Real Love
33 Ajuda
Notas iniciais
Enquanto isso em Beacon, Scott estava mais uma vez cuidando dos cavalos, se sentia só, triste. Estava pensando em voltar para Blizto, já tinha falado com o amigo, que concordara desde que fosse o melhor para ele. Sempre gostara de ficar só com os animais, e agora então já tinha virado praticamente uma obsessão, já que sentia seu coração partido. Alisava o pelo de Tornado, um dos seus cavalos favoritos no estábulo do rei, quando ouviu uma voz doce e já conhecida atrás de si.
– Podemos conversar? – Se assustou e virou atônito, se perdendo nos lindos olhos da morena a sua frente.
– Não sei. – Estava meio perdido e não sabia muito bem como reagir.
– Olha Scott. Eu sei que está magoado comigo e não te culpo. Mas queria uma chance para conversarmos, para te explicar tudo. – Desviou o olhar envergonhada.
– Não precisa. Eu ouvi tudo o que você contou aos reis e sei que nada podia ser mentira, já que estava sob efeito da poção.
– Então acredita em mim?
– Sim, mas...
– Mas não vai me perdoar é isso não é? – Se virou um pouco decepcionada.
– Não, não é isso. Só preciso de um tempo pode ser? – Pediu segurando o braço da moça que sorriu de canto.
– Tudo bem. – Deu um beijo em sua bochecha e antes de sair, sussurrou em seu ouvido.
– Eu te amo.
Scott ficou vermelho pela declaração, e tirou da cabeça por completo a ideia de voltar para Blitzo, pelo menos não mais solteiro. Apesar de ter certeza sobre seus sentimentos e sobre os de Alisson, queria um tempo para organizar as ideias.
Um pouco mais afastado dali, Isaac estava tendo problemas para se controlar. A lua já tinha alcançado seu ápice, e mesmo já tendo passado por ela algumas vezes, ainda tinha dificuldade em se controlar, já que nunca tivera ninguém para lhe ensinar de fato.
Estava sentindo uma dor terrível, as garras e as presas já rasgavam a pele, querendo aparecer, tudo girava ao seu redor e seus instintos estavam cada vez mais forte, quando ouviu alguém falar ao seu lado e tremeu de medo com a lembrança.
– Calma lobinho vou te ajudar
Se a voz não fosse masculina e ele não tivesse certeza que a matara juraria que era Kate, pois as palavras e o tom debochado eram os mesmos. Olhou para cima e viu o Arquiduque lhe sorrindo.
– Problemas, para se controlar?
– Sim, ainda não aprendi direito. – Fez um esforço grande para falar, enquanto se contorcia no chão frio do pátio.
– Vem comigo, vou te ajudar.
– Melhor não. A última vez que aceitei ajuda acabei fazendo tudo errado.
– Não sou a Kate moleque, e também não tenho muita paciência, quer ajuda ou não?
Isaac ponderou, mas estava com medo de machucar alguém então resolveu aceitar, afinal ele era o tio do rei.
Peter o levou até uma antiga sala nos últimos andares do castelo, bem próximo das masmorras.
– Usávamos essa sala para conter os novos lobos. Posso colocar em você? – Perguntou segurando uma corrente de couro em mãos.
Isaac aceitou e logo já estava bem preso.
– E o Stiles? Digo ele não precisou ser contido? É a primeira lua cheia dele não é?
– O Derek insisti em dizer que tem métodos melhores para ajuda-lo a passar por isso, então foram para o chalé no lago. – Deu de ombros enquanto falava.
Isaac não conseguiu disfarçar a cara de decepção.
– Você ainda gosta dele não é?
– Está tão estampado assim? – Isaac perguntou envergonhado, e sem perceber que estava mais calmo.
– Sim. – Peter riu, mas para a surpresa do loiro mais novo não foi de deboche.
Continuaram a conversa por mais meia hora até que Isaac percebeu que estava bem, mesmo com a lua no ápice.
– Eu não me transformei.
– Só percebeu agora? – Dessa vez o deboche estava bem presente.
– Não, digo... Por que não me descontrolei?
– Bem, acredito que você já tinha aprendido a se controlar antes, mas ficava com medo. Então apenas te distrair. – Deu de ombros novamente.
– Obrigado então. – Peter sorriu com o agradecimento.
E nesse momento Isaac percebeu o quão bonito era o sorriso do Arquiduque. A conversa se estendeu pela madrugada, e Isaac não estava mais preso e conversavam como iguais. Quando o sol raiou cada um tomou o seu destino, mais ambos sabiam que algo tinha mudado a partir daquele momento.
No chalé o dia também já tinha amanhecido, e os dois apaixonados já estavam acordados, mais continuavam enroscados um no outro, apenas conversando e trocando leves caricias.
– Sabe amor, estava pensando em fazer um baile.
– Baile? Para comemorar o que? – O príncipe perguntou olhando para o marido.
– Não sei. Talvez comemorar o quanto somos felizes. – Sorriu e o beijou.
– Hum, argumento valido. Mas que tal uma festa a fantasia?
– Como é?
– Um baile, onde todos devem usar mascaras. Li em algum lugar que estão em alta na Europa; — Sorriu alisando o braço do outro.
– Então faremos um baile à fantasia.
Chegaram no castelo quase na hora do almoço, e tudo estava muito bem. A vida não podia ser melhor.
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