Realmente um Destino?

1 A Violinista da Torre Eiffel


Notas iniciais
Tudo começa quando Sophie acorda atordoada de um sonho ruim com seu irmão. Sem saber o que fazer ela procura sua melhor amiga Ellen e acaba tomando uma decisão inusitada.

A Violinista da Torre Eiffel

Paris, um lugar único, a famosa cidade luz tão movimentada durante o dia, entretanto calma e serena a noite. Era uma noite de dezembro e Sophie Turner, uma jovem de dezessete anos de médio porte (ideal para meninas de sua idade) pele clara, olhos azuis, como a cor do mar do Caribe iluminada por um feixe de luz de sol no início da manhã. Seus cabelos eram longos, na altura dos ombros e louros, como os de sua mãe Clarisse. Seu rosto era cheio de entusiasmo e a moda atual era refletida em suas roupas.

Sophie estava em casa, nos subúrbios da cidade luz, ela cursava direito em Londres, mais precisamente em Oxford. Era a semana de folga, a única entre tantos períodos cansativos pelos quais tinha que passar, depois ela só voltaria a folgar na semana das férias de verão em Julho. Sua mãe gerenciava uma loja de componentes eletrônicos e ainda tinha um supermercado em Lyon, poderiam muito bem morar em uma mansão, porém a simplicidade e humildade de Clarisse Montfaux prevaleciam. A mãe de Sophie usava o sobrenome de solteira, pois já não era casada mais com Chris Turner, que vinha a ser o pai de Sophie e de seus irmãos.

A jovem loura tinha dois irmãos: uma menina de quatorze anos e um menino de vinte e um anos. Sua irmã caçula se chamava Marie Turner e era o reflexo de sua irmã mais velha, porém um pouco mais perturbada e com cabelos mais escuros, como os de Chris. Seu irmão se chamava Andrew Turner, ele era alto e fazia faculdade em Harvard, não morava com a mãe e com as irmãs, residia em Long Beach na Califórnia. Seus cabelos eram curtos e com um topete, eram louros como os da mãe e os olhos azuis, era um jogador de Pôquer nato. Assim como seu pai. Naquela noite de Sábado, uma coisa intrigava Sophie em um sonho.

- Ah! Mais que droga, que pena realmente você perdeu Andrew. – Disse um cara.

No sonho, Sophie observava o irmão apostando com um cara alto de cabelos curtos e castanhos, olhos azuis (devia ser lente, ela deduziu) uma barba rala que acabará de crescer. Ele usava um cachecol e um casaco azul marinho.

– Isso é totalmente fora de moda! – Praguejou Sophie.

- É realmente uma pena Mattson Maxinof, eu queria ter ganhado de você. – Respondeu Andrew com um sarcasmo que era insuportável.

- Maxinof? – Se perguntou Sophie após ter pegado um cartão do cara que estava no chão.

– Leve ele para as selas. – Disse Mattson num tom férreo.

– Acho que isso vai contra as regras do cassino Royal, senhor Matt. – Retrucou na mesma hora o jovem louro.

Naquele momento, a irmã de Andrew estava totalmente sem entender nada, quando em meio a um barulho Turner já estava no chão sendo armodaçado e levado para baixo. Sophie gritava, mas era em vão, era como se o espírito dela estivesse ali e ela mesma não. Naquele instante a menina acordou em um susto horrendo. Ela suava muito e tinha o rosto tomado pelo espanto.

- Mas o que significou isso? – Se perguntou Sophie.

Então ela levantou subitamente de sua cama e olhou o relógio que se encontrava em cima de sua mesinha de estudos.

– Cinco e Quarenta da manhã! – Disse a jovem loura bocejando e com sono.

– Não irei dormir mais, preciso ver a Ellen.

Faltavam uns longos minutos para o nascer do sol, era inverno na cidade luz e em todo o hemisfério norte, o que significava que a alvorada só viria à tona por volta de umas seis e meia da manhã. Estava escuro quando Sophie bateu na porta dos Taylor, por sorte somente a filha estava em casa. Demorou certo tempo, mas por fim a porta se abriu.

Ellen apareceu com uma tremenda cara de sono, tinha a aparência bonita como de sempre, morena clara dos cabelos escuros cor de chocolate, eram compridos até na altura dos ombros. Os olhos eram castanhos claros brilhantes e cheios de vida, tinha lábios carnudos que faziam os rapazes suspirarem.

– O que quer aqui? – Perguntou Ellen, com uma voz monótona de sono.

- Amiga! Preciso de sua ajuda. – Retrucou Sophie com ansiedade.

– Espero que seja muito importante mocinha! – Respondeu Ellen.

– Vamos entre, não fique ai parada.

Na cozinha, Sophie contou a amiga todo o sonho.

– E você acha que é verdade?! – Perguntou Ellen, com certo tom de sarcasmo.

– Não deboche de mim! É verdade, eu sinto que devemos procurar por ele, Andrew corre perigo. – Devolveu Sophie, ela tinha uma certeza fria na voz, realmente pressentia algo ruim.

– Que seja! Vamos então à procura de seu irmão minha amiga, mamãe e papai estão em uma viagem, então, posso ir. – Disse Ellen com gosto nas palavras, afinal os pais eram muito rigorosos, não a deixavam sair muito.

– Mas espera Sophie. Onde Andrew está? – Perguntou.

– Sabe que eu não sei! – Respondeu Sophie sem graça, a expressão de sua amiga era de tremenda decepção, mas por fim, Ellen conseguiu dar um sorriso.

– Amiga! Estamos no século XXI, você não tentou ligar para o Andrew? Mandar um whats ou até fazer uma chamada no skype? – Perguntou Ellen tentando parecer esperta.

– Claro que já! Foi a primeira coisa que fiz antes de vir para cá. Liguei para ele e para papai, nada constou para ambos. – Disse Sophie que já parecia meio desanimada.

– Mas você tem algum lugar, como posso dizer... De referência? – Indagou Ellen.

– Bom, ele mora em Long Beach, mas acho que ele está viajando. Aquele lugar do sonho não era a Califórnia. Era um Cassino.

– Cassino? Só pode ser Nevada, Las Vegas querida, a cidade que nunca dorme. – Disse Ellen, ela possuía uma certeza que assustava na voz. – Vamos para Las Vegas Baby! – Quando a jovem Taylor disse isso, seus olhos castanhos se iluminaram com um pequeno índice de luz do sol que acabara de entrar por suas persianas.

- Pode até ser El. Esse era o apelido carinhoso que Sophie deu a Ellen no ensino médio. Haviam cursado o colegial todo em Huntigton Beach na Califórnia, mais precisamente no Golden West College. Conheceram-se ainda no primeiro ano, depois de uma festa organizada pelos veteranos do terceiro aos calouros que acabavam de chegar, na verdade a primeira relação das duas foi de rivalidade, pois ambas gostavam do mesmo rapaz, entretanto a amizade prevaleceu.

– Porém, devemos confirmar isso antes. Vamos aquela padaria que fica perto da Torre Eiffel.

– Padaria? Tem café aqui! – Respondeu El tentando ser engraçada. Sophie deu uma risada de deboche e disse

– Haha, muito engraçado! Mas lá tem uma pessoa que pode nos ajudar à ex — namorada de Andrew.

– Aquela vadia da Grace? – Retrucou Ellen com desprazer na voz. Ela e Grace tinham uma rivalidade e tanto, ambas faziam balé em uma academia renomada e lutavam para ver quem viria a ser a melhor.

– Não chame a menina de vadia. Ela já foi minha cunhada! – Respondeu a jovem loura.

– Que seja, vamos. – Disse El com um tom de “tenho que fazer isso mesmo?”.

– Mas espere! Não vai terminar o café? – Perguntou Taylor apontando para a xícara.

– Amiga desculpa, mas seu café esta horrível. – Respondeu Turner com uma risada. Então partiram rumo ao centro de Paris, aonde se localizava a padaria e a Torre Eiffel, o marco da cidade luz. Chegando lá viram Grace Mollbet tocando seu violino e animando o café dos cidadãos.

Para a surpresa de Sophie Turner, sua irmã Marie estava lá tomando um chocolate quente e comendo um croissant.

– O que faz aqui irmãzinha? – Perguntou Sophie com um tom doce. Elas eram muito apegadas.

– Nada irmã! Só tomando café, mamãe partiu hoje cedo para Lyon, problemas no supermercado, ela disse para eu lhe chamar para tomar café aqui, mas fui ao seu quarto e me deparei com a cama vazia, por isso eu que deveria perguntar, onde estava? – Retrucou Marie, ela era muito inteligente, assim com sua irmã.

– Fui atrás de El. Contar a ela uma suspeita! – Respondeu.

– Ai meu Deus, está grávida doce irmã? – Perguntou Marie, aquilo pegou todas de surpresa, mas Ellen e Marie caíram na gargalhada.

– Palhaça! – Disse Sophie com o rosto vermelho de vergonha. O alvoroço chamou a atenção de Grace, então ela se aproximou.

– Olá meninas! E Ellen. – No momento em que citou o nome de El, Grace fez aquela cara típica de deboche e se virou para a morena dos cabelos chocolate.

Grace Mollbet era uma jovem muito linda tinha a pele clara, um pouco queimada pelo sol, seus cabelos eram longos chegavam à altura dos seios, eram cheios e possuíam volumosos cachos, ela inovara o visual com suas mechas californianas. Os seus olhos eram escuros, bem chamativos e cheios de vida. Seus lábios finos sempre estavam com um brilho rosa, era tradição.

– Não perde a oportunidade, mais uma dessa e eu te quebro! – Respondeu Ellen ao deboche.

– Ninguém vai quebrar ninguém aqui ok? – Disse Sophie se interpondo entre as duas para evitar que elas brigassem.

– É sobre Andrew. Preciso de informações a respeito do meu irmão, se puder me ajudar! – Completou.

– Aconteceu algo com nosso irmão? – Interveio Marie.

– Depois explico. – Retrucou Sophie. – Preciso saber onde ele está você sabe Grace? – Completou.

– Olha quando falei com ele há dois dias pelo Facebook, se encontrava em Las Vegas apostando.

– Bingo! – Retrucou Ellen, ela já havia dito antes que ele estava na cidade que nunca dorme.

– É só isso? – Completou Grace.

– Sim, obrigada Grace. – Respondeu Sophie.

– Não há de quer e me explique também, o que houve com Andrew? – Disse.

Então Sophie pediu a Grace que se se sentasse à mesa de Marie e explicou tudo as duas.

– Nossa! Fiquei preocupada agora, mas... – Antes de dar sua opinião, Grace foi chamada para continuar trabalhando.

– Droga. Tenho de ir, me mantenha informada Sophie, conto com você. – Mollbet se levantou e se dirigia ao posto, mas foi intervinda por Turner.

– Grace. Se vamos a Las Vegas, precisamos de dinheiro e isso não temos agora. – Disse sem graça.

– Ah minha cara cunhadinha, não tenho dinheiro, mas sei quem pode ajudar. Procure Nathan, meu irmão, ele emprestará a verba. – Respondeu.

– Como pode ter tanta certeza? – Perguntou a jovem Marie.

– Bom, por que ele tem uma queda por essa daí. – Apontou para Ellen com descaso.

– Huuuum! – Murmurou Sophie com certo tom sarcástico.

– Calada Sophie. – Retrucou El.

– Bom, onde seu irmão está? – Perguntou Turner deixando a brincadeira de lado.

– Na loja de componentes de sua mãe, ou seja, do outro lado da cidade. – Respondeu Grace.

– Obrigada Mollbet. – Agradeceu Ellen com desprazer na voz.

– Não precisa me agradecer Taylor, não fiz isso por você. – Então depois desta resposta ignorante Grace se virou e deixou El com muita raiva.

– Calma! – Disse Sophie. – Volto a agradecer Grace. – Completou a jovem dos olhos azuis.

– De nada cunhadinha e volto a lhe dizer, me mantenha informada. – Grace se virou e se dirigiu ao pequeno palco que ficava voltado para Torre Eiffel.

– Iremos a Las Vegas? – Perguntou Marie surpresa. – Mamãe irá nos matar.

– Não se voltarmos antes dela. Ela acabou de mandar uma mensagem pelo Whatsapp, ficará fora até o próximo Domingo. Temos uma semana. – Respondeu Sophie.

– Que assim seja irmã! – Marie respondeu e voltou a deliciar seu chocolate quente.

– O.K, partiremos em busca de Nathan para pegar os Euros e depois rumo a Las Vegas.

– Para que ir a Las Vegas primeiro? – Perguntou El.

– Precisamos saber se esse Mattson sabe lá do que existe realmente.

– E como saberemos disso? – Perguntou Sophie preocupada. Ambas olharam para Marie.

– Invadirei o sistema de seu país de origem e descobrirei onde residia. – Respondeu Marie em um tom de sabedoria.

– Isso! A julgar pelo sobrenome, ele deve ser russo. – Retrucou Sophie.

– Ótimo! Agora é com você Kat. – Disse El com entusiasmo para Marie. Kat era o apelido da jovem irmã de Sophie, pois ela sempre foi fofa como uma gatinha, segundo sua mãe e então o apelido pegou.

– O.k! – Disse Kat. – Neste momento ela se levantou para ir pagar a conta e se lembrou que o apelido fora seu irmão que lhe dera aquilo a fez pensar o que poderia ter acontecido com ele. Pouco depois as três garotas se dirigiram as suas residências para arrumar as mochilas. Já em casa, Sophie recebeu uma mensagem de Ellen, nela dizia “Já estou pronta”. Aquela altura as irmãs já estavam prontas e com a mochila cheia do que precisaria na viagem, a jovem Sophie Turner usava uma boina vermelha. Ela sempre usava aquela boina quando saia.

Então as irmãs saíram em direção à rua e Sophie trancou a porta.

– Vamos! – Disse Marie

– Mas espera! Não seria mais fácil ligarmos para o nosso irmão? – Pergunta Marie fazendo aquilo parecer idiota.

– Acha que já não tentei? O celular dele está desligado e o do papai para variar está fora de área. – Respondeu Sophie num tom sério.

– Desculpa irmã! Achei que na tivesse tentado. – Disse Kat sem graça.

– Não se preocupe irmãzinha! Vamos rumo ao centro agora.

Notas finais
TO BE CONTINUED!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.