Real Love
26 Pedido negado
Notas iniciais
– Me solta
– Não
– Me solta Derek.
– Não. –Disse rindo e derrubando o marido novamente na cama.
– Você é um tarado.- Riu, ao sentir o marido lhe prendendo em baixo de si.
– E você adora isso. – Se colocou em cima do outro e lhe beijou.
– Claro. Como posso não gostar disso tudo? – Riu apontando para o corpo do marido.
– Quer dizer que está comigo por causa do meu corpo? – Levantou a sobrancelha
– E por que você é rei e alfa também. – Riu provocando o marido e recebeu cosquinhas na barriga.
– Agora é sério Der. Me deixa ir tomar banho. – Pediu recuperando o fôlego após as risadas.
– Certo. Mas vou primeiro por que já estou atrasado, pode ser? – Olhou no relógio de bolso que estava em cima da banquinha.
– Tudo bem. – Deram um último beijo e o rei se levantou.
Um mês havia passado desde que Derek soubera a verdade sobre Isaac, mas esse não dera mais sinal de vida, fazendo assim com que a vida do casal voltasse á paz e harmonia. Cada vez estavam mais apaixonados e completamente ligados. Os Argents também pareciam ter dado uma trégua, tudo estava indo muito bem, e com certeza eles não tinham nada do que reclamar.
– Amor, estava pensando uma coisa. – Falou enquanto saia do banheiro se secando e o marido já vestia as roupas.
– No que meu bem?
– Você sabe o quanto eu sou fascinado por toda essa coisa de lobisomem e tal. – Sorriu e o abraçou pelo pescoço.
– Sim eu sei, já me fez umas 5.000 perguntas sobre isso.
– Exagerado. – Deu um leve tapa no braço do outro. – Então queria te pedi que me mordesse. – Falou tranquilamente.
– Como é? – Derek ficou pálido de repente e a feição mudou na hora.
– Sim, uma pessoa quando mordida não se transforma? Então quero ser igual a você lobão. – Continuava em tom divertido, sem perceber a mudança do esposo.
– Não. – Falou ríspido e se desvencilhando do abraço.
– Mas... – Já ia contestar quando foi interrompido.
– Mas nada. É não e ponto final. E essa história morre aqui.
Saiu pisando duro e com ar de poucos amigos. Stiles ficou desnorteado, não conseguia entender como as coisas mudaram tão rápido de figura.
Terminou de se trocar e saiu do quarto ainda frustrado. Foi tomar café e não viu o marido á mesa.
– Cadê o Der? – Perguntou á cunhada.
– Eu que deveria perguntar a você, já que dormem juntos. – Ela brincou.
– Ele saiu do quarto todo enfezado, pensei que tinha vindo tomar café. – Se sentou ao lado da cunhada.
– Não. Vocês brigaram de novo?
– Na verdade nem eu sei. Apenas fiz um pedido e ele mudou de repente dizendo que não e saiu.
– O Der? Te negando alguma coisa? O que você pediu criatura?
– A mordida
A princesa engasgou com um biscoito.
– Você pediu o que? – Respirou fundo tentando se acalmar.
– Por acaso é proibido pedir a mordida nesse reino e ninguém me avisou? – Stiles estava confuso, não entendia por que tanto alvoroço por algo tão simples na opinião dele.
– Não é isso Sti. – Soltou o ar lentamente. – Ok, vou te contar, mas só diga a ele que fui eu que te contei se ele estiver bem calminho.
O garoto assentiu e ficou atento para ouvir tudo o que a cunhada contaria.
– Bem, o Der teve um primeiro amor, ela se chamava Paige. Eles eram bem novos, mais o Der já era o Alfa, pois a mamãe já tinha morrido. Ela pediu a ele a mordida, por que queria ser uma loba também, ele a principio não quis, recusou várias vezes. Mas um dia acabou cedendo e bem... Ela não resistiu.
– Ela morreu? Mas a mordida não transforma? – o garoto estava transtornado com o que acabara de ouvir.
– Sim geralmente ela transforma, só que existe pessoas que simplesmente não nasceram para isso e acabam não resistindo.
– Certo. E eu estúpido como sempre fui pedir uma coisa dessas ao meu marido.
– Você não sabia. – Ela alisou a coxa do cunhado.
– É. Licença Cora, tenho que ir me desculpar com alguém.
Ela assentiu e antes que o cunhado saísse falou:
– Vou começar a cobrar os conselhos amorosos que dou a vocês.
Ele sorriu e foi para a sala do trono.
Foi reverenciado por todos que estavam ali, e se sentou ao lado do marido. Pegou na mão do lobo e olhando nos olhos disse:
– Me perdoa.
– Eu que fui rude, mas é que...
– Não precisa falar nada. A Cora me explicou sobre a Paige. Eu não sabia.
– Tudo bem. – sorriu olhando o marido.
– Mas saiba que seria um privilégio me parecer um pouco que fosse com você. – alisou o rosto do outro.
– Te amo assim.
Stiles balançou a cabeça em positivo e lhe deu um selinho, e Derek pôde ouvir alguns suspiros quase invejosos, e sorriu por ver que o amor deles era tão bonito a ponto de causar inveja.
Logo após o beijo viram Scott entrar acompanhado por uma jovem morena, incrivelmente bonita, e de riso solto.
–Majestades. – Fez reverência sendo imitado pela moça.
– Gostaria de apresentar-lhes Leide Alisson Penalver, do reino de Locust. Ela vem pedir para fazer parte da corte do Grande Rei.
– Sua amiga, Scott? – Derek tinha um sorriso quase malicioso no rosto.
– Nos conhecemos á alguns dias, e ela me disse do interesse de fazer parte de sua corte, já que isso beneficiaria e muito o seu reino. Então achei que poderia pedir-lhe. – O garoto agora estava nervoso com medo de ter feito algo errado.
– Tudo bem, se é sua amiga, é bem vinda então.
Os reis sorriram e Stiles piscou para o amigo, demonstrando que gostara da jovem.
A garota sorriu e esticou o braço, onde segurava uma pequena planta branca.
– Um presente para Vossas Majestades. Em meu reino essa planta simboliza a Harmonia.
– Isso é Acônito? – Stiles exasperou com medo pelo marido.
– Calma amor, é um tipo de Wolfsbane que não faz mal aos lobos. – Derek explicou ao sentir o aperto mais forte no braço.
– Sim meu Rei Consorte, é inofensiva para os lobos. Uma espécie rara, que apenas pode ser usada para se obter a verdade de alguém.
A jovem continuava em posição de reverência a espera de que seu presente fosse aceito. Stiles sorriu e o tomou.
– Se é assim então eu mesmo a plantarei. Obrigado!
– No jardim de minha mãe. – Derek sorriu para o marido que acenou e pedindo licença a todos foi plantar a pequena muda.
Scott e Alisson saíram da presença dos reis.
Os dias se passaram tranquilamente.
Dois meses depois, em uma pequena cabana no meio da floresta que faz fronteira entre Beacon e Santa Luzia, duas pessoas pareciam arquitetar algo. Quando a porta foi aberta e uma jovem entrou, com um sorriso estampado no rosto, chamando a atenção dos que estavam presentes.
– Isaac, essa é a minha sobrinha Alisson Argent, de quem eu te falei.
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