ReallityMe

2 Assassinato


Notas iniciais
Espero que, pra vocês, esteja tão bom quanto pra mim.

18 de Dezembro, 2057

Havia dezenas de luzes vermelhas e azuis piscando em frente ao hotel. Jornalistas e curiosos ficavam a espreita de qualquer murmuro ou noticia do acontecido. Silêncio, alguns poucos sussurros e espanto na feição de alguns dos bombeiros e policiais. O quarteirão onde se encontrava o hotel, estava cercado por uma rede elétrica invisível de proteção, com avisos de ‘perigo, se afaste’ por toda sua extensão. Algo de muito grave havia acontecido.

Quando pareceu ser uma maca sendo retirada do hotel, a cerca elétrica ficou preta, evitando que curiosos e jornalistas vissem o que havia por ali. Os poucos que conseguiram ver a maca, espalharam a noticia por toda a multidão que esperava, de sussurro em sussurro.

– Alguém morreu. — Alguns mais detalhados disseram ter visto a maca, com sangue escorrendo de um saco preto que envolvia algo — ou alguém. A curiosidade era agora saber quem havia morrido e como.

Um enorme aviso é visto em toda a extensão da cerca negra, dizia que teria uma entrevista coletiva a tarde, na praça central, que seria televisonada e todas as emissoras poderiam comparecer, mas que, por hora, nada havia de ser dito ou feito. Haviam exames e perícias por todo o dia para ser feitos. Ninguém do hotel poderia sair sem antes as imagens serem conferidas e deixarem os seus depoimentos. Uma enorme força tarefa havia sido designada para agilizar o processo o mais rápido possível.

Em um novo quarto, Rebecka estava desolada. Chorava em desespero, sem saber o porque do que aconteceu. Estava aflita, não queria comer e nem beber agua com açúcar que lhe ofereciam. Apenas queria uma resposta para aquela brutalidade. O momento em que viviam era perfeito, quem poderia destruir uma vida daquele jeito? Muitas perguntas e nenhuma resposta. Até o momento, nada tinha sido visto e não havia nenhuma possibilidade de pistas. Quem quer que tenha cometido o crime, tomou cuidado o suficiente para que ninguém o descobrisse.

Mais tarde, naquele dia. A praça central estava completamente cheia. Com jornalistas e curiosos de todos os cantos da cidade. Cephorya nunca havia tido uma coletiva de imprensa com tanta urgência. As pessoas abdicaram de suas confortáveis salas e seu projetor 3D para ver e ouvir pessoalmente o que havia acontecido. Na cidade, era mais comum que usassem a sala oval, onde aconteciam as transmissões simultâneas com o auxilio de poderosos projetores. Mas hoje não havia tempo para isso.

– Estamos com certa urgência no caso. Então seremos breves. Responderemos apenas a algumas perguntas, para não tomar tempo desnecessário e daremos as informações que tivermos. Maxellim Smith, aos 27 anos, foi brutalmente assassinado. Ele foi encontrado sem um dos braços, uma das pernas estava torcida e alguns de seus órgãos estavam expostos. Ainda temos poucas pistas, muitas delas estão em analises, ocupando todos os cinco lavoratórios da cidade. No caso estão eu, Tenente Wallys Trinit, o detetive Hawlsk Pamphys, e o delegado de homicidios Trevor Dingstom. — Tenente Wallys dava uma pausa, essa que foi preenchida com algumas informações e perguntas, tanto para Hawlsk, quanto para Trevor. Pairava um ar de apreensão no ar, e logo que as respostas eram dadas, a multidão começava com um barulho ensurdecedor de conversas e revoltas.

– Há alguma pista de quem seja o assassino? — Perguntou um jornalista.

– Não. Como disse o Tenente, as pistas estão sendo analisadas em laboratórios. — Respondeu Trevor.

– Qual o estado de Rebecka Wallm?

– Ela não teve ferimentos, aparentemente Maxellim era o alvo de quem quer que tenha feito isso. Ela ainda se encontra em choque, pois foi a primeira a encontrar o marido no estado em que se encontrava. — Respondeu Hawlsk, sendo interrompido e levado imediatamente para o carro de policia. Algumas informações haviam se desencontrado em algum dos trabalhadores do hotel.

– Por hoje é só, comunicaremos pela sala oval assim que obtivermos mais notícias. Obrigado. — Saiam correndo o Tenente Wallys e o Delegado Trevor, logo apos Hawlsk ser levado, em um carro mais a frente.

O caminho até o hotel parecia infinito. A cabeça de Wallys rodava. Parecia que estava preso em uma realidade paralela, que era um sonho ruim e que logo acordaria. Estava torcendo por isso. Mas a cada metro, seu medo e desespero se tornavam maiores. Não tinha idéia de que Max tinha algum inimigo e, se tinha, nunca lhe contou. Os dois eram melhores amigos desde a infância. Eram muito próximos, mas se separaram quando resolveram cursar faculdades diferentes, um em cada canto do país. Ainda se comunicavam via internet, mas para Wallys era difícil conciliar as tecnologias com seu perfeccionismo em seu sonho de se tornar detetive. Na sua graduação, Max havia viajado pelo país inteiro para lhe parabenizar. E contar que estava noivo de uma de suas professoras. Estava tão feliz, Wallys sentiu inveja, por um momento. Mas logo sorriu ao lembrar em como eram ótimos amigos.

Seu pensamento foi interrompido quando alguém abriu a porta do carro e ouviu uma voz familiar ao longe. Se virou e viu Roger.

Notas finais
Se gostou, acompanhe a história! Deixe um comentário! Muito mais está por vir!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.