Realeza Problemática
5 Capítulo 5 - " Começou como um sentimento
Notas iniciais
TEMPO ATRÁS “PRIMEIRAS SEMANAS “...
Com o turbilhão de pessoas andando no estreito corredor Temari não sabia qual sala era a sua, mesmo com o mapa que Tenten enviou não conseguia localizar nada.
— Você deve ser a garota nova. – disse uma voz ao seu lado, Temari levou um susto com o cara que a abordou não pela sua aparência, até por que ele era muito agradável de ver.
— Como você sabe? – perguntou Temari desconfiada.
— Ninguém que é daqui se perderia nesses corredores. – respondeu o cara bonito – A propósito meu nome é Asura e você é? – estendeu a mão.
— Temari. – apertou a mão do garoto.
— Pra onde você está indo? Vai que eu posso te ajudar. – disse Asura
— Sala 405, introdução a sociologia, aula obrigatória. – respondeu Temari.
— E ela fica bem ali. – Asura apontou para porta ao lado do bebedouro.
— Obrigada. — disse Temari se despedindo.
***
Trabalhar em uma lanchonete não é o primeiro emprego dos sonhos, mas dava pro gasto. Todavia, graças aos céus, não era garçonete, mas sim caixa e melhor ainda numa lanchonete distante da universidade e bem longe da fiscalização da Tenten, por mais que não pudesse trabalhar, ou melhor, era proibida, precisava do dinheiro para conseguir se manter sem se a ajuda da avó.
Trabalho perfeito até que um dia a magia se desfez.
— Eu não acredito que você trabalha aqui. – disse uma voz familiar – Quer dizer, não esperava te encontrar aqui.
— O que você está fazendo aqui? – perguntou Temari.
— Acabei de voltar da casa de um amigo e fiquei com fome e aqui estou eu. – disse Asura.
— Ok, apenas não conte pra ninguém que estou trabalhando aqui. – terminou Temari, ele pagou a conta e foi embora, mas Asura sempre voltava.
O medo se a qualquer momento Tenten aparecer por lá e PUF! Acabar deportando ela, fez com que Temari sair do emprego na lanchonete e foi para uma Xerox. Os encontros não diminuíram até que um dia Temari se estressou.
— Você poderia me fazer o favor de não voltar mais aqui? – perguntou Temari.
— Me desculpa, mas você acreditaria se eu dissesse que não consigo?
— Não. – respondeu Temari – Não quero perder esse emprego.
— Também não quero que você perca. – disse Asura – Vamos fazer assim, vai ter uma festa amanhã à noite na minha fraternidade e eu quero muito que você vá.
— Hum... – disse Temari – Vou tentar.
— Se você não for acho que vou ser obrigado a te deletar. – disse Asura, Temari fechou a cara e então ele começou a rir – É brincadeira, você deveria ver sua cara. Bem eu te espero lá.
~~ DIAS ATUAIS... ~~
— Por causa desse cara tive que abandonar o emprego. – disse Temari – Só por que não fui para aquela festa estúpida.
Os encontros com os amigos tornaram-se cada vez mais frequentes, nas casas, nos parques e principalmente nos bares. Porém pela primeira vez estavam em um ambiente de trabalho de um deles, o estúdio de Sai.
— Espera essa foi a festa que você recusou para ir ao bar conhecer a gente? – perguntou Ino, sentada na bancada. — Tipo já faz muito tempo isso.
— Uhum, mas... – respondeu Temari.
— Você estava trabalhando nessa época? – perguntou Shikamaru indignado – Você não pode fazer isso, vai contra as regras que te mantém aqui.
— Eu sei, eu sei, mas como eu iria me sustentar aqui? – disse Temari.
— O dinheiro que sua família manda pra você e tem o auxílio da faculdade. – disse Shikamaru.
— A gente já conversou sobre isso. Não quero depender desse dinheiro e o auxílio não é lá essas coisas.
— Hum... Então quer dizer que vocês já têm segredinhos. – disse Sai chegando – Hum...
— Cala a boca! – disse Temari e Shikamaru juntos.
— Já até falam juntos. – brincou Sai.
— Mas você tem certeza que foi ele? – perguntou Chouji.
— Certeza, certeza não, mas por que mais Tenten estaria indo por aquelas bandas? – perguntou Temari – Tive que me esconder de baixo do balcão e por Deus aquele lugar é muito apertado.
— Bem, talvez ela tenha ido visitar uma pessoa. – disse Hinata pegando algumas coisas no lado de dentro do bancada – Desculpa, eu não quis me intrometer.
— Relaxa. – disse Sai – Você melhor que ninguém deve saber o que ela fazia lá. Já vai?
— Espera você também trabalha aqui? – perguntou Temari, Sai riu.
— Na verdade Hinata e eu somos sócios. – explicou Sai – Ela é muito muito talentosa, a decoração aqui ela fez.
— Uau! – disse Temari – Mas eu pensei que você trabalhasse na administração.
— Também trabalho lá. – disse Hinata – E as vezes na reitoria.
— Como você concilia isso tudo? Sempre que vou à biblioteca te vejo lá. – disse Temari surpresa.
— Disciplina. – respondeu Hinata.
— E nada de namorados. – complementou Ino.
— Ino. – repreendeu Sai.
— Tudo bem, ela está certa. Isso também ajuda. – disse Hinata – Eu tenho que ir. Tchau.
— Não acredito que ela tem dois empregos. – disse Temari pasma.
— E boas notas. – disse Chouji.
— O que? Agora sim estou mal. – confessou Temari.
— Não sinta, Hinata sempre foi uma esforçada como a Sakura. As duas eras as grandes referencias na escola. – disse Ino – Era o trio de ouro Sakura, Hinata e Shikamaru.
— O que essa cidade tem? Uma fábrica de QI? – perguntou indignada Temari – Tanto faz isso, agora tudo que preciso é arrumar um emprego. – Shikamaru a olhou com cara feia – Cujo Tenten não descubra.
***
Com as provas finais chegando Temari começou a ir com mais frequência a biblioteca e quase todas às vezes via Hinata na mesa perto da janela, mas nunca tomava coragem de ir falar com a garota, achava que iria atrapalhá-la se fosse e de qualquer jeito se tivesse alguma dúvida Temari tinha Shikamaru para auxiliar. Afinal ter um amigo gênio teria que ter suas vantagens.
O fato de Hinata estar em dois empregos e ainda possuir boas notas fez com que a loira se motivasse a estudar mais, mudou a sua rotina a qual além de passar a estudar mais, os encontros com Shikamaru tornaram-se mais frequentes e normais, Temari até ousaria dizer divertidos. Após o infeliz incidente nas férias a companhia do moreno ficou mais agradável.
— De todas as pessoas que eu pensei encontrar quando voltasse, nunca pensei em você. – disse Asura se aproximando da mesa.
— Você. – disse Temari com desprezo.
— Estou começando a achar que é coisa do destino, mesmo que você tenha me dado o bolo na festa. – comentou Asura – O destino vive nos dando outra chance.
— Outra chance de me fazer sair do emprego? – perguntou Temari irônica – O não, obrigada.
— O que? – disse Asura surpreso, um garoto na mesa ao lado pediu silêncio – Desculpa – respondeu Asura e puxou uma cadeira para se sentar.
— Não, não , não. Saia da minha mesa. – sussurrou Temari.
— Eu não sei do que você está falando. – disse Asura – Depois daquele dia...
— Sinceramente, não me interessa então você pode fazer o favor sair da minha mesa, está atrapalhando. – disse Temari.
— Não, agora eu quero saber. – disse Asura.
— Vai fingir que não foi você que me delatou para Tenten? Tive que sair do meu emprego por causa de você e isso tudo por que não consegue superar um bolo.
— Eu não fiz isso. – se defendeu Asura – Não sou do tipo de cara que apela por causa de um não e, aliás, eu nem estava aqui para fazer isso.
— Você não estava aqui? – perguntou irônica Temari.
— É, fui até reprovado por não ter vindo nas aulas. Na verdade estou aqui pra entregar o recurso de readmissão. – disse Asura retirando da pasta uma folha de recurso, Temari tentou buscar na memória alguma outra vez que viu o garoto na universidade, mas não achou – Fico até sentido por você não ter notado a minha ausência, mas nada que não pode ser superado em um encontro...
— Ahn desculpe, mas... – disse Hinata.
— Não me diga que você também trabalha aqui? – perguntou Temari perplexa, Hinata corou com a pergunta.
— Não. – disse Hinata mais corada — Eu só queria saber se você ainda vai usar esse livro? – apontou para um dos livros na mesa.
— Ah. – disse Temari constrangida – Não, não vou mais usar. Desculpa, pode pegar. – pegou o livro e a entregou se sentindo uma idiota.
— Obrigada. – respondeu Hinata.
— Hey, não cumprimenta mais um velho amigo? – disse Asura impedindo Hinata de ir embora.
— Oi Asura, voltou quando? – disse Hinata e Asura piscou para Temari – Não te reconheci.
— Acho que acabei pegando um bronzeado no litoral. – Asura riu –Voltei semana passada.
— Legal. – disse Hinata educadamente.
— Kiba te mandou lembranças. – disse Asura.
— Ele está bem? – perguntou Hinata, Asura assentiu – Ele sempre gostou do litoral, que bom que está bem. Preciso voltar. Tchau.
— Eu também preciso ir, sabe antes que a administração da universidade feche. Ainda espero a sua resposta, quem sabe a gente não consegue resolver esse mal entendido. – disse Asura, rabiscou algo na folha do caderno de Temari – Esse é o meu número, me liga pra gente marcar e quem sabe eu te perdoou por me difamar assim. – e saiu sem dizer mais nada.
***
— E então, você vai ligar? – perguntou Ino do celular.
— Eu não sei. – respondeu Temari — Asura não parece ser diferente dos outros caras que eu já conheci. Bonito, engraçado, mas com um complexo de filhinho de papai que chega a ser broxante. – Ino riu no outro lado da linha.
— Mas pelo menos uma boa noite deve proporcionar. – disse Ino – E você está precisando de uma BOA noite amiga.
— Oh, obrigada. – disse Temari rindo, alguém bateu na porta – Vou ter que desligar, alguém chegou aqui.
— Menina, você foi rápida já chamou o carabrincou Ino – Tchau amiga.
Não era surpresa quem chegou, a chegada até virou motivo de certa alegria. Quase toda dia Shikamaru aparecia, geralmente para um plantão de dúvidas, corujão de games ou só conversar, porém por alguma razão Temari não quis comentar sobre Asura muito menos que planejava aceitar. esmo após várias semanas de encontros Temari não dizia uma palavra sobre o menino.
***
— Ahn, com licença. – disse uma voz despertando Temari dos seus pensamentos, era Hinata.
— Oi. – disse Temari se ajeitando na cadeira da biblioteca – Quer outro livro?
— Na verdade não. – respondeu Hinata – Bem é um pouco constrangedor, mas eu escutei sem querer a sua conversa há umas semanas atrás... Sobre não ter um emprego.
— Ah... Sobre isso... – disse Temari procurando uma boa desculpa para que Hinata não a deletasse para Tenten.
— Você ainda está à procura de um?
— Sim. – disse Temari surpresa – Mas você sabe da minha condição então...
— É um trabalho, mas não um emprego. – disse Hinata – Hum... Eu estou precisando de uma ajuda na administração não posso te oficializar, mas posso te pagar o que pagaria num ajudante. Só que você vai ser um fantasma sem direitos a...
— Eu aceito. – disse Temari.
— Sem plano de saúde...
— Eu aceito. – disse Temari.
— E bem sem ...
— Hinata, eu aceito. – disse Temari – Eu só quero uma renda por enquanto.
— Bem então a vaga é sua.
— Quando começamos? – perguntou Temari.
— Depois das provas finais, não quero te prejudicar. – disse Hinata – Pode ser? Aí você só me passa seu número.
— Claro. – disse Temari animada, passando seu numero para o celular de Hinata – Então te vejo depois, chefe? – Hinata sorriu tímida.
— Acho melhor Hinata, só Hinata. – disse a morena de cabelos longos – Desculpe atrapalhar seus estudos, boa sorte, até mais.
A felicidade por ter arranjado um emprego tomou o lugar do questionamento se deveria ou não contar para Shikamaru sobre seus encontros com Asura, mas ainda não conseguia entender o motivo por não querer contar.
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