Notas iniciais
Roendo as unhas?

Sebastian estava espumando de ódio, olhava para o povo fazendo uma imensa fila a fim de assinar pedindo que Derek continuasse como rei, e sentia que sua alma estava dilacerada e que seus pais reviravam no túmulo por não serem vingados.

— Bem, parece que não nos saímos muito bem não é? – Enrico se aproximou de Sebastian, como sempre com um pedaço de comida nas mãos, mais especificamente uma coxa de frango.

— Ora, saia daqui seu velho glutão, não preciso de você para esfregar na minha cara que perdi. – Disse raivoso empurrando o homem gordo , e saiu bufando de ódio se esbarrando em quem aparecia em sua frente.

Peter não podia perder aquela cena, se dobrou de tanto rir ao ver que Sebastian saiu revoltado.

— Do que tanto rir tio? – Derek pediu mais calmo e sorridente.

— Da cara do Sebastian em ver que ganhaste os votos do povo e que provavelmente todo o inferno que fez não vai resultar nada.

— Onde ele está? Temos contas para acertar. – Derek disse brilhando os olhos, quando pegasse Sebastian ele se arrependeria de ter ido para Beacon.

— Não vamos pensar nele agora. O que importa agora é o reino e nossos filhos. – Disse sábio, Peter realmente havia mudado.

Derek assentiu e foi ficar com o marido, que já tinha se vestido graças a um dos guardas que fora buscar roupa para ele. Agora aguardariam a sentença do parlamento e mostrariam todas as provas e assinaturas.

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Chris e Danny seguiram juntos, iriam se separar na divisa onde cada um seguiria para um caminho diferente a fim de conseguirem aliados na guerra que estavam prestes a travar. Mais antes que pudessem atingir seu destino, ouviram barulho de galopes, e rapidamente se esconderam atrás de árvores para poder observar o inimigo.

Assim que os passos ficaram mais perto, puderam observar que se tratava de um grupo, mais o que chamou atenção deles, fora quem liderava o tal grupo. Chris arregalou os olhos e saiu correndo do esconderijo antes que Danny pudesse o impedir.

— Pai, mãe? – Gritou desesperado ao ver os pais juntamente com Cora montados em cavalos aparentemente procurando por algo.

— Oh céus, Chris. – Alisson gritou e pulou do cavalo indo abraçar o filho desesperada.

Scott acompanhou a esposa e ambos abraçaram o menino que só agora percebera a tamanha burrada que tinha feito e a saudade e preocupação que tinha feito os pais passarem.

— Vamos ter que conversar muito mocinho. – Scott ameaçou puxando uma das orelhas do rapaz.

— Onde estão os outros? – Cora pediu.

— Oi tia. – Danny saiu de trás da árvore completamente envergonhado.

— Oi? Você tem coragem de me dizer Oi, Danny? – A loba disse brava, mas indo abraçar o outro aliviada. – Vocês só não vão apanhar agora porque estou feliz demais em ver que estão bem. – Disse avaliando os meninos de cima a baixo.

— Onde estão os outros? — Scott perguntou quando notou que ninguém mais saíra de trás da árvore.

— Nos dividimos. Laura e Liam foram a Blitzo e Miguel voltou para Beacon. A fim de avisar e conseguirem aliados. – Chris explicou.

— Aliados? Para quê? – A ex-caçadora perguntou desconfiada.

— A batalha que está por vim. Enormes lobos estão para invadir Beacon. – Danny disse e todos se espantaram com a notícia.

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Em Blitzo John havia chegado a pouco com a esposa, a viagem não era longa e depois que seu filho havia casado com o rei de Beacon, estradas mais curtas e bem cuidadas haviam sido criadas unindo os dois reinos de forma mais rápida e segura. O reino não estava tão tranquilo como era, pessoas e mais pessoas se acumulavam em frente ao castelo pedindo por providências por parte do rei.

— Meu povo, peço que tenham calma. Já estou a par de toda a situação. Viajei ontem para Beacon a fim de pedir reforços e volto hoje com garantia de que o teremos. Apenas vamos ter paciência. – Disse tentando apaziguar o povo que estava aflito.

Os lobos vinham ameaçando os vilarejos, saqueando as plantações e criações de animais. Sem dizer nos impostos que os tais lobisomens começaram a cobrar para atravessar a divisa que eles alegavam que agora pertencia a eles. John não suportava mais isso, e por isso havia ido pedir ajuda a Derek, e claro saber também dos netos que haviam fugido.

Assim que falou com o povo entrou no castelo, mais antes que pudesse passar a porta do palácio uma voz conhecida pôde ser ouvida e seu coração transbordou de alegria com o reconhecimento.

— Vovô! – Liam gritou e correu saltando nos braços do homem assim que esse virou para si.

— Liam!! Céus, como é bom te ver querido. – Disse se ajoelhando e o abraçando com todo amor.

— Oi vovô. – Laura disse envergonhada, só quando viram a reação da família fora que os jovens perceberam realmente o que tinham feito e se arrependeram disso.

— Laurinha! Que bom que está aqui querida. – Disse indo abraçar a neta, enquanto Melissa tinha tomado Liam de seus braços. – Onde está seu irmão Miguel, o Chris e o Danny? – Pediu preocupado.

— Acho melhor entrarmos, há muita coisa que precisamos falar. – Tinha um semblante misterioso que não agradou muito o rei de Blitzo.

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Enquanto isso Derek e Stiles estavam na porta da sala de reunião aguardando serem chamados para o veredito. Já haviam entregado todos os livros de contabilidade e diários oficiais de melhoria no reino após o legado Hale, como também as assinaturas do povo e a cópia da lei que garante que a vontade do povo transcende a do parlamento.

— Vou ao banheiro rapidamente. Se por acaso chamarem, pode entrar, logo estarei contigo. – Stiles disse dando um beijo leve no marido e soltando a mão enquanto esse lhe assentia.

O rei consorte tinha seu coração nas mãos, tudo girava ao seu redor mas ele devia permanecer forte, pois seu marido precisava disso, precisava dele. Seus filhos não saiam de sua mente, e seus instintos de gama gritavam para que fosse atrás dos seus filhotes, mais confiava nos amigos que haviam ido em busca deles e confiava principalmente nas crianças que havia criado, sabia que na hora certa voltariam para casa, pelo menos era o que repetia para si mesmo e para Derek a fim de se manterem lúcidos no meio de tanto turbilhão.

Fez suas necessidades e agora lavava a mão na pia do banheiro que não era individual por fazer parte da ala pública do castelo, sendo assim haviam várias cabines, já que a um certo tempo o castelo tinha ganhado saneamento e vasos sanitários adequados a época.

— Bom dia! – Foi educado quando viu alguém entrar no banheiro, mesmo sem saber quem era.

— Bom dia rei consorte! – Uma voz grossa chamou a atenção de Stiles que se virou.

Mais antes que pudesse reagir, sentiu um pano ser comprimido em seu nariz, e em poucos instantes já estava sem consciência.

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Derek já havia sido chamado para dentro da sala, seu esposo ainda não havia retornado do banheiro, e isso o afligia pois já não sabia fazer esse tipo de coisa sem a presença do garoto, Stiles era seu porto seguro, sentia que sem ele afundaria a qualquer momento.

— Rei Derek Hale de Beacon, após a apuração do diário da sua mãe, e outras provas que a nós foi entregue, esse parlamento o julga: Culpado! – O coração de Derek disparou, precisava de Stiles ali. – Culpado de ter sangue caçador nas suas veias e te de ter escondido isso de todos.

Alguns que assistiam a sessão começaram a vaiar a decisão do parlamento, incluindo Peter ,Isaac e Lydia, que tinha sido a pivô das vaias. Mais o sub chefe não se abateu e continuou a falar:

— Mas também nos foi apresentado outras provas. E é com base nelas que atesto que o Rei Derek mesmo tendo sangue caçador poderá assumir o trono de Beacon, já que acima da lei que condena caçadores ao trono, está a lei que diz que o povo escolhe seu líder. Sendo assim fico feliz em dizer: Viva ao rei Derek! – O homem disse sorrindo mostrando a todos que sempre fora a favor do rei.

Enrico sentiu uma pontada no coração e caiu ao chão no mesmo instante, mas ninguém deu muita importância.

Já Derek estava que não cabia em si de tanta felicidade, foi cumprimentado pelos familiares e amigos. Tudo parecia enfim melhorar, só lhe faltava os filhos, e o marido, que por sinal estava demorando demais no banheiro.

— Com licença tio, preciso ir avisar o Stiles, ele foi ao banheiro. – Derek disse sorridente.

— Eu acabei de vim do banheiro desse andar e ele estava vazio. – Isaac disse e o rei começou a ficar nervoso.

Saiu em disparada, podia até ser bobagem, seu marido poderia ter ido em qualquer lugar rapidamente, ou ido em outro banheiro já que o castelo era enorme, mais a vozinha que estava na sua cabeça dizia completamente o contrário, e ele iria obedecer a ela.

Notas finais
bjs de caramelo