Realidade
2 Capítulo 2
REALIDADE OLÁ MEU NOME É JOSE, MAS TODOS ME CHAMAM DE JUSE EU SOU UM HOMEM CASADO, TENHO DOIS FILHOS LINDOS E MORO AQUI NO INTERIOR DE RECIFE. Eu quero me mudar para São Paulo, por dizerem que lá é a cidade do futuro, e que lá tem empregos para todos.E esses dias eu estava falando para minha mulher: — Maria me deixa ir para São Paulo e depois que eu tiver um emprego bom eu volto para buscar você e meus filhos. ( o Juca de três anos e o Jonas de quatro anos ) -mas... Jose você não vai passar dificuldades lá? Você não conhece muito bem estes lugares... grandes. -não Maria deixe que eu vá, e eu volto também. Jose sabia muito bem que a situação de lá não iria ser muito boa. Mais a que ele estava passando era pior. Então logo assim chegou o dia de partir, se despediu dos seus filhos e de sua mulher, Jose estava quase chorando, mas sabia que ele não poderia chorar por causa de seus filhos e então ele foi de pau de arara. Seu longo caminho drástico e sofrido para sua saúde que já não estava muito boa, estava com alguns sintomas de dengue. Depois de nove dias sofridos ele chega a São Paulo, contando que todas as noites o pau de arara parava para os passageiros dormirem. Jose já estava com muita fome, cansaço, dor no corpo e febre. Não gostara muito desta febre, por que ela parecia estar acima dos 38 graus, mais logo então foi a um hospital bem popular de São Paulo, imaginem...Lá, quando Jose chega tem uma fila de mais de quarenta pessoas, e uma multidão e um vulco-vulco. Falando com a secretária: -Senhor, para ter uma consulta com o médico, precisa esperar três meses, caso contrário, só se você estiver correndo perigo de vida (desmaiado).-Mas moça... São Paulo não é a “cidade do futuro”, aqui o atendimento não é de primeira? -Ha ha ha ha... o senhor pode se retirar? Tem mais clientes para serem atendidos. -Meu Deus eu não acredito nisso... Parece mentira mais Jose se recuperou da febre por causa do grande susto que levou ao chegar ao hospital, o mau atendimento, ele nunca iria imaginar que iria ser assim. Jose ficou horas e horas sentado numa praça que havia logo na esquina do hospital.Logo depois chegou a noite e infelizmente Jose não havia programado aonde dormir e assim pegou um velho jornal existente no chão sentou num banquinho longo que havia na praça e dormiu.Jose estava num sono profundo... mas foi interrompido por um pedaço de vidro jogado nele, ele acordou com um monte de maloqueiros e fanqueiros bêbados jogando garrafas e pedaços de madeira na sua cabeça e no seu corpo, isso ainda era três horas da manhã, mas logo depois que aconteceu isso, ele continuou a dormir. Assim que acordou 8:00hrs da manhã estava todo ensangüentado na rua.
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