Realidade Possessa
1 Esperança de Encontro
Notas iniciais
Esperança de encontro
Ela sonhava com a primavera eterna, o dia em que as flores espinhosas nascessem para perceber que era real, enquanto sonhava em encontrar o seu único.
- Quando é que você vem? – pensava Nayori que ali estava, sentada na grama, com os cabelos esvoaçantes e bagunçados causados pelo vento que batia em seu rosto e as lágrimas presas ao sentimento de esperança.
O vento soprava forte naquela hora, Nayori queria paz, queria esquecer do mundo. Ela ainda procurava pelo seu único, alguém que amasse só a ela.
Uma voz masco e suave soava junto com o barulho forte que o vento trazia:
- Venha comigo esperar o dia em que nós seremos um só.
- Ilusão? – pensava Nayori, com os olhos cheios de lágrimas.
Seu coração acelerou naquela hora, Nayori não queria pensar em mais nada. Para ela, aquela voz soava esperança. A vontade de esquecer de todos e correr atrás do seu maior sonho era grande, mas ela não podia! Sua esperança e medo estavam presos ao mundo real. Aquela voz poderia ser irreal para alguns, mas para Nayori não. Aquele poderia ser seu dia de sorte, talvez? Mas seus sentimentos estavam bastante confusos.
- Nani? Quem está aí? – Nayori ouvia passos na grama, se aproximando devagar. Olhava assustada, mas não via ninguém. Nayori estava bastante confusa, poderia estar imaginando coisas? – Por que me persegues deste jeito? – dizia com a voz trêmula.
O vento soprava bastante forte agora, Nayori se levantava e se virava contra o vento. Seus cabelos agora interrompiam a visão da mesma.
Os passos na grama se aproximavam cada vez mais, Nayori se desesperou em silêncio, pois sabia que só podia ser quem ela estava esperando.
- Por que você não me escuta? Estás sempre me desesperando com estes sonhos fúteis!
Para surpresa de Nayori, essa era a voz que havia escutado antes. Uma voz masco e suave, com ar de sinceridade. A mesma ficou confusa, afinal. Por que seu único diria uma coisa dessas? Nayori encarava o vento forte que batia em suas costas com covardia, escondia um olhar vazio com um tom de saudade. Segurando as lágrimas, Nayori resolveu questionar:
- Por que? Sonhos fúteis concerteza não são! Será que você não entende qu... – Nayori é interrompida por um beijo. Mas espera aí, como assim um beijo de alguém invisível?! Não! Nayori sentiu um calor profundo por dentro, aquilo foi uma sensação tremenda para ela, Nayori sentiu o calor dos braços deste. Nayori não podia fazer nada, deixando-a ainda mais esperançosa. Será o momento de ser revelado quem poderia ser o seu amor?
O beijo é interrompido por uma vontade de chorar que havia dado em Nayori.
- Me responda agora, você é a pessoa que sempre desejei? Mostre sua realidade para mim! Tire esse vazio que existe! – Nayori gritava, e o vento cada vez mais forte. Parecia um pacto natural, quanto mais Nayori se desesperava mais o vento aumentava. Nayori tentava entender a situação, esse sentimento era realmente triste. Não sabia se se entregava ou se encarava aquilo.
- Apenas entenda que posso não ser quem tu esperas, sinta a minha sinceridade. Terás o sentimento dentro de ti. – aquela voz ia se afastando cada vez mais, Nayori ficou totalmente paralizada, o vento agora soprava mais devagar, estava normal. Seus cabelos já não a interrompia a visão. Agora ela só queria se jogar na grama e chorar. E foi o que fez. Nayori praticamente estava sendo castigada, pois aquele realmente não poderia ser seu dia de sorte. Se ajoelhou na grama, encostou seus braços juntos (em posição de como se estivesse rezando) abaixou a cabeça e chorou por bastante tempo. Nayori não tinha para onde ir, ela só queria paz. Ela só queria realmente encontrar seu único.
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