Realidade ou Fantasia?
5 Capítulo 5 Partida.
Notas iniciais
O que acharam da capa nova? *O*
Daeron, de fato, é um mundo confuso. As estações do ano na Terra variam de acordo com o hemisfério, e sempre são opostas. Já em Daeron é diferente. As estações do ano variam de acordo com os continentes, que são apenas quatro. Podemos denominar tais continentes como leste (onde se situam os reinos Arkemia, Draqnmère e Ulüre), oeste (Zelles, Qaellia e Enovia), norte (Bhratersden e Harpitia) e sul (Haadesgar e Gelavia). Enquanto, atualmente, a região sul está no verão, na região leste ainda é a primavera, na região oeste é outono e na região norte é inverno.
O mesmo acontece com o clima. A região sul é praticamente polar, em relação a região norte, que grande parte de seus territórios são áridos. As regiões leste e oeste são um tipo de meio-termo, com vegetação rica e as estações são bem definidas.Podemos afirmar que Daeron é como a Terra na Idade Média, mas há alguns avanços que diferenciam ambos. Alguns humanos conseguem atravessar a fronteira entre os dois mundos, mas grande parte deles são capturados e vendidos como escravos. Apenas uma minoria consegue escapar da escravidão humana, e dentre esta mesma minoria, há alguns inventores ou construtores de inventos avançados demais para a tecnologia da época de Daeron. Infelizmente, é quase impossível conseguirem \"transportar\" tal conhecimento sobre novas tecnologias, já que não conseguem os materiais que precisam para isso, não há investimento algum − o que é essencial para a fabricação de tais inventos.Há exceções, humanos que recebem o apoio de membros da nobreza ou até mesmo da realeza. E é por esse mesmo motivo que há dirigíveis vagando pelos céus de Daeron. Ou pelo menos, um tipo de transporte aéreo que se parece com um dirigível, mas que não é. Aliás, a única característica que os dois aeróstatos tem em comum é o fato deles serem sustentados através do uso de um grande balão que é preenchido com um gás menos denso que o ar. E esta é a justificativa da presença de numerosos navios voadores próximos ao acampamento do Teccire.As aeronaves eram praticamente idênticos aos fluyts, navios holandeses com cerca de 600 toneladas que não pareciam existir, pois voavam com extrema facilidade com o sustento dos dois grandes balões feitos do metal yelrevo preenchidos com um gás menos denso que o ar, o gás hélio. Yelrevo é um tipo de metal mais forte que platina, resistente à corrosões e tem durabilidade eterna, continua intacto perante altas pressões, ácidos, ferrugem e é infusível. Sua coloração varia, tudo depende do local onde ele é achado. Como na região oeste, principalmente nos arredores do Reino Qaellia, é completamente negro e opaco; alguns acham que o melhor yelrevo é o de Qaellia, eis o motivo do quase monopólio do metal. Os balões do aeróstato usam em excesso a quantidade de pressão ao seu redor para manter sua forma cilíndrica que equilibra perfeitamente o navio. O tecido usado no balão é o raríssimo cymbe, que na língua antiga de Daeron significa \"camuflagem\", um nome auto-explicativo, já que ele é capaz de se camuflar dependendo do ambiente e é próprio para aeróstatos de ataque e defesa. Naquele momento, os balões estavam da cor do céu que crepusculava, um degradê negro até laranja, onde ficava situado o restante do sol daquele dia.O número de pessoas que poderiam ser carregadas num fluyt eram aproximadamente 200. Naquele tipo de aeróstato que foi escolhido para a viagem, era possível carregar apenas 50 pessoas, para que não pesasse mais do que já era, pois além de carregar os tripulantes, tal navio voador levava consigo armamentos como canhões − possuia mais de 20 canhões − e quanto mais peso, mais lenta seria a viagem... e ninguém do Teccire queria chegar a Enovia antes que fosse tarde demais.Haviam filas enormes nas entradas dos navios. Criaturas de todos os tipos, de beorcs, elfos, subhumanos e até mesmo ogros que faziam parte do exército. Trouxas de roupas, armas e objetos que eles consideravam como preciosos eram sempre levados nas bagagens, por mais que os mesmos pesassem ou que fossem difíceis de se carregarem... não poderiam deixar aquelas coisas para trás. Talvez aquela viagem fosse a última deles. Esperavam por uma guerra, e não estavam muito otimistas com isso.O maior navio era no qual os integrantes mais importantes do Teccire embarcariam. Este era completamente feito de madeira forte e resistente, assim como todos os outros aeróstatos presentes naquele local. Havia quatro mastros para apoiarem os balões, e Lucy estava recostada num deles, o último do lado esquerdo. Olhava para o nada, de braços cruzados e expressão séria. Como sempre, estava pensando em futuras táticas e possiblidades que poderiam ser usadas e que poderiam acontecer durante a viagem. Zaoll, que acabara de entrar no mesmo navio, avistou-a e foi até ela, com aquele mesmo jeito alegre de sempre.− Foi você quem arranjou esses navios? − Indagou, impressionado com a grandeza dos mesmos.Ela virou-se para ele com má vontade e respondeu simplesmente:− Sim. − Sua voz era áspera e fria. Ela era daquele jeito mesmo com seus poucos amigos − e certamente, Zaoll fazia parte desse pequeno grupo.
− Você sempre me surpreende, por mais que já esteja acostumado com sua capacidade genial de elaborar ótimas estratégias... Mas isso já é demais.E ele tinha uma capacidade genial de fazer as pessoas rirem. Por mais frias que sejam, Zaoll é do tipo que sempre consegue destruir o \"muro da frieza\" em todos os casos e situações... Lucy não era uma exceção. Não conseguiu se conter e riu.− Nunca duvide de mim − respondeu, sorrindo. − Aliás... onde está Rebecca? Não a vi desde que os navios chegaram. Zaoll ficou de frente para Lucy. Ela ergueu suas sobrancelhas cinzentas, esperando por uma resposta. Ele pôs suas mãos no mastro, cercando-a, com seu rosto bem próximo ao dela. Era possível sentir a respiração dele, um ar frio batendo no rosto infantil da subhumana, que estava com seus olhos arregalados.− Mas o quê...?! − Dizia, encarando-o. Suas orelhas brancas de raposa ergueram-se, em alerta. Um tom avermelhado surgiu nas suas bochechas de um modo suave, quase imperceptível.− Esqueça-a − sussurrou para ela, sorrindo de um modo malicioso. Passou sua língua em volta dos lábios. Parecia estar se divertindo com a situação dela. − Esqueça um pouco das táticas, das possibilidades... você só pensa nisso?− O que você está querendo dizer com isso, seu asno?! Você e todo o exército não seriam nada se não fosse por...! − Ela hesitou em terminar, pois percebeu que o rosto de Zaoll se aproximava cada vez mais. − A-afaste... afaste-se de... mim... − gaguejava, enraivecida.− Você não pensa em outras coisas também? Se diz tão genial... mas do que adianta tal genialidade se não tem o amor? − O elfo continuava sorrindo. Seu nariz encostou-se ao dela, fazendo-a recuar, o que não era possível.− Amor é para fracos − respondeu, franzindo o nariz. − Agora, afaste-se, ou se não...− Se não o quê? O que você fará, pirralha? Suas táticas geniais não funcionariam agora. Eu poderia calá-la, e você sabe como − seus lábios se aproximavam lentamente até os dela.Antes que o esperado pudesse acontecer, ouviram-se passos de duas pessoas que estavam se aproximando. Zaoll, por fim, afastou-se dela. Lucy continuava parada, recostada no mastro. Não era apenas suas bochechas que estavam vermelhas − era seu rosto por completo. As mesmas duas pessoas que se aproximavam revelaram-se ser Violet Lu e Klaus; estes eram inseparáveis, eram como se fossem gêmeos siameses, grudados um no outro para sempre. O rapaz estava com sua armadura de yelrevo, com sua espada igualmente de yelrevo sempre à disposição, como de costume. Para ele, todo cuidado era pouco. Já Violet estava sem arma alguma; não necessitava daquilo, apenas de sua pedra na qual guardava energia o suficiente para transformar-se a qualquer momento. Seu rabo branco com manchas negras como de um lince balançava suavemente, acompanhando o seu movimento. Ela sorria de um modo gracioso, virando seus olhos amarelados para Zaoll, acenando para ele.− Zaoll, a quanto tempo!Ele sorriu, como se nada tivesse acontecido ali, o que surpreendeu Lucy. \"Como é que ele consegue agir dessa forma depois...?!\", pensava, juntando suas sobrancelhas. Aquilo, de fato, era algo incompreensível para alguém como Lucy.− Eu é quem o diga − ele respondeu, virando-se para Klaus. Seu sorriso se desfez e seus olhos ficaram semi-cerrados. − ...Klaus.O rapaz de cabelos azuis andou até Lucy, ignorando completamente o elfo. Estranhava a coloração de seu rosto.− Lucy? O que houve? − Indagou, e depois revirou os seus olhos para Zaoll, suspeitando de algo. Sussurrou para ela, com um certo desgosto no tom de voz: − Ele o fez, novamente?− Sim. − Respondeu, virando-se para o lado.− Esse elfozinho de merda... − rosnou.Violet olhou para os dois, Klaus e Zaoll. Suspirou.− Ah, inimigos desde pequenos, não? Disputam por tudo... − ela se referia a Lucy; estava ciente sobre o que acabara de acontecer, por mais que não tivesse presenciado a situação. − Espero que façam uma trégua durante a guerra. Eu e Klaus conversamos com Rebecca antes de entrarmos aqui. Estão ajustando os motores dos hélices agora... bendito seja o humano que trouxe essas invenções para Daeron! Nós não seríamos nada sem a vinda dele. Certas pessoas já tem um destino decidido antes mesmo de nascerem, de um modo ou outro acabarão fazendo o que foi decidido, o que deve acontecer. É inevitável... assim como a chegada d\'A Humana.− Espero que A Humana seja bonita − comentou, com um sorriso sacana estampado nos lábios. Violet riu. Antes que ela pudesse respondê-lo, foi interrompida. Não por Zaoll, e sim por Rebecca. Todos que estavam presentes no local, ao perceberem sua chegada, fizeram-lhe uma reverência, num sinal de respeito a fada, que mostrou-se indiferente perante tal ação. Lucy redirecionou-se até ela, mas não pôde falar nada. Não recebeu permissão para isso; a fada pôs sua delicada mão na frente, com seus olhos alaranjados fixados no elfo.− Não faça mais piadinhas sobre qualquer coisa relacionada A Profecia.Hesitou em respondê-la; percebeu que ela ainda estava estressada − e continuaria assim até o fim do dia. O moreno sentiu um movimento abaixo dos seus pés. Não foi só ele; todos sentiram também. O motor dos hélices foram ligados − causando um ruído desagradável e cortante até para os ouvidos mais resistentes. Estava na hora de partirem.O sol finalmente se pôs. O céu estaria completamente negro, iluminado apenas pelas estrelas e a luz do luar se não fosse por um certo fenômeno da natureza que é conhecido como a aurora polar. Era possível observar um brilho incomum nos céus noturnos de Gelavia; a cor das luzes variava de um azul fosforescente até um amarelo dourado que se destacavam no meio da escuridão. A cortina transversal de luz se movia lenta e suavemente, com seus arcos mudando de forma e tamanho acompanhando tal movimento... Um som. Era possível de ouvir um som baixo associado a tal fenômeno celestial. Tinha um tom magnético indefinível.Era um sublime espetáculo, no qual apenas a natureza é capaz de fazê-lo. Qualquer ser que o presenciasse ficaria maravilhado. Felizmente, tal fenômeno não se restringia somente no Reino Gelavia − mesmo que na região sul seja o local onde essas luzes geralmente se manifestam −, mas também ocorria nos arredores do Reino Enovia... coincidindo com o local onde Scarlet e James estavam situados.Scarlet observava com extrema admiração a aurora boreal, sentada na frente do casebre de James. A porta frágil de madeira estava no chão. Ela mesma a arrombou sem dificuldade alguma; não tinha as chaves e precisava pegar suas roupas. Aquele vestido a pinicava, ou melhor, o bordado a torturava. Estava com o mesmo moletom preto com uma estampa inconfundível de uma caveira vermelha e sua velha − e confortável − calça jeans. Lembrou-se do que James havia lhe dito antes de lhe dar o vestido, que iriam prendê-la se a vissem com aquela roupa... mas ela não ligava nem um pouco para isso. Queria voltar para casa. Naquele ponto, qualquer lugar que não fosse Daeron seria melhor, até mesmo o acampamento. Obedeceria todas as ordens de Lauren Bourne, desde que nunca mais voltasse para aquele mundo, visse aquele rapaz de cabelos incomumente verdes...James. Estava magoada e, ao mesmo tempo, furiosa com ele. Também sentia um certo incômodo no peito no qual nunca sentira antes... uma sensação estranha. Seria aquilo o ódio, a mágoa... ou o amor? \"Não, amor nunca\", ela pensou, colocando sua cabeça nos joelhos. Sentia-se desprezível por ter chorado. Odiava chorar na frente de alguém... \"chorar é para fracos\", era a frase que ecoava constantemente em sua cabeça. Levantou-se e olhou para os lados, vendo apenas a escuridão que a cercava. Ouviu um som, como arbustos se mexendo. Havia alguém ali. \"Corra, sua idiota, corra!\", berrava consigo mesma, mentalmente; demorou um pouco para que seu corpo obedecesse. Escutou passos, passos rápidos, estava correndo atrás dela. O pânico alastrou-se por todo o seu corpo, que naquele momento se recusava em parar para olhar para trás.Conseguiu despistá-lo e parou para descansar. A luz azul fosforescente da aurora boreal refletia sobre as pedras da caverna, a mesma caverna que a trouxe para Daeron. Não hesitou em entrar nela, escondendo-se no meio da escuridão. Quem quer que seja, não iria encontrá-la ali. Ou pelo menos, ela achava que não. Era possível ouvir um barulho de folhas caídas no chão sendo pisoteadas que se aproximava. \"Merda\", engoliu em seco, encolhendo-se num canto da caverna. Ele adentrou na caverna e uma voz ecoou no interior da mesma.
− Scarlet? − A voz era suave, baixa e familiar...− Seu filho da... − rosnou, levantando-se. No fundo, estava aliviada por não ser outra pessoa, pois ele ainda era a única pessoa na qual ela confiava, mesmo depois do que ocorrera a tarde.Ele a abraçou numa tentativa de acalmá-la, sentindo o seu corpo totalmente trêmulo. Ela continuava a murmurar xingamentos inintelingíveis, mas James não ligou nem um pouco para isso. Seu cheiro era bom, e de certa forma, a confortava.− Eu tentei gritar enquanto corria atrás de você, mas não estava com fôlego o suficiente para isso... − explicava. − Mas acho que isso não adiantaria, pois você não ia me ouvir...− Cale a boca, seu idiota − interrompeu.− Isso seria um sinal de que estou desculpado por... você sabe...? − Perguntou, soltando-a.− Não. − A resposta foi rápida − e dolorosa.− Foi o que eu pensei − comentou, rindo. − Então, venha − ele dizia, estendendo sua mão para ela. Scarlet não pegou em sua mão. Começou a andar, saindo da caverna. − Certo, se é assim... simplesmente me siga. Desta vez, não obrigarei você a assaltar ou matar alguém, juro.Ela não deu nenhuma resposta, simplesmente seguiu-o, mesmo não fazendo a mínima idéia para onde ele estava a levando. Percebeu que quanto mais andava, um barulho parecido com um borbulho das águas de algum tipo de cachoeira ficava cada vez mais alto, mais próximo. James parou em frente de um monte de folhas alongadas que tampavam o seu caminho e virou-se para Scarlet.− Feche os olhos. É uma surpresa.\"Surpresa\", ela repetiu, mentalmente. Obedeceu-o.Ele foi para trás dela, pondo suas mãos em seus olhos para que ela não os abrisse, guiando-a. Os dois passaram pelas folhagens e ele encostou seu queixo no ombro dela, retirando as mãos. Ao abrir os seus olhos, Scarlet ficou boquiaberta com a paisagem logo a sua frente. Aquele lugar era maravilhoso, mesmo à noite. Era possível enxergar uma cascata, com sua corrente d\'água límpida e cristalina deslizando sobre uma série de declives, por causa dos vagalumes que emitiam uma iluminação verde fosforescente que estavam situados no lugar. O lugar era cercado por árvores e arbustos com flores das mais diversas cores, algumas sendo até exóticas e raras de se ver. A luz do luar e das cortinas azuis da aurora boreal deixavam o lugar ainda mais encantador.− Scarlet... − James dizia, posicionando-se na frente dela. − Me desculpe, eu... não deveria ter feito aquilo. Aliás, nunca deveria praticar mais saques. Mas eu tinha que arranjar um meio de sobrevivência... nada é de graça. Acabei sendo estúpido na hora, eu sei, esse foi um dos meus maiores erros que cometi com você. Eu acabei me recordando de coisas desagradáveis do meu... deixe para lá. O que eu quero dizer é que... − dizia, até que o dedo indicador de Scarlet pousasse delicadamente sobre sua boca.− Não diga mais nada − ela sorriu para ele, tirando o dedo de sua boca. Fez uma breve pausa e completou: − Eu aceito suas desculpas. Mas... prometa-me uma coisa.− Sim?− Não faça mais isso. Nunca mais. Certo?Ele deu um beijo estalado no meio de sua testa que estava descoberta pela franja e sorriu para ela. Aquilo poderia ser considerado como um sim. E para quebrar o clima \'desagradável\' entre eles, James não hesitou em aprontar mais uma vez com ela. Dessa vez, uma simples brincadeira: jogou-a no riacho. Mas não foi só ela quem caiu no riacho; levou-o junto consigo. Suas roupas ficaram completamente enxarcadas e a água estava fria, mas os dois não ligavam nem um pouco para isso. Um jogava água no outro e assim por diante, feito duas crianças. Seria aquilo um começo de uma grande amizade? Talvez sim, talvez não... talvez até mais do que isso. Mas é um fato inegável que o destino dos dois se entrelaçariam de alguma forma.
Notas finais
Demorei? :D
Foi mau!É que eu estáva meio oculpada com minhas outas fics,mas ta aí mais um capítulo para vocês meus caros *-*
Para vocês não ficarem bravos comigo o capítulo saiu grandão, mas vou avisa-los que agora demorarei mais para adicional capítulos novos...DESCULPA Ç-Ç
Foi mau!É que eu estáva meio oculpada com minhas outas fics,mas ta aí mais um capítulo para vocês meus caros *-*
Para vocês não ficarem bravos comigo o capítulo saiu grandão, mas vou avisa-los que agora demorarei mais para adicional capítulos novos...DESCULPA Ç-Ç
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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