Notas iniciais
Capítulos curtos como este poderão existir mais vezes durante a fic, por serem partes que eu acho que são boas se colocadas na estória, mesmo que não tenham muita utilidade para o enredo.

Acordei ofegante, atrasado e ansioso. Eu tinha menos de duas horas para me arrumar e pegar o trem. Entrei correndo no banheiro, escovei os dentes e encarei minha cara no espelho. Uma espinha gigante tinha resolvido sair bem no meio da minha cara, como sempre acontecia quando eu tinha algo importante para fazer.

Estava tirando a roupa, quando percebi que minha barba estava por fazer. Me perguntei se Mari gostava de meninos fofos e com cara de bunda de nenê ou se preferia alguém estilo macho alfa, rei da floresta, lenhador...

Pesquisei no Google, mas os resultados não foram totalmente conclusivos, já que, obviamente, nem todas as mulheres possuem o mesmo gosto. Meu tempo estava cada vez menor, então decidi por um meio termo, se isso era realmente possível.

Entrei rapidamente no banho e, sem me dar conta, gastei dez minutos no chuveiro. Peguei um pouco de pasta de dente e coloquei naquela espinha nojenta que parecia querer saltar em alguém. Minha avó havia me ensinado essa receita, e até hoje não sei ao certo se ela realmente funciona ou é só uma ilusão.

Peguei a primeira roupa que considerei aceitável e enfiei tudo que precisava dentro da mochila. Eu tinha uma longa caminhada até a estação de trem, então levei mais que três garrafas d'água, para me prevenir.

Quando eu já estava saindo do apartamento, me dei conta que havia esquecido do meu caderno onde eu guardava autógrafos que eu conseguia. Ia desde cantores e atores até assinaturas improvisadas de artistas de rua. Adorava colecionar esse tipo de coisa. Era como se eu eternizasse momentos simplesmente com um papel e uma caneta.

Saí correndo e aos tropeços, encarando os dez lances de escadas que eu teria que enfrentar. Quando cheguei ofegante à porta de entrada, me senti aliviado, pois aparentemente conseguiria chegar andando na estação.

Uma coisa sobre mim: eu odeio andar de ônibus. Na verdade, nem de carro eu gosto. Não é por causa do grande número de pessoas em si, mas eu enjoo toda vez que percorro até o mais curto caminho.

O tempo passou rápido enquanto eu andava, e mais rápido ainda quando o trem chegou. Gostava do barulho que ele fazia contra os trilhos e me sentia como se estivesse indo para Hogwarts. Trens me faziam esquecer do meu enjoo e me inspiravam como outras coisas não conseguiam fazer.

Fiquei percorrendo meus devaneios pessoais, até que o trem parou.

Havia chegado a hora.

Notas finais
Desculpem por ficar tanto tempo sem escrever, mas está tudo uma grande correria em minha vida! Obrigada a todos que estão gostando da fic! Muitas coisas ainda estão para acontecer... tchan tchan tchan tchaaaan
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.