Realeza Problemática

10 Capítulo 10 - " Eu confesso "


Notas iniciais
Genteee desculpa o atraso >.<Esse mês foi um mês super atarefado aqui, comecei em um trabalho, a faculdade começou e mano é difícil se organizar em tudo e ainda escrever. Não vou desistir da fic, vou até o fim com ela. kkkkkk Mas aqui está mais um capítulo. Boa leitura ^^

Normalidade, Shikamaru não sabia o que era isso fazia tempo, desde o natal não falara muito com Temari, houve alguns encontros na praça, porém não por querer, apenas ocasionalidades. Cumprimentavam-se, mas sem alongar muito a conversa. Não queria atrapalhar Temari com os irmãos, mesmo que quisesse muito conversar com ela.
Diria que até que estava sentindo saudades da problemática, mas depois de certa mensagem desistiu da ideia.
“Por que tem um senhor batendo na minha porta querendo transferir a Temari? O que houve?? ~Tenten “
O garoto não entendeu de imediato, mas algo havia acontecido e essa seria a oportunidade perfeita para conversar com a problemática.

***

Shikamaru pensou em ligar, mas não parecia o bastante e quanto menos ele esperava já estava batendo na porta da casa da garota e sem muita demora foi atendido.
— Oi. – disse Temari na fresta da porta.
— Oi. – disse Shikamaru mesmo que tivesse bolado todo um texto aquelas foram as únicas palavras que conseguiu dizer.
— Está tudo bem? – perguntou Temari saindo de casa e logo após fechou a porta rapidamente – Aconteceu alguma coisa?
— Eu não sei, aconteceu?
— Nada. – disse Temari querendo acabar logo com a conversa.
— O que houve Temari? Pediram sua transferência hoje. – disse Shikamaru desconfiado.
— Histórico? – perguntou Temari confusa – Quem pediu? Espera aí. – então a garota ficou estática e pensou – Eu não acredito que ela fez isso. – antes de explicar a sua conclusão entrou em casa deixando a porta aberta, Shikamaru entrou.
— Olha quem está de volta. – disse Kankuro sentado no sofá – O ex-instrutor. – Shikamaru acenou, então procurou Temari pelo cômodo, tarefa fácil após ouvir uma discussão no andar de cima.
— Por que diabos você pediu minha tranferência sem a minha autorização? – perguntou Temari já se exaltando.
— Eu já disse, prin... – respondeu uma voz calma que foi silenciada.
—Já vai começar. – resmungou Kankuro.
— Chega a ser aconchegante. – disse Gaara saindo da cozinha, sentou-se na poltrona ao lado de Kankuro – A discussão vai ser longa, é melhor se sentar. – aconselhou Gaara a Shikamaru o qual aceitou.
— Discussão? – comentou Shikamaru, os garotos riram.
— Ainda não se acostumou com a família No Sabaku? – disse Kankuro, recebeu um chute na canela – Sabaku, família Sabaku. – corrigiu.
— Você tem certas obrigações que não podem mais ser adiadas. – disse a voz firme – Já chega dessa aventura, você vai voltar pra casa.
— Não vou! –disse Temari – Já tenho idade suficiente para tomar as minhas próprias decisões...
— Devo supor que é seu avô lá em cima. – disse Shikamaru.
— Avô?. – disse Kankuro rindo – Não mesmo, como posso chamar o Hisoka?
—Amigo antigo da família? — sugueriu Gaara.
— Hum... Não – disse Kankuro – Ele meio que criou a gente, não é da família, mas tem todo o respeito como se fosse.
— Achei que sua avó tivesse criado vocês.
— Ela te contou sobre nossa avó? — Perguntou Gaara intrigado.
— Um pouco.
— Ela te contou sobre qual seria a, vamos dizer a função que ela exerce no nosso país? — perguntou Kankuro.
— Não exatamente, sei que ela é política,né? – perguntou Shikamaru.
— Mais ou menos isso. – disse Kankuro recebendo um olhar de advertência de Gaara. Ficaram calados apenas escutando as exaltações da discussão no andar de cima.
Os irmãos ficaram surpresos ao ver uma discussão acabar tão rápido, porém não mais surpreso quanto Temari ao ver que Shikamaru ainda estava ali.
— Por que você ainda está aqui? – pensou alto a loira.
— Quem é você? – perguntou Hisoka curioso.
— Sou Shikamaru, instrutor da Temari aqui em Konoha. Fiquei sabendo da transferência e vim ver o que era. – respondeu Shikamaru.
— Ficou sabendo – disse Hisoka desconfiado, olhou para a Temari censurando-a.
— Não é nada disso que a você está pensando. Somos apenas amigos. – disse Shikamaru.
— Amigos? Ha um minuto atrás você só era o instrutor. – replicou Hisoka fuzilando Shikamaru – Imagina só o que serão daqui a um minuto.
— Por Deus, Hisoka. – reclamou Temari estressada – Nós não temos nada, ele era meu instrutor no início e agora somos amigos, feliz?
—Claro. – disse Hisoka ironicamente – Você nem consegue disfarçar o desapontamento desse fato. – sussurrou a ultima parte para Temari, a qual ficou quieta.
— Qual o motivo dessa discussão toda? – perguntou Kankuro.
— Hoje eu visitei a universidade da sua irmã e sinceramente não achei nada de diferencial nela. Você só estudou nas melhores escolas desde pequena e agora você joga seu futuro no lixo praticamente com essa faculdade no currículo. Então vi alguns papéis para uma possível transferência, ela se irritou. Sinceramente gostaria de saber o motivo dela não querer ir pra outra faculdade. – respondeu Hisoka – Na capital tem faculdade excelentes, aposto que vossa... – Temari o fuzilou com os olhos — Avó ficaria até mais satisfeita.
— Eu quero paz. – respondeu Temari – Pela primeira vez eu me sinto confortável em um lugar, sem me preocupar com o que devo ou não fazer. Longe de tudo em Suna.
— E isso inclui a gente. – disse Gaara magoado.
— Não foi isso que eu quis dizer. – disse Temari tentando ajeitar a situação — Você sabe.
— Mas indiretamente foi o que você disse. – falou Gaara.
— Gaara, você sabe que não foi nesse sentido... — começou Kankuro.
O clima naquele cômodo ficou constrangedor para Shikamaru, foi ali para sanar uma dúvida e acabou se envolvendo numa confusão de família. Ele sabia que deveria ter ido embora há muito tempo, mas tudo foi acontecendo tão rápido que apenas agora a ficha caíra. Despediu-se e foi embora na surdina.

***

Não sabia o que fazer naquelas circunstâncias principalmente quando não haviam pedido sua ajuda, ligou para Ino na busca de algum conselho, porém a loira não atendia. Desistiu da ideia e quando menos esperava recebeu uma mensagem de Temari pedindo para encontrá-lo na praça. Em menos de dez minutos o moreno estava lá.
Temari estava sentada em um balanço enquanto algumas crianças corriam e brincavam ao redor da praça, cabisbaixa um tanto melancólica mostrou um sorriso amistoso ao ver o amigo se aproximando. Não disseram uma palavra por um bom tempo, apenas ficaram sentados um ao lado do outro até Temari quebrar o silêncio.
— Minha família é muito problemática. – começou Temari, Shikamaru sorriu de lado.
— Sempre desconfiei. – disse Shikamaru, Temari tentou o reprimir com o olhar, mas não conseguiu e cedeu um pequeno sorriso – Como foi?
— Uma droga. – disse Temari – Minha avó me quer de volta, meu irmão mais novo acha que eu quero ficar longe deles e o motivo de eu não querer ir embora ou ir para um lugar mais perto é você.
— Eu? – perguntou Shikamaru, Temari assentiu.
— Não é algo particular, é só o meu histórico com garotos. – disse Temari um tanto frustrada pelo fato – Ele é muito sentimental.
— Gaara? – perguntou Shikamaru.
— Sim. – respondeu Temari – Meu franzino e sentimental ruivinho. – sorriu.
— O que você decidiu? – perguntou Shikamaru.
— Eu quero ficar e terminar a faculdade. – respondeu Temari e internamente Shikamaru ficou feliz – Mas eles são minha família então eu deveria voltar.
— Difícil decisão. – disse Shikamaru intrigado.
— Posso te fazer uma pergunta? — perguntou Temari, Shikamaru assentiu — Por que você não foi embora com Sakura?
A pergunta pegou Shikamaru de surpresa, ela não era primeira e nem seria a ultima pessoa a lhe fazer esse questionamento. Salvo pelo gongo, quando foi responder a pergunta recebeu uma mensagem de Ino, avisando que havia chegado.
— Ino chegou. – avisou o moreno – Quer ir buscá-la comigo?
— Melhor não. Vejo vocês na festa. – respondeu a garota.

***

Ino não mediu nenhum esforço para esconder sua opinião sobre os últimos ocorridos e muito menos que queria que Temari ficasse, brigou por ter sido a última a saber da notícia, mas nada que não foi resolvido no momento. Sua birra não chamou atenção na festa devido ao som alto e as luzes frenéticas, proporcionando apenas ao grupo o seu showzinho.
A festa de réveillon foi no campão perto do bosque, o palco ficava bem no meio com um telão mostrando as horas.
— Não se preocupe Temari, seus irmãos vão se divertir a qualquer momento. Não tem outro lugar mais animado pra ir mesmo. – disse Ino tentando tranquilizar a amiga que vira e mexe olhava para os irmãos no cantinho – Pode melhorar essa cara amarrada por que hoje a gente vai se divertir muito garota.
Dançaram até não conseguirem mais, alucinaram com as inúmeras cores das luzes. Na pista acharam muitas pessoas conhecidas o que na opinião de Ino iria continuar acontecendo, apenas saíram da pista com a sede estava mais forte que a vontade de dançar.
Brindaram as surpresas daquele ano, as amizades que fizeram e de tudo que puderam lembrar naquele momento. A partir daquele momento não eram apenas os cinco, Hinata, Tenten e Neji se juntaram ao grupo, apesar das indiferenças não se importaram de estarem perto.
Então a contagem começou.
10... Temari não parava de olhar para os lados, a procura dos irmãos, mas nada. 9 ... A loira tomou um drink. 8 ... Aproximou-se dos amigos. 7 ... Procurou de novo. 6 ... Achou seus dois singelos irmãos. 5 ... Correu para alcançá-los. 4,3 ... Os abraçou. 2 ... Continuou abraçada. 1...

FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!

Euforia por todo lado, abraços, gritos. A loira levou os irmãos até a roda de amigos e os apresentou a cada um. Ainda era notório a indiferença do mais novo com a irmã, mas quase ninguém reparou, quando os dois foram embora Temari percebeu que o instrutor tinha percebido.
— Relaxa. Eles foram atrás do Hisoka. – disse a garota e pegou mais um drinque e bebeu. Assim se seguiu a noite, drinque após drinque até ela e Ino estarem completamente bêbadas.
— Já chega, não acha? – disse Shikamaru tirando um copo das mãos de Temari, ela o encarou como se ainda estivesse entendo a pergunta – Melhor ir pra casa, seus irmãos já devem estar lá. – se arrependeu de dizer isso ao ver os olhos da menina se encher de lágrimas.
— Eles... eles não estão lá. – respondeu Temari tonta.
— Mesmo assim é melhor te levar pra casa. – disse Shikamaru e então se dirigiu a Ino – As duas.
— Verdade, amor. – completou Sai – Eu levo o Chouji também cara. Boa sorte e feliz ano novo. – se despediram.

***

Shikamaru teve que servir de apoio para Temari que quase não conseguia andar sozinha, ela não parava de falar, em grande maioria eram reclamações sobre ela conseguia sim andar sozinha, outras vezes eram sobre ele era um chato por ter posto um fim para festa e outras eram sobre como ela estava chateada com ele, mas de repente ela se calou e ficou fitando o vidro do carro.
— Seus irmãos ainda estão na festa? – perguntou Shikamaru tentando mantê-la acordada.
— Não. – disse garota focada no vidro – Eles estão em algum estúpido hotel com Hisoka, eu deveria ter ido pra lá dizer feliz ano novo, Hisoka não tem culpa de nada disso, mas não tava afim de receber sermão sobre ter bebido, sobre estar aqui, sobre minha roupa, sobre gostar de você. – ela olhou pra Shikamaru que evitava ao máximo olhar para a loira – Sabe o que me irrita, acharem que você é motivo de eu querer ficar, eles não conseguem ver o quão importante estar aqui é pra mim. Porra! É o meu primeiro grande passo totalmente sozinha e eles reduzem isso a uma paixonite por um cara que nem se importa se eu for embora. Por que você não disse nada quando soube que eu ia embora? – Temari olhou para o amigo esperando alguma resposta – Viu? Nada. – deu um sorrisinho sem graça e voltou a encarar o vidro.
O moreno não ousou perguntar mais nada, levou a loira até em casa. Agora já não estava tanto conversadora e sim melancólica. De fato a casa estava vazia. Shikamaru a levou até o quarto e a garota já estava quase apagando.
— Você pode ficar? – pediu a garota antes que dormisse – Não quero ficar sozinha. – Shikamaru assentiu, sua intenção era ficar até ela dormir já que provavelmente iria se lembrar de nada pela manhã, mas aqueles momentos em que ficou observando a garota dormindo o que lhe deu tempo para pensar melhor nas palavras proferidas mais cedo.
— Você não é tão problemática enquanto dorme. – disse Shikamaru acariciando o cabelo da loira – Mas quando está bêbada é um saco. Só para esclarecer, eu não quero que você vá embora, não mesmo, inclusive eu fui até sua casa pra me certificar que era um erro da Tenten sobre você pedir a transferência, e a razão por não ter dito isso? Bem, eu não sei, talvez receio, talvez insegurança, talvez porque eu não acho que deveria falar nada, talvez preguiça, bem, eu posso falar o que for, mas na verdade eu sou apenas um covarde e se você não tivesse tocado no assunto eu também não iria tocar, acho que isso responde a sua pergunta de mais cedo, sobre a Sakura, eu não queria sair daqui, me arriscar em outro canto, aqui é confortável. Se servir de consolo, eu disse sim algo. – sorriu – Mas só quando você estiver dormindo já que não tenho a sua coragem pra dizer enquanto está acordada. Boa noite. – o moreno saiu do quarto, mas o cansaço não o deixou ir pra casa e desabou no sofá da sala.

Notas finais
Espero que tenham gostado, daqui pra frente a história é bem mais legal e reveladora se bem que vocês já devem supor o que irá acontecer. Obrigado por terem lido e até o próximo capítulo. ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.