Real Love
35 Baile de Máscaras : Parte 2
Notas iniciais

Derek olhava fascinado para o marido que apenas se movimentava sentado no ritmo da música. Não tinha como negar que era louco por aquele garoto. Até que ouviu um toque familiar e não resistiu.
– Vossa majestade me concede essa dança? – Sorriu ficando de frente ao amado e lhe oferecendo a mão.
– Pensei que não iria me convidar nunca. – Sorriu maroto e aceitou o convite indo para o meio do salão.
– Estava esperando que tocassem a nossa música. – Falou segurando a cintura do amado, com a mão direita enquanto à esquerda lhe segurava uma das mãos.
– Nossa música? Desde quando temos música Der?
– Desde o momento em que dançamos ao som dela no baile em que fiz o pedido.
– Ah, não me lembrava da música. – Virou o rosto envergonhado ao se lembrar daquela época.
– Eu nunca me esqueci. Sempre achei que ela nos descreveria perfeitamente um dia. E não estava errado não é? – Sorriu beijando tranquilamente o marido.
– Sim. Com certeza o nosso amor é real. Oh Der como te amo. – Pousou a cabeça no ombro do marido. – Enquanto bailavam sem se importar com mais nada no momento.
– Você faz ideia de como é perfeito para mim poder ouvir isso de você hoje? Oh Sti, quanto eu esperei para estarmos assim, para ouvir que meus sentimentos eram correspondidos.
– Desculpa a demora. Mas você me conquistou de um jeito Der, que ninguém nunca conseguira tirar isso de mim. Você faz parte do meu ser, me completa como ninguém nunca completara, te amo de todas as formas possíveis meu rei. – Falou olhando nos olhos do marido e pôde vê-los se encher de água.
– Não existe ninguém mais feliz no mundo do que eu. – Segredou ao outro e o tomou em um beijo apaixonado.
A Princesa Cora estava do lado de fora do baile tomando um ar, tinha dançado muito e agora precisava de um descanso. Quando sentiu uma respiração atrás de si, e antes que pudesse virar ouviu uma voz grossa.
– Ande bem devagar e me acompanhe para não chamar atenção.
A princesa se assustou, mas seguiu a ordem, e logo já estavam bem afastados de toda a euforia da festa.
Enquanto isso no salão principal, Isaac dançava com uma leide, quando ouviu alguém pedi a sua companhia de dança.
– Será que me empresta o visconde por alguns minutos?
A dama cumprimentou a ambos, simbolizando que a dança estava sendo encerrada e saiu não muito satisfeita por ter perdido seu par para outro homem.
– Não posso usar mais esse titulo Arquiduque. – Falou enquanto começavam a dança.
– Por que não? – O loiro que vestia uma roupa verde musgo indagou.
– Por que não estamos mais em Blitzo e mesmo se estivéssemos lá, fui acusado de traição e preso por meu rei. – Respondeu triste.
– Hum. Mas pelo que sei da história, você foi liberto pelo mesmo e aqui você recebeu o perdão dos reis de Beacon e a permissão de morar aqui. Ou seja, tem todo o direito de usar o titulo.
Isaac sorriu se rendendo aos argumentos de Peter que sorriu vitorioso.
– Você está lindo. Azul celeste realmente combina com você. – Sussurrou ao ouvido do loiro, enquanto ficavam lado a lado com ele segurando a cintura do outro.
Isaac corou, depois da lua cheia, tinha conversado com Peter outras vezes mais nunca tinham trocado elogios ou algo do tipo, até porque nunca soube que o mais velho também gostasse do sexo masculino.
– Por que corou meu garoto? – Sorriu torto.
– Nada. – Respirou fundo e continuou. – Obrigado, você também está bonito. – Sorriu sem jeito.
– Sabe, eu queria te mostrar algo. – Falou baixinho no ouvido do outro lhe causando arrepios.
– O que?
– Eu quero mostrar e não falar.
– Agora?
– Sim. Venha comigo visconde. – Lhe ofereceu a mão e saíram do salão em direção as escadas do palácio;
– Aonde está me levando Peter?
– Tenha paciência já estamos chegando.
Subiram mais alguns lances de escada e chegaram a um andar que Isaac nunca estivera antes, olhou ao redor e pelo luxo que viu deduziu que era o corredor dos quartos da família, já que eram bem diferentes dos quartos de hospedes onde morava.
– Chegamos. – O mais velho sorriu abrindo a porta de um dos enormes quartos e chamando o outro para entrar.
Isaac sentiu o coração bater com força no peito e não tinha certeza de que deveria entrar ou não. Mas enquanto pensava foi puxado literalmente pelo loiro dos devaneios e quando percebeu já estava dentro do quarto.
Antes que pudesse notar qualquer parte da decoração do quarto Peter já o tinha pressionado contra a parede e lhe roubado um beijo feroz. Assim que percebeu o que estava acontecendo se permitiu entregar ao beijo, não tinha esquecido totalmente o príncipe, mas tinha certeza de que Peter poderia lhe ajudar nessa tarefa.
Após o beijo, se olharam meio que perdidos em sensações.
– Bem acho melhor voltarmos ao baile. – Peter anunciou tentando se recompor e disfarçar a meia ereção que já se formava por baixo de sua fantasia.
– Por quê? Não danço muito bem mesmo. – Isaac sorriu malicioso, colocando as mãos por baixo da camisa do mais velho.
– Não provoque garoto. – Sorriu perverso o agarrando pela cintura.
– Por que não?
Não teve resposta, pois foi tomado para mais um beijo, e dessa vez com muito mais desejo e urgência.
Rapidamente as roupas já não se faziam presente no corpo de ambos. Estavam deitados na cama de dossel do mais velho. Respirações ofegantes, corpos suados e mãos por toda parte. Podiam ouvir ao longe a música tocar, mas no momento o único som que lhes importava era de seus corações que batiam no mesmo ritmo. Podiam não ser as pessoas mais românticas do mundo, mais tinham certeza de que aquela noite seria muito mais do que apenas sexo.
Cora tinha sido levada para uma parte isolada do castelo, onde pode finalmente ver o rosto de seu raptor.
– Está maluco? – Indagou confusa.
– Venho de tão longe e é assim que sou recebido por minha noiva? – O jovem rapaz dono dos incríveis olhos verdes e sorriso sedutor respondeu.
– hum, mas não vejo anel algum em meu dedo Jackson. – Deu um sorriso cínico, enquanto o loiro se aproximava de si.
A puxou para um beijo, e teve seu pescoço envolvido pelos braços da princesa.
– Então acho que teremos que resolver esse problema não?
Tirou a caixa de veludo do bolso com o anel e antes que pudesse fazer o pedido oficial à princesa respondeu.
– Aceito, claro que aceito. — E o beijou eufórica.
– Sempre apressada. Ensaiei tanto. – Ele riu bobo.
– Não se preocupe, poderá fazê-lo diante de meu irmão e meu tio.
O loiro ficou nervoso e a garota riu.
– Calma Príncipe, não precisa ser hoje, ainda podemos aproveitar muito a noite.
Rapidamente já tinham voltado aos beijos.
No salão o baile continuava a todo vapor, e Stiles e Derek já tinham se perdido nos toques, nos olhares, nas musicas, nada mais importava, ou fazia sentindo a não ser eles mesmos. Mas acabaram se separando em uma das clássicas músicas onde havia a troca de casais.
O rei consorte não ficou muito satisfeito, estava sendo muito bom o contato com o marido e de repente isso lhe foi tomado. Ele fora obrigado a dançar com a Duquesa Margaret, uma senhora de mais de oitenta anos e que mesmo estando em uma festa tão chique continuava com um cheiro forte de alho, que já estava embrulhando o estomago do garoto, que tinha de manter o sorriso mesmo contra a vontade.
Olhou para o lado e sua raiva aumentou ainda mais. O marido estava dançando com a bela Condessa Jennifer, e estava com um sorriso maior do que era necessário na opinião do jovem. Stiles nunca tinha sido ciumento, e nem tinha motivos para isso, sabia do imenso amor de Derek para com ele. Mas algo naquela noite o estava irritando tremendamente, notou que a mão de Derek estava baixa demais, e não exatamente na cintura da condessa como deveria.
Mais alguns passos e os casais voltaram para seus respectivos pares. Derek logo percebeu que tinha algo de errado com o marido.
– Algum problema amor?
– Não sei me diga você. – Tinha os olhos cerrados em acusação.
– Do que está falando Stiles? – O rei ficou preocupado ao ver a irritação voltar ao amado.
– Pergunte a Condessa de quem você não tirava os olhos, as mãos e o sorriso. – Falou irritado, mas continuavam dançando.
– Stiles, nós estávamos dançando. Então é obvio que eu tinha que está a segurando e no mínimo olhando para ela. – O rei já estava impaciente com a crise de ciúmes do outro.
– E precisava tanto sorriso?
– Já chega Stiles. Isso é ridículo e você sabe disso. – Fechou a cara e o cumprimentou encerrando a dança.
O príncipe saiu do salão enfurecido e foi para o pátio onde se sentou em um dos bancos. Estava louco de raiva, e não sabia explicar o porquê já que no fundo sabia que nada demais tinha acontecido.
Achou que o marido vinha atrás dele, mas estava errado. Respirou fundo e abaixou a cabeça por cima das pernas.
– Algum problema?
Olhou para cima e viu o amigo de sorriso bobo no rosto.
– Nada demais. Mas e você? Pelo tamanho do sorriso, posso supor que o pedido deu certo? – Perguntou ao amigo tentando tirar o foco de si mesmo.
– Sim, agora sou noivo. – Sorriu ainda mais abertamente e voltou para a primeira conversa. – Posso não ser lobo mais sei exatamente quando você está mentindo ou não. Fala logo, o que houve?
Stiles bufou se sentindo derrotado e resolveu que precisava desabafar com alguém e quem melhor que amigo?
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