaria a atenção dele.

— Nossa, muito obrigada, Marcelo – ela agradeceu sorrindo. – Você foi um ótimo amigo agora.

Marcelo sorriu.

— Disponha, Yas.

Mas, assim que respondeu a loira seu olhar foi para uma mesa onde estavam sentadas três professoras. Elas cochichavam e olhavam em direção aos dois. Yasmin seguiu o olhar do amigo e logo notou que rolaria muita fofoca a respeito dos dois por estarem almoçando juntos.

— É sempre assim? – ela perguntou entediada. – Eu não posso fazer nada, ir a nenhum lugar, conversar com ninguém sem que meu nome seja capa da primeira página da revista?

Marcelo gargalhou com vontade e balançou a cabeça.

— Pelo visto não. Você é a novata. Ninguém confia nas novatas...

Yasmin fingiu que se ofendeu.

— Então é melhor eu me retirar daqui, veterano.

Os dois sorriram e continuaram a comer e conversar sobre amenidades até dar o horário de voltar para a escolinha.

Yasmin, após tudo isso, decidiu que precisava falar com Leo. Ele a entenderia. Ele era o melhor confidente de todos. Por isso teve a ideia de visita-lo no trabalho, após o plantão. Começou a ficar ansiosa desde aquele momento.

O dia se passou tranquilamente, Rogério não fez maiores cobranças e nenhuma professora fofoqueira espalhou boatos sem fundamento – pelo menos Yasmin não soube de nada. Por isso, assim que seu expediente terminou, tirou seu avental, pegou sua bolsa e foi em direção ao St. Mungus.

Chegando lá lembrou-se de que Daniel – amigo de longa data de Jorge e Lívia – trabalhava lá. Ele era quase um tio para ela, e Daniel a tratava com muito carinho. Os filhos de Daniel e Karen estudaram em Hogwarts também e todos se tornaram grandes amigos.

Por isso, assim que entrou no lugar foi correndo procurar Dan que estava lendo formulários de pacientes. Assim que a viu abriu um grande sorriso.

— Yasmin! – ele exclamou a abraçando.

— Oi, tio Dan! – a loira respondeu.

— O que está fazendo aqui? – Daniel franziu o cenho em preocupação.

Yasmin riu com o tio pensando que ela estaria doente, então tratou de explicar.

— É que meu namorado trabalha aqui. – Era estranho dizer a palavra “namorado”.

Ele novamente franziu o cenho, desacreditando.

— Mas seu pai te deixou namorar? – Daniel perguntou, incrédulo.

— Ah... Sim, meu pai até gostou dele.

— E como é o nome do engraçadinho? Olhe, me conta porque sou chefe da emergência e se algo acontecer eu infernizo o menino até o último dia de vida dele.

Yasmin riu com vontade e respondeu:

— É o Leo. Leonardo Clearwater.

Daniel assentiu.

— Conheço ele. Parece bem bacana, mas ele é residente. Fica na emergência, mas fica em outras especialidades também até fazer a prova em que ele vai decidir qual especialidade vai querer ficar. Pelo pouco que conheço, eu até simpatizo.

A loira riu e Daniel fez algumas anotações em seus formulários.

— O senhor sabe onde ele está?

— Deve estar na sala dos residentes. É no final do corredor virando à direita.

Yasmin deu um beijo em Daniel e foi se encontrar com Leo.

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O dia de Leo não estava sendo fácil.

Três cirurgias com o intervalo de menos de meia hora entre elas. Dois dos pacientes morreram na maca. O outro sobrevivera, mas ainda não estava estável.

Porém, o que mais abalou o psicológico de Leonardo foi a vítima de estupro que eles atenderam. Além de terem violado seu corpo, também recebeu facadas no estômago, no rim e um corte profundo no peito. Uma testemunha disse que passou pelo local e viu que toda vez que a menina tentava tirar o estuprador de cima dela, ele lhe dava uma facada. E aquilo foi demais para Leo.

Ele tinha uma irmã mais nova, de 16 anos, e agora tinha uma namorada. Ele não imaginava o que faria com o idiota se a vítima fosse uma delas. Além de compaixão pela garota na maca, não deixou de fazer comparações com sua irmã e Yasmin. Aquilo realmente o abalou.

A menina sobrevivera, mas levaria sequelas pelo resto da vida.

— Acorda, Clearwater! – Daniel, membro do staff e seu chefe, disse cutucando-o.

Ele fitou o homem alto ao seu lado.

— Pois não, doutor Katsópolis?

— Distraído assim e no mundo da lua não é o melhor jeito para se salvar vidas.

— Eu só estou...

— Sim, entendi. Vai passar uma água no rosto e volte para a emergência em boas condições.

Leo suspirou e fez o que seu chefe lhe ordenara.

Após isso, o dia passou lentamente. Quando deu o horário de seu plantão terminar quase não acreditou. Foi para a sala dos residentes e caminhou até o seu armário.

Percebeu que Rachel estava lá também e aquilo não era bom. Nem um pouco bom.

Tirou seu jaleco e o empilhou no banco. Tirou também seu sapato e sua blusa de frio que estava por baixo do jaleco. Sequer olhou para Rachel que estava no corredor oposto ao dele. Leo decidiu que falaria com Daniel a respeito dos armários dos residentes serem no mesmo lugar sem haver a separação de masculino e feminino. Rachel tinha acabado de tirar sua blusa, ficando apenas de sutiã e ele também tinha que tirar o uniforme dos residentes.

— Leo, nós precisamos conversar – a menina falou indo ao seu encontro.

— Não, não precisamos – Leo guardou sua blusa, ficando com o peito nu.

— Eu não quero que tudo continue desse jeito. Nós estamos parecendo dois estranhos... Tudo que a gente passou... Leo, nós namoramos por muito tempo, e você sabe disso. Construímos tanto a confiança e não podemos acabar desse jeito.

O garoto suspirou e se virou para ela.

— Vista-se, Rachel.

— Não é necessário – ela respondeu.

E dizendo isso se jogou no pescoço de Leo não dando tempo para uma reação da parte dele, assim que pôde respirar e usar força para afastá-la ia começar um longo discurso sobre ele ter seguido em frente e ter encontrado alguém que realmente fazia seu coração bater mais rápido. Porém, a única coisa que viu foi o semblante perplexo da sua menina, da sua amada na porta. Uma lágrima escorreu pela bochecha dela e ele se xingou até a sua última geração.

Rachel seguiu o olhar do moreno e ficou mais vermelha que um pimentão, tratou de se vestir.

Leo só teve tempo de por uma blusa qualquer e um tênis antes de sair correndo atrás de Yasmin.

Porém, antes de passar pela porta como um foguete, ele gritou para Rachel:

— Fique longe de mim!

Alcançou Yasmin assim que chegou na rua, mas a garota não parou para ouvi-lo. Continuou em seu encalço, até que ela virou a esquerda em um beco e desaparatou. Leo praguejou, mas desparatou também para o apartamento dela. A loira teria que escutá-lo!

Yasmin já estava fechando a porta do edifício, mas Leo correu e conseguiu colocar o pé no vão entre a porta e seu batente, impedindo-a de fechar.

— Sai, Leo – ela pediu com a voz embargada. – Eu não quero te ver.

O coração do moreno se quebrou em mil pedaços ao ouvir aquele tom.

— Yas, você... Você precisa me escutar.

— Leo, eu não sei nem o que fazer agora. Eu estou triste, decepcionada, magoada. E... Olha, parece incrível, todos os caras a quem eu confio e me entrego me decepcionam. No momento eu só me lembro da promessa que fiz a mim mesa: Nunca mais deixar que ninguém me trate de qualquer jeito. Eu não mereço isso.

O moreno passou a mão pelo rosto, desesperado.

— Eu não a beijei, ok? Eu sei o que pareceu, mas o vestiário dos residentes não tem separação entre masculino e feminino... Por isso... A Rachel se jogou em mim, eu tentei afastá-la... Por favor, Yasmin, confie em mim.

Yasmin agora já deixava as lágrimas escorrerem livremente.

— Eu disse que ninguém ia me tratar assim novamente, Leo. Eu prefiro sofrer agora do que prolongar algo e só adiar o sofrimento. Parece que sempre vai ser assim, e eu nunca vou aprender.

Leo olhou para baixo sem saber como reagir diante daquela conversa.

— Se você confiasse em mim... Yasmin, por favor. Eu te amo...

Aquela frase pegou a garota desprevenida. Era a primeira vez que ele dizia que a amava e tinha soado tão natural, tão sôfrego.

— L-Leo... Eu também te amo – a loira respondeu.

A luz voltou a aparecer em seu rosto.

— E-então você pode... Você pode me ouvir, confiar em mim...

— Não – ela declarou convicta. – Eu estou arrasada. Por te amar tanto, estou acabada. Meu coração dói – Yasmin colocou a mão no peito. – Aquela cena com a ruiva não vai sair tão cedo da minha cabeça.

Leo entendeu aquilo e tirou o pé do vão entre o batente e a porta. A loira fechou a porta do edifício.

— Tudo bem, Yas. Tire o tempo que for preciso para você.

A loira assentiu e se virou de costas para entrar no apartamento.

Leo olhou para o céu e se perguntou o motivo daquilo estar acontecendo. Não podia ser verdade. Não podia.

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Rose e James estavam no apartamento de Yasmin. Ela tinha pedido para eles irem para lá. Precisava de um ombro amigo e seus pais surtariam se soubessem o que tinha acontecido.

— Você deveria saber que não podia confiar nele, Yas. Vocês só se conheciam há um mês. Tinham ficado juntos por tão pouco tempo, como pôde confiar tanto assim? – James perguntou acariciando os cabelos da menina que estava deitada em seu colo.

Yasmin não respondeu.

— Chega de sermão, James – Rose decretou. — Vai ficar tudo bem, amorzinho. Não se preocupe.

A loira sentia seu estômago se revirar. Todo o seu almoço estava a um ponto de sair. Ela sentiu sua pressão se abaixando e quando percebeu o que ia acontecer, foi direto ao banheiro vomitar.

Sempre que passava por situações de nervoso isso acontecia. James foi logo atrás dela e segurou seu cabelo para trás enquanto ela vomitava. Sentiu suas pernas tremularem, seu primo também percebeu por isso a segurou pela cintura e a colocou na cama, deitando ao seu lado e fazendo carinho em seus cabelos.

Rose chegou logo em seguida e se deitou do outro lado.

Yasmin estava com o coração partido em mil pedaços. Nunca esperaria aquilo de Leo, que apesar de conhecer há pouco tempo, já confiava tanto.

Ela queria dar uma chance dele se explicar, mas sabia que ia acontecer o mesmo que houve com Scott. E aquilo era a última coisa que ela queria.

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— Cara, como assim? – Steve perguntou perplexo. – A Rachel não tem o menor senso?

Leo balançou a cabeça negativamente.

— Até agora não sei o que deu nela, Steve. Só sei que Yasmin já se machucou muito em relacionamentos e ela não quer se ferir novamente. Por isso eu entendo que ela queira um tempo e tudo o mais...

— Ela se machucou?

— Sim, o ex-namorado babaca dela não a respeitou. Não respeitou sua primeira vez e muito menos seu corpo. E depois ainda a trocou por outra. Eu realmente entendo que ela esteja associando nós dois... Odeio ser comparado com ele, mas a história, vista por ela, é bem parecida.

Steve então se levantou de um soquinho no ombro do amigo.

— Se liga! Você não é um babaca! Quem teve a culpa foi a Rachel. Eu sei que deve ser difícil para Yasmin acreditar depois de tudo que ela passou, mas ela tem que entender que você não é o babaca do ex-namorado dela. Você é um cara bom e não teve culpa. Além do mais foi suplicar para ela te ouvir e você não teve nem chance. Então, nunca mais repita que parece aquele idiota. Você não é idiota.

Leo sorriu para Steve.

— Obrigado, cara.

E apesar de desabafar com seu amigo, antes de dormir relembrou tudo o que acontecera e não pode evitar um nó no coração que se formou ao pensar que não teria mais Yasmin ao seu lado. Ele precisava dela. Ele era dela.

Notas finais
E aaaaaaaaaaaí, o que acharam? O que vocês têm a me dizer? ~no aguardo hahahaha