Real world

19 Capítulo 18 -Parte 2 (Narrado por Luke)


Notas iniciais
Oi gente! Vim com a parte 2 agora! Uhu Desculpe por não ter postado no fim de semana, é que simplesmente não deu :/ MAAAAAAAAAAAAAAAAAS Está aqui para vcs lerem! Espero que gostem!

Narrado por Luke

Quando terminei minha última música, desci o palco, querendo ir de encontro á Sophia. Porém, fui interceptado antes por Kyle.

—Hey cara, vai pra onde? –ele perguntou, todo soado.

—Vou embora. –respondi como se fosse óbvio.

—A gente ainda tem que acertar as coisas com o dono da boate. –ele explicou.

—Já disse que não quero o dinheiro.

—Mas você precisa assinar uns papéis. Enfim, umas baboseiras aí.

—Isso demora muito? –perguntei, impaciente.

—Uns 10 minutos. No máximo.

Tudo bem. Ela deveria estar esperando o irmão ir pegá-la. Só era rezar para que ele demorasse mais do que 10 minutos.

—Tudo bem. –respondi e segui ele até o escritório do dono da boate.

Eu demorei cerca de 15 minutos dentro daquele bendito escritório. O negócio era que o dono da boate queria nos contratar para ser a banda permanente de lá. Tivemos que dar mil e uma razões para que ele enfim acreditasse que não éramos uma banda formada. Ele insistiu, insistiu e eu já estava ficando irritado, quando Kyle falou:

—Nós não somos uma banda. Nunca vamos ser. Agora, nos entregue o dinheiro. Temos mais o que fazer.

Ainda bem que ele disse isso. Se não eu teria voado em cima daquele cara.

No final, mesmo eu recusando, recebi 500 reais. Porém, na saída, chamei Kyle de um lado e entreguei o dinheiro para ele. Ele ainda quis devolver, mas eu expliquei:

—Considere isso um suborno para que ninguém saiba que foi eu quem toquei aqui.

Ele, apesar de um pouco constrangido, assentiu. E então eu saí da boate atrás de Sophia.

...

O que pode ter passado na minha cabeça para eu achar que ela ainda estava lá? Ela simplesmente já tinha ido embora.

Na calçada, não havia quase ninguém. A maioria do pessoal ainda estava lá dentro, curtindo música eletrônica. A rua estava praticamente vazia.

Balancei a cabeça, contrariado. Que droga!

Peguei a chave do meu carro e destravei as portas. Mas, antes de chegar até o meu automóvel, uma garota me puxou pelo braço.

Me virei a tempo de ver um sorrisinho se formando em seu rosto antes de meter um beijo na minha boca.

Caralho, um garoto não pode mais andar em paz nessa cidade?

Foi quando sua língua penetrou em minha boca que eu senti o gosto de álcool. Empurrei-a para longe de mim. Eu odiava quem bebia.

—Quem é você, garota? –perguntei, analisando a atirada.

Ela era uma loira que estava praticamente nua na minha frente. Ela estava apenas de sutiã e a saia não tapava muita coisa. Eu e meu fraco por loiras!

—Não lembra de mim? Sou a Nouara! –ela disse e deu uma gargalhada ao ver minha cara de confusão. –Lembra, da festa do Henry.

Ah não. Aquela garota de novo não.

Meu primo Henry, namorava essa vadia. Ele fez uma festa para comemorar os 19 anos em sua casa, e eu como bom primo fui. E, bem, eu não sabia que ele namorava aquela coisa. Meu primo geralmente não namorava com ninguém.

Enfim, não lembro muito bem os detalhes (eu não estava bêbado, só pra constar), só sei que minha tia pegou eu e Nouara no maior amasso no quarto de meu primo. NO QUARTO DELE!

Agradeço até hoje por ela ter chegado. Se não... Bem, acho que estaria a solta um Luke Júnior por aí.

Henry, claro, terminou com ela. como eu não sabia que era a sua namorada, ele não fez nada comigo. Mas até hoje, mal nos falamos.

E agora aquela peste voltou para me atentar.

—Desculpe, mas não me lembro de você. –menti. –E que droga de nome é Nouara? –falei, só para deixar ela mal e ir embora.

Ela fez biquinho e simplesmente tirou o sutiã. Apreciei a visão, mas eu estava com um pouco de pressa.

—Garota, coloque isso no lugar. –falei e atirei o sutiã pra ela. –Tenho um compromisso agora. –disse e entrei no meu carro. Porém, me senti um pouco culpado por deixar uma garota bêbada sozinha em uma rua como aquela. Baixei o vidro rapidamente e avisei. –Mas olha, Nouara, dentro dessa boate tem milhares de caras que gostariam da sua... hmmm... presença.

Ela sorriu, animada, e entrou correndo dentro da boate.

Pelo menos uma boa ação eu tinha feito naquela noite.

Antes de entrar no carro, peguei minha jaqueta de couro que estava no banco de trás. Qual é, estava muito frio!

Liguei o carro e avancei devagar, com as janelas baixas. Sim, eu ainda tinha esperança de que Sophia estivesse andando por aquelas ruas. O apartamento da Nina não ficava perto dali?

Passei de frente á um ponto de ônibus que estava vazio. Bem, ela não estava esperando um ônibus, pelo visto. Estava um pouco cedo para que a rua estivesse tão vazia, mas eu até que nem estranhei muito. Aquela rua era mais comercial do que de residência, e o pessoal não costumava ficar transitando por ali de noite.

Foi então que ouvi um grito.

O mesmo grito que eu ouvi quando tinha 12 anos e joguei um sapo nela.

Era Sophia.

Freei o carro, abruptamente, e desci do mesmo.

Parei no meio da rua sem saber o que fazer. Onde ela poderia estar?

Ouvi outro grito. Dessa vez, mais aterrorizado. E este grito veio acompanhado de mais outro, e mais outro. Comecei a seguir o som. Vinha de um beco perto dali.

Quando cheguei na entrada do beco, vi que um homem estava seminu em cima de Sophia. Eu não podia acreditar que aquele homem estava querendo fazer aquilo. Ah não.

Peguei uma barra de ferro que estava encostada na parede e bati na cabeça do homem. Sophia gritou de novo. Deveria ser nojo.

Tirei ele de cima dela e a peguei no colo. Dei uma última olhada para o homem e vi que a cabeça dele sangrava. Quer saber? Foda-se. Que morra.

Saí sem olhar para trás novamente.

Coloquei Sophia no banco da frente do meu carro e ouvi ela chorar baixinho. Droga. Não era assim que eu tinha planejado passar minha noite com ela.

Entrei no banco do passageiro e liguei o carro. Ela chorava. E muito. E o pior é que eu não sabia o que fazer. Droga. Droga. Droga.

Ela soluçou alto. Parei o carro, as mãos ainda tremendo de nervosismo.

—Se acalme. –pedi e sequei as lágrimas que teimavam em descer pelas suas bochechas. Percebi que ela tremia. Devia ser de frio. –Está com frio?

Ela assentiu, embora relutante. Claro que ela estava com frio, né Luke! Ela está sem blusa. Ela. Está. Sem. Blusa. Calma Luke, não desvia o olhar para os seios dela. Não desvia. Ela quase foi abusada, não precisa de outro pervertido olhando para onde não deve.

Fiz muito esforço, mas não olhei nenhuma vez para os seios dela. Apenas retirei minha jaqueta e coloquei nos ombros dela.

Foi então que eu vi a situação de suas pernas. Estavam machucadas, cortadas. Uma raiva subiu pelo meu peito.

Eu não devia ter só batido na cabeça dele. Devia ter matado, isso sim!

—Vou te levar para o hospital. Depois vamos para a delegacia. –informei e dei a partida no carro. Tomara que aquele cara esteja agonizando naquele beco, com um monte de ratos roendo suas bolas.

—Não. Por favor. –ela pediu, com a voz embargada.

Ah não. Eu não iria deixar uma garota machucada sem cuidados necessários.

—Sophia, você está machucada. –falei, meio óbvio.

—Eu não quero ir pro hospital. Muito menos delegacia. –ela disse e soluçou. Tá, tá. O que eu menos quero ver agora é ela chorando novamente.

—Tudo bem. –suspirei e segurei com força o volante. Tudo o que eu queria agora era bater em alguém. –E para onde você quer ir?

—Nárnia seria interessante. –ela meio que brincou, e eu ri. Pelo menos ela não estava mais chorando.

—Tudo bem então. Vamos procurar um guarda-roupa por aí. –tentei brincar e ela sorriu.

Ficamos um tempo em silêncio. Minha mente não parava de criar razões para que Sophia estivesse naquela rua sozinha. Poderia ter sido um encontro, ou ela só queria se divertir. Não resisti ao meu impulso curioso e falei:

—Sophia, não fique sozinha nestes locais. Imagina se eu não tivesse chegado... –tudo bem, essa última parte foi desnecessária, só que escapou.

—Eu sei. –ela falou, apenas.

—O que você estava fazendo lá?

—Levei bolo de um garoto. –ela disse rispidamente.

Meu sangue ferveu na hora.

—Brian? –perguntei, tentando controlar a raiva na voz.

—Não é da sua conta. –ela disse e virou o rosto.

Droga, lá vai você fazendo merda outra vez, Luke.

—Desculpe. –falei e foquei a atenção na estrada.

Mas, na verdade, minha mente estava concentrada em uma só pessoa: Brian. Primeiro ele rouba meu posto no time. Depois, destrói minha reputação com aquela historinha que namorava Sophia (conversa para boi dormir). E agora deixava a garota sozinha em uma rua que era conhecida por ser perigosa? Isso era demais.

Quando dei por mim, já estávamos na zona mais florestada de Londres. Estava bastante deserto, então eu podia dirigir em paz.

Foi aí que Sophia gritou. Eu não estava percebendo que ela ainda chorava. Parabéns, seu otário.

Freei o carro na hora e olhei para ela.

—Sophia? –chamei, mas o que a louca fez? Abriu a porta do carro e correu.

Caralho! Nem minha irmã na TPM é assim, tão bipolar.

Revirei os olhos e corri atrás daquela maluca. Vi ela tropeçar e cair no chão. Se antes ela já estava machucada, agora deveria estar destroçada.

Ela olhou ao redor, como se somente agora tivesse percebido o ambiente estranho.

—Onde estamos? –ela perguntou e eu vi que ela já tinha notado minha presença.

—Você disse que não sabia para onde queria ir. Achei que sair da cidade te ajudaria um pouco. –menti. Claro que eu não ia dizer que nós estávamos ali por que eu era um louco que prestava mais atenção nos pensamentos do que na estrada. Ela poderia querer me matar ali mesmo.

Ela passou a mão no joelho, que estava sangrando. Merda.

—Você definitivamente precisa ir ao hospital. Essas feridas podem infeccionar. –olha só quem fala, o médico.

—Eu só quero um momento sozinha. –ela pediu e eu quase cedi. A voz dela era tão suave, nem parecia aquela garotinha petulante que colocou chiclete no meu cabelo.

—Não vou te deixar sozinha aqui. Você pode tentar fugir de novo.

Ela apenas encarou as estrelas que reluziam no céu. Eu teria que dar um sermão, agora?

Suspirei.

—Eu sei que isso foi difícil, Sophia. Mas você não pode ficar assim.

Ela balançou a cabeça.

—O pior já passou. –peguei e ergui sua cabeça, massageando suas bochechas. –Agora é só seguir em frente.

Mais um passo e eu a beijaria. E MEU DEUS, como eu queria beijá-la. Mas eu sabia que não podia. Não, não podia.

—Quer ir agora? –perguntei.

Ela assentiu.

—Vai para onde?

—Rafa. –ela respondeu sem hesitar. A verdade era que Rafael devia ser seu melhor amigo. Eles, desde pequenos, não se desgrudavam.

Assenti e voltamos para o carro.

...

Sophia não precisou me dizer onde era a casa de Rafael. Era a mesma casa há muito tempo. Desde a época em que eu vinha brincar de carrinho com ele aqui.

Depois de eu virar o inimigo de Sophia, eu e ele nos paramos de falar. Foi nessa época que eu fiz amizade com o Nathan. E esse maldito está viajando pela Europa, me deixando sozinho naquela escola. Um dia ele me paga.

Assim que estacionei, desci do carro. Eu iria ser um verdadeiro cavalheiro essa noite.

Abri a porta do carro para ela. Quando ela desceu, entreguei a bolsa que eu havia pegado no beco.

—Pode pegar sua jaqueta. –ela disse, mas eu neguei com a cabeça.

—Você não vai ficar nua. Pode ficar com ela. Segunda você me devolve.

Ela assentiu e me deu as costas. Já estava quase chegando na porta da casa do Rafa quando, de repente, voltou correndo.

—Obrigada. –ela disse quando chegou perto de mim.

—Pelo quê?

—Por ter me ajudado. Mesmo nós sendo... Inimigos. Serei eternamente grata, Lucas.

—Pode me chamar de Luke. –não sei porque falei, isso.

—Obrigada, Luke. –ela falou e deu um meio sorriso.

—E, a respeito de sermos inimigos... –eu riu. –Vamos esquecer essa parte.

Na verdade, eu já tinha esquecido, só que não tinha coragem de admitir.

—Já esqueci há muito tempo. –ela falou, para a minha surpresa.

Fiquei sem graça, SEM GRAÇA, e olhei para os meus tênis, que pareciam bastante atraentes.

Ela se virou. Seria agora ou nunca. Valia a pena eu fazer algo?

—Sophia? –chamei e ela se virou, automaticamente, como se esperasse meu chamado.

Fui até ela e dei um beijo em sua testa. Não queria mais beijá-la da forma selvagem que eu quis mais cedo. Queria passar um recado para ela de: eu te protejo. E acho que o beijo na testa veio bem a calhar.

Por que eu queria passar a mensagem do “eu te protejo”? Não sei. Era o que parecia certo a se fazer agora.

Lembrei da cena do show do One Direction e falei:

—Se cuida, Cupcake.

Ela sorriu, envergonhada e se virou.

Quanto mais ela se afastava, mais eu sentia um sentimento estranho dentro de mim.

E que a ciência explique porque meu estômago se embrulhou inteiro nessa hora.

Continua...

Notas finais
aaaaaaaaaaaaaaaaaawnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn as fãs de #Luphia piraaaaaaaaaammmmmmmmmmmmmmmm Vai gente, digam o nome do shipper de Luke e Sophia hahaha! ps.: não se esqueçam que o Brian ainda está na jogada ;)