Real Love 2.0
10 Travessuras
Notas iniciais

Principes Miguel e Liam
O príncipe Miguel dormia tranquilamente em sua cama, quando ouviu um barulhinho insistente, a principio resolveu não dá muito crédito.
Mas o barulho continuava e aquilo já estava o irritando de uma forma muito grande. Sem dizer que parecia vim de sua janela, e se acordasse seus pais, esses pensariam que a culpa era sua. E definitivamente Miguel odiava desafiar autoridades. Sempre fora de sua natureza obedecer sem ressalvas ou muito argumentos.
Levantou-se meio que forçado. E se arrastando até a janela, foi em busca da fonte do tal barulhinho enjoado.
– Ai! – Reclamou quando levantou a janela e a pedrinha bateu em sua testa.
– Até que fim! Pensei que estivesse hibernando. – O garoto que estava do lado de fora do castelo reclamou.
– Só os ursos hibernam Danny, e eu sou um lobo. – Brilhou os olhos amarelos, como que querendo intimidar o mais velho, só que claramente não funcionou.
– Não importa. Desce logo daí antes que eu suba e te derrube dessa janela.
– Isso eu quero ver. – Cruzou os braços provocando.
– Não me tire a paciência Miguel. Vamos logo, sei que está louco de curiosidade para ver o que tenho a te amostrar.
– Tudo bem. Mas se alguém descobrir, culparei a você.
O garoto do lado de fora deu de ombros e esperou o garoto descer, o que não demorou muito já que esse era um lobo muito ágil.
– Agora vai me dizer para onde está me levando? – Pediu ajeitando o pijama ao corpo.
– Descobri algo legal na floresta.
– Ah, não. Dá ultima vez que me disse isso, passei dois dias com fedor de gamba no corpo.
– Não, dessa vez é serio. Vem. – Danny puxou o mais novo.
Danny estava no castelo com os pais, Peter e Isaac, como fazia todo mês, para as reuniões de negócios, enquanto os adultos resolviam seus problemas, os adolescentes procuravam diversão.
– Viu? Não disse que era legal. – Danny sorriu orgulhoso, ao mostrar ao outro uma ponta de flecha, junto a grande pedra.
– Hum. Realmente, essa flecha não parece ser nova. – O lobo apurou a visão e olhou mais de perto. – Parece ter sido usada na grande guerra. – Miguel parecia fascinado com a descoberta.
– Sei que você adora essas coisas antigas. Olha aqui no fundo, essa inicial. – Apontou.
– Esse A, e esse símbolo me parecem familiares. De onde os conheço?
– Dãã. Do escudo da tia Alisson. Aquele que ela deixa escondido lá no castelo, e que o Chis nos mostrou outro dia.
– É mesmo. Mas esse símbolo não pertence a família Penalver, e não acredito que essa flecha tenha sido da tia, já que na grande guerra, ela só lutou dentro do castelo e não aqui na floresta.
– Não sei. Apenas achei legal e quis te mostrar. – Danny sorriu e pegou na mão do garoto, sentindo um arrepio passar pelo corpo dos dois.
Stiles e Derek acharam melhor não contar aos filhos que Alisson e Isaac a principio tinham sido inimigos, e por isso mesmo, a história de Kate tinha sido cortada do acervo dos príncipes. Mas como dizem, o passado sempre volta um dia.
Liam fora acordado com o barulho de pequenas pedras tocando o vidro da janela do quarto vizinho, já que agora cada um tinha seu próprio quarto, e não dividiam mais um só. Levantou-se rapidamente, e foi ver o que era. Viu Danny chamando seu irmão e decidira que iria segui-los para ver o que estavam aprontando.
O príncipe caçula, poderia ser fofo na aparência mais tinha uma personalidade completamente travessa. E seu hobby favorito era atazanar a vida dos irmãos e sabia que esse era o momento perfeito para isso.
Seguiu os garotos em silêncio e se escondeu atrás de uma pedra para ouvir toda a conversa.
Tudo estava chato demais para um garoto de oito anos. Não queria saber de flechas enferrujadas ou detalhes da grande guerra. Queria um álibi que pudesse usar contra os garotos quando precisasse.
Já estava quase voltando para cama, quando viu algo que realmente lhe chamou atenção.
Danny dera a mão a Miguel.
Nada demais, se não fosse os olhares que trocaram em seguida, e o fato de seus corações baterem mais forte. O garoto ficou quietinho apenas observando a cena.
Os olhos se cruzaram. O ar parecia está tendo dificuldade de sair dos pulmões de ambos. As pernas fraquejavam. Tudo era novo demais para eles, mais não podiam negar que algo estava diferente. Nunca tinham se olhando daquela forma.
Os corpos foram se aproximando.
Os olhos se fecharam institivamente.
A luz da lua banhava os dois, pareciam imãs sendo atraídos.
De repente Danny avança um pouco mais, e cola rapidamente seus lábios ao do príncipe de Beacon.
Um beijo rápido, mas que fizera Miguel sentir como se seu coração estivesse a ponto de explodir.
Os olhos ainda tinham dificuldade para se abrirem.
Quando Miguel pareceu perceber o que tinha acontecido, e saiu correndo por dentro da floresta, não parando nem ao ouvir os pedidos do mais velho.
Liam ficou de boca aberta pelo que viu. Podia ser criança, mais sabia o que era um beijo e o que isso significava. E ao ver a reação do irmão, percebeu que algo estava errado.
Resolveu que não usaria aquilo contra os garotos. Pelo menos não por enquanto.
Quando chegou em seu quarto Miguel se sentia exausto, não pela corrida, já que como lobo tirava aquilo de letra. Sua mente estava exausta. Não sabia o que pensar ou como se sentir.
Havia sido beijado pelo primo, na verdade sabia que Danny tinha sido adotado, mas foram criados como primos, mesmo assim.
Na verdade ele também o beijara.
Não podia negar que uma vez já tinha pensado sobre como seria a boca do outro, mais dai senti-la tão perto da sua era algo terrivelmente novo e assustador para si.
O fato de serem homens não lhe incomodava tanto. Crescera vendo o lindo amor de seus pais e seus tios. Mas ainda era novo demais para pensar naquilo. Sem dizer que provavelmente era inadequado para um príncipe ficar trocando beijos no meio da madruga com seu primo.
Aquilo soava como quebrar regras, e definitivamente Miguel odiava quebrar regras.
Tentou dormir, e quase não conseguiu, mais graças a licantropia não acordou com olheiras. Foi para o salão do trono, onde estava tendo “aulas práticas” com os pais, para poder se preparar para ser rei no futuro.
– Queridos reis e príncipe. – Peter saudou ficando de joelhos.
Laura e Liam ainda não tinham acordado naquela manhã e por isso não se faziam presentes no salão.
– Sim Peter. – O rei Derek encorajou o tio a prosseguir na fala.
– Bem, apenas gostaria de avisar, que nas próximas vezes que voltarmos ao castelo, o Duque Danny não nos acompanhara, já que estará viajando amanhã, para Europa a fim de fazer um curso de medicina, o que foi uma escolha dele. – O arquiduque terminou a frase e olhou com orgulho para o filho que estava ao seu lado, fazendo reverencia aos reis.
– Que ótima noticia, teremos um médico formado na família. – Derek se alegrou verdadeiramente. Pena que perderemos sua companhia duque, mais espero o rever em breve e formado com louvor. – O rei concluiu com um sorriso orgulhoso na face, sendo acompanhado pelo marido.
– Claro que sim, querido rei. – Danny agradeceu e olhou triste na direção do trono do “ primo” que mais parecia ter visto um fantasma com a noticia que recebera.
Miguel pediu licença e saiu atordoado, sem mais uma vez entender seus sentimentos.
Depois que Peter, Isaac e Danny se foram, o rei consorte foi ter com seu filho, pois percebera algo estranho em seu comportamento.
– Miguel? Algum problema filho? – Pediu abrindo a porta do quarto bem devagar.
– Não pai. Está tudo bem. – Falou enxugando as lágrimas.
– Não, não está. É por causa do Danny? – Se sentou cauteloso sobre a cama.
– Vou sentir saudades. – Se esforçou para dizer a frase mais verdadeira que podia, afim de não chamar atenção do pai para seus verdadeiros sentimentos.
– Todos nós vamos, filho. Mas dois anos passam rápido você verá.
O príncipe assentiu e abraçou o pai, se deixando ser consolado. Tudo era confuso demais para o jovem príncipe. Primeiro se descobrira sentindo coisas completamente diferentes em relação ao outro garoto, depois recebera seu primeiro beijo e fugira logo em seguida, agora perderia a companhia de seu melhor amigo e confidente.
Crescer realmente estava sendo difícil para os príncipes de Beacon.
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