Realidade, bate a porta
2 Consequência
Notas iniciais
Hoje é meu aniversario de 18 anos, até que enfim, e começaram as ferias ontem . Combinei com minha amiga Jessica de sairmos hoje para uma balada, e hoje eu quero aproveitar.
Não sou de sair, mas hoje a Jessica insistiu que eu fosse, pois é meu aniversario e ela disse que os 18 não pode passar em branco.
Sempre fui a mais retraída do grupo, e nunca me importei. Sempre focada nos estudos e no trabalho, sou feliz da maneira que sou.
Vesti um vestido preto básico e fui ao encontro de minha amiga que já estava me esperando no carro.
–Vamos Bella. –falou sorrindo –poderia ter ousado mais hoje, esta parecendo uma senhorinha.
–Gostei da minha roupa. – disse e ela gargalhou, eu não gostava quando ela me zombava, mas já estava acostumada.
Chegamos na festa, mas tinha pouquíssima pessoas, a maioria era homem, só devia ser a Jessica mesmo para me trazer para a cova dos leões.
–Bellinha amor, aproveite a festa! –sussurrou no meu ouvido já me entregando um copo de bebida.
E assim a festa correu bem, fora as zuaçoes. Percebi um cara muito bonito vindo em minha direção, ele era moreno todo musculoso, cheio de charme.
–Ola, aproveitando a festa? –perguntou, com um sorriso encantador.
–Normal. –não quis me aproximar muito, e acabei deixando ele sozinho enquanto ia ao banheiro.
Eu já estava meio chapada, bebi demais, já estava vendo coisa com coisa.
Senti mãos segurando as minhas e de repente tudo ficou preto.
*No dia seguinte*
Minha cabeça latejava de dor. Percebi que estava na grama, OMG, sem roupa.
O que aconteceu comigo? Onde estava Jessica?
Levantando, morrendo de vergonha, achei meu vestido e o coloquei rapidamente.
Ainda bem que não tinha ninguém na rua, a não seu um cachorro do outro lado da rua latindo, deveria ser umas 5da manha, pela minha sorte eu sabia mais ou menos onde estava e minha casa não era muito longe.
A Jessica iria ter que me explicar direitinho o que aconteceu.
Enquanto caminhava, percebi que estava muito dolorida e cheia de hematomas.
O que será que eu fiz essa noite?
*Já em casa*
Minha mãe nem percebeu o meu desaparecimento, sempre chegava ate as 00h00min, mas acho que como ontem foi meu niver , ela deu um desconto.
Tomei meu banho e tratei de ligar para Jessica.
–Oi? – atendeu com a voz rouca, deveria estar dormindo.
–Jessica, o que aconteceu comigo? Porque você me deixou sozinha? –eu já estava super nervosa, meus nervos querendo sair da cabeça.
–Não lembra? Você transou com um cara na frente de todo mundo, estava loucona em Bells, eu não teria coragem...
Nem deixei ela terminar, estava passada comigo.
Como eu fiz isso? Meus pais vão me matar...
*Duas semanas depois*
E meus pais quase me mataram mesmo, a cidade toda ficou sabendo disso. Eles ficaram super decepcionados comigo.
Estava no meu quarto refletindo, as férias acabarão em duas semanas, e eu sai de casa uma vez e ainda para fazer aquela besteira, aiiiii que horror, sempre que me lembro me da vontade de chorar.
–Isabella, desça aqui. –ouvi minha mãe me chamar da cozinha, e fui ao seu encontro.
–Senhora? –perguntei, de cabeça baixa, há duas semanas, desde o acontecimento eu tinha vergonha de olhá-los nos olhos...
–Isabella, você me decepcionou muito, mas mesmo assim sou sua mãe, deveria deixar você sofrer as conseqüências dos seus erros, mas eu sei que você já esta sofrendo demais, então eu e seu pai decidimos te mandar para Londres morar com uma prima minha, a Esme, ela mora sozinha, já esta passando dos 30 anos e é uma mulher de muita responsabilidade, o que você não tem.
Fiquei surpresa, mas mesmo não querendo ir, com medo do desconhecido, quero recomeçar e conhecer pessoas que pelo menos conversam comigo sem me julgarem.
–Quando eu vou mãe?
–Sua passagem esta aqui. –e entregou o envelope – você sai daqui amanha pela manha, o vôo é as 10h00min da manha.
–Já? –fiquei surpresa.
–Você não pensou nisso quando perdeu a virgindade com um desconhecido.
Já nem me explico mais, ninguém acredita em mim mesmo.
Subi para arrumar minhas coisas.
É, a partir de amanha vou recomeçar.
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